abril 07, 2008

Meu novo iPod

Foi paixão à primeira vista. Apaixonada que sou por vermelho, caí de amores pelo nano vermelho assim que o vi na iTunes Store em Las Vegas.

Não pensei duas vezes ao escolhê-lo no lugar do iPod Touch de 32 GB. Não estou gostando muito da política da Apple com relação ao SDK. Além disso, nessa viagem para Las Vegas o Asus Eee se mostrou um companheiro maravilhoso para ver filmes e seriados durante os longos vôos. Não pretendo ver filmes nesse nano novo, acho a tela muito pequena, mas será legal acompanhar videocasts, ainda mais agora que meu próprio videocast está para estrear!

A resolução do naninho é excelente, ele é pequeno, ultrafino, levíssimo, muito bem acabado. Os 8 GB são suficientes para meu uso básico diário. E o novo firmware é um arraso. Tanto que, por muito pouco, não fui no iPod classic. Mas o fator decisivo de compra foi o fato dele continuar cabendo no bolsinho de moedas dos meus jeans. Só acho uma lástima a Apple voltar a fazer o verso em metal polido... acho que deveriam ter mantido na 3a geração o acabamento dos nanos de 2a geração.

Vale lembrar que o nano vermelho faz parte da linha (product) red, em que uma parte das vendas é revertida para um fundo de combate à AIDS na África. Mais detalhes em www.joinred.com.

Sobre a promoção lançada no PSF n.63, ainda estou dando muita risada com os palpites aqui. Como teve gente que chutou iPod pink, "para combinar com o Asus Eee"... hehehe... mas só 2 deram o palpite correto, e quem acertou primeiro foi o Domingos Cezar. Domingos, estou aguardando seu endereço para que eu possa enviar os presentes da CTIA Wireless. Parabéns!

Pesquise preços de: iPod touch, iPod nano, iPod classic

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 12:37 AM | Comentários (23) | Citações

janeiro 29, 2008

Qtrax? Não, obrigada

Foi lançado ontem, com relativo estardalhaço, o Qtrax, serviço que promete download gratuito e legal de músicas de uma grande variedade de gravadoras.

Através de um aplicativo que mistura browser e P2P, o usuário baixa e ouve as músicas disponíveis no catálogo de, segundo os desenvolvedores, 25 milhões de faixas. Obtidas graças a um acordo com inúmeras gravadoras. Menos de 24 h após o anúncio, algumas gravadoras vieram a público anunciar que não fizeram acordo algum. Cheirou-me a factóide...

Factóide ou não, vamos aos que é, de fato, o Qtrax. Curiosa, saí a caça de mais informações sobre o funcionamento da coisa e até baixei o aplicativo para ver como ele é.


Clique para ampliar. É ou não é a coisa mais feia do mundo?

1 - As músicas são baixadas e ouvidas *somente* através de um aplicativo (Songbird, ainda em beta) que mistura browser e P2P. Por enquanto, disponível só para PC. Prometeram para Mac em breve. Mesmo assim, só funciona no lugar onde eu quase não ouço música, que é no computador.

2 - Nada de dispositivos móveis "por enquanto". Prometeram versão para iPod em breve. Eu sinceramente duvido que isso aconteça. Mais um factóide. Tio Istive não vai deixar.

3 - O aplicativo só roda com a máquina online, para poder mostrar propaganda (anúncios susutentarão o negócio)

4 - A propaganda ocupa a maior parte da tela

5 - Cada faixa tem um limite de execução: até 3 vezes por máquina

Ah, esqueci de falar: segundo os provedores do serviço, por enquanto (de novo "por enquanto"?) só funciona nos EUA e alguns países da Europa.

Qtrax? Não, obrigada. Quero pagar por minhas músicas e ter o direito de ouvi-las como e onde eu quiser. Sou mais a Amazon, que, não vejo a hora, começará a vender seus MP3 sem DRM mundo afora. Correm rumores que Yahoo! fará o mesmo. Veremos...

Pesquise preços de: MP3 players MP4 players iPod touch

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 10:56 AM | Comentários (12) | Citações

dezembro 12, 2007

Picolé com iPod dentro

Acabei de ler uma notícia que chamou muito minha atenção.

Semana que vem a Kibon inicia mais uma daquelas promoções de verão estilo palito-premiado, dando 10 mil iPods de presente. Mas desta vez, o prêmio não vem impresso no palito! Ele vem dentro do picolé! Exceto cabo, fone, manual e garantia - nesse caso o ganhador deverá ligar para um 0800 solicitando.

Já pensou você abrindo uma embalagem de Fruttare na praia e dando uma dentada num iPod Shuffle?

Pesquise preços de: iPhone, iPod Touch, iMac

iPod Shuffle, iPod Touch, iPod nano

postado via gprs / edge

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 04:15 PM | Comentários (19) | Citações

setembro 05, 2007

Papai Noel, eu quero um iPod Touch

Tio Istive apresentou hoje em São Francisco uma nova coleção de iPods. Toda a famíla ganhou upgrades. Vamos a eles!

iPod nano

O iPod nano ficou mais fino, mais curto e mais largo. Isso porque a tela aumentou um tiquinho para poder tocar vídeos. Me desculpem, mas achei horroroso. O novo nano acompanhará uma lupa para quem não quer perder nem um detalhe de seu seriado favorito, em especial os lostmaníacos. Brincadeirinha. A versão de 4 GB custará US$ 149 e a de 8 GB, US$ 199, o de 8 GB.

iPod Touch

Ahhhhh, o iPod dos meus sonhos, enfim deu as caras! É um iPhone mas sem as funções de telefone. O bichinho tem tela sensível ao toque, memória flash, wi-fi, YouTube, Safari e softwares de calendário, contatos, relógio, calculadora, etc etc etc. Pois é. O iPod se transformou num PDA, quem diria. A espessura e a tela são as mesmas do iPhone, só que ele é pouca coisa mais curtinho. Os iPods Touch serão vendidos por US$ 299, o modelo de 8 GB, e US$ 399, o de 16 GB. Ninguém falou nada de bluetooth com perfil estéreo. Será que tem?

Quem quiser iPods espaçosos terá à disposição os modelos com HD, que também tiveram upgrade. O novo modelo de 80 GB é mais fino que o de 30 GB atual. Custará US$ 249. E ainda temos um novo modelo, de 160 GB (misericórdia!), por US$ 349. O iPod shuffle continua o mesmo, apenas ganhou uma versão vermelha.

Aqui tem uma demonstração do novo iPod Touch. Peguem o babador.

Interatividade é tudo

Tio Istive não dá ponto sem nó. Aproveitando que agora iPod, a exemplo do iPhone, também conecta internet, a iTunes Store aceitará conexões por wi-fi para fazer downloads e compras de músicas on-the-go. Dará até para ouvir previews das faixas.

A Apple também fez uma parceria com a Starbucks. Quando um usuário de iPod com wi-fi passar por uma das lojas da rede, um novo ícone aparecerá no aparelhinho, permitindo que a pessoa compre remotamente as 10 últimas músicas que estavam tocando no estabelecimento.

Acho que agora sim, as lojas de música online investirão nas redes de celular para adquisição de conteúdo multimídia. Estou falando isso há tempos, que adoraria algo no estilo que a TIM Music Store faz, só que de forma mais prática, mais acessível financeiramente, através de um browser móvel compatível com qualquer plataforma e sem depender só da rede de dados da operadora, como acontece em tudo que é via menu wap. As grandes corporações de entretenimento precisam explorar isso, e logo, senão irão à falência mesmo. Acho que esse é o novo modelo de comércio que reinará num futuro breve. Mas não adianta, é sempre a Apple que tem que tomar a iniciativa para os outros imitarem depois...

Hoje ainda começo a escrever minha cartinha para o Papai Noel. Downloads de músicas e podcasts direto do iPod, telona grande para vídeos... oba! Quero ver agora quem vai me mostrar a língua por eu ter desdenhado os atuais iPods vídeo ou o iPhone. Fiz bem em esperar, não? Nada como um Touch para fazer um belo par com outro Touch...

Pesquise preços de: MP3 players, iPod, som automotivo

postado via gprs / edge

escrito por Bia Kunze em Mac Sem Fio às 05:14 PM | Comentários (53) | Citações

agosto 22, 2007

HTC Touch desbanca o iPod nano?

O HTC Touch não é um primor de potência ou memória interna, não tem GPS nem tela VGA. Mas a bateria dele DURA uma barbaridade. É impressionante, e olha que eu sou uma heavy-user, principalmente de conexão GPRS / EDGE - item que mais consome energia. Vários usuários recém-adeptos do Touch têm dito a mesma coisa para mim - e não são poucos, considerando meus amigos, conhecidos e leitores desse blog que mandam emails.

Apesar de não ter gostado do plug do fone, que é mini-USB, compreendo que uma saída padrão sacrificaria muito o tamanho do bichinho. E descobri uma qualidade que até então não tinha visto em outros smartphones: a qualidade do áudio e do player interno, o Audio Manager. Comecei a ouvir para testar, mas aos poucos fui jogando mais e mais músicas para o Touch e, quando vi, o coitado do nano foi ficando à revelia. A qualidade dos fones também é um ponto positivo, já que os fones que acompanhavam meus Qteks anteriores deixavam muito a desejar.

Até agora eu preferia ter um player separado do smartphone (no caso, o meu iPod nano) por causa da autonomia de bateria. Uma vez que ouço músicas e podcasts direto, ter o nano só para isso poupa o fôlego do smartphone. Mas a autonomia do Touch enfim está dando coragem para eu finalmente convergir.

Outro fator tem influenciado o "abandono" do nano. Em Curitiba não tenho mais banda larga em casa, e, por isso mesmo, atualizar o iTunes em busca de podcasts novos tornou-se uma tarefa penosa. Seja num hotspot ou via EDGE, tenho que abrir o note, atualizar tudo, plugar o nano e sincronizar. Como quando estou no notebook é a trabalho, fazendo outras coisas, acabava esquecendo. Nessa correria diária, tem dias que nem levanto a tampa do meu note...

A "carência" pelos meus podcasts favoritos fez eu optar por ir jogando os feeds, aos poucos, no Egress, junto com os outros feeds RSS que costumo acompanhar. Quando vi, estava baixando e ouvindo cada vez mais podcasts no Egress, como fazia quando tinha o Dell x50v, antes do nano. O fato do Touch ser um PDAphone sempre online e ter uma bateria respeitável finalmente trouxeram à tona uma convergência viável e prática para o dia-a-dia!

Nas últimas semanas, testei um iPod vídeo e odiei. Pesado, grande, pouco prático para quem já carrega um mundo de quinquilharias às costas diariamente. Para quem, como eu, acha a dupla iTunes + iPod imbatível, confesso que não estou tendo problemas para sincronizar o WMP 11 com o Windows Mobile 6. Aliás, esse tipo de sincronismo de mídia melhorou muito.

Estou investindo mais e mais noTouch para ouvir músicas e podcasts. Tanto que resolvi presenteá-lo com um fone bluetooth estéreo, o HT820 da Motorola. Em breve falarei mais dele aqui. O próximo passo será um cartão de 4 GB ou mais. Mas o nano não foi entregue à aposentadoria definitiva. Continuo usando ele para plugá-lo no carro, por causa do conector padrão. Nos aparelhos de som de casa ou do consultório também prefiro deixá-lo tocando música, uma vez que nesses ambientes o Touch está cumprindo outras tarefas.

Outra coisa: testei por 15 dias um iPod vídeo e odiei. Pesado, grande, pouco prático para quem já carrega um mundo de quinquilharias às costas diariamente. Além disso, achei temeroso andar de bike por aí com um iPod que tem HD em vez de memória flash. Ninguém bate o iPod nano ainda na combinação de espaço interno com portabilidade. Mas... será que, com o tempo, acabarei deixando ele mais de lado ainda? Nem eu sei.

Pesquise preços de: HTC, iPod nano, fone bluetooth estéreo Motorola HT820

postado via gprs / edge

escrito por Bia Kunze em Windows Mobile às 01:22 PM | Comentários (27) | Citações

agosto 02, 2007

TIM Music Store: o futuro da música online é móvel

Embora as redes de P2P e download reinem na internet, iniciativas como a loja de música da TIM delineiam o futuro da música online.

Eu fico surpresa com o número de pessoas que me procuram querendo saber como abrir conta na iTunes Store, comprar créditos, baixar músicas na loja de músicas mais bem-sucedida da internet. Prova que tem muito mais gente a fim de comprar música legal do que se imagina. Explica-se: comprar música na internet via iTunes não é nenhum bicho-papão. Navegar na loja é muito fácil e intuitivo, como tudo nessa vida que tem o dedo da Apple.

A iTunes brasileira ia sair esse ano, mas por uma série de motivos não vingou. Entre os diversos motivos, estão a resistência das gravadoras em ceder seu acervo e o boicote coletivo de algumas "estrelas" da MPB, que consideram seu repertório precioso demais para essa mídia tão vulgar e bandida que é a internet. Tal pensamento não é exclusividade de nossos artistas tupiniquins. Essa semana, a tia do rock Elton John pregou o fim da internet para salvar a indústria da música e fazer do mundo um lugar melhor para se viver. Verdade, leiam aqui as sandices que o dito cujo andou falando por aí.

