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maio 14, 2007

Nem 8, nem 80

Eu sou contra qualquer tipo de imposição. Ainda que seja para um *suposto* bem comum. Afinal, nenhuma ideologia que é imposta sem ser discutida pode resultar em bem comum.

Não sou eu quem digo isso. É a História. Por causa de um regime de governo que queria o bem comum, meus avós passaram a juventude esfregando batatas em queijos embolorados, para pegar o cheirinho, pois uma fatia de queijo não dava para alimentar a família toda.

Onde eu quero chegar com isso?

Situação 1.
A Câmara dos Deputados levanta a bola: proclamar o dia 11 de maio feriado nacional, por causa do Frei Galvão, agora santo.
A bancada evangélica chia: não reconhece os santos católicos. Dia 11 de maio não pode ser feriado nacional, afinal, vivemos num estado laico. Onde fica a liberdade de religião de cada um?
Ok, ok. A Câmara propõe uma votação popular. Santifica o dia 11 de maio ou não? A bancada evangélica protesta de volta. Não, não pode haver votação. Não pode santificar e ponto final.
Uai, quem foi que falou em liberdade?

Situação 2.
Preocupados com os índices de mortalidade no país por causa de abortos clandestinos, o governo propõe legalizá-lo.
A CNBB bate o pé. Não pode. É pecado.
O governo rebate. É pecado para quem é católico. Não estamos preocupados com a consciência religiosa de cada um. A questão é de saúde pública. E aborto continuará sendo sempre uma opção, e não uma imposição.
Os católicos não aceitam a justificativa.
O Ministério da Saúde tenta uma solução democrática. Vamos abrir um canal de discussão, fazer uma votação popular?
A CNBB protesta de volta. Não, não e não. Não pode haver votação nem discussão. Não pode legalizar e ponto final.
Então tá. Vamos deixar a mocinha que tentou aborto com agulha de tricô sangrar até morrer. Afinal, é a vontade de Deus e ela é uma pecadora.

Situação 3.
O governo Lula vai privilegiar o sistema Linux e não dará espaço para que softwares como o Windows entrem na competição nos projetos de inclusão digital nas escolas.
Que maravilha, dizem os petistas. Vamos parar de gastar milhões com licenças de software proprietário!
Alguns professores acham esquisito. Afinal, 90% do mercado de trabalho exige conhecimentos em Windows para as colocações de emprego mais básicas. Mas tudo bem, pensam eles, sobrará mais dinheiro para nosso salário e capacitação profissional.
Se o problema é dinheiro, diz a Microsoft, ofereceremos Windows de graça.
Não, não, diz o assessor da Presidência, José de Aquino. Essa possibilidade não existe. Só usaremos software livre.
Ok, então. Vamos deixar nossos jovens desempregados. O guri que recém-acabou o 2º grau não conseguirá aquela vaga de recepcionista num laboratório de análises clínicas porque não tem a qualificação básica "Windows-Word-Excel" exigida no currículo. E que 90% do mercado usa.
Ah, quer saber? Azar do laboratório, que é do mal, pois usa software proprietário. Os jovens serão livres, é o que importa! Livres inclusive para ficarem desempregados.

Duvidam? Leiam aqui.

Gente, estamos falando de educação. Inclusão digital. Eu sou radicalmente a favor que repartições públicas e entidades governamentais usem software livre, afinal, trata-se de milhões economizados dos NOSSOS bolsos em licenças.

Mas na educação não. A escola tem que preparar a meninada para tudo. Vamos ensinar Linux, Ubuntu, Windows, vamos ensinar tudo aos jovens, principalmente a serem formadores de opinião e escolherem o que querem. É errado impor só Windows, tão errado quanto impor só Linux. Imposição não funciona. Conhecendo os dois sistemas, os jovens poderão até mudar a mentalidade dos mais velhos, mostrando as vantagens do software livre em contraposição ao software proprietário. Ah, sim, mesmo que eles queiram ser advogados no futuro, sinto muito, terão que aprender matemática também.

Podem falar que Linux é a única salvação contra os altos índices de pirataria que grassam no país. Mas a meu ver, até pirataria é opção. Assim como furar sinal vermelho, bater carteira na rua, jogar água na bomba de gasolina, ou qualquer outra contravenção. Pelo menos a pirataria deixaria de ser desculpa para a falta de conhecimento.

E quem acha que, ao expor as situações 1, 2 e 3, eu exagerei ao comparar sistema operacional com religião, está muito enganado.

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postado via gprs / edge

Escrito por Bia Kunze em Cybercultura | Linux Sem Fio em maio 14, 2007 08:37 PM

Citações

Endereço para citar este post:
http://www.estrelasdopassado.com/odontopalm/cgi-bin/mt/mt-tb.cgi/1044

IMPORTANTE: escrevam nos comentários somente o que estiver dentro do assunto do post. Dúvidas genéricas sobre outros assuntos, mandem-nas para: bia arroba garotasemfio.com.br. Obrigada!

Pode apostar que os linuxistas de plantão tão comemorando a toa dessa vez... Pelo visto passaram por cima do Windows radicalmente :p

Na grande maioria das escolas hoje em dia nem informática faz parte do currículo escolar, quanto mais pedir para ensinar Windows + Linux para essa garotada...

Escrito por Ed em maio 14, 2007 09:56 PM

Você pirou na batatinha. Dizer que a falta de Windows nos projetos do governo vai gerar uma massa de desempregados é uma bela forçada de barra. E já escorou a porta com a referência a debates religiosos, pra depois usar contra a óbvia onda de protestos dos linuxistas.

Olhe, eu não sou de defender linuxista não, acho eles bem fanáticos e chatinhos. Mas desta vez você viajou.

Escrito por luc-movel em maio 14, 2007 10:03 PM

Não concordo em falar de emprego por conta de sistema operacional que vai usar nos equipamentos das escolas.

Por um acaso, ensinar sistema operacional é diferente de ensinar windows ou linux.

Se você mostra ao mundo que existem coisas diferentes do que ela está habituada, ela vai ficar sabendo que o mundo não é só azul!


Qualquer um sabe windows Hj, ou melhor: clicar no xís pra fechar ou no E azul pra entrar na internet!
mas e fazer cabeças pensantes? e ensinar que nada é mágico?


com SL é possivel mostrar como tudo acontece, e no windows starter edition, é?

Escrito por Rinaldi em maio 14, 2007 10:07 PM

Não, não vai gerar uma massa de desempregados, luc-movel. Os desempregados já estão aí. Os analfabetos digitais idem. Ninguém sabe nem mexer em Windows, Linux ninguém sabe o que é.

Só quis dizer que tal medida não vai contribuir para uma melhor formação dos jovens.

E não quero provocar celeuma com esse post não. Pensei 10 mil vezes antes de postar, pedi até opinião de amigos.

Escrito por Bia Kunze em maio 14, 2007 10:08 PM

Procurem nos sites de empregos as vagas que pedem Linux e as vagas que pedem conhecimentos específicos relacionados com Windows. A diferença está na casa de 90%.

Desculpem, sei que os OpenXiitas não se preocupam muito com isso, mas é a realidade.

Escrito por cardoso em maio 14, 2007 10:09 PM

Cardoso, acho que me expressei mal. Vou usar um exemplo prático para o pessoal.

Há 2 faculdades de rádio e tv em Curitiba. Uma é de uma instituição já bem conhecida por projetos em software livre. A outra, uma universidade.

Por causa da ideologia dessa primeira instituição, todas as ilhas de edição da faculdade de rádio e tv rodam software livre.

Por causa disso, houve uma migração em massa para a outra instituição. Ninguém conseguia estágio ou emprego em produtora alguma, porque todas usavam Adobe ou Final Cut.

Eu estou fazendo faculdade de comunicação. Fiz 3 anos de rádio e TV. Eu VIVI isso, não estou citando situações hipotéticas.

Rinaldi: "qualquer um sabe Windows hoje" é conversa. Já tive MUITA dificuldade em achar uma secretária que soubesse usar o mínimo de Windows. Ou um editor de textos ou planilhas, seja MS Office ou BrOffice!

Já vi imagens de secretárias diante de planilhas no computador e somando os números numa calculadora em cima da escrivaninha.

E não tentem distorcer por aí o que eu disse, com frases do tipo 'a Bia disse que o Linux causa desemprego'. Eu invoco a alma penada do Karl Marx e mando puxar os pés de vocês, viu? Façam-me o favor! :)

Sou a favor de uma educação eclética. Quem ganha mais? Quem tem noções de Linux e Windows ou quem só tem noção de uma coisa?

Escrito por Bia Kunze em maio 14, 2007 10:17 PM

Exato. Linux AUMENTA a empregabilidade, mas ele sozinho ainda é um nicho pequeno demais. Tanto que um profissional Linux é caro.

Bloquear acesso ao conhecimento, por pirraça ideológica é algo digno do Admirável Mundo Novo.

Escrito por cardoso em maio 14, 2007 10:21 PM

Ilhas de edição??? Adobe e Final Cut???

Outra forçada de barra. Isso aí é muito específico! Nem me parece que eu possa (baseado no que você está me contando) defender a decisão dessa tal faculdade tudo-livre.

