maio 02, 2008
TV digital móvel: receptor USB da Leadership
Os receptores e conversores do sinal da TV digital no Brasil ainda estão longe de ser uma opção econômica para assistir a TV em qualquer lugar. O ministro Hélio Costa disse que em abril de 2008 os conversores estariam custando em torno de R$ 180. Não foi o que aconteceu, já que os modelos mais baratos custam R$ 500.
Para piorar a situação, os atuais conversores ainda são nulos em interativdade, já que o Ginga, o software responsável por isso, ainda não está pronto.
Por enquanto, o sinal da TV digital abrange a cidade de São Paulo, ou pelo menos, uma parte dela. Recentemente tivemos a estréia da Rede TV! em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Bandeirantes, SBT e Globo devem fazer o mesmo nos próximos meses.
Já que a implementação da TV digital segue a passo de tartaruga e os consumidores não estão a fim de investir em equipamento por enquanto, fabricantes apostam em soluções móveis. Os primeiros celulares convergentes, aptos a receber o sinal digital da TV aberta, estão chegando no mercado esse ano. Mesmo assim, graças ao formato "japonês tropicalizado", fabricantes estão receosos por disponibilizar esse tipo de celular aqui com medo de "encalhe" e rápida obsolência, já que eles não podem ser vendidos em outros países. O jeito é mesmo esperar primeiro a TV digital cair no gosto do público.
Receptor USB da Leadership
Uma opção mais simples, e que traz mobilidade ao usuário, são os sintonizadores USB. Um dos primeiros a surgir no mercado, o receptor da Leadership, que nada mais é do que um pendrive USB que capta o sinal da TV digital através de uma antena retrátil. A portabilidade é total e a facilidade de uso também. Não é necessário alimentador externo, pois a energia vem da própria porta USB. Pesa em torno de 600 gramas.
O dispositivo foi testado em um notebook com Windows Vista na região do ABC paulista. Sabe-se que em muitas regiões da capital o sinal ainda é inexistente, e esse dispositivo é perfeito para fazer testes em todos os pontos da cidade. Infelizmente não há suporte para plataformas Mac, embora a caixa dissesse o contrário. Não houve como fazê-lo funcionar num iMac. Mais tarde, em contato com o fabricante, confirmou-se a falta de suporte para OS X e a Leadership pretende fazer uma errata.
O receptor de TV digital USB da Leadership é compatível com o padrão de TV digital brasileiro e permite assistir aos canais abertos da TV brasileira no PC e em notebooks apenas com a plataforma Windows. Vale ressaltar que o receptor não sintoniza canais analógicos, portanto, para ter acesso ao serviço, deve se garantir que o sinal da TV digital esteja disponível na região.
O software que acompanha o produto é o Presto! PVR Monitor, de fácil instalação e uso. Ao plugar o receptor USB no notebook, o programa é aberto e começa a buscar canais disponíveis. Durante a busca, vários canais abertos foram sintonizados facilmente. À medida que se afastava da janela do apartamento, o sinal de alguns canais ficavam mais fracos. Para esse problema, acompanha o produto uma outra antena retrátil, de maior sensibilidade e pode melhorar a captura dos canais abertos disponíveis.
A tecnologia utilizada é a 1seg, que é a transmissão de TV para aparelhos portáteis com áudio e vídeo. A taxa de transmissão é de 15 a 30 frames por segundo, dependendo do sinal da emissora. As resoluções de transmissão são 320x240 (4:3) ou 320x180 (16:9), dependendo da emissora. Em tela cheia, a qualidade da imagem deixa muito a desejar. Na prática, dá para assistir TV com uma janela congelada no canto superior direito da área de trabalho, enquanto outros programas são usados.
Resoluções disponíveis:
- Original: (320 x 180) 80% da resolução padrão
- Padrão: (400 x 225) 100% da resolução padrão
- Escala larga 1: (640 x 360) 160% da resolução padrão
- Escala larga 2: (720 x 360) 180% da resolução padrão
- Tela cheia (depende da resolução do monitor)
A sintonia dos canais é automática. Pode se fazer a varredura várias vezes para certificar-se que mais canais se juntem à lista.
Outra característica interessante foi gravar a programação da TV diretamente no HD do notebook. O programa também permite agendamento das gravações. Dá para fazer pausas em programas de TV, uma função bem interessante. Desse modo, pode assistir uma partida de futebol e, quando o telefone tocar, aperta-se “pause” e o programa é gravado no HD. Depois, assiste-se o jogo de onde parou, podendo também retornar ao tempo real.
Com a função EPG, é exibida a programação dos canais e sua descrição. Essa característica não está disponível em todas as emissoras. Também existem as funções “close caption” e “hyper teltext”, onde as páginas de informação de texto são transmitidas junto com o canal, recurso que depende também da disponibilidade da emissora.
O controle de vídeo é feito através das configurações de brilho, contraste, cor e saturação.
O Receptor de TV Digital USB Leadership é uma opção interessante para acompanhar a programação de TV em qualquer lugar, mesmo não apresentando uma resolução comparável com a dos receptores de TV full HD compatíveis com o padrão brasileiro de TV digital. No caso desse dispositivo, as palavras de ordem são apenas mobilidade e praticidade.
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escrito por Bia Kunze em Acessórios às 05:35 PM | Comentários (27) | Citações
abril 29, 2008
HTC P3401: o "smartpeão"
Tive a oportunidade de testar o HTC P3401, o PDAphone da HTC voltado para empresas que precisam equipar funcionários que trabalham em campo. Também pode ser uma boa opção oara usuários finais que dependam muito de planos de dados, já que, nessa modalidade, o aparelho tem ótimos descontos nas lojas das operadoras.
Conhecido como P3400 no exterior (onde leva a alcunha de “Gene”), o P3401 é o famoso "PDA de peão". Aquele que empresas compram às centenas para ir às ruas, enfrentando trabalho contínuo e estando sujeito a avarias.