Se você não quer virar refém da dupla iTunes + iPod, há várias outras opções de lojas de música online. Mas acho que a TIM Music Store é a que melhor define o futuro desse tipo de indústria no Brasil e no mundo. No mundo da convergência, celulares híbridos com computadores de mão não fascinam tanto quanto os com MP3. E tem cada vez mais gente baixando conteúdo para seus aparelhos direto do celular, principalmente entre o público jovem. Cada vez que sai um blockbuster nos cinemas, as operadoras batem recordes de faturamento oferecendo ringtones, truetones, temas e wallpapers temáticos para a molecada.

Pela TIM Music Store você tem duas opções de compra de música: navegando pelo site, que encaminha a canção selecionada para o número do seu aparelho, ou direto do celular, indo no menu TIM Wap. No primeiro caso é preciso checar se as músicas e tons escolhidos são compatíveis com seu modelo de aparelho. No segundo, navega-se facilmente entre as opções de artistas e gêneros, com o próprio site chcando a compatibilidade do seu modelo. E quem se cadastrar no TIM Music Club recebe SMS com promoções, que envolvem descontos, bônus e faixas de graça.

Nem tudo ainda é perfeito na TIM Music Store. O conteúdo vendido está dentro do preço de mercado, mas para baixá-lo no celular você paga também pelo tráfego de dados, além do item em si. Para dar um empurrãozinho nas vendas, a operadora oferece uma promoção: 40 MB de wap a R$ 9,90. Mas vale lembrar que isso serve apenas para wap. Seria muito bom se a TIM disponibilizasse um plano ilimitado de GPRS / EDGE, além dos novos pacotes de dados já oferecidos. Todo santo dia uma alma faminta por internet móvel me escreve perguntando quando e se a TIM oferecerá isso!

Claro que, pelo preço e pela velocidade da rede, é complicado baixar álbuns inteiros no celular. Mas a idéia é legal quando se quer apenas aquela música que você ouviu na novela, ou o hit do momento daquela banda que estourou. Muito prática e rápida, uma loja de música no celular dispensa a chatice de se recorrer a um desktop com banda larga para baixar uma coisa só.

Convergência com inteligência, no mundo do entretenimento móvel, é aquele que estimula e facilita ao máximo a vida do usuário que quer baixar conteúdo em qualquer lugar. Se os smartphones ainda assustam muita gente, os celulares com MP3 vão na contramão, vendendo cada vez mais. Agora só falta alavancar a oferta de conteúdo para essa gente, não?

No próximo Podsemfio, que pretendo publicar amanhã (se o Exu Tranca-Rede não interferir de novo no meu upload), darei dicas de como ouvir MP3 em celulares - quais os celulares mais bacanas do momento, as taxas de compressão mais adequadas para cada situação e os fones mais eficientes. E prometo que a música de encerramento não será do Elton John... ;-)

Pesquise preços de: Celulares com MP3, Celulares Walkman Sony Ericsson, Nokias com MP3

postado via gprs / edge

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 08:28 PM | Comentários (13) | Citações

junho 23, 2007

Stone humilha o Shuffle

Lembram quando falei no Podsemfio n.41 do novo Creative Zen Stone, o concorrete direto do iPod pela metade do preço? Pois bem, ele recebeu uma atualização: o Zen Stone Plus.

O ZEN Stone "Plus" da Creative, além de ser minúsculo e lindinho, tem 2 GB de memória, rádio FM e... surpresa! Uma telinha com as informações básicas sobre o que se está ouvindo.

Isso é que é Shuffle-killer! Depois desse upgrade, alguém ainda vai preferir o tocador da Apple?

Pesquise preços de: iPod Shuffle, Creative Zen, MP4

postado via Qtek S200 / EDGE

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 05:36 PM | Comentários (24) | Citações

maio 22, 2007

Preview: Samsung T9B

Esqueça qualquer iPod ou qualquer Creative Zen. Geek que é geek de verdade vai gostar mesmo é do Samsung T9B, para ouvir música e ver vídeos usando fones bluetooth!

Se o tocadorzinho é pequeninho, lindo, absolutamente estiloso, o mesmo não se pode dizer do fone bluetooth que o acompanha. Além de gigantesco, parece que a qualidade do som é bem inferior ao fone de ouvindo convencional. Que, felizmente, também acompanha o produto. A autonomia do fone bluetooth até que é razoável, segundo testes do Link do Estadão: cerca de 8h. Dá para passar o dia ouvindo bastante música antes de colocar player e headphone na tomada para recarregar. Uma pena que o rádio FM não funcione pelo fone bluetooth, só pelo fone convencional.

Também dá para usar o bluetooth do aparelhinho para receber músicas do PC. Bem, como eu não tenho tempo nem paciência sobrando, eu usaria os bons cabos USB de sempre...

A questão é: você teria coragem de andar na rua com um fonezão sem fio enorme daqueles? Será que você não seria confundido com a princesa Leah?

Mas vamos aos detalhes técnicos. O T9B tem 8 cm de altura e 4 cm de largura, pesa 50g, reproduz áudio, vídeo, fotos (inclusive em formato paisagem), tem gravador de voz e sintonizador de rádio FM que pode ser também gravado. Vem até com alguns joguinhos, graças à ótima resolução do display de 1.8 polegadas - 208 x 176 pixels. Particularmente, não gosto de ver vídeos numa tela desse tamanho, por melhor que seja a resolução. Parece que ele suporta só 15 fps, o que é bem aquém do desejado.

Mas os reviews por aí dizem que ele arrasa no áudio, que é o que importa. Os formatos suportados são MP3, WMA, OGG, ASF, AVI, RMVB e MPEG-4. Ele vem com seu "iTunes", chamado de "Samsung Media Studio". Se é tão prático quanto o iTunes da Apple, só testando.

O Samsung T9B chega aos varejistas brasileiros ainda esse mês, com preço sugerido de R$ 1.400. É o mesmo que um iPod vídeo de 30 GB. Se você fosse escolher, qual dos dois pegaria?

Pesquise preços de: Creative Zen, iPods, Samsung T9B

postado via gprs / edge

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 02:02 PM | Comentários (15) | Citações

maio 17, 2007

Rapidinhas musicais

Madonna lança single gratuito e sem DRM na internet em prol do Live Earth, mais e mais lojas online passam a vender músicas DRM-free e Last.fm passará a exibir clipes.

1.
Preparando o terreno para os shows do Live Earth, que serão transmitidos ao vivo no dia 7 de julho para o mundo através do site http://liveearth.msn.com/, a cantora Madonna lançou exclusivamente pelo site o single "Hey You". O Live Earth será um grande concerto para unir as pessoas no combate ao aquecimento global. A cada download feito lá, 25 centavos de dólar serão doados à causa. O download é grátis e não tem DRM, podem baixar numa boa. A música é meio chatinha, parece um livro de auto-ajuda cantado, mas sendo por uma boa causa, eu sacrifiquei um pouquinho do meu EDGE à lenha...

2.
Falando em DRM, mais e mais lojas online de música estão passando a vender faixas sem DRM. Agora é a vez da Amazon. Parece que finalmente as gravadoras estão entendendo que quem compra música não gosta de ser tratado como ladrão. Mas, na verdade, trata-se da velha pressão de mercado. As pessoas pararam de comprar, os sites P2P abundam e a RIAA é uma das organizações mais odiadas do mundo. Já dizia minha avozinha: quando a água bate na bunda é que se aprende a nadar...

3.
O popular serviço de "comunidade musical" Last.fm passará também a exibir clipes online. Bem, depois que o Pandora deixou de funcionar no Brasil, fiquei dependente do Last.fm, já que quando estou em computadores que não são meus, eu invariavelmente logava no Pandora e sentia que estava ouvindo um CD, tamanha a qualidade do serviço. No Last.fm gosto das rádios online do site e de descobrir novos sons, apesar do serviço sempre me aconselharem a ouvir sempre as mesmas bandas chatas. Esse negócio de vídeos não é tão novidade assim: o scrobbler do iTunes, pelo menos, costuma enviar para minha conta não só as músicas que ouço, mas também os vídeos, embora não estejam disponíveis para outros usuários. Não sei que tipo de critério rola por lá nesse sentido, o fato é que, se vocês inventarem de assistir "Colegiais Taradas Parte IX", a internet inteira ficará sabendo, portanto, cuidado! :)

MP3 players iPod som automotivo

postado via gprs / edge

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 10:19 PM | Comentários (1) | Citações

abril 16, 2007

iPod com wi-fi a caminho?

Se tem uma coisa em que a Apple é mais pródiga que o marketing, é na indústria de rumores que a circunda. Além do lançamento do Leopard para maio, depois de alguns atrasos, cogita-se um novo iPod no mercado, com conexão wi-fi.

Diversos sites já pipocam a novidade do iPod, embora não seja a primeira vez que se fala em wi-fi nos tocadores da Apple. Dessa vez, os rumores se baseiam numa notícia que certas empresas confirmaram que estão fornecendo os chips para a Apple.

Mas qual a utilidade prática de um iPod com wi-fi?

Vamos pensar no Zune, que mesmo com essa tecnologia, apostando na socialização, não conseguiu fazer sombra ao tocador da Apple. Porque ele explora apenas uma diminuta fração das possibilidades que o wi-fi propicia!

Acho que compartilhar músicas com amigos é muito pouco. O iPod é um gadget que sempre prezou o individualismo. Seria mais interessante para a empresa se esse novo iPod pudesse, acessando redes sem fio, baixar conteúdo da iTS e atualizar podcasts.

Do lado do usuário, o que todo mundo quer no iPod, ele já tem: qualidade de áudio, simplicidade de uso, muito espaço e bateria duradora. Porém, agora que a Apple entrou com tudo no mundo dos filmes e seriados, o que faz falta de verdade é um modelo com uma tela grande para curtir os vídeos...

postado via gprs / edge

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 12:12 PM | Comentários (4) | Citações

janeiro 25, 2007

"Top 3" burrices no mundo da música digital

Sabemos que o assunto "música digital legalizada" gera discussões calorosas, mas alguns acontecimentos recentes são unânimes, dignos de chapeuzinho de burro no canto da sala.

1. Donos do Microsoft Zune têm o maior orgulho do diferencial do seu aparelho: o wi-fi, responsável pelo compartilhamento de conteúdo entre Zuners e pelo slogan "welcome to the social". Porém algumas gravadoras anti-sociais decidiram agora que certas músicas e bandas de seu catálogo simplesmente serão "não-compartilháveis". Com gravadoras tão espertas assim, eu nem recomendo que voltemos a comprar CDs físicos. Pegem as preciosas músicas deles nos torrents da vida, mesmo!

2. Ainda falando em Zune, enquanto tio Biu Guêitis baba em cima do seu revolucionário Zune e tio Istivi Jóbis tem orgasmos múltiplos com o oba-oba do iPhone, a SanDisk lançou na surdina o Sansa Connect. Vem com wi-fi que não só compartilha músicas com outros Sansas, mas também possibilita baixar músicas e fotos longe do PC, direto no aparelhinho. Tem 4 GB de memória interna e um slot microSD. Toca MP3, WMA, tem FM e, espanto dos espantos, toca rádios da web também, por streaming. Como é que ninguém fez algo assim antes?

3. De volta ao assunto "acervo": sabem por que o catálogo de músicas nas lojas online brasileiras é tão reduzido? Porque ainda tem gravadora que torce o nariz e resolve que seu acervo só será distribuido em CD mesmo. Parabéns! Não compremos CDs deles também. Vamos baixar tudo da internet!

Desculpem, mas tanta burrice FERVE meu sangue, juro...

Pesquise preços de: MP3 players iPod som automotivo

postado via gprs / edge

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 03:07 PM | Comentários (18) | Citações

janeiro 09, 2007

Concorrentes de peso para o iPod nano

Ou melhor seria dizer... concorrentes sem peso para o iPod nano. Pois seja no tamanho, leveza ou funções, enfim temos dois MP3 players que batem de frente com o equivalente da Apple: o K3 da Samsung e o Creative Zen VPlus.

Samsung K3 e K5

Apresentado agora na CES, Samsung o YP-K3 chama a atenção na hora pelo visual estiloso e fininho, que lembra muito o iPod nano. Mas diferentemente do tocador da Apple, ele ainda tem rádio FM, além de estar disponível nas versões de 1, 2 e 4 GB. O seu irmão K5 é parecido, mas vem com speakers integrados. Ou seja, ouve-se música sem fones de ouvido. Daria um belo relógio-despertador de luxo, não? Ambos tocam MP3, WMA, ASF, or OGG e tem esse visual preto espelhado, propício para ficar cheio de marcas de dedos. O site Engadget tem um vídeo bem legal do K3 em ação. Assistam aqui.


Creative Zen VPlus

Do tamanho de uma caixinha de fósforos, com 4 GB de memória flash e bateria de ótima longevidade, o Zen VPlus ainda acrescenta várias funções que o nano não tem, como visor colorido, gravador de áudio, rádio FM e reprodutor de vídeos AVI. Não consigo me imaginar vendo vídeos em uma tela nanica de 1.5", mas sem dúvida, é algo surpreendente.