Inclusão digital não chega a isso tudo não. Para projetos do governo, basta que as pessoas aprendam o que é computador, o conceito (teoria e prática) de Internet e conexão, o conceito de se "abrir", "gravar" e "fechar" um arquivo, e onde que eles ficam, navegar em pastas, e programas como planilha, editor de texto, navegador e... pára por aí! E até aí, os conceitos são os mesmos, tudo é MUITO parecido. Não tem como alegar que quem aprende estas coisas num sistema não consegue fazer no outro. Acho até que Linux é muito mais educativo que Windows.

Imagine, formação de profissionais de áreas específicas em faculdade é outra conversa.

Escrito por luc-movel em maio 14, 2007 10:28 PM

Pô. Eu mesmo, que sou super safo em informática, nunca vi esse tal de Final Cut e não tenho a menor idéia de como funciona uma ilha de edição. Isso é especialização profissional.

Escrito por luc-movel em maio 14, 2007 10:32 PM

Contra qualquer tipo de imposição? Você é contra a imposição de uma mãe para que seu filho coma verduras? Ou a de um médico fazer uma transfusão de sangue para salvar a vida de uma criança cujos pais são testemunhas de jeová?

O que você não considerou é que o uso de software livre é a única coisa que pode acabar com uma grande imposição que já cai sobre nós, o Windows e seu pacote Office.

E quanto ao uso de Linux na educação, considere dois tipos de profissionais (que poderiam ser formados em escolas públicas): os usuários de suites de escritório (para trabalhos não diretamente relacionados com informática) e os técnicos em informática.

Pros usuários, qual a diferença entre aprender a digitar no Word ou no Writer? Os recursos são basicamente os mesmos, só muda a posição dos menus. Se o moleque tem alguma prática em um deles, consegue aprender o outro em pouquíssimo tempo.

Pros técnicos, que plataforma oferece mais oportunidades de aprendizado? Uma que oferece todo um conjunto de ferramentas avançadas, para programação, manutenção de redes, etc. de graça, ou uma que vem com... IE, Paint e Paciência?

Escrito por T em maio 14, 2007 10:34 PM

Bia, vc tem certeza que quem aprender a usar Linux-Firefox-OpenOffice.org não saberá se virar em Windows-Word-Excel?
Será que não estamos encarando essa decisão de forma tão negativa por ser uma decisão do governo que todos, eu inclusive, criticamos? Pq não vejo ninguém fazer uma crítica desse tipo quando uma faculdade aceita um MS-sei-lá-o-que Alliance e ensina apenas tecnologias MS? Pois uma coisa é inclusão digital, que a meu ver independe do SO tendo em vista que as ferramentas como browser, editor de texto/planilha e outros, são semelhantes. Outra coisa é preparar um profissional em TI.
E mais, será que a demanda por habilidades com tecnologias da MS não é porque não há muitos profissionais com treinamento em outras tecnologias? Será que o profissional com treinamento de software livre chegar à entrevista de emprego dizendo "Posso implementar isso aí com aplicativos livres e economizar pra vc o custo das licensas" não corre o risco de levar a vaga? Ou sou apenas muito otimista?

Escrito por Paulo em maio 14, 2007 10:35 PM

É um exemplo de mercado, luc-movel, só isso.
Os jovens estão mal preparados para o que for.
E os EMPREGADORES também.
Pergunte para os donos de papelarias por aí se eles sabem o que é Ubuntu.
De novo, repito a pergunta: seja no ensino básico, seja no médio, ou seja no superior, qual o problema em proporcionar uma formação mais eclética? EM FAZER AS PESSOAS APRENDEREM QUE EXISTEM DOIS SISTEMAS E QUE ELAS PODEM ESCOLHER UM DELES?

Paulo, você pegou o raciocínio correto: conhecendo os dois lados da moeda, teremos o reverso: os jovens podem começar a mudar a realidade do nosso mercado de trabalho, substituindo sistemas proprietários (boa parte piratas) por soluções em software livre! Por sugestões deles mesmos.

De novo, mais uma vez: não sou contra software livre na educação, pelo contrário. Mas uma formação eclética melhorará muito o que o próprio mercado pede hoje, por pura falta de conhecimento, por não saberem sequer que existe Linux!

Eu comecei a distribuir CDs do OpenOffice na faculdade ano passado, entre meus colegas. Ninguém sabia que existia opção ao "Office de R$ 10." Mas com o OpenOffice, a coisa é bem mais simples, já que é muito parecido com o sistema proprietário e quase não se nota a diferença. O problema são as soluções mais específicas de cada área.

O problema é o empregador saber que o curso de Linux e OpenOffice que o candidato a emprego tem não é "coisa de nerd", pura e simplesmente.

Linux não é só abrir e fechar janela. Nem Windows. Um recepcionista não usa o computador como máquina de escrever, como vocês dizem. Se fosse só isso, realmente, era besteira ter que aprender os dois sistemas. Mas ele também precisa instalar programas... Entender um pouco de periféricos... Se a impressora não funcionar, ele precisa ao menos detectar a origem do problema... senão não imprimirá as notas fiscais... Tudo isso é MUITO diferente nos dois sistemas.

Escrito por Bia Kunze em maio 14, 2007 10:36 PM

T.,

Comer verduras não está previsto em lei, não é medida governamental nem está na Constituição.

O médico que tiver que fazer a transfusão de sangue, precisa correr contra o tempo para pegar uma autorização da família negando a transfusão, antes que o paciente morra. E ainda assim, isso não garante que ele tenha seu CRM caçado por negligência. Não sei se já existe jurisprudência para isso, deixo a dúvida para os advogados que lêem o blog responder.

Escrito por Bia Kunze em maio 14, 2007 10:59 PM

Ixe bia... esqueci de comentar. Você encostou na ferida... Prepare-se para enxurrada de comentários... =)

Beijos!

Escrito por Danilo Cesar em maio 14, 2007 11:05 PM

Danilo, só peço que os comentários sejam educados, não vejo problema em discordar de mim.

Escrito por Bia Kunze em maio 14, 2007 11:18 PM

Bia,
Eu só espero que você não se irrite com esses openxiitas.
Esses caras não conseguem entender que a MS é lider em mercado pq ela sabe o que faz e não pq ela é demoníaca e quer mandar em todo mundo.
Mas não adianta a gente reclamar desse governo, pq ou ele escolhe o Linx ou o Windows! a melhor opção(que são os dois) ele nunca vai escolher.
afinal, Eles só estão no poder pq não sabem fazer NADA direito.
Quem sabe das coisas gosta de trabalhar de verdade mesmo

Escrito por Leonidas em maio 14, 2007 11:24 PM

Bia, entendo tudo que tu disse e concordo plenamente.

:)

Escrito por Júlio em maio 14, 2007 11:26 PM

=/

Foi mal, mas então ou me expressei mal, ou fui mal compreendido. Mas não consegui ver o ponto aonde fui grosseiro.

Escrito por Danilo Cesar em maio 14, 2007 11:39 PM

Bia:

Excelete artigo. Conceder "possibilidades" ao tratarmos de educação - como de qualquer outro assunto - é sempre o melhor caminho para permitir o exercício da liberdade! Parabéns!

Escrito por Walter Nimir em maio 14, 2007 11:59 PM

Danilo, a bia não disse que foi grosseiro, ela disse que essa enxorrada de comentários aí, ela desejava que não fossem grosseiros.

Ela foi mal compreendida =)

Escrito por Alberto em maio 15, 2007 12:01 AM

Bia, fantástico seu texto, de uma lucidez cristalina! Pena que tanta gente se deixa levar por argumentos apaixonados, às vezes até fanáticos, em vez de analisarem a realidade.

Escrito por Lu em maio 15, 2007 12:06 AM

Oi Bia!

Discordo quando você diz que governo em geral deve usar software livre para economizar milhões em licenças.
Já é provado que licença de software é APENAS uma parte do custo da solução adotada (aliás, uma das menores partes).
Existe todo um custo envolvido numa linha do tempo, e este QUASE sempre é maior em soluções de software livre (me refiro aqui a Linux).
Cada caso tem que ser analisado, não dá para generalizar.

Já cansei de mostrar e provar para empresas, que elas acabaram gastando mais indo para software livre do que se tivessem continuado em plataforma proprietária.

Abraços.

Escrito por Vaine Barreira em maio 15, 2007 12:57 AM

Edição de vídeo? Hahaha, então que tal fazer inclusão social com MacBooks? Aproveita também e distribui iPods pra garotada! "Se o povo não pode comer pão, que coma brioches!" :P

Comer verduras não está previsto em lei, não é medida governamental nem está na Constituição.

O médico que tiver que fazer a transfusão de sangue, precisa correr contra o tempo para pegar uma autorização da família negando a transfusão, antes que o paciente morra. E ainda assim, isso não garante que ele tenha seu CRM caçado por negligência. Não sei se já existe jurisprudência para isso, deixo a dúvida para os advogados que lêem o blog responder.

Tá, respondeu a parte do meu comentário que era piada, mas o argumento não? Ou eu falei uma besteira tão grande que não merece sequer uma resposta?

Quanto à história da faculdade, pô, nada a ver o que eles fizeram. Isso (usar linux) até faz sentido em uma faculdade de tecnologia (o uso de um sistema aberto proporciona um aprendizado muito maior), mas no seu caso, deve-se usar a melhor ferramenta disponível, claro, pois é um trabalho muitíssimo especializado (e putz, ferramentas gráficas a là GIMP, ninguém merece...).

Mas, se for pra aprender a digitar, usar o mouse e navegar na Internet, fala sério, qual a diferença?