Hoje esse tipo de dispositivo é comum nas mãos vendedores que recolhem pedidos em supermercados, mercearias e lojas de conveniência. Distribuidoras de alimentos e bebidas, como Ambev, Nabisco e Elma Chips há muito utilizam-se de PDAs conectados para agilizar os pedidos. Até os “marronzinhos” que cuidam do trânsito na capital paulista comunicam incidentes através de dispositivos móveis. Por isso mesmo, a robustez e a simplicidade são as características principais dessa categoria de aparelho.
Ainda assim, o P3401 chama a atenção por ser mais fino e elegante que os demais “PDAs de campo” hoje no mercado. Pensando na proteção, ele já vem com uma case emborrachada e uma película para a tela. Pode parecer uma observação simples, mas PDAphones com o perfil de “bater perna na rua” costumam sofrer mais avarias que o normal. Uma película protetora protegerá a tela desde o primeiro minuto de uso, aumentando sua vida útil.
Características
Quase todo de plástico, possui alguns detalhes cromados na parte frontal, como o fone superior onde ficam os leds e um botão inferior. As dimensões reduzidas são por causa da ausência de teclados, sendo que toda a entrada de dados é feita diretamente na tela com auxílio de uma caneta stylus. Apresenta boa empunhadura para todos os tipos de mãos e é confortável de usar. Mesmo assim, seria melhor se o teclado virtual tivesse as teclas um pouco maiores, já que os mais desajeitados precisam praticar “tiro ao alvo” para escrever.

Da esq. para a dir.: Dell x50v, p3401 e Qtek 9100. E a tela do HTC P3401.
A stylus é acessada pela parte superior. Ela é bem encaixada, ajustando-se bem ao aparelho. Acima também há slot para cartões de memória SD/MMC. Na parte traseira do P3401, encontra-se a câmera de 2 megapixels, bastante básica: não há espelho, nem foco automático, tampouco macro. Mas faz vídeos MPEG4 com resolução média (176x144) e pequena (126x96).
A tela QVGA é padrão dos PDAphones da HTC. A leitura de textos em fontes menores pode ficar mais agradável habilitando-se a função “cleartype”.
Performance
O processador da Texas Instruments de 200 MHz apresenta um clock padrão para a maioria dos smartphones. Diferente de antecessores, como o Qtek 9100 (onde havia uma lentidão do sistema) têm-se a sensação que o aparelho é rápido. Vários programas foram deixados abertos sem perda de desempenho. Certamente a memória ROM de 128 MB (para programas em execução) ajuda muito nisso, mostrando um bom casamento entre o sistema Windows Mobile 5 e o hardware.
O P3401 não possui interface wi-fi, função que não se encaixa em aparelhos com a função de proporcionar internet móvel a equipes de vendas. Vendedores e agentes de trânsito não podem obviamente sair à caça de pontos de acesso (“hotspots”) pela cidade, sendo primordial o uso de um plano de dados da operadora. Durante os testes, o sinal se mostrou bastante estável, conectando-se em redes EDGE facilmente e com boa autonomia de bateria – agüentou um dia todo de trabalho online.

Gerenciador de áudio. E a traseira do P3401, com uma câmera bem básica.
Aplicações
Algumas novidades na interface foram muito bem-vindas. Uma delas foi o fato sistema já vir com um software que fecha os programas abertos, sem travamentos. Outra aplicação foi o Gerenciador de Áudio que é muito similar ao Media Player, mas com um interface mais viva e de fácil acesso. Outra funcionalidade nova é o Hub de Mídia, onde pode-se acessar através de uma única tela animada aplicações multimídia – como áudio, fotos e vídeo.
Além das versões móveis do Outlook e do Office (Word e Excel editáveis e PowerPoint apenas para visualização), já vêm instalados no pacote o Adobe Reader LE e um compactador do tipo Zip, evitando a instalação de software de terceiros para os prinicipais usos de trabalho.
Prós e Contras
Prós:
• desempenho: velocidade e autonomia bem-casados para um dispositivo que precisará ficar boa parte do tempo online
• botões de atalho: fazem a diferença no acesso às funções de PDA e telefone
• peso: leve e de manuseio confortável
Contras:
• sem teclado QWERTY: para quem gosta dos teclados embutidos, é uma grande falta
• câmera fraca
• sistema desatualizado – o Windows Mobile 6 já está no mercado há um bom tempo
Características técnicas
• Sistema Operacional: Windows Mobile 5.0 para Pocket PC Phone Edition
• Tela: 2.8" TFT-LCD 240 X 320 pixels QVGA 65536 cores, touchscreen Backlight LEDs
• Processador: Texas Instruments OMAP 850, 201 MHz
• Memória: ROM: 128 MB, RAM: 64 MB
• Dimensões: 109 mm (altura) X 58 mm (largura) X 17.65 mm (espessura)
• Peso: 126 g com a bateria
• Comunicação: GSM/GPRS/EDGE Quad-band 850/900/1800/1900MHz
• Câmera: 2 megapixel CMOS imagine sensor
• Conectividade e Interface: Bluetooth v2.0, Cabo USB externo (11-pin mini-USB 2.0 & audio)
• Armazenamento: slot para cartão SD/MMC
Mais fotos do HTC P3401, aqui.
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escrito por Bia Kunze em Windows Mobile às 01:17 PM | Comentários (12) | Citações
março 25, 2008
Review: Asus EEE PC 701 4G (parte II)
Continuando o review do Asus EEE, seguirei falando da minha experiência com dois sistemas operacionais - o Xandros original e o Windows XP, além de complemenar com dúvidas enviadas por leitores.