E para fechar, a cerejinha do sundae: um gerenciador de podcasts para o PC, o ZenCast Organizer. Para mim, tocador de MP3 sem gerenciador de podcasts, não dá. Mas a melhor parte da história é que ele está desembarcando no Brasil também, com preço similar ao do iPod nano. A foto ao lado é do aparelho em tamanho real. Sensacional, não? Eu compraria!

Pesquise preços de: MP3 players MP3 players da Creative iPod nano

postado via gprs / edge

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 08:05 AM | Comentários (4) | Citações

janeiro 04, 2007

Análise: lojas de música online

Quem nunca baixou música via redes P2P ou bitorrents que atire o primeiro iPod. As gravadoras e a RIAA dizem que isso é feio, que você será processado e irá arder nas profundezas dos infernos. Acho que praga de gravadora não mete medo em ninguém, pois as redes de troca de arquivo continuam firmes como a principal forma de se obter música digital hoje.

Mas suponhamos que de uma hora para a outra todos os brasileiros ficassem bonzinhos e resolvessem comprar música digital de maneira legal... A experiência seria agradável ou frustrante? Testei as principais lojas online do país e resolvi contar aqui minha experiência, que, por enquanto, é inédita na blogosfera brasileira.

Sonora

De todas, a loja do Terra é a única que naveguei, fucei bastante mas não tive coragem sequer de abrir uma conta. O acervo é muito, mas muito fraquinho mesmo. Corria o risco de empacar dinheiro lá, pois há um valor mínimo de créditos e não aproveitaria muita coisa. E como dinheiro não nasce em árvore, optei pela UOL Megastore, que pelo menos tinha algumas coisas que eu curtia.


UOL Megastore

Em princípio só estava disponível para clientes do UOL. Hoje, qualquer um pode comprar lá e ganhar um e-mail UOL de lambuja. Como sou assinante, foi fácil e rápido criar minha continha. Vasculhei o acervo, achei algumas coisas legais e arrisquei a compra de R$ 10.

O acervo é melhor que o do Terra. Mas em se tratando de músicas nacionais, vejam que ironia, é uma lástima. Das minhas bandas favoritas, Titãs e Paralamas, não tinha quase nada. Só algumas poucas faixas, de CDs bem antigos. Nem "Epitáfio", uma música tão conhecida e premiada, tinha. Para quem gosta de músicas ou bandas mais da moda, com sucessos que tocam em novela e tal, é uma boa. Infelizmente não foi o meu caso. Baixei só 3 músicas. Meus créditos continuam lá até hoje e não tenho onde gastá-los.

Cada música tem 5 licenças, ou seja, podem ser reproduzidas em 5 computadores / dispositivos diferentes. Como o formato é WMA e o DRM é da Microsoft, a transferência das músicas para MP3 players só pode ser feita através do Windows Media Player. E o número de transferências infelizmente também é limitado. Se você tem um tocador portátil de baixa capacidade e toda hora tira e coloca músicas novas, chegará uma hora que não conseguirá mais transferi-las do PC. Grrrr...

Vale lembrar que não basta que o MP3 player portátil (ou Palm, ou PPC, ou celular) seja compatível com WMA simplesmente. Ele precisa aceitar arquivos WMA que exigem licença de uso.

O UOL usa um "artifício" para convencer os donos de iPod e outros players não-compatíveis a comprar lá. Eles recomendam que se crie um CD de áudio com as músicas baixadas, e depois se ripe esse CD no iTunes. Funciona, mas vale lembrar que tal processo implica em perda de qualidade. Tudo bem, é melhor do que nada...

O GRANDE problema do UOL são os preços. Tudo por faixa, R$ 2,49, mas não há preços específicos para a compra de um álbum inteiro. Resultado: CDs que nas lojas "normais" custam R$ 30 saem por R$ 50 ou R$ 60 na loja do UOL. Fala sério!

E como sempre, temos o maldito DRM da Microsoft enchendo o saco. Se você ouve suas músicas sempre no mesmo PC, só coloca login e senha do UOL na primeira reprodução. Mas no Pocket PC, o lazarento do Windows Media Player pede login e senha o tempo todo, obrigando a pessoa a estar com o PDA conectado à web. Haaaaaaaja paciência!

iMusica

A primeira loja onde criei conta, e isso já tem quase dois anos, creio. A iMusica foi a primeira loja brasileira de música online. Mas a experiência foi tão ruim que nunca mais acessei desde então.

O esquema é o mesmo de sempre. Você define seu saldo disponível na loja através de uma compra com cartão de crédito, e imediatamente baixa as músicas, que variam bastante de preço. Álbuns podem sair por preços de CDs normais, às vezes até mais. O formato é WMA, com licença de uso em até 2 máquinas diferentes. Não me importei muito com isso, pois pretendia ouvir as músicas no meu PC e no meu PDA, na época um Dell Axim x50v. Pronto, as duas licenças estavam gastas.

Pouco tempo depois, vendi meu PC e comprei um notebook. E troquei de PDA. As licenças não foram mais reconhecidas. Fiquei furiosa. Teria que comprar as mesmas músicas de novo. Tudo bem, eu ainda tinha créditos lá. Voltei à loja. Para minha surpresa, os créditos em reais que eu tinha... expiraram! Inacreditável... ele definiam até quando eu podia gastar meu próprio dinheiro! Achei o fim. Fechei a conta e nunca mais voltei.

Hoje a iMusica está ligada ao Yahoo! Music Brasil. Justamente pelo tempo de estrada, é a que tem maior acervo hoje, além de audiobooks e ringtones para celular. Espero que tenham melhorado, mas eu dispenso.


Allofmp3

Que maravilha! Acervo vasto e invejável, preços mais que convidativos, músicas de boa qualidade e sem DRM algum: arquivos limpinhos da silva. Só tem um problema: o site, hospedado na rússia, é legal apenas na rússia. O preço não é por faixa, é de acordo com o tamanho do arquivo. Assim, há músicas que podem sair a 8 ou 10 centavos de dólar cada! Os administradores do site dizem que recolhem os direitos sobre as obras. Certo, vamos fingir que acreditamos.

A RIAA está processando o Allofmp3 em U$ 1,65 trilhão. Não, não é uma piada, o valor é esse mesmo. Então tá, sabemos que a tal loja é mafiosa, mas a RIAA parece que também não gosta de ser levada a sério. Bem, depois do imbróglio jurídico, o site até pode sair do ar. Mas logo ele ganharia casa nova, hospedado no Cazaquistão ou outro país qualquer...

Como eu estava com um cartão de crédito que ia cancelar, corri o risco e comprei U$ 10 de crédito para testar. Foi um desbunde, baixei muita coisa que não achei em nenhum outro lugar, como álbuns de bandas de metal suecas e finlandesas, não muito conhecidas. Graças ao sistema de pagamento por MB, é possível comprar álbuns inteiros com faixas a 192 kbps por 4 dólares.

Vejam bem: o site é ilegal, mesmo assim é a segunda loja que mais vende música no mundo, perdendo só para a loja da Apple. O que prova que tem muita gente disposta a pagar por música, desde que possam usá-la como bem entenderem, sem DRM e outras restrições.

Logo depois de um tempo o e-mail exclusivo que criei para a conta na loja começou a receber spam de pornografia, às toneladas. Ok, ok, valeu o teste, mas chega. Usei meus créditos, fechei a conta e cancelei o cartão de crédito. Depois dessa, alguém ainda confia em site russo?


iTunes Store

A loja da Apple, a mais famosa e bem-sucedida do mundo, ainda não é para o bico dos brazucas. É preciso ter um cartão de crédito domiciliado nos EUA. Consegui criar minha conta lá depois que um amigo me presenteou com um crédito de U$ 0,99, o suficiente para abrir uma conta, já que você precisaria dela para adquirir uma faixa na loja. O objetivo, na verdade, era atualizar online as capinhas dos álbuns, privilégio só de quem tem conta lá.

Logo depois um outro amigo apareceu com um cartão pré-pago da loja e rachamos os créditos. Não foi muita coisa, mas o suficiente para adquirir algumas músicas e um episódio de seriado. A experiência foi muito boa. A loja é completíssima, maravilhosa. A compra é rápida e fácil, e num clique tudo está no iPod. Existe o DRM da Apple, claro. Mas tudo é tão idiot-proof que a gente até se esquece disso. E um iPod é tão versátil que a gente não só ouve com os foninhos, mas pluga ele no carro, no som da sala... sem se preocupar com licenças e afins.

Entender o sucesso da iTS é fácil. Não tem mistério nenhum. Comprar música lá é tão fácil quando mexer num iPod. A loja da Apple deve vir ao Brasil em 2007. Mas eu nem vou esperar. Na primeira oportunidade comprarei mais um cartão pré-pago deles!


MusiG

É a caçulinha das lojas de música online, estreou no final do mês passado. Não foge muito do padrão das demais: usa o DRM da Microsoft, mas com apenas 2 licenças de uso, ou seja, as faixas podem ser reproduzidas em no máximo 2 dispositivos diferentes. O preço é fixo: R$ 2,49 por música. Ao meu ver, acho que esse é mesmo o teto "aceitável" para o preço de uma música digital no país. Mas bem que poderia haver desconto na compra de álbuns completos.

Para se diferenciar das demais, o MusiG implementou um sistema de assinatura: por R$ 24,90 ao mês, o usuário pode ouvir as músicas do acervo da loja de qualquer PC, por streaming, criando suas próprias "rádios". As rádios ficam disponíveis para qualquer um que acessar o site, mas quem não é assinante só pode ouvir 30 segundos das músicas.

Também pode se usar o método "convencional": baixar as músicas e ouvi-las num MP3 player. Mas nesse caso, as faixas têm prazo de validade. Cancelando a assinatura, as músicas não terão mais como serem reproduzidas. O Zune Marketplace instituiu a mesma filosofia. É uma opção particularmente interessante para quem consome muito conteúdo musical. Uma assinatura pode ser mais interessante e mais econômica que comprar dezenas de CDs ao mês. Mas para o usuário normal pode soar chata a idéia de não ser "dono" de suas músicas.

Quanto ao Zune Marketplace, ele segue o padrão da iTS. Mas a Microsoft deu uma pisada na bola feia criando um segundo DRM, específico para a loja do Zune. Quer dizer: músicas prévias que você comprou em outras lojas, em WMA com o DRM da Microsoft, não funcionam no Zune. Não sei se já mudaram essa filosofia ou não, mas que é uma mancada, isso é...


Conclusão

Os brasileiros hoje não têm como comprar música legal de forma satisfatória e justa. Ponto. As restrições punem o correto, aquele que compra as músicas. Comprando música, você não tem o direito de definir como e onde ouvi-la. O número de aparelhos é limitado, o número de transferências é limitado... Conclusão: DRM é uma droga, o que já sabemos sem fazer teste algum. A única forma de abastecer um tocador de MP3 com música legal, com liberdade, seria ripar um CD comprado - mas a legislação brasileira diz que até isso é ilegal, embora todo mundo o faça...

Assim, fica fácil responder aquela pergunta clássica: será que os brasileiros que baixam música via P2P e torrents são todos bandidos ou vagabundos que não querem pagar pelo trabalho alheio? Depois desse meu texto, qualquer pessoa com um mínimo de inteligência perceberá que não. As redes de trocas de arquivos são a única opção para muita gente, independente do fator financeiro!

Há demanda para música legal, quando há maneiras de se obter tudo grátis na moleza? Sim, há gente disposta a pagar por música. Eu sou uma. Porém, o que eu quero é usar os meus arquivos da maneira que eu bem entender. Quero que a música que eu comprei toque no meu PC, no meu celular, no meu iPod, no meu carro, ou que eu possa gravar um CD com elas caso eu tenha um aparelho de som incompatível com MP3. Só isso.

As novas gerações nasceram praticamente inseridas da cultura do conteúdo sob demanda. Os velhos dinossauros da RIAA ainda não acordaram para a realidade. Por mais que se crie restrições, sempre haverá um jeito de quebrá-la, pois no mundo digital tudo é efêmero e hackeável.

A boa notícia é que parece haver uma luzinha no fim do túnel. Correm rumores que Amazon, MySpace, Emusic e Yahoo! Music pretendem lançar serviços de venda de músicas sem DRM, com promoções e outras facilidades de compra. Vale lembrar que o DRM não é culpa das lojas, mas das gravadoras detentoras dos direitos das canções. Há gravadoras que sequer querem seu acervo para venda online.

O caminho da democratização legalizada é a facilitação, o incentivo. Nesse ponto acho que a Apple, com a iTS, é a única loja que segue esse princípio, mesmo que suas vendas sejam restritas apenas a usuários de iPod e iTunes - o que é até motivo de processo. Se mesmo sendo um sistema "fechado" ela já é um sucesso, imagine se ela abrisse suas portas para qualquer tocador digital. Espero MESMO que ela venha ao Brasil esse ano!

Leia mais textos meus sobre DRM e música digital, aqui e aqui.

Pesquise preços de: MP3 players iPod acessórios para iPod

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Web às 09:55 AM | Comentários (36) | Citações

dezembro 20, 2006

Pornozune

Depois do iPod com vírus, chegou a hora do Zune com pornografia! Uma garota de 12 anos ganhou um Zune com fotos e vídeos pornográficos.

Aqui tem um vídeo mostrando o Zune em questão.