Ok, concordo que se toda escola pública tivesse um bom laboratório de informática, com Windows, Linux, FreeBSD, MacOSX, Solaris, BeOS, mais todo tipo de software, desde o "feijão-com-arroz" do processador de textos e planilha até os mais avançados programas de edição de mídia, captura de vídeo, animação, seria ótimo. Mas qual a viabilidade disso? É viável manter um laboratório com diversos sistemas diferentes, num país onde é tão difícil sequer *ter* um laboratório? Acho que não.

Então, uma escolha tem que ser feita. Tem que ser feita, porque: 1. se o sistema for linux, o governo tem que dar suporte e treinamento; 2. se for windows, o governo tem que negociar a aquisição do software em grandes lotes, para viabilizar a compra (a MS não vai simplesmente dar os programas de graça a qualquer diretor de escola que chegar sozinho à sua porta). Bem, E dar suporte e treinamento também, claro.

Ora, se a escolha foi acertada ou não, depende só do que você acha mais importante: o imediatismo (os jovens de hoje aprenderem o mínimo do mínimo para conseguirem um emprego), ou a possibilidade (por mais que seja longínqua) de libertação do monopólio (SIM, monopólio! SIM, sou openxiita, e daí? huahuahua!) e avanço tecnológico do país como um todo. Bem, aí entra também o seu conceito de liberdade...

Você por acaso gostaria de poder comprar apenas carros da Volkswagen, porque em todo posto que você vai, só vendem uma gasolina especial que só funciona nos carros desse fabricante? Por mais que os carros da Volks não sejam ruins, duvido que você gostaria de não ter a opção.

E se o governo começasse a distribuir de graça carros a álcool, promovendo uma lenta mudança de cultura e expansão da infraestrutura necessária ao uso deste combustível, mais limpo e que promove o desenvolvimento de uma tecnologia ligitimamente nacional (de geração de energia), seria isto uma imposição inaceitável?

Grandes mudanças culturais dependem da educação. E a educação, tanto dentro de casa quanto em âmbito, dependem de um direcionamento. Ninguém muda pra melhor se não for forçado (por si só ou por um terceiro) a sair do seu estado de conforto.

A economia das licenças é um argumento imediatista, mas o uso do software livre é, a médio prazo, um agente de mudança.

... e não sei como era na sua casa, mas na minha, a palavra do meu pai era lei! Se naquela época eu comia verduras indignado, hoje eu não consigo almoçar sem a minha saladinha!

Obs.: Se eu estiver falando alguma barbaridade sem sentido, por favor, me ofereçam argumentos contrários. E, se alguém se sentir ofendido com alguma coisa que eu escrevi, desculpe, não foi a intenção, mas eu simplesmente não consigo dispensar uma pitada de sarcasmo nesse tipo de discussão :P

Escrito por T em maio 15, 2007 01:01 AM

Bia eu não concordo com vc, hoje boa parte dos concursos públicos exigem também conhecimento em BrOffice (open office) por exemplo. E acho que a medida de adotarem o linux é para diminuir a pirataria, ou vc acha que esse mesmo jovem do seu exemplo, vai procurar emprego e tem na sua casa um computador com windows original, office ms original, só esses dois custam mais que qualquer computador "popular". Acho válida a idéia do governo de adotar o linux. A pessoa que se interessar vai saber que existem não só linux, como windows e mac também. E aprendendo um, nesse caso o de melhor custo-benefício, é muito dificil que a pessoa veja outro sistema e se apavore não é? E hoje em dia os fabricantes só dispõe hardware compatível com windows ou mac, então agora vai melhorar essa parte também, e viva à escolha, quem puder pagar mais, vai ter o melhor, quem não puder, vai ter um tão bom quanto e que não vai deixar ela com menor capacidade perante os outros, pois hoje não existe um linux que não tenha todas as funções básicas para uma pessoa usar o computador.

Escrito por Adriana em maio 15, 2007 01:14 AM

Uma coisa ninguém comentou, mas o Windows oferecido a 3 dólares só foi ofercido por esse preço pois se a microsoft não o fisesse ela ficaria totalmente de fora dessa concorrência.
Se o governo, no Brasil e em tantos outros países, não adotasse essa rigidez de só aceitar software livre em seus programas educacionais, ou seja, se por padrão os computadores de 100 dólares (ou euros) fossem comprados 50% com software livre e 50% com windows, o preço dessa aquisição iria no mínimo subir 50%, talvez inviabilizando os programas de educação.
Acredito que a opção do governo por software livre, além do fator custo, seja também o que muitos disseram: aprendendo um sistema só é possível ter uma base de como outros sistemas funcionam, e poderão utiliza-los posteriormente sem maiores problemas, somente com uma adaptação. Além disso eu acho inviável aprender 2 coisas diferentes que tem o mesmo propósito ao mesmo tempo, isso acaba por confundir o estudante.

Agora para finalizar, se é para se aprender tudo na escola, então deveriam ser comprados MacBooks para as escolas também. Como as crianças que querem, quando crescerem, trabalhar com áreas onde o Mac é forte vão ficar nessa história? (Desculpa, não resisti)

Escrito por Tiago dos Santos em maio 15, 2007 01:22 AM

Desculpe o cunho político, mas dá para levar a sério (me refiro ao presidente Lula, o PT e o Sr. José Luiz de Aquino - nesta ordem) um governo que critica as privatizações, mas "doa" as refinarias da Bolívia?!
A questão não é técnica e nem de opções de escolha. É política mesmo.
Um jovem que conhece apenas Linux e BrOffice, no máximo irá arrumar emprego numa micro empresa (e olhe lá, já que a grande maioria usa Windows), ou num depto. de TI de uma média ou grande empresa (olhe lá de novo, pois como a maioria dos servidores dessas empresas é Windows, é preciso conhecer os dois sistemas).

Abraços.

Escrito por Vaine Barreira em maio 15, 2007 01:39 AM

Mais uma vez a Bia viaja ..... se eu fosse vc apagava esse post pois vai sofrer. O povo brasileiro mal tem dinheiro para comprar o computador, quanto mais comprar um sistema operacional mais caro que a máquina. Vida ao Linux!! Morte ao Windows......

Escrito por Marcos em maio 15, 2007 01:42 AM

Eu concordo com você Bia. O que os, digamos, "defensores árduos" do Linux não entende é que existem situações e situações. Linux não é a cura para tudo.
Ja participei de grupos de linux e alguns nao entendiam quando eu falava que não podia migrar 100% para linux. Eu sou estudante de arquitetura, e a maioria do pessoal dessa área parou no tempo com autocad 2000 (ou até mesmo o arcaico autocad 14). Nessa minha área eu uso 3dstudio, Revit, Impression, etc (antes que perguntem sobre pirataria, eu tenho licenças estudantis).
Sim, eu sei que existe blender, qcad, etc. Mas como no exemplo da Bia, não é isso que os escritórios usam.
Mas como falei, existem situações e situações. Quando preciso editar imagens, eu uso Gimp (sim, no windows mesmo). Quando faço trabalhos em html, uso o Aptana (baseado no Eclipse).
Para um escritório "normal", ubuntu+openoffice é mais do que suficiente. Para certas situações, ubuntu, freebsd, o que seja, podem ser perfeitos. Mas por favor entendam, eles não atendem todas as áreas. Não estou defendendo windows e nem atacando o movimento opensource.
Entendam que diversidade significa exatamente isso: diversidade. Linux pode ser perfeito para A, Windows para B, OS X para C, e por aí vai.

Escrito por Andrei em maio 15, 2007 02:27 AM

Apoiada. Parafraseando Che Guevara: "Se hay imposición, soy contra". Nada imposto pode ser bom, até quando é para nosso bem.

Escrito por Emanuel Campos em maio 15, 2007 03:02 AM

Concordo plenamente com você Bia!

E para os defendedores assíduos de Linux aqui vai minha história:

Sempre gostei de informática, fui fuçando e aprendendo. Não chego ao ponto de compliar programas mas qualquer problema que aconteça em um pc com windows consigo resolver tranquilo.
Certa vez fiquei curioso com o Linux e, como estava na hora de fazer aquela "formatação anual" resolvi instalar o tal sistema. Comprei feliz meu CD na banca (era o Corel Linux, na época o que tinha a plataforma mais "amigável"). Chego em casa e começo a instalação. Segui tudo passo a passo. Acabou a instalação, dou boot, aquela expectativa e... nada. Só ficava no prompt de comando. Por mais que eu fizesse e remexesse e pesquisasse na net, nada.
Eu olhando com uma cara de decepção pra tela preta com as letrinhas cinzas... Fiquei numa puta raiva, formatei tudo de novo e instalei o bom (será?) e velho windows.

Anos se passaram e vejo uma reportagem sobre o Ubuntu. E pensei: hum... será? não custa tentar vai... E fui! Baixei a distro, queimei o meu CD e pronto pro ataque dei o boot pelo Cd.
Minutos depois estava ele lá: lindo, simpático, rodando belezinha no Live CD. Estava 80% convencido de que finalmente mudaria para o Linux e, então, comecei a instalação. Tudo certo, tudo funcionando belezinha... até o reboot. Aparece a tela, faço o login e... uê? cade os tamborzinhos que soavam ao iniciar? Exato, o som nao funcionava, mas fui descobrir isso só depois de descobrir que os mp3 tb nao tocavam. Vamos para o Google, mas... cadê a internet q estava funcionando no Live?? Droga! Com a super ajuda da comunidade hiper-prestativa do Ubuntu no mIRC, Skype e tudo que tem direito (isso em um outro computador) configurei a placa de rede. Bom, finalmente internet funcionando, mas e os mp3 e o som? Tinha que instalar um programa e... muitos milhares de "sudo" pra lá, "apt-get" pra cá, instalei o tal programa mas sem a placa de som configurada... ainda!