Multimídia no Xandros
Eu adorei o Xandros, sistema operacional que acompanha o produto. Simples, leve, intuitivo ao extremo. Adorei mais ainda o fato dele já suportar nativamente mp3 e filmes em DivX. Pode par4ecer bobagem aos experts do mundo do Pinguim, mas para um leigo, não ter que recorrer a codecs e repositórios para algo tão básico é um alívio. Aliás, a maioria dos leigos nem sabe disso - cansei de ouvir histórias de gente que reclamou da compra de PCs populares, por eles virem "com problemas", referindos ao suporte multimídia. O mais triste ainda é ver que a solução proposta por "assistências técnicas" por aí é simplesmente instalar Windows no lugar. Nós até sabemos que as coisas variam conforme as distribuições usadas, mas quem vai avisar (ou pior, ensinar) isso à tia Maria? O Xandros não teve esse problema, ele passa com louvor nos mais rigorosos "testes de mãe". Mas ainda assim, quem quiser deixar a interface mais elaborada, com menus drop-down e área de trabalho ao invés de abas, pode usar o Xandros em desktop mode - que tem um jeitão mais KDE, que é a "base" do Xandros:

O desktop mode exige a instalação de alguns pacotes para ser ativado. Isso pode ser feito da seguinte forma:
1 - Abra uma janela de terminal, apertando simultaneamente Ctrl + Alt + T
2 - Digite sudo bash
3 - Digite apt-get update
4 - Em seguida, digite apt-get install kicker e pressione a tecla Y para confirmar, quando solicitado
5 - Digite apt-get install ksmserver e pressione Y para confirmar, quando solicitado
6 - Digite exit
7 - Digite exit novamente para sair do terminal.
Ao clicar no botão Power On / Off, pode-se escolher o ícone correspondente para acessar o Desktop Mode, bem como alternar para o Easy Mode (o modo nativo, com abas).
Tela
Além da impossibilidade de conexão com celulares Windows Mobile, o segundo problema grave do Xandros: certos menus de aplicativos simplesmente não suportam a resolução padrão de 800 x 480. Aconteceu com o Thunderbird e o Adobe Reader: simplesmente não dava para rolar as janela. Quebrei a cabeça e não teve jeito de fazer funcionar. Isso se tornou um incômodo muito grande, pois no Adobe Reader não havia mais jeito de selecionar os modos de impressão dos formulários de meus pacientes.


Depois de algum tempo fuçando muito net afora, descobri que a rolagem das janelas que ultrapassam os limites de visualização pode ser feita pressionando-se o mesmo tempo a tecla Alt, o botão esquerdo do touchpad e, junto, movimentar o cursor nele. Fiquei furiosa de não ter achado isso nos arquivos de ajuda do prõprio Xandros. O mesmo vale para abrir a tela do terminal, que, diferente de outras distribuições, é feita via Ctrl + Alt + T.
No Windows XP acontece o mesmo problema de tela, mas graças ao Asus EEE Utility, que fica na bandeja do sistema, consigo fazer a página rolar na opção de resolução 800 x 600 com um clique.
Teclado e mouse
Conforme eu falei antes, demorei um pouquinho para me adaptar ao teclado, mas hoje digito esse review com razoável destreza. O touchpad, igualmente minúsculo, também causou um pouco de estranheza no início. Cheguei a pensar em usar um mouse à parte. Aí pensei com meus botões: já carrego um pendrive e um dongle bluetooth. Transformei-os em chaveiros para não perdê-los ou esquecê-los, mas não tem jeito, são acessõrios indispensáveis. Será que realmente preciso de um mouse ou isso não seria frescura minha: Afinal, ficar carregando coisinhas para lá e para cá é querer matar a portabilidade. Lembrei também que no final de 2004, com meu primeiro notebook, estranhei o pad no lugar de anos e anos só usando mouse.
Dei mais uma chance ao micropad do Asus e não deu outra, logo estava me sentindo em casa. Não sei se meu exemplo é vãlido parta todo mundo, mas para minhas mãozinhas pequenas, trabalhar com o EEE hoje não é nenhum suplício. Ao contrário, hoje acho o teclado até macio e o touchpad com ótima resposta.
Sobre a acentuação, a Asus não tem versão do EEE com o layout de teclado usado no Brasil (ABNT2), ou seja, não existe a tecla ç e a disposição dos acentos e símbolos é diferente. Sinceramente, nem alimentem chances de ter um EEE com teclado brasileiro, mesmo que ele veja oficialmente para cá. O jeito é configurá-lo para funcionar corretamente do jeito que vem e se habituar com isso. Para mim, confesso que não é nada fácil. Meu note da Dell é ABNT e meu teclado bluetooth do PDA tem um modo próprio de acentuação a partir de combinação de teclas. Agora com o Asus, vejo-me com mais um tipo diferente.
O Asus não vem de fábrica configurado para acentuar, assim, é preciso fazer mais alguns ajustes. Na aba Settings, clique em Personalization e confira se a opção Keyboard Layout está configurada para English/International. O ideal é que se faça isso logo nas configurações iniciais, ao fazer o ligar o EEE pela primeira vez. Mas se dentro desse menu a opção English/Internacional não estiver selecionada, selecione-a e clique em Ok e Ok novamente. Vá à aba Work e clique em Documents. Em seguida, pressione as teclas Ctrl + Espaço ao mesmo tempo. Aparecerá uma barra com a informação English/European vai no canto inferior direito da tela. Feche o programa Documents (que, na verdade, é o editor de textos Writer do OpenOffice.org) e, na barra de tarefas (parte inferior da tela), localize o item Input Method. Clique com o botão da direita do touchpad sobre este ícone e, em seguida, no item SCIM Setup. Na janela que surgir, vá em Global Setup, especifique o item Keyboard Layout para Portuguese (Brazil US accents), marque a opção "Share the same input method among all applications" e clique no botão com as reticências, na frente da opção Trigger. Agora, clique em Delete e em Ok. Clique na opção GTK e, no menu Show, selecione a opção Never. Na parte inferior da janela, clique no botão Apply, em Ok e em Ok novamente. Agora, basta reiniciar o sistema.