Isso é sacanagem. Com trocadilho.

Pesquise preços de: MP3 players iPod

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 10:20 PM | Comentários (12) | Citações

dezembro 18, 2006

Pink Zune

Saiu uma edição do Zune na cor pink. Jesus, Maria e José, acho que é capaz de eu preferir o marrom...

Pesquise preços de: MP3 players iPod

postado via gprs / edge

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 10:08 AM | Comentários (14) | Citações

dezembro 05, 2006

10.000 músicas

Segundo o Last.fm, ouvi 10.000 músicas e podcasts em 11 meses com iPod.

Pesquise preços de: MP3 players iPod

postado via gprs / edge

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 11:47 AM | Comentários (5) | Citações

novembro 25, 2006

E o Mylo?

Em tempos em que a "supremacia" (?) do iPod sofre a primeira tentativa de derrocada (pelo menos em termos de dinheiro e marketing), eu fico aqui pensando... Será que as pessoas que estão em dúvida entre iPod e Zune se lembram ainda do Sony Mylo?

Ninguém mais falou dele... nem em sites, nem em blogs... o que aconteceu? Ele tem um excelente player de áudio e vídeo e o wi-fi não é "capado"... por que ele não é apresentado como opção ao Zune nos sites de tecnologia? Em contrapartida, o Mylo tem um dos vídeos recordistas em views na seção de tecnologia no YouTube. Mas não vejo usuários por aí. Mistéééééério...

Pesquise preços de: notebooks Sony Vaio celulares Sony Ericsson câmeras fotográficas Sony

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Gadgets às 04:21 PM | Comentários (12) | Citações

novembro 13, 2006

Zune: comprar ou não comprar?

Dia aguardado por muitos, amanhã é o lançamento oficial do Zune, o player de áudio e vídeo da Microsoft que pretende desbancar o iPod. Como tenho recebido sucessivas perguntas de usuários a respeito do tocador - se vale a pena, se é melhor ou pior que o iPod - resolvi listar aqui o porquê de eu não querer um Zune por enquanto.

1. Não suporta podcasts. E não me venham com esse papo de jogar o arquivo MP3 do podcast no tocador que isso não é "suporte a podcast". O software do Zune no desktop podia muito bem ter um gerenciador de feeds. Qual o problema? Seria com a palavra "pod", que arranjaria encrencas com a Apple? Por que não criar um suporte a Zunecasts, ou seja lá que nome for? Falha imperdoável que, pelo menos para dona Bia Kunze, de cara matou o aparelho.

2. O diferencial do Zune é seu componente social - a troca de músicas entre Zunes. É possível enviar uma música sua para o Zune de um amigo, mas depois de 3 dias a faixa é bloqueada e o usuário deverá pagar por ela na Zune Store. O propósito é nobre: coibir a pirataria. Mas se a música for SUA, e você quiser divulgar um trabalho de sua banda entre os amigos, depois de 3 dias a faixa estará bloqueada também. O mesmo vale para podcasts ou QUALQUER outro arquivo, mesmo que seja de livre distribuição. Mais uma vez, temos em mãos políticas anti-pirataria que só punem os corretos. A Microsoft terá que dar um jeito nisso, já que o slogan "welcome to the social", sua peça-chave de marketing, corre o risco de ir ralo abaixo.

3. Falando em wi-fi, sabemos que essa tecnologia proporciona uma gama de utilidades. No caso do Zune, o wi-fi é manco. Ele só se serve para se comunicar com outros Zunes. Nada de sincronismo wireless com o desktop, nada de comunicação com PDAs e smartphones, nada de acesso remoto à Zune Store por uma rede web sem fio. Pra que wi-fi então? Pelo menos aqui no Brasil, já é raríssimo dar de cara com um amigo ou conhecido com outro iPod, imaginem com um Zune...

4. DRM próprio. Isso mesmo. O Zune tem DRM próprio, não compatível com o "PlayForSure" da Microsoft. Trocando em miúdos, se você tem bibliotecas de arquivos de wma com proteção adquiridos em lojas online, pode abrir o berreiro: suas músicas terão problemas com o Zune. A intenção da empresa é centralizar tudo, a médio e longo prazo, na Zune Store. E quem já tem músicas antigas protegidas que compre de novo... Outro ponto que a Microsoft terá que resolver, para não atrair a ira dos usuários.

5. Problemas de instalação. Além de problemas com a instalação do software do Zune no PC, corre o boato que o programa funciona em cima do WGA da Microsoft. Não há nada confirmado oficialmente, mas já dá para imaginar o tamanho da encrenca...

Enfim, na minha humilde opinião, o Zune está mais para Kamikaze do que iPod Killer. Mas claro que não é um lixo total, a qualidade de som e vídeo são excelentes, segundo os reviews. Além disso, o rádio e a interface personalizável são diferenciais em cima do iPod. Mas nada disso o torna um iPod Killer...

Apesar do meu Qtek S200 reproduzir vídeos muito bem, não é a mesma coisa que a telona do 9090, ou do Axim x50v, que era o melhor reprodutor de vídeos que tive graças à telona VGA. Mas sinto falta de um HD generoso para levar comigo temporadas inteiras de séries. A médio prazo acabarei comprando um tocador portátil, não sei ainda se um iPod ou um Zune. No início de 2007 sairão novidades da Apple, então é melhor aguardar um pouco mais antes de tomar uma decisão.

Mais sobre o Zune, aqui e aqui.

Review fresquinho de um usuário, com muitas fotos, aqui. A imagem de fundo na tela do "instalation error" é simplesmente sensacional. Obrigada ao Raphael pelo link.

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 12:34 PM | Comentários (8) | Citações

outubro 25, 2006

Como abrir conta no iTunes

Depois de muito pesquisar, achei um modo de conseguir criar uma conta no iTunes Store para poder baixar as capas dos álbuns.

"Para criar uma conta normalmente, você precisa de um cartão de crédito pago nos EUA (ou em qualquer outro país que tenha loja do iTunes). O modo alternativo é receber um cupom de música de presente de alguém, desse modo o iTunes permite que você crie uma conta sem cartão (para poder "retirar" seu presente). O jeito mais fácil é pedir para alguém que tem conta dar a você uma música de presente (um código de 12 dígitos), custa US$ 0,99.

O melhor é que existem de tempos em tempos promoções online que dão uma música para você de graça. E é justamente uma dessas que eu encontrei. Entre no site http://www.votethemusic.com/ e cadastre-se, que eles enviam uma música de graça depois que o seu cadastro for confirmado.

O que eu descobri depois é que o iTunes 7 não guarda as capas dentro dos arquivos das músicas (como ainda faz se você usar o método drag and drop de antes). Isso quer dizer que só vai funcionar dentro do iTunes 7."

A dica acima é do Décio (decio arroba agrofloresta.net), super obrigada, funcionou comigo, ganhei uma música de presente de um amigo e resolvi divulgar! Mas já vou avisando que não tenho como presentear ninguém com música, pois não tenho cartão de crédito compatível.

Pesquise preços de: iPod 5G vídeo iPod nano iPod shuffle

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 12:04 PM | Comentários (25) | Citações

outubro 23, 2006

Feliz aniversário, iPod!

Diz a lenda que, quando Steve Jobs anunciou o primeiro iPod no dia 23 de outubro de 2001, ele disse: "com o iPod, ouvir música nunca mais será a mesma coisa"...

Mas quando foi que iPod se tornou sinônimo de música portátil? Não sei dizer, isso está tão enraizado na nossa cultura digital que fica difícil precisar uma data. O que se sabe é que há exatos 5 anos Steve Jobs anunciou para o mundo seu primeiro tocador de MP3 portátil, o iPod. Depois disso, a gente sabe o que aconteceu: ele cresceu, amadureceu, saiu dos guetos nerds, ganhou as ruas e hoje é até reverenciado como parte da cultura pop!

Feliz Aniversário, iPod!

Carácoles, apenas 5 anos... e no cybermundinho isso parece uma ETERNIDADE! Tanto que se olharmos hoje a foto acima, do primeiro iPod (primeira geração, ou 1G), ele nos parecerá jurássico: tinha HD de 5 ou 10 GB e só funcionava em máquinas da própria Apple, através de conexão FireWire. Disponível na indefectível cor branca, o tocador ainda não tinha a célebre clickwheel - a "rodinha" girava fisicamente, e do lado de fora dela, ficavam os botões "clicáveis" mas não "giráveis".

No ano seguinte, 2002, veio a segunda geração, com o dobro de capacidade (10 ou 20 GB) e com a rodinha imóvel, sensível ao toque.

Em 2003 surgiu a terceira geração, com a primeira mudança mais "radical" no design. Os iPods tinham agora a rodinha sensível ao toque e os botões de controle acima dela, logo abaixo da tela. Foi nessa geração que surgiu o dock e a possibilidade de sincronismo pela USB. Só sincronismo, recarga ainda não. Havia modelos com capacidade de 10 a 40 GB. Assustador, pois 40 GB era a capacidade do HD do computador pessoal de muita gente...

Duas novidades em 2004: a quarta geração tinha tela colorida, que permitia inclusive sincronismo de fotos. Passou a se chamar iPod photo. A capacidade máxima aumentou para 60 GB e os botões passaram a ser integrados na "rodinha": nasce o clickwheel na forma como o conhecemos hoje. Junto, a Apple anunciou o seu "irmão caçula", o iPod mini: pequenino, capacidade de 4 GB e com o corpo disponível em várias cores. Virou objeto de desejo.


No início de 2005 veio uma segunda geração do Mini, com novas cores e capacidade ampliada para 6 GB. Veio também o minúsculo Shuffle, sem tela e sem clickwheel, com capacidade de 512 MB ou 1 GB.

Em setembro de 2005, mais novidades: a quinta geração do iPod, que agora permitia tocar vídeos, e o iPod nano, sucessor do mini. Minúsculo, finíssimo, leve, com tela brilhante e colorida, acredito que o nano é o iPod de maior sucesso da família de tocadores da Apple. Agora em 2006, ele ganhou um update (maior capacidade e disponibilidade de corpo em várias cores), juntamente com o Shuffle (menor e no formato de clipe, para ser fixado na roupa).

Nos últimos lançamentos desse ano, esperava-se um novo iPod vídeo - ou um iPod vídeo "de verdade". Fala-se que ele deve chegar no início do ano que vem, na MacWorld Expo, e entre outras coisas, especula-se que ele terá chip da nVidia, capacidade de ler e-books e até conexão wireless, pegando carona no buxixo em cima do Zune. Só esperando para ver...


Minha vida antes e depois do iPod

Nunca me interessei por iPods. Ouvia música digital ou através do meu PDA ou através do meu discman com suporte a MP3. O problema do discman é que ocupava muito espaço na mochila (bolsa, nem pensar) e navegar entre as faixas num CD lotado de MP3 era um suplício. No PDA a coisa era mais simples, sem contar que a convergência deixava minha bolsa levinha. O chato era ficar sem bateria direto, já que usava o PDA para muitas outras coisas além de multimídia.

Então tomei contato com o iPod nano e vi que ele seria a solução para ajeitar minha bagunçada vida musical. Minúsculo, leve, com memória flash de alta capacidade, era tudo o que eu queria. Ele passou a "morar" no bolso de moedas das minhas calças. Ou então, nos bolsos de camisas. Hoje, não desgrudo do meu pequeno PDAphone e do nano, onde quer que eu vá. Até o meu modo de escolher roupas mudou por causa disso. Mobilidade levada muito a sério...

Sempre ouvi bastante música, mas acho que com o iPod aumentou, pela comodidade. Os podcasts também mudaram meu modo de me atualizar com o que acontece no mundo.

Nunca senti necessidade de ter um iPod vídeo, pois assisto-os no meu PDAphone, cuja tela é bem maior e melhor que a do iPod. Mas admito que é tentadora a idéia de carregar num dispositivo pequenino temporadas inteiras dos meus seriados favoritos. Mas isso desde que eu tenha uma telona decente para assisti-los, já que na atual geração a experiência só é bacana quando o bichinho é plugado na TV. Que venha o iPod vídeo de verdade!

Histórico:

Meu primeiro contato com o iPod nano
Review do iPod nano: parte I - parte II

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 09:39 AM | Comentários (4) | Citações

outubro 18, 2006

Zen nada... neurótico!

Inacreditável! A neura em cima da pirataria e das sanções da RIAA está tomando proporções alarmantes. Ou seriam... hilariantes? Além das perseguições a usuários de redes P2P e implementações de DRMs que humilham os consumidores de conteúdo legal, agora os fabricantes de MP3 players estão limitando funções de MP3 players que gravam rádio FM. Ou vendendo iPods com vírus...

A Creative lançou um update de firmware para os modelos Zen MicroPhoto e Zen Vision:M. Dizem que corrige alguns bugs e aprimora o suporte a formatos de áudio, mas na surdina remove a função de gravar a partir do rádio FM!

Como é que as empresas não conseguem constatar o óbvio? Para impedir a pirataria é preciso incentivar a legalidade. Bloqueios e perseguições só afugentam os consumidores e criam hordas de revoltados, dispostos a alastrar sua fúria web afora.