Bom, resumindo tudo, casei! Juro, estava animadíssimo com meu super Ubuntu mas de repente parei e pensei: pôxa, se precisar de ficar horas e dias sempre que acontecer um problema, por mais besta que seja, procurando comandos e atualizações na internet, desisto!
Comclusão: voltei pro meu Ruindows, que aqui, pelo menos, eu me garanto.

Sugestão para os Openxiitas de plantão: tornem a coisa mais simples!

Não me entendam mal: entendo perfeitamente o poder de ter o terminal e fazer tudo por lá. Mas imaginem só alguém que nunca viu nem o DOS na vida (por exemplo, uma vó que ganhou o computador do netinho de presente pra conversar com ele por e-mail) de repente abre uma tela com tudo preto, cheia de letrinhas na qual ela tem que escrever um tanto de comando e milhoes de mensagenzinhas? Seria muito mais fácil o netinho dela falar: vó, clica em iniciar, painel de controle... Entenderam?

Não tiro o mérito nenhum do Linux, de suas capacidades operacionais e da imensa comunidade super prestativa de usuários sempre pronta a ajudar em caso de problemas, mas... cadê a simplicidade?

Está melhorando muito, mas ainda acho que poderia melhorar mais... e, também, com o passar dos anos, quem sabe a gente não se acostuma com
- Vó, abre uma tela do terminal e digita "sudo su"...
- Sudo queeeem??....

Abraços a todos!

Escrito por Claudio em maio 15, 2007 04:31 AM

Claudio, isso já existe. O OSX é um sistema operacional baseado em arquitetura Unix mas que é perfeitamente viável viver sem linha de comando. Ele é tudo que o Linux sonha vir a ser. Sem dependências, SUDOs e similares.

Sabe como se instala uma aplicação nele? Arrastando. Ploft, jogou no folder applications (ou onde você quiser, até no Desktop) e ela está pronta. instalada, funcionando.

A reação mais comum de um usuário Windows é "mas é só isso?"

Escrito por cardoso em maio 15, 2007 05:18 AM

Bia, voce está jogando pérolas aos porcos...
olha o nível:

"Mais uma vez a Bia viaja ..... se eu fosse vc apagava esse post pois vai sofrer. O povo brasileiro mal tem dinheiro para comprar o computador, quanto mais comprar um sistema operacional mais caro que a máquina. Vida ao Linux!! Morte ao Windows......"

Voce acha que um fanático com essa maturidade vai concordar?
É sempre essas desculpinhas de derrotados, e sempre falando em nome do "povo brasileiro".
Sinto vergonha dessa gente, não sei porque deveria, mas sinto, tem horas que dá até vontade de formatar minha máquina e instalar o windows de tanta vergonha desse pessoal...

Escrito por CMilfont em maio 15, 2007 05:54 AM

CMilfont, os xiitas são minoria. Eles só gostam de fazer barulho. Por isso parecem um "monte de gente".

Eu vou começar em breve um projeto novo, um livro-reportagem sobre inclusão digital, patrocinado por grandes empresas da área de tecnologia e educação.

Esses grandes empresários / educadores lêem o meu blog e não gostam de xiitismos, apenas de sensatez. Note que eu não defendi o software proprietário no meu post. Não estou preocupada com o que o governo vai botar nas máquinas das escolas. Só defendi a diversidade.

Se os xiitas começarem a expor argumentos passionais, apenas farão com que esses empresários pensem duas vez antes de investir em desenvolvedores de software livre. Outra dica: há representantes de setores públicos passeando também pelo GSF, e eles estão dispostos a investir direto na contratação de desenvolvedores da área de Linux ao invés de pagar licenças de softwares. Mais ou menos assim: "se os vereadores acham o BrOffice é ruim, vamos pegar esses milhões que gastaríamos em Windows, investir na molecada e melhorar a solução open-source; ganhamos nós, eles e a sociedade, com softwares livres cada vez melhores."

A comunidade Open-Source não vai dar um tiro no próprio pé e estragar tudo, vai?

Confesso que tenho um medinho desse governo que tanto beija a sola do Chavito e do Evo "Zacarias" Morales. Mas não quero tratar de política, aqui não é lugar. Estamos com a faca e o queijo na mão para mudar a realidade das escolas do país e não podemos deixar a chance passar. Temos um Ministro da Educação inteligente e consciente. Temos gente disposta a trabalhar de verdade no governo.

Pessoal, pensem bem no que vocês vão escrever. Não vou censurar ninguém, nunca fiz isso. Só apago ofensas de cunho pessoal, seja a mim, seja a outros leitores. De resto, parabéns a todos que postaram aqui, a discussão está de alto nível.

Escrito por Bia Kunze em maio 15, 2007 08:30 AM

Acho que peguei o espírito da coisa.
Se o Windows Starter Edition edition é uma b*%$# e o Ubuntu é mil vezes superior, eu quero mais é que coloquem os dois sistemas nas escolas. Os jovens naturalmente preferirão o Ubuntu..
Questão de diversidade, e deixar a juventude fazer as opções por elas mesmas sozinhas. Não é disso que o post trata?

Escrito por Ale em maio 15, 2007 08:46 AM

Olá,

Tenho que participar dessa discussão porque creio ser importante.

Sinceramente, não acredito que o uso de softwares livres possam diminuir a chance de alguém conseguir um emprego. Essas ferramentas são muito parecidas. Tenho experiência nisso porque acompanho pessoas que nunca viram um Linux na vida e quando usam meu PC conseguem usar processador de texto, planilha eletrônica, navegador web e mensageiro instantâneo numa boa.

De qualquer modo, a criançada vai pegar no Windows de qualquer maneira. O Linux será somente uma opção a mais.

A adoção do Linux pelo Governo Federal colabora com a divulgação de um tipo de software que as pessoas não fazem idéia que existe uma diversidade. Afinal, a Microsoft tem dinheiro de software para manter seu monopólio.

Ajuda também a divulgar o trabalho de milhares de programadores, tradutores, revisores e pedagogos que trabalham colaborativamente para entregar gratuitamente softwares de qualidade. As pessoas precisam conhecer isso. O que o Governo está fazendo não é somente economizar dinheiro, está sim participando de uma comunidade já reconhecida mundialmente.

Escrito por Claudio Torcato em maio 15, 2007 09:35 AM

Nao adianta ... quando o assunto eh software livre a galera leva a discusão ao extremo....
Tenho dó dessa geração que nao teve a oportunidade de aprender a informática como realmente ela eh. Hoje em dia aprendem windows, ofice etc... mas se o mouse der pau.... ninguem sabe usar mais o PC.
Ja que o assunto é inclusao digital ...acho que obrigatorio mesmo seria o MS DOS alem do Windows e o Linux.
Eh impressionante como ninguem sabe formatar uma maquina sem usar windows, hoje em dia mais de 50% das falhas de segurança nos PC´s de usuarios comuns acontecem por traz do sistema grafico do windows e o usuario simplesmente nao detecta por que ele nem sabe que existe um sistema rodando por baixo daquele ambiente grafico bonitinnhuu ...

Escrito por kaka em maio 15, 2007 10:22 AM

me preocupa um pouco essa discussao. nao eh linux, windows ou o que vem por ai. o governo deveria estar preocupado em ensinar a ler e escrever. ja seria muito. fora isso, qualquer decisao eh movida pelo dinheiro. quem do governo vai ganhar o que. nao vamos falar de 90% sao windows, vamos falar que 90% nao sabem o que eh computador. infelizmente, fazemos parte de uma pequena parcela de brasileiros felizardos. muito tem que ser feito no pais antes de resolver que programa de computador vai ser usado.

Escrito por cesar augusto em maio 15, 2007 10:35 AM

Bia, gostaria de saber se a estação onde sua secretária trabalha tem uma instalação original de Windows e MS Office?
Considerando hoje o OpenOffice uma alternativa absolutamente viável ao MS Office, se você encontrasse uma secretária que realizasse seu trabalho com perfeição e dominasse a suite OpenOffice, ela não seria contratada somente por não conhecer um software que vc instalou na estação, e que poderia trocá-lo sem o menor problema?
Este é o sentido que mais pesa, na minha opinião.
Para quem trabalha especificamente com determinados softwares ou plataformas, se vc encontrar um profissional que supre as suas necessidades porém utiliza um software diferente do SEU costume, por que descartá-lo?
Minha mãe precisa escrever alguns documentos sozinha mas não tem muita intimidade com um pc, mas já experimentei deixar um passo-a-passo escrito numa folha de papel para fazer a tarefa numa máquina com Windows e em outra oportunidade numa máquina com uma distribuição Linux. Fez alguma diferença?
O mais importante é que ela atingiu seu objetivo e não sentiu dificuldade nenhuma em ambas opções, pois havia o mínimo de instrução para a tarefa.

Acredito que para qualquer tipo de usuário, desde o leigo ao hacker, cada um deveria se adequar aos softwares de seu gosto, DESDE QUE HAJA A LIBERDADE DE ESCOLHA.
Rejeitar um funcionário simplesmente porque ele prefere outra linha de software ou plataforma beira ao preconceito, na minha opinião.