Vale lembrar que para digitar a tecla ç, basta pressionar Alt + vírgula.
Uma super bateria
Outro item que me impressionou bastante no EEE foi a autonomia da bateria. Não sei precisar quanto ela dura exatamente, mas na faculdade, das 19 às 22.30h, dá e sobra - inclusive com o wifi ligado boa parte do tempo. Uma vez que no consultório uso o EEE na tomada, vou para a aula sempre com a bateria cheia.
Porém, quando instalei o XP, notei um decréscimo na autonomia. Prova que o sistema operacional interfere mesmo no consumo de energia de um portátil. Mesmo assim, não é nada alarmante, posso continuar dispensando a fonte quando for à faculdade. O Asus vai na minha bolsa, sem chamar a atenção nem fazer volume.
Conexão com celular
Conforme vocês estão carecas de saber, infelizmente não consegui usar meu Windows Mobile como modem. Pelo que averiguei, isso acontece só com o Windows Mobile. Conheço muita gente que foi bem sucedida com aparelhos Symbian, Motorola A1200i e aqueles modemzinhos 3G USB. O Xandros até que permite que se crie facilmente novas conexões, e testei diversos tutoriais em fóruns web afora. Curioso que cada tentativa mal-sucedida de criar uma conexão gerava um ícone diferente no meu sistema. O resultado final foi cômico...



Não acabou, não! Na terceira e última parte falarei sobre minha customização do Windows XP nos 4 GB internos e uma seleção especial de aplicativos, o novo Asus com tela maior (recetemente lançado) e minhas considerações finais.
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escrito por Bia Kunze em UMPC às 09:51 PM | Comentários (48) | Citações
março 20, 2008
Review: Asus EEE PC 701 4G (parte I)
Em primeiro lugar, perdoem-me pelo atraso tão grande no review do Asus. Tive que replanejar toda minha rotina nessas últimas semanas. A compra do Asus EEE PC 701 não foi apenas em busca de mais mobilidade, mas de qualidade de vida.
Quem acompanha meu Twitter sabe que há cerca de um mês troquei o carro pela bike para ir trabalhar todos os dias. Tem sido uma experiência fantástica, mas que trouxe alterações profundas na minha rotina de trabalho e estudos. Como dependo muito de tecnologia móvel para exercer satisfatoriamente minha vida de profissional e estudante, a adaptação penosa ao Asus EEE atrasou tudo. Devagarinho estou recolocando todas as minhas pendências em dia, mas confesso que essa adaptação não era para ser penosa. Foi um pouco chato e decepcionante ter que trocar o Xandros pelo Windows XP. Afalta de banda larga atrapalhou muito também nessa adaptação, mas paciência. O tema “sistema operacional”, que é algo para lá de melindroso, ficará para o próximo post, na continuação deste review. Por enquanto, vou me ater ao hardware e nas aplicações básicas.
No Podsemfio n.60 relatei um pouco da minha experiência com o Asus, e estou recebendo muitos emails e twitts com dúvidas. Estou guardando tudo, e neste e nos próximos posts (e podcasts) seguirei sanando todas as dúvidas de vocês.
Assim que o Asus EEE rosinha chegou, me apaixonei. Pequeno, levíssimo, funcional, só podia dar em amor à primeira vista. A loja onde o comprei me atendeu muito bem, o produto chegou um dia antes do previsto, com nota fiscal e garantia. O preço final, à vista e com desconto, foi de R$ 1.047,00. O modelo que eles disponibilizam é o de 4G, o que tem o melhor custo-benefício. Não recomendo o modelo 2G Surf, pois uma série de funcionalidades foi removida. Apesar de eu ter feito a compra online, eles também têm uma loja física com pronta-entrega.
O EEE tem extamente a metade do tamanho do meu Dell Latitude D510 e menos da metade do peso. Não preciso de nenhuma bolsa especial, mesmo as minhas menores bolsas estilo mochilinha o abrigam bem, sobrando espaço para outras coisas. Finalmente posso deixar o carro em casa e usar a bicicleta para ir trabalhar diariamente.
Mas como fica a ergonomia num sub-notebook tão pequeno? No início estranhei e tela minúscula e o teclado reduzido. Mas em 2 ou 3 dias já estava habituada com a tela e errando menos na digitação. Sim, as teclas são menores que o padrão. Quem está acostumado com teclados convencionais estranha bastante. Creio que quem tem mões grandes pode encontrar dificuldades sérias. Não foi o meu caso. Em 1 semana de uso, já escrevo com relativa agilidade.
Onde levo o bichinho, ele faz sucesso. Apesar de algumas pessoas já o terem chamado de “notebook da Barbie” ou “da Xuxa”, o público feminino é o que mais se encanta com meu EEE rosinha. Se eu abri-lo num lugar movimentado, invariavelmente uma moçcoila curiosa aparece fazendo perguntas. Já perdi as contas de quantas vezes passei meu email para potenciais novas usuárias.
Usar o Xandros é muito fácil. Ele já vem com todos os aplicativos básicos para trabalhar e estudar: pacote de escritório (OpenOffice), comunicador instantâneo (Pidgin, compatível com MSN, Yahoo, Gtalk e outros), Skype, navegador (Firefox), programa de email (Thunderbird), leitor de ebooks, PDFs e uma série de games e aplicativos educacionais. Conectar-se à redes sem fio também é ridículo de fácil. E, por fim, não tive problemas ao usá-lo para imprimir documentos em dois multifuncionais diferentes, um da HP e outro da Epson.
O primeiro problema de uso que encontrei foi a acentuação. Ele não chega de fábrica acentuando na língua portuguesa. Mas felizmente consegui configurar a acentuação através de comandos na própria interface gráfica, sem ter que recorrer a janelas de terminal.
