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março 22, 2006
Celulares que explodem
Vários casos de celulares que explodem e pegam fogo surgiram na mídia nas últimas semanas. As reportagens se resumem a contar o fato e falar a marca dos aparelhos. Sequer procuram um especialista. Preferem se ater ao tom senscionalista e deixar o povo em pânico.
Pois bem, vamos esclarecer algumas coisas a respeito, para acabar com o oba-oba em cima disso.
1. O que pega fogo não é o celular, é a bateria ou o carregador;
2. Os aparelhos são submetidos a diversos testes, e para irem ao mercado, devem ser aprovados por órgãos que fazem controles rigorosos. O que me leva a crer que as baterias e / ou carregadores envolvidos nesses acidentes são falsificados;
3. Se o seu aparelho esquenta, principalmente durante chamadas ou recargas, encaminhe-o à uma assistência autorizada. Se isso passou a acontecer depois de você comprar um acessório não original, descarte o acessório.
4. Não quero afirmar aqui que todo acessório não original é lixo. Os originais realmente são caros demais. Mas o problema desses itens é que a maioria não tem procedência. Na dúvida, não compre.
5. Prefira itens que tenham pelo menos embalagem com os dados do fabricante. Há vários no mercado, com preços justos. Você pode achar bons carregadores de fabricantes idôneos de acessórios, por R$ 30, contra os R$ 90 do original. Fuja dos de R$ 10 dos camelôs, que nem embalagem possuem.
postado via PDAphone
Escrito por Bia Kunze em Celular em março 22, 2006 01:57 PM
IMPORTANTE: escrevam nos comentários somente o que estiver dentro do assunto do post. Dúvidas genéricas sobre outros assuntos, mandem-nas para: bia arroba garotasemfio.com.br. Obrigada!
Bah.. depois que eu vi as tentativas dos Mithybusters de explodirem um celular de todas as maneiras nunca mais acreditei nestas histórias...
Escrito por Fabian em março 22, 2006 02:47 PM
Bia, acho que você deveria ter dito "... Se o seu aparelho esquenta DEMAIS, principalmente durante chamadas ou recargas..." Todo celular TEM de esquentar durante essas duas situações [a corrente elétrica que circula no aparelho durante essas duas operações é maior que a corrente em standby]. Mas é claro que se o aquecimento é excessivo, é motivo de preocupações mesmo, principalmente porque baterias de Li-Ion são muito sensíveis a sobrecarga e podem, literalmente, explodir.
Escrito por the0ne em março 22, 2006 03:12 PM
Bia,
Sinceramente? Há coisas sobre as quais não se pode ser peremptório, ou ter uma opinião definitiva. Por exemplo: a radiação do celular faz mal? Você pode dizer categoricamente que faz ou que não faz?
A mesma coisa é sobre a questão de explodirem ou não. Dizer que os acessórios dos que explodem são fáceis é simplificar o problema a um extremo perigoso. Ora, testes são feitos com qualquer aparelho que envolve um mínimo de tecnologia - de celulares a aviões, e mesmo assim falhas mecânicas acontecem - ou não?
Mas, para lhe dar um exemplo, ainda anteontem aqui na cidade explodiu um celular no bolso de uma estudante aqui na cidade. TUDO original...
Ou seja: existem recalls de carros, e todo mundo sabe como são testados à exaustão... Por que justamente celulares serão infalíveis?
Enfim, sabe o das brujas? Você pode até não acreditar, mas "que las hay..." ;)
Escrito por oculos em março 22, 2006 09:19 PM
Vamos lá. "Radiação" dos celulares é uma grande, ENORME besteira espalhada pela mídia. Celular emite tanta radiação quanto uma lâmpada. É radiação eletromagnética, igual a rádio, TV, radares, controles remotos, lâmpadas e o Sol. Falam "radiação" o pessoal se encolhe. Nunca falam de gente que mora ao lado das MILHARES de torres de celular, que emitem milhões de vezes mais energia que os aparelhos, nem das torres de TV, por exemplo.
Algum ludita inventou essa de "oh, celular é perigoso", mas não falam nada dos telefones sem-fio.
No caso dos celulares, vamos ver... o que temos dentro de um aparelho, fora a bateria? Cristal líquido: Não explode. chips: não explodem. Uma sobrecarga no máximo dará um estalo. Capacitores: idem. Placa de circuito: não, não explode. Plástico em geral... só se fizerem um celular de C4.
A tal menina não foi dito em momento algum nas reportagens que o material era original, e também foi dito que "PEGOU FOGO". Nada de "explodir". Caso clássico de bateria em curto.
Só pra completar, celular também não bota fogo em posto de gasolina, e a Amazônia não é o pulmão do mundo, ok?