Escrito por Belego em maio 15, 2007 11:06 AM

É, Cesar. Foi isso que eu disse no post sobre o notebook educacional. O projeto não é ruim, não é inviável. Pelo contrário, é sensacional. Mas não é o item nº 1 na lista de prioridades brasileiras no setor educação.
Temos que ir por etapas, galgar degraus...

Belego, dá uma olhada no histórico do meu blog. Uso BrOffice há anos. Quanto a usar Linux na clínica, não dá. Os softs de gerenciamento odontológico e banco de dados que usam só existem em versões Windows. E não são nada baratos. Mas é o que temos.

Ah, sim, e usava Windows legalizado na clínica, viu? Entrei no mundo digital no ano 2000 comprando um PC, numa loja, a falecida AD Informática aqui em Curitiba, com nota fiscal, devidamente registrando no caixa da empresa. Na minha empresa, nunca comprei nada do mercado cinza - simplesmente porque não poderia lançar no caixa se não tivesse nota!

Concordo totalemente que MS Office e OpenOffice são idênticos. Mas limitar Linux a BrOffice é uma colocação simplista demais. Ninguém quer uma secretária que abra e feche janelas. Se fosse isso, bastavam os célebres cursinhos de datilografia. A secretária precisará saber usar uma impressora, instalar alguns aplicativos, como visualizadores simples para certos formatos de arquivos. Precisará saber salvar fotos e imagens em HDs externos, se eu pedir a ela que faça backup das fotos dos casos clínicos. Meu HD externo formatado no padrão Windows não funcionou ao ser espetado na USB do Ubuntu. É preciso conhecer um pouco dos dois sistemas para contornar o problema, ou pelo menos identificá-lo, coisa que nem eu conseguia no início por falta de conhecimento. Backup é tarefa básica em qualquer empresa!!!!

De novo... As atividades básicas de gerenciamento de atividades em ambos os sistemas operacionais são MUITO diferentes. Não sou preconceituosa, mas como empregadora, sou eu quem defino que tipo de conhecimento quero do funcionário. Não precisa ser expert em redes nem escovador de bits. Basta que seja eclético sabendo o básico.

Escrito por Bia Kunze em maio 15, 2007 11:08 AM

No meu pendrive uso Open Office, mas no computador do trabalho uso Office, pro meu uso (e, imagino, pra maioria dos usos) não preciso ser especialista em uma ou outra suite (afinal o básico do uso de cada um é o mesmo). Comecei a mexer em computadores com Windows e meu desktop usa o XP, porém uso o Ubuntu (só por "diversão") e existem certas máquinas no meu trabalho (um laboratório de biologia molecular) que usam Mac. Posso não saber usar o Linux ou o OS da Apple como sei usar o Windows, porém consigo o que quero em cada um dos sistemas, e sou capaz de aprender a usar qualquer um deles.
Falei tudo isso porque particularmente acho que a escolha por este ou aquele sistema operacional é meio irrelevante. Qual a diferença pro usuário final usar Ubuntu ou Windows? A diferença é ensinar a ter versatilidade para utilizar o computador independente do sistema que está nele. Acho que esse devia ser o paradigma principal da inclusão digital.
Mas concordo que o suposto custo de um sistema operacional não deveria ser o critério principal para escolher qual sistema deve integrar a educação em informática. Aliás questiono também que se DEVA escolher apenas um.

Escrito por Zé em maio 15, 2007 11:35 AM

Adoro o Linux!
Em casa, só Ubuntu.

O foco do governo, talvez, fosse usar as duas plataformas como forma de ensino:


1º) O Windows domina o mercado, não por que ele é bom - muito pelo contrário, é um comedor de hardware e um incentivador ao consumo de micros mais potentes, além de ser um vírus plataform - mas porque o Bill Gates perecebeu antes o mercado que estava por vir.
Fez e faz vista grossa há muito tempo da prirataria que corre o Mundo.


2º) TUDO que um usuário médio pode fazer com um Windows consegue fazer com o Linux.


3º) Usando as duas plataformas como educação, poderíamos fazer os usuários um pouco mais expertos, porque, esses que só usam o Windows e pensam que só existe ele como alternativa, são são muito expertinhos não.


4º) O Linux e o Software Livre estão começando a tomar corpo.
A própria MS está comprovando isso, estando precupada demais em paracer despreocupada.


5º) O comparativo será válido, pois o indivíduo poderia trabalhar bem nos dois ambientes.


6º) Sinceramente, o que faz os jovens adotarem o Windows não é o Office, nem PDA, e sim, jogos.


7º) Conheço muita gente que diz entender de informática que enverginharia muito dos presentes aqui.


Abraços.

Escrito por Avelino de Almeida Bego em maio 15, 2007 11:36 AM

Não estou preocupada com os interesses da Microsoft, não estou com dozinho deles. Não estou pautando ideologias.

Estou olhando as coisas do lado dos empregadores, que querem qualificação. E do lado dos estudantes, que querem uma boa formação que os torne aptos a encarar bons empregos.

Avelino, o que o jovem adota na casa dele é problema dele. Se ele quer Windows por causa de jogos, isso é problema pessoal dele. Mas ele precisa saber que há opções. Se ele optou por Windows por causa dos jogos, ÓTIMO, ele SABE que o sistema é melhor para esse tipo de coisa e foi por isso que o adotou... e não porque é burro, tapado e não conhece outro!

O mercado de trabalho pede as duas plataformas.

Mas pelo que o assessor da Presidência disse, o governo não quer preparar os jovens para ao menos conhecer os dois sistemas.

Escrito por Bia Kunze em maio 15, 2007 11:43 AM

Ok, Bia, concordo com seu ponto de vsta.

Concordo também que impor, seja pela MS, seja pelo governo é ruim, péssimo.

Você foi mais lúcida que eu na explanação do problema.

Abraços.

Escrito por Avelino de Almeida Bego em maio 15, 2007 11:59 AM

Em tempo, Bia:


Em parte, no meu comentário eu havia colocado que era bom ter as duas plataformas.


5º) O comparativo será válido, pois o indivíduo poderia trabalhar bem nos dois ambientes.


Abraços.

Escrito por Avelino de Almeida Bego em maio 15, 2007 12:04 PM

Bia, primeiramente obrigado pela resposta. Vc só ganha em credibilidade e se torna cada vez mais uma referência nas minhas leituras matinais =)

Pelo que li o seu caso é um tanto específico, mas ilustra perfeitamente o cenário atual.
A esmagadora maioria mal entenderia o termo "espetar o hd externo na USB e fazer um backup" e este é o grande obstáculo. Peça para sua secretária te enviar um excel das consultas do dia, e depois peça para ela te enviar um .xls das consultas de amanhã. Dependendo do usuário isso pode dar um nó na cabeça dele. Poxa, a maioria dos usuários não têm o conhecimento e infelizmente não desenvolveram o tal do "se virol".
Se é responsabilidade do Governo aplicar a tal Inclusão Digital, na minha opinião esse deveria ser o primeiro foco. A partir daí é ESSENCIAL que os usuários conheçam a diversidade, não fiquem no cabresto de uma plataforma/software e escolham aquilo que o fará ter melhores resultados.

Num aspecto mais peculiar, entendo perfeitamente que o empregador não é obrigado a trocar de software porque seu(s) funcionário(s) prefere(m) outro similar, e vice-versa.
Acredito que ambos devem ponderar e, se chegar a conclusão que é possível/preciso mudar, fazê-lo.

Só para exemplificar o tipo de imposição que eu não concordo: na faculdade onde estudei TI tive aulas de ASP porque todas as máquinas eram patrocinadas pela MS. Fiz um acordo com meus professores onde pude aplicar o conteúdo das aulas utilizando PHP em uma máquina com apache só pra mim (que chique.. hehe) pois me adaptei muito melhor do que com ASP.
No fim das contas isso abriu uma nova opção para os alunos que não conheciam a linguagem, e no fim do semestre meu grupo (com 8 pessoas) desenvolveu o mesmo sisteminha que todos os outros. Se eu não tivesse essa opção eu cogitaria mudar de faculdade.

Hoje em dia, se uma empresa IMPÕE que eu desenvolva algo para ela numa linguagem/software/plataforma sem me dar a liberdade de escolha, que procure outro profissional. Se as minhas opções são adotadas por APENAS 10% do mercado, então ainda há muita gente precisando dos meus serviços. Só peço que analisem a minha opção e entendam que eu posso fazer meu trabalho melhor assim.

Escrito por Belego em maio 15, 2007 12:10 PM

Bia, sei que meu comentário ficara perdido aqui, e como quero escrever bstantes, farei um post sobre isso, mas convenhamos, conhecimentos de Word não significa que você saiba usar as funções avançadas de formatações exportadas (eu deixo um TCC formatado corretamente em 10 minutos, e de quebra ainda dou o indice de brinde). Isso não é o que a empresa pede. Ela quer que a pessoa saiba mandar e receber email, tenha as noções basicas de segurança e saiba usar os documentos (planilhas e textos). Sobre você dizer da faculdade usar SL, concordo plenamente que deveriam usar os softwares de mercado, pois isso são ferramentas expecificas, como eu, que trabalho com automação industrial, tenho pouquissimas ferramentas em Linux. Nestes casos especificos não tem nenhum nexo adotar SL. Agora, no seu primeiro comentario (respondendo ao Luc-movel), os analfabetos digitais estão ai, mas o que isso tem a ver com a adoção de SL ? mantenhamos o foco na discussão central. Minha mãe passaria no "teste da mãe" com o ubuntu, desde que tudo esteja bem instalado (coisa que em empresa é padrão).