O Asus EEE vem igualmente prontinho para diversão e multimídia: ele tocou nativamente músicas em MP3 e WMA que eu tinha no meu pendrive e abriu vídeos DivX sem problemas. Fiquei surpresa ao constatar que ele rodou um episódio de Lost de mais 300 MB sem engasgar, com boa imagem e som. Foi este o motivo de eu ter desistido de comprar um iPod Touch. Eu queria uma tela maior que a do iPod vídeo para aplacar um pouco o tédio nas minhas longas viagens. Mas com o EEE, concluí que um player dedicado seria redundante.
Falando em imagem e som, o EEE já vem com webcam e microfone. Dá para fazer videoconferências no Skype sem nenhum acessório a mais. Gravei e editei áudio sem nenhuma dificuldade, como vocês puderam constatar no último Podsemfio. Ainda assim, recomendo plugar um fone de ouvido com microfone para melhor qualidade.
Não conte com a memória interna para armazenar muita coisa. Boa parte dos 4 GB é ocupada pelo próprio sistema e aplicativos. Um pendrive se faz mais do que necessário. Caso você decida comprar um EEE, aproveite os preços baixos e das memórias flash e encomende o pendrive mais espaçoso que encontrar.
De fato, a sigla EEE faz sentido: Easy to learn, Easy to play, Easy to work. Para 99% dos usuários, o que vem de fábrica já é mais do que suficiente para gerenciar sua vida digital. Mesmo o usuário mais leigo do mundo, habituado ou não ao Windows, se ambienta ao Xandros em poucos minutos. Comprovarei isso em breve com um teste de mãe, e postarei os resultados aqui no blog.
Porém, se o usuário precisar de mais coisas além do que já vem no Xandros, a experiência pode ser um pesadelo.
Mas isso ficará para o próximo post. Por enquanto, quem me companha pelo Twitter vai sabendo do andamento da novela: apesar de ter seguido centenas de tutoriais web afora, ter ouvidos dicas e conselhos de open-colegas e até ter deixado dois amigos linuxeiros mexerem nas configurações, o EEE com Xandros não se conectou ao meu smartphone HTC Touch para navegar na web. Acreditem, fiz de tudo, apelei a vários experts. O último deles concluiu que de fato o Xandros não está pronto para conexão com aparelhos Windows Mobile, a não ser que se alterasse códigos de programas e recompilasse kernel. Foi essa minha insistência na busca de uma solução que atrasou todo o meu trabalho. Imaginem, sem banda larga nem celular, quase que absolutamente offline! A conexão móvel via EDGE é essencial na minha rotina. Sem isso, por mais fofo que seja o Xandros, eu não conseguiria trabalhar. Com imensa dor no coração, migrei. Mas já deixo aqui o apelo aos desenvolvedores open source: por favor, façam que o Linux seja mais intuitivo com conexões móveis de TODAS as plataformas!
Enquanto isso, as fotos do “rosinha” estão no meu Flickr. Em breve eu volto com a parte II do review, falando um pouco da minha experiência com o Windows XP e alguns screenshots do Xandros.
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escrito por Bia Kunze em UMPC às 11:23 AM | Comentários (54) | Citações
dezembro 17, 2007
Motorola A1200e, um upgrade estranho
Não sei se dá para dizer que o Motorola A1200e seria ou não um upgrade do A1200i, já que as mudanças são bem poucas.
Mas já que as operadoras estão oferecendo os dois modelos nas tradicionais "desovas" de aparelhos de fim de ano e estou recebendo muitos emails de usuários com dúvidas, achei por bem falar algumas coisinhas a mais sobre eles.
Antes, recomendam que leiam o review do Motorola A1200i, que publiquei aqui no blog há alguns meses.
O A1200e difere do A1200i em apenas duas coisinhas: ele passa a oferecer conexão à web um pouco mais rápida, através de EDGE (o A1200i só oferece conexão GPRS) e um cartão de memória microSD mais espaçoso (512MB no lugar dos 128 do A1200i). E só. O processador é o mesmo, a tela é a mesma, a câmera de 2 MP é a mesma.
O upgrade, além de pequeno, é meio estranho. Lançaram uma versão com EDGE só agora, quando o 3G já bate na nossa porta. E mesmo o cartão de memória é pequeno para um aparelho que preza a parte de multimídia. Que é bem boa, por sinal. Aliás, comentei no review do A1200i que o excelente hardware infelizmente não é aproveitado como deveria pelo Linux fechado da Motorola.
Falando em Linux, o sistema operacional é outro ponto a conseiderar. Volta e meia escrevem-me usuários querendo instalar programas no aparelho e até trocar o sistema operacional para um Windows Mobile, por exemplo.
Não é possível trocar o sistema operacional do aparelho, nem é possível instalar programas de outros sistemas, exceto aquelas aplicaçõezinhas em Java para celulares. Quem comprar um A1200i ou A1200e precisa ter em mente que estará restrito apenas às aplicações nativas do aparelho e não poderá editar documentos Office. Mesmo assim, não desprezo de todo o bichinho. Para quem está se iniciando em tecnologia móvel e não quer nada além de gerenciar agenda, contatos, emails e navegar na internet (a tela é grande, as fontes são de boa leitura e o browser é bem simpático), e preza um belo design, o A1200e é um aparelho que pode agradar, ainda mais se a promoção da operadora estiver boa.
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escrito por Bia Kunze em Reviews às 02:19 PM | Comentários (31) | Citações
agosto 02, 2007
Yahoo! Go, um canivete suíço móvel
Disponível para Windows Mobile (PPC e smartphones) e Symbian, o Yahoo! Go é um aplicativo muito legal, indispensável para quem convive com os serviços do portal no dia-a-dia.