Escrito por Carlos Cardoso em março 23, 2006 12:52 AM
Só mais um comentario a respeito desse assunto de "explosao" de celulares, a pouco tempo estava procurando informações a respeito de baterias e me deparei com um artigo sobre reparação de baterias de notebooks que dizia que se deve tomar o maximo de cuidado para nao perfurar o corpo da bateria porque o material de que é composta a bateria de lítio reage à umidade do ar e se incendeia!!!
Todas as baterias de íons de lítio possuem "respiros" para equalizaçao de pressao interna da bateria, nesse respiro existe um filtro de umidade, se esse filtro estragar e a umidade entrar na bateria, ela simplesmente explode.
A respeito de recall's, a Apple fez um recall para troca de baterias de notebooks que poderiam explodir e a Dell tambem fez o mesmo a menos de 6 meses. Imagino que as empresas de celulares nao fazem o mesmo porque nos testes de durabilidade das baterias dos seus aparelhos a quantidade de ocorrencias de defeitos é muito pequena.
Escrito por Leandro Bueno em março 23, 2006 06:14 AM
[CARDOSO]
É radiação eletromagnética, igual a rádio, TV, radares, controles remotos, lâmpadas e o Sol. Falam "radiação" o pessoal se encolhe.
[/CARDOSO]
Realmente, e isso é decepcionante! Onde moro atualmente, por causa da faculdade, estou sempre na mão com sinal de celular (TIM) e adivinhem o motivo. O Bairro aqui (Cidade Universitária) não tem antenas de celular porque os moradores antigos (residentes a muito tempo, não os estudantes), numa reunião de bairro, decidiram não autorizar a colocação de uma torre para repetição do sinal de celular. O motivo? Esses moradores antigos ainda têm medo de que "radiação" da antena causa câncer e torra os órgãos internos. Pode, uma dessas?! Os celulares da Vivo ainda têm sinal (fraquíssimo) dentro das salas de aula da universidade, mas os TIM e CLARO ficam completamente sem sinal nas salas e muitas vezes até em lugares abertos. Desanimador!!!
Escrito por Ricardo Saffi Marques em março 23, 2006 09:13 AM
Sobre a radiação dos celulares, vamos com calma... Vocês estão comparando maçãs com laranjas. Não adianta ficar comparando ERBs com celulares com telefones sem fio.
O celular tem uma peculiaridade: é um despositivo que fica colado na sua cabeça, e que tem uma potência de transmissão muito maior do que a de um telefone sem fio. Ele precisa alcançar uma ERB que esteja a 1km, enquanto que o telefone sem fio precisa alcançar uma base que esteja a poucos metros.
Radiação eletro-magnética frita SIM. É assim que os fornos de micro-ondas funcionam. Exposição a este tipo de radiação em doses pequenas é que é a polêmica: se em doses grandes ela causa estragos, será que dá pra dizer que ela é 100% inócua em doses pequenas e constantes? Os irresponsáveis que decretem que não há risco.
Escrito por Eduardo em março 23, 2006 09:52 AM
Cláudio,
Me desculpe se sou muito 'seco', mas, em que você se baseia ao dizer que radiação do celular é besteira????
Se a mídia promove sensacionalismo ou não, sempre que o assunto é exposto, normalmente é citado algum instituto de pesquisa sério e estatísticas interessantes. Comentário como o seu não informa nada a não ser a sua própria opinião (que é tão respeitável quanto qualquer outra, diga-se de passagem).
A preocupação com as torres é, sim, questão de saúde pública, tendo sido matéria de algumas legislações pelo mundo. Aliás, reportagem não tão recente demonstrou que os índices de câncer dos moradores próximos à Radio Vaticano eram superiores aos da média.
E, desculpe, mas a reportagem que você leu não deveria ser a mesma que li, onde a mãe da criança é enfática ao dizer que era tudo original.
Pesquisas sobre os efeitos de radiação eletromagnética infelizmente levam anos para concluirem alguma coisa, assim como levou tempo para averiguar o efeito do uso de fones de ouvido na audição.
Se você não concorda com isso, respeito. Mas dizer que a discussão é uma besteira só mostra que talvez você não tenha se informado o suficiente.
Escrito por oculos em março 23, 2006 11:47 AM
Pegue um radiogoniômetro e vá pro meio da rua. Vai detectar muito mais energia eletromagnética à sua volta do que a de um aparelho celular. E sim, ondas eletromagnéticas fritam. Seu microondas por exemplo tem dois dispositivos, chamados magnetrons, de 700 Watts cada um. Uma chamada de celular emite em média 10mW (1mW == 1/1000 Watts). O pior cenário, com o telefone fazendo uma chamada no alcance extremo, usando todos os recursos, chega a 125mW. Uma estação rádio-base de celular emite de 50W a 1000W. Mas delas ninguém fala. Só que, como a potência do sinal diminúi com o quadrado da distância, pra passar de 10mW você não precisa estar muito longe da estação. Assim, você recebe MAIS "radiação" da antena da operadora do que do celular colado na orelha. Ah sim, um telefone sem fio emite de 0,2W a 0,6W, muito mais que um celular. Tecnologia antiga e não eficiente, sabe como é. E uma estação AM emite até 50.000W, mas não soube de gente morrendo feito moscas ao lado de nenhuma grande emissora...