Escrito por Rodrigo Reis em maio 15, 2007 12:32 PM

nossa.. muito comentario nem vou ler todos =/
mas bom, concordo com voce.. Apesar de vc ja estar considerando o ubuntu como sendo algo que não é linux ("linux, ubuntu, windows") mas td bem.. o mercado é windows atualmente, não vai sendo ensinando linux para todo mundo que o mundo inteiro vai migrar para linux... Até porque.. acredite.. os paga-paus da microsoft são milhares de vezes mais chatos que os "linuxiitas".. Talvez voces nao percebam.. mas é pq se acostumaram ja.. hehehe

Agora eu odeio a CNBB.. Todas igrejas são idiotas que enganam seus fieis.. a diferença da catolica pra universal é que a catolica tem a 2007 anos.. e a universal se tiver 40 é muito..

Escrito por stefan em maio 15, 2007 12:33 PM

Fala moçada, já que estamos "pauleando" de todos os lados vamos lá....eu tenho duas colocações:
1. Aborto: Falta muito ainda até se chegar a algo realmente favorável, acho os dois lados complicados: Aborto legalizado......sexo sem limites....ficou grávida, tira o bebe quase da mesma forma que se paga a conta do motel (quem sabe não seria uma sugestão de negócio, um Motel com serviço especializado de "abortamento"). Acho que esbarramos em algo semelhante à aquela ética que coíbe (ou deveria coibir) a clonagem humana e coisas do tipo. Pois afinal, ambas são formas de manipular o destino de uma vida humana. Acho que o aborto poderia ser legalizado e gratuito, mas em casos muito bem previstos e provados ...
2.Quanto a inclusão digital......realmente acho ser esta outra questão delicada, e, concordo sim com a Bia e com algumas outras opiniões expressadas. Vejam que software livre e um caminho alternativo aos exorbitantes preços dos "windows" "offices" e "Corels" e "adobes" e "cads" etc.......o problema é o seguinte, hj estamos formando pessoas capazes de trabalhar somente com textos e planilhas???? Pois pregando somente software livre, tudo bem, quem conhece Excel ou "Openoffice" acaba se virando bem entre Microsoft e Open source e acaba trabalhando bem com textos e planilhas.....Mas e se o computador trava? e se na empresa resolvem trocar de windows pra linux, ou vice e versa? aquele profissional será que ainda continua qualificado pra exercer o seu trabalho? Se ainda assim existir essa situação paralela quando falamos em texto e planilhas (ressalto que acho que podemos ter empate técnico quando falamos em mercado e comparamos Word, Excel com Calc e Write)creio não existir quando falarmos em imagem, editoração eletrônica, vídeos ...etc....quer dizer....inclusao digital não pode se resumir openoffice ou word e excell, hj o mercado abre as portas para Auto CAD, Corel Draw, Photoshop....e não existem ferramentas com tal poder em ambiente opensource.....assim, sera que o governo nao estara privando seus alunos de um mundo com muito mais perspectiva......enfim.....vamos almoçar ..que se exaltem os ânimos!!!! Abraços.

Escrito por Douglas em maio 15, 2007 12:43 PM

Loucura...

Vocês estão usando o argumento da escolha de fé, de religião, de crença, com a escolha do sistema operacional.

A que nível vocês estão levando esta discussão...

Misturaram religião, com política, com aborto, com mercado de trabalho, sobrou pra todo mundo! Pro Papa pro Lula...

Só não estão preocupados com o ensino, com a didática, com o aprendizado.

O objetivo não é a educação das crianças?

Usando a informática para melhorar o ensino?

Ensino de português! Ensino de matemática! Ensino de geografia! Ensino de história! Ensino de física! Ensino de química! Ensino de outras línguas!

Vocês estão preocupados é com o sistema operacional? É o mais importante? Como podem pensar assim?

Que isso!

Não estã preocupados se o processador vai ser AMD ou Intel? Não estão preocupados se os monitores vão ser de CRT ou de LCD?

Que absurdo! Que tristeza!

Briga de torcidas... Briga de religiões...

Vocês não estão preocupados com a melhoria do ensino...

Muito triste!

Escrito por Paulo Sérgio em maio 15, 2007 01:04 PM

Bia,

Gosto muito do seu blog, mas as vezes parece que vc não pensa ao escrever certas coisas...

Talvez vc queira mostrar o quanto políticamente correta vc é, explorar seu perfil jornalista.

Porém, querer "impor" de maneira leve e sutíl, afinal aqui é "seu" blog, só te traz desmerecimentos.

Sei o quanto vc é inteligente e também, percebo sua "superioridade" intelectual...

Mas muito pouco "experiência" real de vida, traz textos um tanto infelizes... e a torna um tanto "chata".

Se quiser fazer "sucesso mocinha", e olha q vc já tem mais de 30... Terá que baixar um pouco topete e crescer...

Seus amores já te deixaram por causa disso, muitos amigos, e no seu coração todos sabemos também...

Esse excesso de exposição só quer mostrar o quanto vc é pouco pra si própria, afinal, o que vc sempre quis na vida, você perdeu... pra uma mulher simples, realista e de carne e osso...

Amadureça, já ta na hora...

Escrito por Regina em maio 15, 2007 01:33 PM

Vejo os comentários da galera em outros Blogs falando sobre "essa tal liberdade".

Vamos por no papel: Windows e Linux de graça. O governo teve a liberdade de escolher entre um e outro. E optou por Linux. Por que é o mais conveniente. Acho que o público deve entender que financiamento do governo não é caridade. O governo espera alguma coisa com isso. Quer ver resultado, quer ver crescimento. E infelizmente não é possível conseguir crescer tecnologicamente pagando 600 reais por cada licença do Sistema Operacional, mais 1200 no pacote Office.

De que adianta Windows de graça em computadores baratos para não ter praticamente nenhum retorno depois?

Acho que a questão é esta. A liberdade não foi comprometida. A liberdade está ali, na escolha do governo, por linux!

ps.: Bia, deve ter um post meu em sua fila de spam... =) sorry...

Escrito por Danilo Cesar em maio 15, 2007 02:29 PM

Acredito, Paulo Sérgio, que quando o pessoal fala de Linux, estão falando também de Software Livre. E isto vai muito além do software. Inclui filosofia, princípios, e isto é parte de qualquer coisa que entre em prática. É assim no Direito, é assim na Engenharia de Software, é assim em muitas áreas do conhecimento.

Antes de pensar no Linux, OpenOffice, temos que compreender a filosofia por trás do Software Livre. Esse modelo de desenvolvimento e a atitude por parte de quem participa, não é coisa de xiita, mas sim, de quem ver que isso pode melhorar a vida das pessoas.

As pessoas pedem a iniciativa do Governo para revolucionar a educação. Pois bem, o que o Governo faz agora defendendo o Software Livre pode provocar uma revolução. Se o número de desenvolvedores de software livre já é grande hoje imagine quando houver maior demanda!

Novas empresas irão surgir, para dar suporte ao Linux e seus softwares, mas pessoas conhecerão o que é colaboração. Pois colaboração não é somente legendar o seriado Heroes ou Lost, há muito mais que isso que a maioria não conhece.

Um exemplo da falta de conhecimento do que fazem a comunidade do Software Livre é o Jô Soares, que imagina que o Linux tem objetivo primário vender, somente porque existem empresas como a Red Hat e a Novell vendendo-os. Será que a maioria dos desenvolvedores, tradutores têm seu ganha-pão diretamente desse trabalho? O que fazem, na minha opinião merece ser conhecido por muito mais pessoas. E se o Governo entendeu assim, meu ponto vai pra ele.

Escrito por Claudio Torcato em maio 15, 2007 02:42 PM

Primoroso, o seu texto! Parabéns!

Escrito por Fabiano em maio 15, 2007 03:09 PM

Oi Bia, acho que é a segunda vez que me pronuncio em seu blog, e concordo com você o governo deve dar opção e não por um limitador para a nossa juventude, o mesmo ocorreu quando começaram a substituir os computadores pelas maquinas de escrever, sempre houve um barrismo pelas mudanças, mas neste caso o barrismo que o governo quer fazer é tirar a liberdade de escolha de nossos jovens. Minha irmã e professora da rede publica, e os softwares de lá foram substituídos pelos linux, ela me disse que os alunos preferem o linux ao Windows, ou seja para estes o Windows não é amigável, uma vez que eles deveriam saber dos dois para ter maior facilidade de entrar no mercado de trabalho e de escolha para o uso pessoal.
Este seu post vai gerar muito pano para manga ainda, mas pode contar comigo.

Escrito por Alexandre Fonseca em maio 15, 2007 03:10 PM

Oi Bia, acho que é a segunda vez que me pronuncio em seu blog, e concordo com você o governo deve dar opção e não por um limitador para a nossa juventude, o mesmo ocorreu quando começaram a substituir os computadores pelas maquinas de escrever, sempre houve um barrismo pelas mudanças, mas neste caso o barrismo que o governo quer fazer é tirar a liberdade de escolha de nossos jovens. Minha irmã e professora da rede publica, e os softwares de lá foram substituídos pelos linux, ela me disse que os alunos preferem o linux ao Windows, ou seja para estes o Windows não é amigável, uma vez que eles deveriam saber dos dois para ter maior facilidade de entrar no mercado de trabalho e de escolha para o uso pessoal.
E para quem acha que sistema operacional não limita o emprego, você acha que um empresario vai querer contratar alguem que tem conhecimento ou que ele vai ter que ensinar, não esqueçam que estamos falando dos alunos da rede publica onde a maioria esta tendo acesso aos computadore nas instituições de ensino publicas de nosso pais e não como nos que temos acesso em cas no trabalho e em lan houses, este é realmente um caso serio e deve ser tratado como tal.
Este seu post vai gerar muito pano para manga ainda, mas pode contar comigo.