Eu não implico com o Google, acho ele legal, mas torno a afirmar que o Yahoo! está mais afinado com as necessidades do pessoal que gosta e vive de mobilidade. O Yahoo! Go é um dos exemplos que ilustra essa minha convicção. Ainda que você não use muito os serviço do Yahoo!, sugiro que baixe esse aplicativo em seu smartphone para experimentar. É de graça e não faz mal a ninguém. Mas nates, uma dica: baixem o CAB ou o SIS direto do site do Yahoo! Mobile e instalem no aparelho, ou apontem o browser do seu smart para http://mobile.yahoo.com/go - esse negócio de enviar SMS para o seu número de telefone não funciona muito bem aqui no Brasil, infelizmente...
A seguir, alguns screenshots das aplicações mais legais que vêm dentro do Go:

1. As configurações iniciais são rapidíssimas, basta escolher país e idioma e colocar seu ID e senha do Yahoo! (aqui, uma pequena bola fora... américa latina está vinculada apenas ao idioma espanhol... e eu me pergunto o que é pior, fazer parte do "resto" da América, como sugere o programa, ou ser obrigado a falar espanhol...?)

2. Outra aplicação muito legal: mapas e direções. Pena que não funcionem direito com mapas brasileiros. Além dos mapas estarem desatualizados, as informações de lugares interessantes e trânsito só estão disponíveis para gringos. Ok, mão à palmatória para o Google Maps...

3. News / RSS: se você não souber o endereço dos feeds que você mais gosta, a ferramenta de busca OneSearch (muito boa por sinal) sugere feeds para você. Basta citar palavras chave, como o nome do site em que você os costuma ler. O Go divide a parte de RSS em entretenimento, espotes, índices econômicos e notícias. A atualização de notícias se mostrou bem ágil.

4. Flickr, a parte que mais gostei no Go. Além de publicar suas fotos num instantinho, dá para navegar entre as últimas postagens dos seus amigos. Precisa falar mais alguma coisa?
Além das aplicações acima, o Go! traz seu email e as informações de calendário e contatos, sempre muito úteis para quem vive na rua e quer um sistema de PIM online a qualquer hora e lugar:
Estou há uma semana usando o soft e ele nunca travou nem deixou meu PPCphone lento. Até na hora de encerrar o aplicativo, o Go mostra que é amigo da turma móvel: ele mostra quantos MB sua sessão gastou ao todo. Para ficar perfeito, só faltou um clientezinho de instant messenger. No mais, dou nota 9,5 para essa ótima solução, que cativou um cantinho no meu HTC Touch.
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escrito por Bia Kunze em Aplicativos às 08:50 PM | Comentários (19) | Citações
julho 20, 2007
Review: HTC Touch (parte II)
Na segunda parte desse review, falarei dos programas e do sistema operacional WM6 no HTC Touch. Antes de prosseguir, sugiro que leiam a primeira parte desse review, aqui.
WM6 de forma geral
Exclusividade do Touch, a "HTC Home" (foto acima) é aquela janela que aparece na tela Today e que, entre outras coisas, mostra um "relojão". Além dele, dá para intercalar mais duas janelas, a de previsão do tempo e a de atalhos para programas, que é configurável. Além disso, mostra na home a quantidade de e-mails e SMS novos e chamadas não atendidas.
Outra novidade: MMS e SMS agora são gerenciado juntos no Messaging, que está bem bonito e agradável de usar. Não quero usar o FlexMail por enquanto, apesar do programa nativo ainda não sincronizar o ícone de status de mensagens respondidas e encaminhadas nas contas IMAP.
Sabem o Windows Update do Windows desktop? Pois é, agora ele existe no Mobile também. Dá para deixá-lo verificando em períodos pré-determinados se tem atualizações.
Os ícones mudaram no WM6. Não só o dos aplicativos e configurações, que estão mais bonitos, mas os de notificações também. A tradicional "cartinha" agora é exclusiva para e-mails, enquanto para SMS o ícone passou a ser uma cartinha com um celular por cima. Os sons de sistema, notificações e alarmes também estão mudados. Achei-os mais altos e nítidos. Colocar um MP3 como toque ficou mais fácil também, a partir do próprio tocador de mídia existe essa função no menu.
Gostei muito do media player. Além do fácil acesso pela interface TouchFLO, gerenciar músicas e playlists está bem fácil. Tudo é integrado com o WMP 11 do desktop, sendo que músicas, vídeos e playlists são facilmente sincronizadas para o dispositivo desse modo. Algo como iTunes + iPod já fazem. Sem contar a qualidade do áudio e do fone, que é a melhor que já vi em um smartphone hoje. Posso dizer sem medo de errar que, quem estiver a fim de um smartphone que toque MP3 com boa qualidade e com gerenciamento agradável, vai amar o Touch. Como ele suporta SDHC, dá para colocar um cartão de 4 GB (ou mais) e se divertir pacas. Mas já vou avisando: se você ouve muita música, ande com carregador extra. Vou falar mais sobre media player e streaming num post à parte.
Para minha surpresa, ele toca vídeos curtos de uma forma boa no WMP. Mas na hora de assistir filmões e episódios de seriados no TCPMP (atual CorePlayer) há lags. Não adianta, o processador de 200 MHz não é para isso, definitivamente. Se você quer ver muito vídeo, escolha outro PDAphone, mais potente.
De uma forma geral, a autonomia de bateria é muito boa. Ganha do S200, apesar do mesmo processador e tela. O segredo está mesmo no WM6, que gerencia tudo de forma melhor e otimiza o gasto de energia. Fico até o fim do dia sem precisar de recarga, usando o aparelho de forma ostensiva: baixando e-mails automaticamente de 30 em 30 minutos, RSS a cada 2 horas (via Egress), falando de vez em quando e acessando IMs esporadicamente.
Internet Sharing
O Wireless Modem passou a se chamar Internet Sharing e, agora, não é mais necessário encerrar o ActiveSync do PC e efetuar uma discagem para utilizá-lo como modem. O Internet Sharing, uma vez ativado, simplesmente compartilha a conexão celular do Touch com o PC. Tanto pelo cabo USB como por bluetooth. Muito mais prático.