E a palhaçada não acaba aí. Ontem a Apple comunicou que alguns players da linha iPod Video, lançados em setembro, continham um vírus que afeta usuários de Windows. Sim! O iPod vem com um VÍRUS! E na maior cara dura do mundo, a empresa recomenda apenas que seus consumidores rodem um antivírus em suas máquinas. E ponto.

Dá vontade de dizer que é teoria da conspiração, mas eu simplesmente acredito que seja uma mancada das feias. E pensar que eu aplaudi o Rafael quando ele publicou sobre o trojan do clone do nano... Hahaha, depois dessa, o que separa o MP4 tosco de um iPod?

Só rindo para não chorar...

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 01:25 AM | Comentários (10) | Citações

outubro 03, 2006

O "killer" está "killed"

O mundo sem empolgou muito com o lançamento do Zune e agora ele chegou às principais lojas nos EUA. Pena que o aparelho da Microsoft que quer matar o iPod já nasceu morto, pelo menos para mim.

Primeiro, porque não suporta podcasts. E para quem não sabe, podcasts não são simples arquivos MP3. Implicam em uma dinâmica de feeds e atualizações. O segundo motivo é que o maldito DRM bloqueará *qualquer* tipo de mídia que for transferida por wi-fi de um Zune para outro. Ou seja, se eu criei um conteúdo MEU, livre, e passar para o Zune de alguém, ele só poderá ouvi-lo três vezes em três dias. Depois disso, o arquivo é bloqueado.

E você, se pudesse escolher um dos dois, preferiria um iPod ou um Zune?

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 07:35 PM | Comentários (22) | Citações

setembro 20, 2006

Divergências sobre a tela do novo iPod

Li alguns comentários aqui no blog e recebi vários e-mails falando sobre a tela do novo iPod, que, além de ser mais brilhante, seria maior horizontalmente. Algumas pessoas me perguntaram ainda se valeria a pena trocar de iPod por conta disso, já que em tese daria mais conforto para ver vídeos.

Achei estranho, pois até onde eu sei não houve mudança no tamanho da tela. No site da Apple não consta nada. Pesquisei em sites de reviews de vários países, inclusive nacionais, e não vi nada a respeito. Até que descobri de onde veio essa informação. Já meio com um pé atrás, passei a bola para um expert no assunto, que esclareceu de uma vez a questão. Ou seja, a Info viajou na maionese de novo. Já virou rotina, né?

Para encurtar a história e respondendo a todos ao mesmo tempo: se você tem um iPod relativamente recente e quer trocar pelo novo por causa dos vídeos, não é hora de fazer upgrade. Aguardemos as novidades de fim de ano.

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 06:25 PM | Comentários (5) | Citações

setembro 18, 2006

Gapless

O que eu mais amei no novo iTunes 7 foi a opção "gapless" para álbuns. Ou seja, sem intervalo entre as faixas. A opção se estende para o iPod ao sincronizar a biblioteca. Nunca foi tão bom ouvir Pink Floyd! Também é perfeito para álbuns de shows.

postado via gprs

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 11:18 AM | Comentários (8) | Citações

MP3 em celulares CDMA

Tenho recebido muitos e-mails e comentários a respeito de alguns celulares novos, em especial, musicphones. O LG Chocolate é um belo aparelho em termos de design, assim como o Black Safira, e o LG MX800 (o celular "carrinho") é uma graça. A respeito desse celular carrinho, estou com o review dele atrasado há um mês por conta de inúmeros pepinos que o aparelho apresentou. Como hoje posso afirmar que não há solução, subirei o review de qualquer jeito em breve. Mas o que eu quero enfatizar agora são as barreiras que um futuro usuário de musicphone CDMA enfrentará.

LG Black Safira e LG Chocolate

O LG Chocolate suporta fones bluetooth, vídeos, TV, rádio FM, GPS e tem câmera integrada de 1.3 MP. Mas o grande chamariz é seu MP3 player. Assim, o modelo busca atrair fãs de música móvel que querem um aparelho de design estiloso. Porém nem tudo é tão simples. Para transferir músicas de um PC via o aparelho, é preciso adquirir um cabo e um software especiais, que não vêm com o produto e são meio difíceis de se achar no Brasil. Além disso, a memória pífia de 62 MB para músicas obriga o usuário a comprar um micro SD à parte. Outra coisa chata são os fones - só dá para usar o fone que vem com ele por causa do maldito plug proprietário. O Black Safira, segue a mesma linha, mas tem o formato de concha.

Bloqueios e restrições

Muitas pessoas se frustram quando percebem que não conseguem passar livremente MP3 entre o celular e o computador. A culpa não é do aparelho, nem da LG. É da Vivo. Mas nem dá para dizer que é ela mesma a culpada - a tecnologia CDMA e a plataforma Brew são propriedade da Qualcomm, e quem explora essa tecnologia deve seguir todas as restrições impostas.

E as restrições são justamente a troca de arquivos de mídia - MP3, ringtones, fotos e filmes, no intuito de se evitar pirataria de conteúdo com direitos autorais. Mas não é bem assim. Conteúdo próprio também é "barrado", como por exemplo, uma foto que você acabou de tirar com a câmera do celular. Se você quiser enviar por USB para seu computador, ou por bluetooth ou infravermelho para o celular ou PDA de um amigo, não conseguirá. A Vivo só o deixa fazer usando sua rede, por MMS, e pagando uma boa grana por isso, claro. Com os toques, é a mesma coisa. Ainda que você transfira uma música com sucesso para seu aparelho, não é permitido usá-la como campainha. Apenas funciona com o áudio baixado pelo Vivo Downloads. Ou seja, tudo envolve a ganância da operadora.

Há dicas e tutoriais para desbloqueio em alguns fóruns por aí, mas vale lembrar que é preciso mexer no firmware e resetar o dispositivo, e isso ocasiona a perda da garantia. E como aparelhos da LG e Samsung, por exemplo, costumam ter um alto índice de problemas, não aconselho que isso seja feito. Se esse desbloqueio for fundamental para você, faça-o, mas por sua conta e risco!

Culpa da Vivo? Sim, mas não há o que ser feito, pois no manual desses aparelhos vem escrito, em letras miúdas, as restrições com troca de arquivos. O problema ocorre há anos, com sucessivos modelos de aparelhos - usuários compram celulares de última geração, empolgadíssimos, sem pesquisar os problemas antes (olha só a importância dos fóruns e blogs!) - e nada mudou.

Vale lembrar que isso só ocorre na tecnologia CDMA. Com o GSM há muito mais liberdade. Não é a toa que a própria Vivo está preparando sua oferta em GSM até o fim do ano. O CDMA está caindo em desuso, e nem é por ser ruim (pelo contrário, é avançadíssimo), mas porque envolve uma série de patentes e limitações impostas pela Qualcomm, detentora dos direitos de uso sobre ele. Quem for investir uma boa grana num celular de ponta, recomendo que o faça com um GSM.

Pesquise preços de: celulares desbloqueados celulares com MP3 cabo de dados para celulares

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Celular às 10:37 AM | Comentários (119) | Citações

setembro 15, 2006

Zune: as primeiras decepções

Minha nossa! Recebi uma enxurrada de e-mails e comentários de ontem pra cá só sobre o Zune. E não é que o danado empolgou o pessoal mesmo?

Bem, a fim de abrir um canal de discussões aqui no blog, estou postando as dúvidas mais freqüentes da comunidade. Corri atrás de algumas informações e, aprofundando-me nos detalhes do bichinho, já me decepcionei com MUITAS coisas. Toda aquela empolgação de ontem já era, agora ele me faz pensar que não é tão iPod killer assim. Mas ainda dá tempo dos desenvolvedores consertarem os defeitos. Vamos a eles...

1. Zune Phone

Há interesse num futuro próximo de se lançar um celular com o selo Zune. Palavras de Chris Stephenson, gerente-geral de marketing do Projeto Zune: "A Zune phone is definitely part of the future of this brand." Fonte: Reuters. Por gentileza, alguém avise o moço que existe um tal de Windows Mobile por aí...

2. Podcasts

Sim, dizem que o Zune terá suporte a podcasts. O problema é que o pessoal de lá entende que "suporte a podcasts" é jogar manualmente um áudio de um podcast no dispositivo e ouvir. Não é bem assim, o conceito de podcasting envolve feeds, agregadores, atualizações e gerenciamento de episódios. E infelizmente, por enquanto, não há nada confirmado a respeito. E outra: será que vão mudar o nome também, como a Creative tentou fazer com os "zencasts"?

3. Bateria

Não há nada definido sobre duração de bateria. O pessoal ainda está trabalhando nela.

4. Preço e DRM

Fala-se em U$ 299 por aí, o mesmo de um iPod similar. Mas não há nada confirmado. Pode até ser que o preço seja menor: nos anúncios oficiais, fica bem evidente a intenção de lançá-lo com um preço bem competitivo para ganhar mercado mais rapidamente. Afinal, o deseja-se alavancar o Marketplace para concorrer com a iTunes Store, que hoje é a responsável, sozinha, por 44% das músicas digitais vendidas no mundo.

Quanto ao preço das músicas, deve ser o mesmo da iTunes Store, ou seja, U$ 0.99 por faixa. Mas aí ocorre um dilema: se você cria sua própria música ou baixa um podcast com livre distribuição, e passa para um outro Zune por wi-fi, a restrição de 3 audições em 3 dias é imposta da mesma maneira. Isso é um bug GRAVE e DEVE ser consertado, sob pena de enterrar de vez o que o aparelho apresenta de melhor.

5. Conectividade

Ao que tudo indica, o tipo de conexão wi-fi que o Zune permitirá será apenas ad-hoc, ou seja, ligação pura e simples com outros aparelhos. E pior, apenas com outros Zunes ou seu PC de sincronismo. Um banho de água gelada no meu sonho de baixar músicas e atualizar podcasts on-the-go. Isso também deve ser consertado rápido. Se não for, já descarto o bichinho da minha listinha para o Papai Noel.

6. Blogs

Para quem se interessou no projeto Zune, sugiro que acompanhem o blog de um "insider" do projeto. Foi de lá que retirei as respostas para todos as dúvidas dos leitores. Também recomendo o Zune Thoughts.

6. Zune em ação

Claro, só podia estar no YouTube. Vejam que tela LINDA:

Aqui tem mais, mostrando como rola a troca de música entre os dispositivos. Notem que não é um player trambolhudo e que a interface em NADA lembra um Windows ou um Pocket PC:

Definitivamente, o player da Microsoft me empolgou bastante, mas os "defeitos" que citei acima são comprometedores. Meu nano continua imbatível no quesito portabilidade, e não pretendo abandoná-lo, já que ouço música direto e me desloco muito durante o dia. Mas não é de hoje que eu gostaria de um player de vídeo com tela grande e HD generoso para carregar temporadas inteiras dos meus seriados favoritos. Vamos ver se o iPod vídeo com tela grande sai mesmo, e vamos ver se os problemas do Zune serão consertados. Aí sim, serei candidata a ter um. Só adianto por enquanto que não será o modelo marrom... :)

Pesquise preços de: MP3 players iPod som automotivo

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 01:05 PM | Comentários (60) | Citações

setembro 14, 2006

Zune chega para arrebentar

A Apple nem bem apresentou seus novos iPods e a Microsoft mostrou os dentes: trouxe à tona oficialmente seu tocador de mídia, o Zune. E as especificações do produto e os serviços disponíveis para ele mostram que a Microsoft está levando o projeto muito a sério. Será que enfim temos um real candidato a iPod killer?

Idealizado pela Microsoft, fabricado pela Toshiba e apoiado por parceiros de peso como EMI, Virgin e Ninja Tune, o Zune deve chegar ao mercado até o fim do ano, para as vendas de Natal. Muitos detalhes do produto foram apresentados, exceto o preço do dispositivo. E até agora, achei o aparelhinho fantástico.

O grande diferencial do Zune em cima do iPod é o compartilhamento de músicas. Graças à sua conexão wi-fi, que permitirá a troca de músicas entre dispositivos. Você poderá enviar arquivos de áudio para seus amigos, que poderão ouvi-los integralmente por 3 vezes, em até 3 dias. Depois desse período, a música poderá ser comprada na Zune Marketplace - diretamente do dispositivo! Não há detalhes de como essa compra é feita, mas conforme eu já havia dito aqui no blog, eu adoraria ter créditos que pudesse ir gastando à medida que fosse adquirindo músicas direto do aparelho conectado à web. E o Zune pelo visto realizará esse meu desejo antigo!

Logo após a compra de um Zune, o consumidor já ganha também algumas músicas e vídeos. No mercado virtual de mídia, os internautas poderão comprar música por música ou adquirir o Zune Pass, espécie de assinatura que permite o download de canções por uma taxa mensal. Na loja virtual, as músicas poderão ser adquiridas individualmente ou via Zune Pass, assinatura mensal para downloads.

Além do wi-fi, o Zune conta com os seguintes recursos: rádio FM, tela de cristal líquido de 3 polegadas (7,6 centímetros), capacidade de armazenamento de 30 GB e conexão à TV através de cabo à parte.