Escrito por Alexandre Fonseca em maio 15, 2007 03:18 PM

Olá Bia!
Há tempos leio (e ouço) você. Penso como você e acho que você não deveria ter misturado aborto e religião. Só faltou o futebol!
Mas o que percebi nessa história toda é como as pessoas não entenderam o que você escreveu, pois está muito claro. Você não defendeu Windows ou Linux, apenas a liberdade de escolha. Linux tem vantagens Windows também. Só acho que as pessoas que não concoder com alguma coisa, releiam, tentem entender o seu ponto de vista, contar até 10 e expor com calma as idéias.


PS: Quando estiver em Sampa já tomar café em um bom café, como o Suplicy e não no – eca- Frans! ;-) Beijos...

Escrito por Carlos Capelão em maio 15, 2007 03:18 PM

acho deu erro postei denovo pois meu post foi para fabiano, desculpa aieste foi só para saber o verdadeiro autor
Alexandre

Escrito por Alexandre Fonseca em maio 15, 2007 03:23 PM

Não defendo A nem B... Muito antes pelo contrário...

A escolha pelo sistema operacional tem que ser técnico, didática. Procurando alcançar os objetivos de melhoria da educação. Independente de qualquer outra coisa. Independente de quaisquer outros interesses.

Não se pode comparar o direito a escolha do sistema operacional com o direito a escolha religiosa ou de fé.

Absurda essa comparação!

Exigir que as escolas não tenham uma orientação religiosa é uma coisa...

Mas, exigir que as escolas não tenham uma opção por um sistema operacional pela mesma razão?

A escolha é técnica. Não é uma opção de cada um...

Sou contra o argumento. Não contra a escolha A ou a escolha B.

Abraços!

Escrito por Paulo Sérgio em maio 15, 2007 04:01 PM

"Não vou censurar ninguém, nunca fiz isso."

Meus comentários estão sendo bloqueados desde ontem. Vi uma mensagem sobre moderação anti-sp** que eu nunca tinha visto antes, aguardei, e até agora, nada.

Escrito por luc-movel em maio 15, 2007 04:04 PM

Buááá... vejam que pobre vítima... está sendo censurado pela Bia... só ele, pobre linuxista...

ninguém NUNCA JAMAIS EM MOMENTO ALGUM ficou em um filtro anti-spam, só ele... é uma conspiração... a concubina da Microsoft inventou um filtro falso SÓ pra calar o Detentor Da Verdade do Pinguin...

meu caro, vire homem.

Escrito por Bento XVI em maio 15, 2007 05:07 PM

A Bia disse:
"Afinal, nenhuma ideologia que é imposta sem ser discutida pode resultar em bem comum. Não sou eu quem digo isso. É a História.". (grifo nosso)

Acho que o problema mesmo está na História dessa questão. Quem corrompeu responsáveis por TI's de universidades, cursos de informática etc. ? Quem impôs um modelo às pessoas, sendo inclusive conivente com a pirataria para se tornar padrão de mercado?


Não vou entrar no mérito sobre se a solução é combater o mal com o mal.


Mas, numa democracia, os desiguais são tratados de forma desigual, para corrigir injustiças. Entretanto, para alguns, a única coisa que pode ser imposta é a "realidade do mercado"(Ou foi discutida com todo mundo? Se foi, não me convidaram...), como se esta fosse a-histórica. Ou como se a Microsoft tivesse conquistado sua posição como santinha. Então, o Windows tem que ser tratado da mesma forma que o GNU-Linux. Senão é autoritarismo.


Sejamos mais francos, por favor!


Seria mais bonito dizer:

- Sou a favor da lógica do mercado, sou beneficiária dela. Quando defendo idéias como a desse post, facilito que projetos sejam financiados por grandes corporações boazinhas, que não vão ganhar nada, nem eu. Afinal, formo opinião e ajudo a consolidar a atual ideologia dominante. Ah, "os desempregados já estão aí. Os analfabetos digitais idem." E se eu puder vou ser bem prática para tentar fazer algo pela inclusão digital. Um livro é muito prático, não acham?


Meu livro de cabeceira é a riqueza das nações e rezo todo dia pelo tio Bob Fields. (assim a alma penada dele não me atrapalha)


E, por favor, não esqueçam: o mundo real é muito competitivo. Quem tiver a maior unha, sobe mais na parede!



Ah, desculpe a ironia, mas tem horas que parece ser o único recurso.


Por fim, porque a microsoft não garante que vai fornecer também de graça seus softwares para os empregadores dos alunos advindos das escolas públicas? Se isto estiver na proposta deles, peço desculpas e retiro tudo que disse.

Escrito por Pedro em maio 15, 2007 06:39 PM

Pois é, Santidade. A vida é uma droga mesmo.

Fiquei contente em saber que a Bia está preparando um "livro-reportagem sobre inclusão digital, patrocinado por grandes empresas da área de tecnologia e educação".

É uma excelente notícia. O Brasil precisa de mais "reportagens" patrocinadas por grandes empresas. Temos muito poucas.

É comum um dentista deixar-me boquiaberto. Mas nunca como hoje.

Escrito por luc-movel em maio 15, 2007 06:48 PM

Com quem essa Regina está falando? E do que está falando? Cada maluco...

Bem. Eu sou uma pessoa que corre atrás do que quer, só isso. E eu não quero o mal de ninguém, ao contrário, a gente só é feliz de verdade quando faz o bem, sem olhar a quem.

E eu sou a pessoa mais feliz do mundo! Repleta de amigos, de amores, de conquistas. E meu livro será focado em pessoas, terá caráter humano.

Ah, eu não moderei ninguém não, viu? Aliás, passei o dia longe do computador, trabalhando. Vou lá ver o que aconteceu com o filtro do Movable Type.

Escrito por Bia Kunze em maio 15, 2007 09:32 PM

Oi so vou deixar um recadinho rapido ... " linux e uma merda e tão ruim que a Microsoft + Novel + IBM fecharam parceria Uhnn a Microsoft vai ou dar suporte a linux " pois eh bia não e questão de 8 ou 80 e simplesmente uma questão de concientização e liberdade.A MS esta quase dando de graça seus produtos q legal esta tatica eu conheço traficantes usam muinto. Não sou contra MS mas quero transparencia e com a filosofia de software livre eu tenho e bia não se preocupe com o mercado ele evolui a não esta amarado a nenhum SO.

Dell anuncia apoio a união de MS e Novel
http://info.abril.uol.com.br/aberto/infonews/052007/07052007-3.shl

Escrito por Andre Mesquita em maio 15, 2007 09:35 PM

Olá Bia!

Como infelizmente seu trackback está desabilitado (já te falaram que blogues são conversações) venho só avisar que apresento minha opinião (contrária a sua) lá no blogue!

[]'s

Escrito por Sergio F. Lima em maio 15, 2007 09:45 PM

Eu também faço profilaxia de graça em pacientes que fazem consulta de manutenção, como cortesia. É uma técnica de fidelização.

Claro que a Microsoft não quer perder o gigante mercado que tem.

Mas outros sistemas estão ganhando espaço sem precisar boicotar nada, nem impor nada a ninguém. Se o Linux é tão bom, ele ganhará terreno por méritos próprios. Isso já está acontecendo!

André, é isso mesmo: mercado evolui e não está amarrado a nenhum SO. Você acredita que Linux é realmente bom? Então, deixe que ele cresça.

Escrito por Bia Kunze em maio 15, 2007 09:46 PM

Bia, tem certeza que não sabe do que estou falando?

Tantos amigos, vida social, amores e tantos clientes?

Tem certeza Bia...???

Ou seria... uma vida que só existe na sua mente, na sua imaginação...

Uma carreira de odontologia inexistente, uma amor invisível e desconhecido, uma tecnologia pra se esconder???

Esse mundo de faz de conta, onde só você manda.

Escrito por Regina em maio 15, 2007 10:07 PM

Sim, bia e ele vai crescer pois ele e flexivel e adaptavel, não isto não e boicote e como disse questão de liberdade a MS e uma caixa preta e não e justo com os jovens e crianças que se desenvolvam com uma venda em seus olhos. e tambem uma questão de segurança nacional pois como disse com a MS não existe transparencia ... vc deveria ser mais moderada com suas experiencias pessoais pois tudo indica q teve uma pessima impressão do linux e bombardeia ele por isto não não e uma critica so um conselho tenho admiro muinto e tenho por ti um enorme respeito e na vida devemos respeitar a opnião dos outros por isto para mim fica encerado este assunto. Bjs e um grande abraço

Escrito por Andre Mesquita em maio 15, 2007 10:27 PM

Só para te manter atualizada.

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/052007/15052007-18.shl

Melhor seria se você participasse dos debates que acontecem quando se faz a escolha do hardware e dos softwares que fazem parte do projeto de inclusão digital.

Para quem não sabe o projeto Casa Brasil utiliza Linux nos telecentros.