Task Manager
Adeus, Magic Button. Agora, dá para configurar nativamente no Task Manager o que você quer que o botão "X" faça: minimize ou feche programas. Além disso, na tela Today, basta tocar no canto superior direito da tela para mostrar os programas abertos e, se desejar, fechá-los.
Bluetooth e ActiveSync
No WM5, o sistema usava obrigatoriamente o nome do Owner como nome do dispositivo. Felizmente isso acabou. Ele usa o nome do ActiveSync. Ou Mobile Center, se você usa o Windows Vista, onde as tarefas de sincronismo e backup foram otimizadas em relação ao XP.
Windows Live
Além do MSN Messenger, o Windows Live agora tem a opção de sincronizar também os seus contatos armazenados no servidor do Windows Live. O nome de usuário, frase adicional e até sua imagem de aparição salvos também podem ser sincronizados. O chato é que você é obrigado a sincronizar a lista de contatos do Live e guardá-la junto com seus contatos no smartphone. Odiei isso. Aliás, odiei o novo MSN Messenger nativo, pela primeira vez. Ele simplesmente não funciona direito. Falarei disso num post em separado, citando um por um dos inúmeros bugs. Mas pra resumir: achei-o medonhamente inutilizável!
External GPS + Contacts
Para quem tem um GPS separado, o "External GPS" permite que você configure qual porta de comunicação virtual bluetooth você quer que os aplicativos que conectam-se com GPS usem. Usar GPS no WM6 está delicioso, ainda mais em parceria com o Google Maps agora mostrando mapas brasileiros. Para ir na casa de um amigo meu, basta abri-lo nos Contatos (outra aplicação nativa que está bem bonitinha, inclusive com log de chamadas e integração com Windows Live) e selecionar a opção "Locate in Google Maps". Como já falei aqui, não é preciso necessariamente ter um GPS para se usar o Google Maps. Ele pergunta se você quer o endereço de casa ou trabalho (caso ambos existam) e faz o resto sozinho, inclusive traçando rotas. Ma-ra-vi-lho-so! Essa opção "Locate" já existia no Pocket Informant, que é o PIM Manager que utilizo.
* * *
Na terceira e última parte do review, Office Mobile, Streaming Media, gerenciamendo conteúdo de mídia com o WMP, além de um vídeo de hands-on do HTC Touch.
E só reforçando: meu HTC Touch é via Johnny Bravo, meu forncedor de gadgets de longa data ;)
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escrito por Bia Kunze em Reviews às 07:52 PM | Comentários (29) | Citações
julho 12, 2007
Review: HTC Touch (parte I)
Estou amando o Touch. E tem tanta coisa para falar sobre ele que dividirei o review em duas partes.
Na imagem da esquerda, com o iPod nano. Na direita, "ensanduichado" com o Qtek S200 e o Motorola L6
Não dá para negar que o atrativo principal do HTC Touch é o tamanho. Reduzidíssimo, inclusive espessura, ele equivale exatamente a um Motorola V3 fechado. Mas a tela é a mesma de sempre, grande, espaçosa, brilhante e nítida. Aliás, a tela é o coração desse aparelho. Tudo é feito por ela. De botões físicos, temos apenas o verdinho, de ligar, o vermelho, de desligar e o pad central, além do Power no topo do aparelho, o de volume no lado esquerdo e o da câmera no lado direito.
A stylus acompanha essa redução generalizada, sendo bem menor que a média. Quem tem mãos grandes terá dificuldades em escrever com ela. Em resumo: é um aparelho para mãos delicadas e para quem quer dispensar a canetinha na maior parte do tempo. Graças ao TouchFLO, isso é perfeitamente possível: não há aquele degrau entre a tela e o corpo do aparelho, permitindo que o dedo deslize para "rolar" entre as telas e menus. Em breve subirei um vídeo mostrando isso na prática.
A tela é mais dura que o normal. Quem está acostumado com a canetinha, perceberá que é preciso usar mais força. Essa "dureza" é compreensível, já que o objetivo do Touch é focar toda a interface diretamente na touchscreen. Portanto, maior resistência é importante para a própria durabilidade do aparelho.

Na imagem da esquerda, S200 e Touch lado a lado. Na direita, com o L6. Notem a ausência de degrau entre a tela e as bordas.
Graças ao TouchFLO, basta uma "escorregada" de dedo para fazer uma ligação selecionando os principais contatos num menu próprio. Ou apertando o botão verdinho e escrevendo o nome do contato, que é facilmente encontrado na agenda.
Se para alternar entre aplicativos e menus a stylus é facilmente dispensada, não dá para dizer o mesmo na hora de escrever. O tecladinho e a área de escrita continuam os mesmos de sempre: exigindo uma precisão de atirador de tiro ao alvo. É o único defeito do TouchFLO. Espero que nos futuros aparelhos se crie uma solução melhor. Felizmente, há aplicativos de terceiros que adicionam "tecladões" para se escrever com os dedos. O pessoal do XDA-developers até desenvolveu um teclado idêntico ao do iPhone! O add-in pode ser baixado gratuitamente aqui. Ainda não testei, acabei de saber da novidade e vou baixar e instalar assim que puder. Depois postarei aqui minhas impressões, além de compará-lo com as soluções pagas.
O slot interno lateral serve tanto para o cartão de memória quanto o SIM card. Tudo é tão pequeno no Touch que torna-se um pouco chatinho encaixá-los, exige um certo malabarismo. Para quem costuma trocar o cartão com frequência, perde-se um pouco em praticidade. Mas pelo menos não é mais preciso tirar a bateria para trocar o SIM.

Entrada lateral para SIM card (chip) e cartão de memória microSD
Acompanhamentos
O pessoal da HTC caprichou nos acompanhamentos do Touch. Ele vem com cartão microSD de 1 GB, espaço mais que suficiente para a maioria dos usuários médios de Windows Mobile.