Escrito por Carlos Cardoso em março 23, 2006 11:55 AM
O problema é: algumas pesquisas, não tão conclusivas assim, alertam para a possibilidade de que a exposição próxima a essa radiação, ainda que menor comparando com outos aparelhos, provoque tumores.
Quem diz não sou eu, mas o Instituto Karolinska, de Estocolmo. Por isso, apesar de conhecer de memória já a estorinha de que a radiação dos celulares não é tão grande, que têm blindagem contra escape de radiação, e blábláblá, me parece que Institutos como o Karolinska são, ao menos, respeitáveis, e que a discussão não é sobre o sexo dos anjos. É séria, e merece apurações.
Portanto, me recuso a simplesmente descartar a possibilidade de que pode haver risco, ainda que não abando meus 2 celulares...
Escrito por oculos em março 23, 2006 01:06 PM
Estou com a minha gata : se explodiu é porque alguma coisa não era original...
Escrito por jair em março 23, 2006 04:20 PM
Na segunda guerra mundial a tecnologia de radares era nova, os pilotos em locais frios ficavam perto dos radares porque era mais quentinho e ninguém sabia porque. Conclusão, alguns tiveram queimaduras de 2 grau provocadas pelas ondas eletromagnéticas do radar. Bem pra saúde é que não vai fazer uma estação rádio base, muitas vezes tem uma do ladinho da sua janela. Eu ficaria preocupado com uma torre dessas muito perto de onde moro, graças a deus não tem nenhuma.
Escrito por Cristiano em março 24, 2006 03:33 AM
Sem querer ser chato e ficar voltando ao tema quando já se mudou o assunto, vi esse link e me lembrei da discussão:
Escrito por oculos em março 31, 2006 07:13 PM
Caros leitores,
Sou radioamador há 12 anos, e por isso acho que minha esperiência deve ter algum valor. A maioria dos comentários fazem uma analogia muito simplista a respeito do assunto "radiação dos celulares" e "explosão de baterias".
Acretitem, a radiação emitida pelos celulares é prejudicial a saúde sim, mas não devemos ter medo de utilizar um celular. Apenas, devemos limitar o uso deles ao mínimo necessário. Dependendo da operadora, os aparelhos transmitem em 800 Mhz, 900, 1200... O forno microondas gera um sinal de rádio que oscila em torno de 800 e poucos Mhz, pois é nessa frequencia que a água absorve mais essa irradiação. E a comida esquenta.
Claro, que o forno microondas é muito mais potente, mas é blindado de maneira que a radiação não escapa (ou escapa muito pouco). O celular apesar de ter uma potência baixa, não tem grandes proteções contra a exposição à raiofrequencia e opera sempre colado ao cérebro da pessoa. Se o usuário tiver inclinação a desenvolver câncer, o uso exessivo do celular irá aumentar a probabilidade do desenvolvimento da doença.
As ERB's são mais potentes que os celulares (bem mais potentes), mas não há minguém há menos de 50 metros da antena, o que torna as ERB's inofensivas.
A distâmcia entre a antena e o usuário é fundamental. Um medidor de campo (aparelho que mede a intensidade de sinal) acusa radiação perigosa ao aproximá-lo da uma antena transmissora. Mas afastando a apenas um metro de distância, o medidor de campo praticamente deixa de acusar o sinal. Daí o fato de os especialistas recomendarem afastar o celular da cabeça cerca de 2 centímetros durante o uso.
A indústria da telefonia móvel movimenta bilhões em todo o planeta. Há interesses graúdos por tráz dessa indústria. Por isso este assunto é sempre abafado. E todas as especulações acabam sempre em "ainda não foi nada comprovado".
Com relação às baterias, todas elas esplodem se forem carregadas com um carregador que as carreguem muito rapidamente, porque elas se aquecem demais, geram pressão interna, como uma bomba. A algum tempo atráz, não se ouvia dizer que baterias recarregáveis poderiam explodir. Isso porque o tempo de garga ficavam entre 8 e 15 horas, e as baterias não esquentavam, ou esquentavam pouco. Com a exigência do mercado, houve a necessidade de aumentar a velocidade da carga e assim surgiram os carregadores rápidos, que carregam em 50 minutos, e fazem com que às vezes nem se consiga segurar as baterias na mão de tão quente que elas ficam. É aí que mora o perigo.
Escrito por Allan em julho 18, 2006 09:09 PM
ignorância mata... se não mata achata
Escrito por jo´se em novembro 8, 2006 09:38 PM