Segundo a Microsoft, o Zune é compatível com os formatos WMA, MP3 e AAC para áudio, JPG para fotos (que poderão ser usados como fundo de tela, além das skins personalizadas) e WMV e MPEG-4 para vídeos. Estará disponível nas cores branca, preta e marrom e terá uma infinidade de acessórios: capinhas, kits veiculares, caixas de som, carregadores portáteis, fones, docks e muito mais, graças às parcerias que estão sendo firmadas com empresas como Altec Lansing, Belkin Corp., Digital Lifestyle Outfitters (DLO), Dual Electronics, Griffin Technology, Harman Kardon and JBL, Integrated Mobile Electronics, Jamo International, Klipsch Audio Technologies, Logitech, Monster Cable Products Inc., Speck, Targus Group International Inc. e VAF Research. Ufa!

É, pessoal... A briga vai ser boa! Vou providenciar a pipoca...

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 05:51 PM | Comentários (19) | Citações

setembro 11, 2006

iPod nano que fala

Lembra muito um iPod nano laranjão, já que é um tocador de MP3 diminuto, mas com telinha colorida e clickwheel. Só que o Samsung X830 Orange Edition (jura?) é muito mais que isso... apesar de seu tamanho diminuto (85 x 29 x 20mm e apenas 74g de peso) ele é também um celular GSM com câmera de 1.3 MP que faz fotos e vídeos, USB e bluetooth. Caramba!

Os homens podem não se dar muito bem com esse aparelhinho pela delicadeza e fragilidade. Para digitar naquelas teclinhas, só com a ponta da unha! Sem dúvida meninas geeks vão amar. Para quem não gostou do laranjão, o X830 (veja aqui detalhes do aparelho) está igualmente disponível em várias outras cores. Ele foi lançado na Ásia recentemente e, lógico, não tem previsão de desembarque por aqui.

E já que falamos em iPod nano, os olhos do mundo estarão voltados para o grande evento da Apple para amanhã. Nos sites de rumores fala-se numa 2ª geração do nano com 8 GB e carcaça estilo o iPod mini, disponível em várias cores e mais resistente a riscos.

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Celular às 10:55 PM | Comentários (8) | Citações

setembro 03, 2006

O DOPS da música (II)

Antes de ler esse artigo, recomendo que se leia a primeira parte: O DOPS da música (I). Agora falo um pouco de DRM e da minha experiência com sites de venda de música online.

Foi o maior fuzuê na web quando o Fairuse4wm, que crackeia a tecnologia DRM (Digital Rights Management) da Microsoft, caiu na rede. Agora a Apple foi vítima de um software que faz o mesmo com sua tecnologia, o QTFairUse6, que apareceu em redes de BitTorrent. Os dois aplicativos eliminam as proteções, permitindo o livre uso e compartilhamento dos arquivos de áudio protegidos.

Minha experiência com esse tipo de proteção faz com que eu seja terminantemente contra tal política. Que saudades dos tempos em que se comprava vinis e se fazia o que bem entendesse com eles! Ouvia em qualquer aparelho, emprestava... depois vieram as fitas K7 e todo mundo começou a copiar seus discos para ouvir no walkman. Lembram disso?

Pois hoje, na era digital, onde se trocam arquivos de músicas com uma facilidade imensa, as gravadoras entraram em desepero e colocaram em prática bloqueios absurdos. Não sou nenhuma santa, uso muito a rede BitTorrent, mas gosto de pagar pelo trabalho de um artista que admiro. Desde que eu possa fazer o que eu bem entender com as músicas que compro!

Há cerca de 2 anos comprei algumas músicas raras em sites internacionais de música online. Todas em WMA com a proteção da Microsoft, com 2 licenças de uso, ou seja, podia-se ouvi-las em 2 aparelhos distintos. Ouvia numa boa no WMP no PC e no Dell Axim x30. Depois troquei de PDA e perdi a licença, depois me desfiz do PC por um notebook e perdi a outra licença. Achei desaforo ter que pagar pelas músicas de novo e não o fiz. Não conseguia nem criar CDs de áudio. Logo depois entrei para o mundo maravilhoso do iPod, que sequer aceitaria WMA e o DRM da Microsoft... aí que desisti de uma vez. Minhas músicas ficaram sem ter como serem ouvidas e entraram num ostracismo digital. E como a Apple só vende via iTunes Music Store, indisponível no país, não tenho como adquirir música legalmente.

Então começaram a surgir alternativas.

Caçando músicas para o LostCast, eu e o Gui Leite encontramos faixas raras no www.allofmp3.com, disponíveis em uma grande variedade de formatos e sem proteção alguma. E com preços muito convidativos. Há faixas por 8, 15, 20 centavos de dólar, e álbuns inteiros por 3 dólares. Discutimos o receio de se comprar num site russo. Mas ele resolveu arriscar e se deu bem. Logo depois embarquei nessa também e posso dizer hoje que estou bem satisfeita com o serviço.

Em busca de mais opções de músicas brasileiras, fui conferir o UOL Megastore. O que me chamou a atenção foi o fato deles anunciarem com destaque que é possível ouvir em iPod as músicas lá vendidas. Checando a história, vi que não há nenhum segredo: eles recomendam que se grave as faixas adquiridas num CD de áudio e depois o ripe de volta no iTunes. Dá um pouco de trabalho, mas já é uma opção.

Comprei alguns créditos para experimentar o serviço. Cada música adquirida dá direito a 5 licenças e você deve obrigatoriamente ouvi-las no Windows Media Player. Transferi-as para o WMP do Pocket PC e rodaram direitinho. Só me frustrei com o acervo. Não encontrei os últimos álbuns de bandas como Paralamas e Titãs. Outra coisa estranha é o critério de tarifação das músicas e álbuns. Há faixas de diversos preços, mas não há desconto na compra do álbum inteiro. Graças a isso, o Acústico MTV do Ultraje a Rigor sai por absurdos R$ 79,60, pois cada faixa sai por R$ 1,99 - seja separada ou no álbum todo.

E para finalizar esse post, quero agradecer ao Edinho, leitor desse blog, que se ofereceu para "dar um jeito" nas minhas músicas antigas que não consegui mais ouvir por causa do maldito bloqueio. A história é mais ou menos a seguinte: há cerca de 2 anos comprei várias músicas em sites por aí, todas em WMA, com o DRM da Microsoft. No início tudo bem, mesmo achando um saco ouvi-las no WMP obrigatoriamente. Logo em seguida comprei um Dell Axim x30 e me decepcionei. Várias músicas não aceitavam o dispositivo, pois só tinham permissão para tocar em um dispositivo. Algumas não deixavam nem queimar um CD de áudio! Fiquei uma arara e nunca mais comprei música online. Uma pena que muitos desses álbuns adquiridos não existiam em lugar algum à venda, e nem em redes de bitorrent eu encontrei. São álbuns do Bing Crosby da década de 40 e de metal de bandas européias praticamente desconhecidas do lado de cá do Atlântico.

O Edinho copiou minhas músicas e depois as entregou para mim de volta, aqui em casa, em MP3, limpinhas. Maravilhada, perguntei qual o segredo. E ele disse que no Linux, o DRM da Microsoft é simplesmente ignorado. Bastou um programa de conversão. Simples assim. Sou uma criminosa? Digam o que quiser, gravadoras, mas as músicas são minhas, paguei por elas e tudo o que eu quero é ouvi-las. E basta.

É por isso que as redes de BitTorrent fazem um tremendo sucesso: vai além, muito além de simplesmente serem de graça.

Pesquise preços de: MP3 players iPod acessórios para iPod

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Cybercultura às 10:59 PM | Comentários (5) | Citações

agosto 10, 2006

O DOPS da música (I)

Os torrenteiros da web são hoje tratados (e caçados) como bandidos pelas entidades que representam os interesses das gravadoras. Sim, é tudo livre e de graça, e esse é o principal atrativo dos torrents. Mas por que ninguém vê que muita gente baixa música assim por pura falta de opção?

Tenho um catálogo de músicas digitais invejável. Gigas e mais gigas, ripados de CDs comprados nas duas útimas decadas, no Brasil e no exterior. Antes da 'revolução Napster' em 2000, quando a música digital explodiu.

Hoje tudo mudou. Quem quer andar na linha sofre: quero comprar música e não consigo! A última epopéia foi o álbum do Keane, Under the Sea, que saiu mês passado.

Se você comprar online em lojas como eMusic, ou mesmo UOL e outros portais que hoje vendem música, terá que engolir um arquivo WMA com DRM que só funcionará no Windows Media Player. Só comprei uma vez assim, quando ouvia música ainda pelo meu Dell Axim x50v. Pasmem, nem no Pocket PC o certificado da Microsoft foi aceito! Queimar CDs, fora de cogitação.

Depois comprei um iPod, onde nem dá para sonhar em ouvir WMA, lógico. Aliás, a Apple tem seu próprio DRM, e suas músicas só funcionarão no tocador deles. Meus infelizes (e pagos) WMA são inacessíveis aos meus ouvidos, só posso ouvi-los onde *eles* estiverem. Transformaram-se em inquilinos indesejados no meu HD.

Ótimo, tenho um iPod comprado em loja do Brasil e a loja online da Apple tem um excelente catálogo. Mas a iTMS fecha a porta na minha cara por meu cartão de crédito internacional não ser emitido num dos países que eles querem. 'Brasileiros, rua!'

A jurássica alternativa é você entrar no site de uma loja, comprar o CD e aguardar que chegue. Ou ir direto numa loja física. Mesmo assim, o DOPS das gravadoras estará na sua cola: você coloca o disco recém-adquirido no computador e... surpresa! Dá de cara com um software intrusivo, arrombando a porta, chamando você de ladrão imundo, se alojando no HD, abrindo sua geladeira e pegando uma cerveja sem permissão. E ainda avisa, ameaçador, que você só vai ouvir as músicas se for do jeito que ELE quer!

Caramba... eu só queria comprar minha música digital e ouvi-la onde eu quisesse... no meu notebook, em casa ou no trabalho, ou no carro, ou no meu iPod quando estiver pedalando. Por que é tão difícil?

Ah, mas nem tudo está perdido! A solução definitiva está a pouquíssimos cliques de distância: rede de bitorrents. Lá estava o álbum, com os MP3 disponíveis, limpinhos, sem me chamarem de ladra imunda...

Longe do tratamento de fichada do DOPS, a experiência fez eu me sentir uma deputada sanguessuga sendo tratada por 'Vossa Excelência'...

(P.S.: a história não acabou, aguardem o próxïmo post...)

UPDATE: Leia a parte II desse artigo.

Pesquise preços de: MP3 players iPod acessórios para iPod

postado via gprs

escrito por Bia Kunze em Cybercultura às 02:58 PM | Comentários (12) | Citações

agosto 07, 2006

iPod no carro

Conversando com o Erick a respeito de iPod no carro, ele me contou sobre seu CD player automotivo da JVC, recém-adquirido nos EUA por cerca de US$ 150. Graças à porta USB frontal, é possível controlar (e até recarregar!) o iPod pelo painel do carro, o que é bem mais seguro que manipular o clickwheel. Além disso, é possível plugar na mesma USB um pendrive e ouvir as músicas dali mesmo.

Aqui no Brasil, esse aparelho ainda tem um custo relativamente alto, ainda mais se considerarmos os riscos de uma capital como Curitiba. Creio que em Americana as coisas são mais tranqüilas. Por enquanto, a medrosa aqui fica com seu CD player normal com entrada auxiliar mesmo... Mas o aparelho é muito bacana. Mais detalhes e fotos no blog do Erick.

Pesquise preços de: MP3 players iPod som automotivo

postado via desktop

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 08:25 PM | Comentários (16)

agosto 03, 2006

LostCast enhanced agora no navegador!

Novidade! Quem quiser ver a versão enhanced (com imagens e links) do LostCast e não tem iPod e nem tá a fim de instalar o iTunes, pode ver e ouvir direto no player embutido na página do podcast. Ficou fantástico! Pretendo disponibilizar logo uma versão enhanced do Podsemfio e farei a mesma coisa.

Funcionou no Safari, Firefox e Internet Explorer. Espero que vocês gostem! Qualquer probleminha, mandem um e-mail para eu e o Gui averiguarmos: lostcast [arroba] lostcast.com.br

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Podsemfio às 02:51 PM

julho 28, 2006

O que é 'enhanced'?


Clique para ampliar

Usuários de iPod talvez estejam mais habituados com o jargão 'enhanced', mas é importante esclarecer que não são apenas os donos de iPod que podem usufriur de podcasts com conteúdo 'incrementado'. Dependendo do podcast, enriquecê-lo com links, capítulos e imagens pode fazer toda a diferença.


Clique para ampliar

Quem acompanha o LostCast sabe que uma versão enhanced (AAC, extensão m4a) do programa é disponibilizada para os ouvintes. Num seriado como Lost, repleto de enigmas e detalhes, é muito interessante mostrar as imagens enquanto se discute as sutilezas que estão obscuras na história.

O formato AAC é proprietário da Apple e ganhou notoriedade justamente com o advento dos podcasts. Hoje muitos aplicativos (não necessariamente para Mac) rodam o padrão, independente do sistema operacional. Para para quem cria os podcasts, infelizmente só é possível fazer versões enhanced em Macs, por enquanto.

O 7º LostCast, que trata do episódio The Other 48 Days, é o mais amadurecido na versão enhanced até agora. E é a partir de agora que passamos a discurtir teorias, especulações e enigmas que até então evitávamos para não atrapalhar quem ainda não tinha acompanhado a 2ª temporada.