Escrito por Marcio em maio 15, 2007 10:27 PM

precisa se informar melhor antes de pensar em escrever...dar uma de "marketeira" é fácil, para vender livro sobre Inclusão Digital!!!

Escrito por Marcio em maio 15, 2007 10:36 PM

Gente... q q é isso...

Tá todo mundo ficando doido ou é impressão minha?
Agora as pessoas estão colocando coisas que nem se quer passaram pelo texto da Bia...
Daqui a pouco aparece um falando que a Bia já está com um plano mirabolante de lançar um livro que, no momento que o leitor abrir, lançará uma super descarga eletromagnética que formatará todos os hd's com algum vestígio de linux gravado nele... e derreterá qualquer CD de cópia backup do pobre pingüim...

Calma gente! calma!

O blog é dela, o texto é dela, as opiniões são dela e nós podemos discordar ou não, mas agora começar a inventar coisas... aí já vira festa!

Escrito por Claudio em maio 16, 2007 01:15 AM

dificil ter que ler esse post... para né Bia... primeiro que pra vender livro vc vai ter que melhorar muitoooooooo.... pra podcast melhorar a voz que sai pelo nariz... vai com calma garota...

Escrito por Maria Helena Cruz em maio 16, 2007 02:16 AM

que bafo esse post!

concordo que linux na escola vai criar um profissionais diferentes das exigencias atuais... mas, tambem pode criar um novo paradigma no futuro, nao?

mas se a microsoft ta dando o windows de graça, acho bem melhor. afinal, só usa mesmo linux por escolha a galera nerd, como a gente, e da area de tecnologia, etc... Todo mundo que eu conheço usa windows mesmo. E alguns usam Mac OS porque compraram mac.. e esses, geralmente usam ou so no trabalho, ou so em casa...

Em suma, adorei o post.

Sou a favor do aborto, da eutanasia, e das liberdades individuais!

Acho que o governo tem que criar um sistema pra consultar a populaçao com frequencia. Seria incrivel...

PS = estou estreiando no windows vista. tem uma dica ai pra configurar o email? ta dando erro direto no smtp. quem tiver, manda ai, please...

Escrito por andre garça em maio 16, 2007 09:41 AM

Olá Bia,


É a primeira vez que estou comentando aqui. De início concordo com vc e com nosso velho "Che", se existe imposição, sou contra.



É uma pena que algumas pessoas, em suas postagens tenham deturpado a questão e acaba defendendo as suas ideologias de forma tão pacional, e não racional.



Tudo é uma questão de escolha, se o melhor é A ou B, se o que dá mais dinheiro é este ou aquele, você só terá condições de dizer algo sobre alguma coisa se conhecer. Tenho certeza que muitos que falaram algo sobre o Windows, não o conhecem realmente a fundo, e vice-versa. Sei que no ensino nas escolas não será passado nada além do básico, mas concordo que deveríamos ensinar a pensar nas escolhas, nas opções e nas diferenças e deixar apto a entrar no mercado seja lá com o que for.



É uma pena que a maioria das pessoas que tanto defendem o SL, na verdade defendem apenas o uso por ser gratuito, mas nunca reamente se engajaram na causa, num fizeram uma contribuição, outros tantos nem se preocuparam e ajudar alguém em um fórum da vida (o único suporte que uma empresa pode ter com SL, em muitos casos - não disse todos!).


Dizer que o pessoal que defende Microsoft é mais chato que os xiitas... por favor, não vi ninguém defender a MS aqui, não posso dizer nada do contrário.


Mas pensemos bem, se SL é tão bom, então vamos abranger isso oras! Por que não então Hardware Livre, se uma empresa investe tanto em software e ela tem que abrir o código depois para que outros usem, por que então não vamos exigir da Intel e da AMD que forneçam a forma correta da criação de processadores core duo, passem seus conhecimentos também para as universidades produzirem seus próprios processadores e hardware, para que os mesmos sejam gratuitos depois...


Bom sei que tudo isso é um devaneio, mas seria muito bom se fosse fácil assim. No SL nada é de graça, se tudo isso foi desenvolvido é pq alguém ganhou alguma coisa para fazer, ou seja, alguma empresa financiou, com que entresse? um dia vamos descobrir.


Mas para finalizar isso aqui, Bia, parabéns, compreendi oq ue você quiz dizer e concordo, nada de imposição, defender algo livre sem dar liberdade é muito estranho.



Abraços.

Escrito por Júnior em maio 16, 2007 10:06 AM

Já se perguntou o quanto é ético utilizar técnicas de fidelização?

É assim que seus pacientes aprendem como formar opinião sobre odontólogos. Eles escolhem o que querem? E se soubessem que tem uma dentista que, apesar de não fazer profilaxia grátis nas consultas de manutenção, possui um custo anual de tratamento mais baixo??

Noutros governos, a escolha era Windows e pronto. Se fosse o Alckimin adotaria o Windows. Mas ele perdeu não foi? E já que somos tão realistas, e vemos que todo marketing e técnicas de fidelização são naturais, encaremos: a eleição era também uma disputa de mercado. Ou não era?

Particularmente, não queria nenhum (dos) produto(s). Mas assim é a vida.

Beijos

Escrito por Pedro em maio 16, 2007 11:07 AM

Pedro,

Tentarei explicar o que eu acho que você quis saber.

Tenho pacientes que exigem manutenção constante de 6 em 6 meses. Sou periodontista, cuido das doenças da gengiva. Mais da metade desses pacientes são idosos, diabéticos e cardíacos.

No pacote do tratamento periodontal, ao passar o orçamento, incluo pequenos agrados: escovinha de presente, profilaxia (pacote básico de manutenção de saúde) e até meço a glicose nos diabéticos, ali, na hora. pois uma periodontite descontrolada aumenta sensivelmente os níveis de glicose sanguínea. Assim o paciente será mais regular nas visitas (ou nas chamadas para eu ir visitá-lo), não terá recidiva na doença, o tratamento será bem-sucedido, ele estará mais preocupado com sua saúde geral e eu terei meu cliente fidelizado.

Isso está em qualquer cartilha de administração e marketing. Inclusive no curso de administração para a área da saúde, que fiz há alguns anos.

Sérgio, os trackbacks não estão desabilitados. Eles não funcionam há tempos. Já tentei consertar, não rolou. Desencanei porque estou migrando para o Wordpress.

E com licença, pessoal, tenho que cuidar da minha carreira de "odontóloga inexistente", huahahuahuahuhau... (essa foi a melhor do dia. Ah não, talvez tenha sido a voz que sai pelo nariz...) obrigada a todas os comentários, inclusive o da(s) moç(as) que nem sei o que vêm fazer aqui - falar de tecnologia a gente sabe que não é.

Escrito por Bia Kunze em maio 16, 2007 12:08 PM

são três soluções para outros problemas, não para o que se imagina que seja a origem destes problemas...

porque feriado não faz ninguém rezar...aborto não ensina controle de natalidade...e o problema da inclusão é porque os compuatadores ainda são caros mesmo. Ora pois.

Escrito por erico em maio 17, 2007 12:23 AM

Trolls? O.o'

Escrito por Paratroopa em maio 17, 2007 04:56 PM

Bia,

Você viajou na batatinha. Não importa o sistema operacional que eu uso(mas se vc quer saber é linux e uso pq é com o que eu trabalho há muito tempo), mas desde quando o governo tá preocupado com educação? Desde quando tu leva a sério o governo que cede tudo por causa de religiões? Desde quando tu acredita que um governo que quer fazer feriado por um santo(como não se bastassem os 37847398479387497349737 mil feriados idiotas que brasileiro comemora toda vez que chega)?

Porra, saiu essa semana, R$ 204,00 para quem passar de ano. Sabe o que isso significa? Que teremos ou maior população de pessoas com ensino fundamental/médio completo SEM saber nada, ou teremos mais um escândalo com o nosso pobre dinheirinho.

Software livre no governo? É como toda a atitude de bom samaritano que o governo dá com o NOSSO dinheiro mas que a gente nunca ve a cor ou o resultado disso. Já reparou o quanto tu paga de imposto pra sair na rua morrendo de medo?????

Educação no Brasil é um assunto bastante depressivo. Pelo menos enquanto tivermos políticos envolvidos e fazendo do que é tão essencial um verdadeiro bordel.

Quer a solução? Talvez não exista. De repente fugir do país ao se lembrar de um parente que te dê condições de tirar dupla cidadania.

Escrito por Gabriel em maio 20, 2007 08:35 PM

"A CNBB bate o pé. Não pode. É pecado. "

A igreja não bate o pé contra o aborto pq é pecado. A igreja bate o pé contra o aborto pq considera o aborto assassinato. E assassinato deve ser proíbido para católicos, evangélicos, muçulmanos, gregos e troianos.

No mais, concordo plenamente com seu comentário sobre software livre. Mais uma das imensas bolas foras do governo lula - trazendo ideologia para um debate técnico. Um horror. Não conseguimos nem ensinar a ler e escrever, agora vamos ensinar a configurar o Ubuntu.

Escrito por Bernardo em maio 21, 2007 02:03 AM

Na verdade o basico que se ensina nas escolas sera quase igual para ambos sistemas. Eu utilizo os dois.
pra mim as funções são as mesmas, agora só basta as pessoas colocarem na cabeça que não existe apenas Windows e sim varios outros sistemas.
Não sou fã de nenhum, todos dão certos problemas.

Escrito por Rubson em junho 1, 2007 01:06 PM