Até hoje à noite, nossa 7ª edição deve estar disponível para download no site. Com cada dia mostrado separado em capítulo próprio, fica mais fácil para o ouvinte que quiser avançar e retroceder em busca de informações num trecho específico. Também fica mais fácil, para quem ouve no iTunes, interagir diretamente com o nosso site ou links externos em um único clique. Detalhes como as misteriosas falas de Walt - que foram invertidas, revelando uma mensagem insólita - ou símbolos da Dharma, avisos, inscrições, podem ser visualizados ali mesmo enquanto se ouve eu e o Gui discutindo a respeito. Muito legal!

Quem usa Linux também pode acompahar as versões enhanced do LostCast através do programinha Media Player.


Clique para ampliar

O feed para quem quiser assinar a versão enhanced do LostCast é http://lostcast.com.br/enhanced.xml. Infelizmente o Podsemfio ainda não tem versão enhanced, mas pretendo soltar em breve um episódio experimental, bem incrementado. Seria fantástico! Imagine, falar dos novos gadgets enquanto eles são simultaneamente visualizados... linkando direto para reviews completos no meu site... Bem, quem quiser me dar um Mac de presente, aceito na hora e passo a disponibilizar versões enhanced em definitivo! Quem sabe não me animo para valer e passo a fazer até videocasts? E viro apresentadora? Hehehe. Para dizer a verdade, eu já tenho paquerado uns Macs por aí...


Clique para ampliar

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 01:07 PM | Comentários (3)

julho 24, 2006

Foninhos brancos: no gosto do povo

De tanto andar de ônibus pela cidade nas últimas semanas (o carro está na oficina), perdi o medo de usar os foninhos brancos do iPod por aí. Na verdade, tenho os da Koss, pretos, mas quando estou de blusa branca (que uso muito por força da profissão) prefiro usar os originais mesmo, que ficam bem mais discretos no meio da roupa. Então escolho o fone conforme meu figurino do dia.

O que aconteceu para eu me sentir mais segura? Bem, tenho visto por aí tanta gente de foninho branco que desencanei. Os aparelhos campeões de presença ainda são discmans e mp3 genéricos, mas não é difícil achar nos camelôs, por R$ 5, fones bem parecidos com os do iPod. Viva a modinha!

postado via wi-fi

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 11:19 AM | Comentários (13)

março 07, 2006

Case para o iPod nano

Meu iPod nano passou dois meses pelado, coitadinho, vivendo apenas com a capinha de couro branca que veio com ele. Capas e cases são um tipo de acessório que eu sempre gostei de comprar pegando, mexendo. As lojas físicas aqui em Curitiba não têm quase nada para iPod. Apelei à web e comprei uma capa de silicone "no escuro". Eis um mini-review.

Na web, os reviews das capas mais populares, Tubes e iSkin, não chegam num consenso. A iSkin parece melhor, mas é bem cara. As tais Tubes vêm em jogos com 5 unidades de cores sortidas, que mesmo juntas, saem por menos que a iSkin. Mas muita gente não recomenda. Tem ainda as meinhas da Apple que o Gui Leite tanto gosta... mas não são práticas. Queria algo que permitisse eu controlar o iPod sem tirá-lo da proteção, e as tais meinhas fazem exatamente o mesmo que a capa branca que vem de fábrica com o nano. Aliás, por que o termo "meinhas", iPod tem pés? E sente frio neles? :)

Os primeiros riscos apareceram no meu iPod nano. Apavorada, resolvi (às cegas) comprar uma case de silicone qualquer, via Mercado Livre mesmo. Se fosse uma droga, o prejuízo pelo menos seria menor.

Por R$ 40 comprei uma capinha de silicone preta, que veio com um armband igualmente preto. O verso da capa tem um espaço para quando quiser se passar a tira de braço. Bacana. Dá para correr ou pedalar legal ouvindo música.

No "kit" veio ainda de brinde um cordão de pescoço, tipo esses de celular à venda em qualquer esquina. Horrível, espalhafatoso. Foi pro fundo da gaveta. Pior que isso, só se fosse da Hello Kitty.

A capa, que é o que interessa, me surpreendeu. Macia, de boa empunhadura, não compromete o volume do aparelho. A área do clickwheel é coberta, sem se perder a sensibilidade. Ele funciona tão bem quanto descoberto. Pena que a área da tela

Existem uns adesivos de tela para iPods à venda por aí. Vi na Fnac. Mas são absurdamente caros (R$ 60), e até agora não entendi por que. Não sei nem se cobrem toda a frontal do iPod, ou só a tela: a embalagem não especifica. Também vi que a Apple lançou semana passada uma linha de cases de couro para iPods, por inacreditáveis U$ 99 cada.

Aliás, os fãs da Apple se queixaram dos preços de todas novidades recém-saídas do forno - além da capa "oficial", teve o novo Mac Mini (agora com chip Intel) e um esquisitíssimo hi-fi para iPods. Pra resumir, é uma gigante caixa de som branca, com dock para o iPod e controle remoto. Achei o design minimalista demais, mesmo para os padrões Apple. A qualidade do som até pode ser boa, mas juro que quando vi a foto dele, achei que fosse um exaustor de ar... Que negócio feio! Fotos e mais detalhes dele no blog do macman Gui Leite, aqui.

Pesquise preços de: MP3 players iPod nano

postado via PDAphone

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 11:31 PM | Comentários (11)

fevereiro 12, 2006

iPod sem fio?

O site Macpress dá destaque à especulações de que a Apple pode estar preparando uma versão sem fio do iPod para lançamento em breve. Também especula-se um novo iPod vídeo, com uma telona de 3,5" que ocuparia toda a parte frontal do aparelho.

postado via PDAphone

iPod sem fio

Não é a primeira vez que surgem rumores a respeito disso. No caso do iPod sem fio, trata-se de um provável dispositivo equipado com bluetooth para uso com fones wireless e wi-fi para download de músicas direto da iTMS para o iPod.

A especulação é baseada em um pronunciamento recente da PortalPlayer, fabricante dos chips usados no tocador da Apple. Ela anunciou semana passada que assinou contrato com a CSR, fabricante de chips para conectividade sem fio WiFi e Bluetooth, a fim de adicionar esse tipo de capacidade a tocadores de mídia digitais. As duas empresas disseram esperar ter um chipset integrado disponível no segundo semestre deste ano. Como a principal cliente da PortalPlayer é a Apple, é de se esperar que uma novidade wireless englobe os iPods.

iPod vídeo com jeitão de PDA

Ainda no campo dos rumores, o site Think Secret falou de um novo iPod, desta vez "realmente" um iPod vídeo, com generosa tela de 3,5" sensível ao toque. Na verdade, a atual versão 5G que roda vídeos é a sucessora do modelo anterior, o Photo. A telona ocuparia toda a parte frontal do aparelho, e, sendo sensível ao toque, aposentaria o atual click wheel, responsável por todos os comandos do iPod. Os comandos ficariam num painel retrátil, semelhante à área de escrita virtual dos PDAs.

Tudo indica que esse provável lançamento seja entre fim de março e início de abril, destacando que 1º de abril é a data do 30º aniversário da Apple.

iTMS

As duas novidades são sem dúvida interessantíssimas. Mas eu só quero saber quando teremos iTMS no Brasil...

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 11:24 AM | Comentários (2)

janeiro 15, 2006

Review: iPod nano (II)

Eis a 2a e última parte do review. Enjoy! O link para a 1a parte do review está aqui.
Os comentários agora estão abertos, mas somente para este post.

postado via laptop

Parte II - iPod e a revolução no modo de se ouvir música


Músicas para cada ocasião

Como eu disse na 1a parte desse review, gosto de montar playlists para levar por aí no nano. Há playlists específicas com faixas top-rated de meus artistas favoritos; ou álbuns que estou ouvindo no momento; ou, conforme passei a fazer essa semana, criar playlists de "ocasiões": músicas para academia ou bike; músicas-ambiente para oconsultório; easy-music para relaxar, músicas alto-astral para meacordar ou me animar... enfim, não há limites, você cria suas listas manualmente ou automaticamente, criando critérios no iTunes. Algumas já vêm prontas (como as 25 mais tocadas). Também crio playlists para podcasts: podcasts informativos ou de notícias, podcasts para descontrair, podcasts musicais, podcasts sobre tecnologia e até podcasts para ouvir em consultório enquanto atendo - plugo o iPod na entrada auxiliar do som e mando ver. Assim, aproveito a chance e mando um recado específico ao Maestro Billy: no seu próximo ADD, lembre-se que muita gente poderá estar ouvindo você literalmente de boca aberta...!

E a bateria é show. Tem dias que o bichinho toca o dia todo sem parar e no fim do expediente ainda tem um pouquinho de carga. Se com o nano já é essa festa, com horas de música sem repetir ou interromper, imagine a alegria dos donos dos iPods de 20, 30, 40 ou 60 GB!


Adeus, rádios. Alô, podcasts

Sobre os podcasts eu precisaria escrever um capítulo à parte. Como eu fui ficando aos poucos viciada nessa nova mídia, cheguei a um ponto em que o iPod tornou-se uma compra obrigatória. Era podcast demais que eu queria acompanhar, e meu PC estava virando uma bagunça. Passei a agregar tudo no Egress, em meu Pocket PC, baixando direto por wi-fi. Ficou mais organizado, mas aí esbarrei na falta de espaço. Foi nessa época que vi o nano do Marcelo e me encantei.

O iTunes eu já vinha usando desde novembro do ano passado. Apesar de pesadão, ele organizava minha biblioteca de músicas e podcasts muito bem. Sem contar que dava para ver os podcasts enhanced - aqueles que fazem slideshow de imagens e tópicos, mas funcionam apenas no iTunes e nos iPods. Com os outros agregadores, tudo tinha que ser feito manualmente (salvando no SD do meu Pocket PC). Hoje, a dupla iPod + iTunes me economiza um bocado de tempo: o iTunes procura e baixa sozinho os novos episódios dos podcasts que assino e depois os sincroniza no iPod. Os episódios já ouvidos no nano são apagados no próximo e sincronismo e substituídos pelas edições novas. Tudo automaticamente, um arraso! Claro que também posso manter os podcasts se eu quiser, basta configurar isso no iTunes.

O fato é que, graças aos podcasts, rádio FM não faz falta nenhuma no meu iPod. Para que ouvir aquela mesmice dos locutores e sua programação repleta de jabá? Besteira, se posso ter uma infinidade de podcasts, ouvindo apenas músicas ou assuntos que me interessem, com QUEM eu quero e na HORA que eu desejar.


Plugue e ouça

A qualidade de som do iPod é indíscutivel. Os fones de ouvidos são bons, mas não excepcionais. A verdadeira capacidade do player é percebida ao se plugá-lo num aparelho de som decente. Costumo plugá-lo nas entradas auxiliares dos aparelhos de som de casa e da clínica. O chato é controlá-lo estando longe. O problema poderá ser resolvido com o novo controle remoto para iPods, recém-lançado na MacWorld essa semana.

Falar dos acessórios para iPods resultaria numa página ainda maior que este review. O mercado é vastíssimo; há desde caixinhas de som portáteis e fones especiais até docks, cabos e transmissores FM para carro, tanto fabricados pela Apple ou empresas parceiras. Mas é bom preparar o bolso ou quebrar o porquinho se quiser algum item desses...

Ouvir o iPod no carro é uma das modalidades favoritas dos fãs do aparelho. É possível se comprar kits para ligar o iPod ao som, permitindo controle total das músicas através do painel ou controle remoto. Algumas marcas oferecem soluções prontas (e caras) específicas para iPods. Uma alternativa mais barata é ligar o nano no line-in do painel, ou puxar um fio para a entrada auxiliar. Não se tem controle total e interação perfeita como os kits específicos, mas funciona muito bem. Foi o que eu fiz, levei meu carro numa loja de áudio automotivo mandei puxar a auxiliar. Meu som do carro tem 6 anos, não toca MP3 e o leitor de CD começou a implicar com alguns discos. Em compensação, as caixas são top de linha, na época investi mais nelas que no aparelho.

Ultimamente estava bem inclinada a comprar um belo tocador que aceitasse CDs de MP3, USB e cartões SD. Quando revejo o som que eu poderia comprado, eu dou risada. Plugar SDs... que piada. E se me roubam, imaginem o prejuízo? Com o que economizei no som poderei comprar no mínimo uma capinha decente para o nano. E chega de carregar caixas de CDs no carro!


***
Bem, é isso, espero que tenham gostado do review. Como não sou Applemaníaca e, pior, no começo até desdenhava dos iPods, espero que meus argumentos sobre as qualidades do nano sejam bem sólidos e suficientes, sem considerar modismos. Enfim, creio ter provado a superioridade do nano frente a outros tocadores de MP3 portáteis. Não me arrependi da aquisição, e duvido que alguém que compre um iPod nano se arrependa.

Pesquise preços de: MP3 players iPod nano som automotivo

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 11:54 AM | Comentários (60)

janeiro 14, 2006

Review: iPod nano (I)

Bem, depois de 10 dias virando o nano do avesso e ouvindo muita música e podcasts, sinto-me enfim confortável para fazer um review completíssimo sobre ele. Como ficou enoooorme, tive que dividi-lo em 2 partes. Amanhã subo o restante.

Não vou repetir clichês estilo "oh, como é pequeno e leve". Acima de qualquer review, vou mostrar, nessa 1a parte, detalhes técnicos do nano comparado aos outros milhares MP3 players do mercado. Na 2a parte, mostrarei como o nano simplesmente revolucionou o meu modo de ouvir música. Coisas que nenhum outro player é capaz.

P.S.: a fim de evitar perguntas sobre coisas que podem estar na 2a parte da análise, fechei os comentários desse post. Amanhã cedo publico o resto e vocês podem ficar à vontade para tirar dúvidas, elogiar, criticar, xingar a Apple do Brasil, fazer declarações de amor -ao Steve Jobs, claro- etc etc etc :)

postado via laptop

Parte I - O que faz do iPod um player diferente


Características gerais

Mesmo sendo pretinho, o fone é branco, a marca registrada dos iPods. Não destoa do conjunto geral, pelo contrário. Mas creio que se o fone do nano preto fosse igualmente preto, não venderia. Afinal, vale lembrar que o fone branco também é símbolo de status...

Quando saio a pé na rua ou vou de ônibus ao centro da cidade, coloco um fone preto "standard" mesmo, que fica bem escondido entre meus longos e escuríssimos cabelos. O branco chama mais ainda a atenção, justamente pelo contraste. Mesmo tendo visto muita gente andando com foninhos brancos pela Av. Paulista, despreocupados, meu repertório de experiências desagradáveis em Curitiba não me deixa arriscar.

Por ser incrivelmente pequeno, o nano vai em qualquer lugar. No tradicional bolso de moedas do jeans, no bolso da camisa, ou, como eu tenho feito nesses dias de calor, preso na alça de blusinhas justas. Ele veio acompanhado de uma elegante mini-case de couro branco, mas que suja rápido. Os primeiros lotes de nano não vieram com essa case; ela foi uma solução "tapa-buraco" da Apple diante das freqüentes queixas de riscos no aparelho. A case é indispensável, pois o iPod risca fácil mesmo, mas é uma solução temporária. Pretendo comprar uma case de silicone, que permita que eu veja a tela e manipule os comandos com o nano dentro.

A Apple costuma alardear que no nano de 2 GB cabem cerca de 500 músicas, e no de 4 GB, 1000 músicas. Isso é muito genérico. Nesse exato momento, meu nano, que tem 4 GB, comporta 691 itens, ocupando 3,52 GB. Destes, 76 itens são podcasts, ocupando 913 MB.

Se você quiser, pode configurar para sincronizar sempre sua biblioteca completa do PC ou apenas uma seleção, caso não haja espaço suficiente no iPod. Esse é o meu caso, até porque eu não quero levar tudo o que tenho na biblioteca do PC em meu iPod. Prefiro selecionar álbuns que estou ouvindo no momento, ou recém adquiridos. Ou montar playlists. Faço playlists tanto de músicas como de podcasts. Tenho playlists para todas as ocasiões.


Memória flash

Afinal, com tantos players portáteis por aí, por que o iPod se tornou uma febre? Modismo? Design? Eu sempre me perguntei isso e muita gente vem até mim fazendo a mesma pergunta. A grande verdade é que o iPod alia beleza e inteligência. No caso do nano, o tamanho e o design minimalista, aliados à uma imensa capacidade de armazenamento, o tornam único. Sim, o nano é o melhor tocador de música portátil do mercado e *NÃO* tem concorrentes. Explicarei melhor:

- A miniaturização do nano só foi possível porque ele não usa HD, mas memória flash. Esses tocadores "genéricos" mais baratos à venda por aí também têm, mas não passam de 1 GB. A Apple encomendou e comprou adiantado 40% desse lote de memórias especiais da Samsung, com exclusividade. Por isso, só o nano tem 2 ou 4 GB de capacidade num console tão pequeno.

- Memória flash, ao contrário de discos rígidos, não tem peças móveis. É o melhor amigo dos ratos de academia e esportistas. Não sofrem desgaste mecânico e consomem menos energia. Por isso a bateria dura tanto. São muitas e muitas horas de som sem ter que recarregar.

- Memórias flash são lidas instantaneamente; já microdrives precisam ser "acessados" antes de lidos. Por isso a navegação pelos menus dos iPods nano é instantânea: clicou, entrou. Não há delay. Aliado à isso, o software do iPod é estupidamente intuitivo, a tela é linda, colorida e brilhante, um show para os olhos. Ou seja, em poucos segundos você logo acha o que quer naquela infinidade de gigas!


Características técnicas

O iPod nano é o sucessor do iPod mini. Como eu nunca tive um iPod, não posso dizer o que é novo e o que já existia, a não ser que há versões nas cores preta ou branca (os minis eram coloridos), que usa memória flash, e que tem tela colorida. Além de armazenar e executar áudio nos formatos MP3, AAC e WAV, o nano pode sincronizar sua agenda e contatos com seu gerenciador de PIM do desktop, como qualquer iPod. Por ter tela colorida, ele também permite salvar fotos e imagens de qualquer pasta pré-selecionada no PC (com a resolução original ou reduzida, adaptada à sua telinha). Isso sei que o iPod Photo também faz.

O que achei de diferente são o travamento por senha (interessante para quem sincroniza PIM, como eu não faço isso, é inútil), o relógio mundial (até 2 simultâneos), os joguinhos (outra inutilidade para mim, mas pode ser bacana para muita gente numa salinha de espera do médico, aos embalos da trilha sonora favorita) e o cronômetro. O cronômetro deve ser algo que gera imensa alegria nos esportistas - não falei que o nano era perfeito para atividades físicas? ;)

E para terminar, claro, a clássica função de pendrive, muito útil se você não larga do seu iPod e de quebra precisa transportar arquivos para lá e para cá.

Muitos usuários se queixam da ausência nativa de rádio FM e gravador de áudio, presentes em concorrentes como a Creative. Bem, para mim, nenhum faz falta. Rádio FM eu aposentei de vez graças aos podcasts (falarei mais disso na 2a parte). Gravador de voz, prefiro o do meu Pocket PC, que é mais versátil - eu gravo e na mesma hora edito, renomeio, compartilho, mando por email, enfim, faço o que quiser.

O nano exige USB 2.0 para fazer o sincronismo. Ele até que funciona com USB 1.1, mas avisa, ao ser plugado, que a sincronização será mais lenta. No meu antigo PC eu tinha os dois tipos, testei em ambos e a diferença existe mesmo. Hoje só tenho 2.0. Com o nano zerado, carregar meus atuais 3,52 GB leva aproximadamente 6 minutos e meio.


Interface

O clickwheel é um ovo de colombo. Como ninguém pensou nele antes? A interface minimalista, sem botões, é marca registrada dos iPods e a maior respossável pela beleza e simplicidade de uso que o tornaram um fenômeno de vendas. E é à prova de imbecis: num instantinho você faz tudo o que quer, deslizando o dedo naquela "rodinha" e clicando no botão central para dar ok. Nada mais de botões. Depois de um dia se familiarizando à novidade você está apto a fazer tudo sem delongas. É tão simples que no começo fiquei até com agonia, habituada que estou à complexidade dos PDAs...

No topo do aparelho fica a chavinha "lock", uma trava manual que evita cliques indesejados enquanto o nano está no bolso. Na base ficam o conector que liga o iPod ao PC através do cabo de sincronismo e a entrada para plugar o fone de ouvido. E só.

Depois do nano, olhar para qualquer outro tocador pequenino cheio de botões minúsculos e confusos chega a me dar arrepios.

Um tocador com tela colorida é tudo de bom. E que tela. Muito nítida e brilhante. Enquanto a música rola, posso ver o total de músicas do nano e a ordem da respectiva faixa dentre o total. Escorregando o dedo no clickwheel, altero o volume. Ainda na mesma tela, vê-se o nome da música, o artista, o álbum e o "artwork" (imagem da capinha do álbum), além de um timeline com o tempo de execução (ou remanescente, conforme vontade do usuário). Com um clique do botão central, alterno minha visualização para tempo remanescente (ou de execução), o artwork ampliado, o rating (até 5 estrelas, classificáveis no iTunes ou ali mesmo no nano, deslizando o clickwheel. No iTunes, se eu colocar a letra da música no campo lyrics (dentro da opção get info para edição de tags), poderei acompanhar a letra no nano também. Sensacional!

Pesquise preços de: MP3 players iPod nano som automotivo

***
Na 2a parte desse review, falarei mais sobre o aspecto "social" do iPod nano e como ele é usado no meu dia-a-dia.

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 09:37 PM

janeiro 02, 2006

Pretinho básico

Voltei!

Ainda estou vivendo minha exclusão digital, mas pelo menos estou "iPodizada". Recebi o iPod nano hoje. O branco está em falta nos 4 cantos do mundo, então veio o pretinho mesmo... que para minha surpresa, é *muito mais* bonito que o branco! Em breve um review completíssimo.

Meu Qtek ainda não chegou (a Claro nem me manda notícias) e o note, só depois do dia 15. Nesses últimos dias, olhei meus e-mails umas 3 vezes se muito. Mas tudo bem, não desenvolvi sintomas de abstinência. Andei muito de bike, assisti meus episódios atrasados de Lost e Commander In Chief e ouvi muito U2, como aquecimento para o show em fevereiro. Li muito, escrevi mais ainda (à mão!) e dormi pra caramba - o que é um milagre dentro dos meus padrões.

Hoje, posso atestar categoricamente que um PC não faz tanta falta na minha vida quanto um PDA.

Pesquise preços de: MP3 players iPod nano

postado via desktop

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 05:20 PM | Comentários (15)

dezembro 14, 2005

iPod é o mais barato dos tocadores

Leu o título acima e quer me xingar? Xingue o Marcelo.
P.S.: Sim, madruguei hoje para ver a estréia do tricolor no mundial.

postado via desktop

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 07:52 AM | Comentários (5)

dezembro 08, 2005

iPod x Zen Vision:M

Nesse post quero falar dos players da Creative, que não considero clones dos iPods (embora pareçam à primeira vista) e revelar mais detalhes sobre a identidade do meu "noivo" (que chegará em minhas mãos em poucos dias), com os motivos de eu ter optado por ele.

Eu tento enxergar os tocadores portáteis da Creative não como clones dos iPods, embora eles pareçam à primeira vista. Na realidade, eu tento entender que a Creative faz "iPods para não usuários da Apple".

Vejam só o novo clone do iPod (5G, com vídeo) made by Creative, no site Engadget:


Particularmente, acho que os usuários só tem a ganhar, pois não é uma mera clonagem, e sim um update. Esse novo Zen Vision:M tem o design e as funcionalidades do tocador da Apple (só é um pouco mais espesso) mas reconhece muito mais formatos que não-Apple: toca até DivX! Ah, e claro, tem ainda o gravador e o rádio FM embutidos, itens inexistentes na família iPod, a não ser que se compre os caríssimos acessórios para isso...

Assim, se você não é Applemaníaco, usa Windows ou Linux e é louco para ter um iPod, minha dica é que você considere com carinho a aquisição de um Creative...

Aí vocês vão perguntar de mim, usuária de Windows XP e Pocket PC, e do "meu noivo", um iPod nano branquinho de 4 GB, que em poucos dias estará em minhas mãos: por que iPod?

Bem, eu optei pelo iPod não tanto pela questão "música portátil", já que há tantos tocadores por aí... Claro que a paixão à primeira vista pelo nano influenciou, mas o fato de eu estar cada vez mais viciada em podcasts foi crucial na escolha do tocador da Apple.

Pelo iTunes é fácil gerenciar meus podcasts, e a atualização e o sincronismo com o iPod são automáticos, não preciso me preocupar em salvar arquivos e jogar no player. Além disso, à medida que os podcasts são ouvidos no iPod, eles são automaticamente apagados, liberando espaço para novos podcats na próxima sincronização.

E por que não um iPod de 30 GB, que toca vídeo, ao invés do nano? Afinal, seriam apenas R$ 300 a mais por cerca de sete vezes mais espaço...

Pelos meus cálculos, eu ouviria uns 2 GB de música em viagens... mais uns 2 GB de podcast... 4 GB dá e sobra para o que eu quero.

Não assisto vídeo com a mesma frequência que ouço música (ouço muita, todos os dias), e quando vejo vídeos on-the-go, geralmente é para matar o tempo em viagens. No geral, são DVDs ripados ou seriados baixados da web, em formato mpg, avi ou wmv. Daria trabalho demais converter tudo para mov, um formato proprietário que eu só usaria no iPod. Todos os demais formatos eu posso tranquilamente ver no meu PC ou Pocket PC sem stress algum.

Acho ainda a telinha do iPod pequena demais. Com legendas então, a coisa fica ainda mais complicada. A telona do meu Pocket PC é perfeita para o que eu quero: fazer o tempo passar mais depressa no ônibus ou no avião.

Tem ainda o fator esportivo: com o nano, tão leve e pequenininho, é mais gostoso fazer academia, ou pedalar e patinar ao ar livre. Por isso, meu primeiro acessório para ele com certeza será um armband.

Pesquise preços de: MP3 players iPod nano MP3 da Creative

postado via desktop

escrito por Bia Kunze em Música Móvel às 11:51 AM | Comentários (7)