Mas o mais surpreendente: a capinha protetora, o fone e a película que acompanham o produto são DECENTES! A película é rígida sem deixar de proporcionar conforto no uso da tela. A capinha é pequena, discreta, fofinha e almofadada por dentro, protegendo bem o aparelho sem deixá-lo trambolhudo. O Touch dentro da capinha não briga nem com a mais reduzida das bolsas femininas. E, por fim, o fone de ouvido agora usa a porta mini-USB e tem qualidade de áudio está acima da média. Vem até com espuminhas! Ouvir música nele é uma delícia. Nos meus Qteks anteriores, eu dispensava o fone original para usar o do meu iPod, com um adaptador.
Em resumo: comprando o Touch, você não precisa se preocupar em adquirir acessórios já de cara. Nota 10! Mesmo assim, fiquei feliz por ele ser do tamanho de um V3. Poderei comprar aquelas capinhas de couro lindinhas que se vendem às toneladas nos shoppings. Oba! Por enquanto só vi cor-de-rosa, argh, mas assim que achar uma vermelha, comprarei.
Tudo isso, mais o tamanho reduzido e a delicadeza do aparelho, deixam-me afirmar com conhecimento de causa: o Touch é o PDAphone perfeito para o público feminino! Ele é apaixonante. E quem tem unhas um pouco mais compridas nunca mais vai usar uma stylus na vida... hehehe...
Câmera
Não tem nada de mais, é idêntica à de todos os modelos da HTC com 2 MP. Mas não gostei de duas coisas: não tem modo macro e o botão de acesso fica na lateral direita, bem embaixo. Quem é destro tem que acionar o botão usando a outra mão para segurar o Touch.
CDs
A caixa do Touch traz 2 CDs: um com os manuais e um código de trial do Outlook, para 60 dias. Pois é, o Outlook que vem agora nos Windows Mobile é só para demontração. Bola fora TOTAL! O segundo CD vem com o GPRS Monitor e um programa de backup, chamado Sprite, que aliás é muito bom.
Desempenho
Se você quer um PDAphone com super desempenho e poder de processamento, esqueça: o Touch tem clock de 200 MHz e 64 MB de memória. Semelhante ao Qtek S200 e 9100. Ou seja, ver vídeos e executar tarefas mais pesadas o deixam com a língua de fora. E, a partir do momento que se tem 4 ou 5 aplicativos abertos ao mesmo tempo, ele fica mais lento.
Achei que o desempenho geral seria idêntico ao do meu Qtek S200, portanto. Mas para minha surpresa, a bateria dura bem mais. Uns 30% a mais! Creio que o WM6 é que seja o responsável por isso.
Conforme já relatei aqui no blog antes, autonomia de bateria é mais importante para mim que poder de processamento. Sou uma profissional itinerante, uso muito o smartphone para falar e ele fica praticamente o dia todo conectado, checando e-mails e baixando RSS periodicamente. E com o Touch, chego no final do dia ainda com razoável carga. Algo que jamais aconteceria com uma tela VGA ou um processador de 600 MHz. Isso foi decisivo para adotar o Touch definitivamente como o substituto do meu Qtek S200. Se você quer um aparelho pequeno e prático, para trabalhar e estudar, ele é uma excelente opção. Se você quer um aparelho mais para brincar, ou usar multimídia, procure outra opção mais "poderosa".
* * *
Na continuação desse review, falarei dos programas e do sistema operacional WM6.
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escrito por Bia Kunze em Reviews às 10:17 PM | Comentários (35) | Citações
julho 09, 2007
Review: TIM Web Móvel (parte II)
Na segunda parte do review, mostro os testes do serviço TIM Web Móvel no Mac OS X.
Antes de prosseguir, saiba o que é o TIM Web Móvel lendo esse post. A primeira parte do review, analisando o produto no ambiente Windows, está aqui. Vale lembrar que no CD que acompanha o produto, vêm os drivers para Windows 2000, XP e Vista.
O segundo teste foi feito no MacBook do leitor Raphael Riedtmann, a quem agradeço pela gentileza. O aplicativo WellPhone e o driver para Mac, que vêm no CD, utilizam-se de um instalador. Mesmo assim, não houve nenhum problema em instalá-lo, o manual que vem no CD é bem explicativo:

O ícone do WellPhone é adicionado às barras de programas e do sistema:
A janelinha de conexão, a exemplo do aplicativo para Windows, monitora o tráfego de dados recebidos e enviados, mas senti falta de informações mais completas, como o total trafegado. Não encontrei também um gerenciador de SMS, agenda de contatos e outras coisinhas que vi na versão Windows.
Vou emprestar esse mini-modem para o Gui Leite, assim ele poderá fazer testes mais completos para os usuários de Mac, inclusive com relação à velocidade e latência do serviço da TIM no interior de São Paulo, algo que os leitores estão me pedindo bastante. Farei testes comparativos com outras operadoras GSM aqui no PR e SP também.
Agora só falta testar em Linux. Aguardem a última parte desse review...
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escrito por Bia Kunze em Acessórios às 06:18 PM | Comentários (122) | Citações
julho 04, 2007
Review: TIM Web Móvel (parte I)
Na primeira parte do review, mostro os testes do serviço TIM Web Móvel em ambiente Windows.
Antes de prosseguir, saiba o que é o TIM Web Móvel lendo esse post. Vale lembrar que no CD que acompanha o produto, vêm os drivers para Windows 2000, XP e Vista. Na constinuação dessa análise, farei testes em ambientes Mac e Linux.
Instalar e configurar o modem USB TS-9989 é moleza. Basta seguir as instruções do fabricante, inserindo o CD no driver, procedendo à instalação e, em seguida, plugando o modem USB (já com o TIM Chip dentro) no notebook. Uso Windows XP SP2 e não houve contratempos.

Você não tem como usar seu chip para ligações, mas dá para usar perfeitamente para enviar e receber SMS para os contatos armazenados em seu Outlook, Thunderbird ou outro cliente de agenda / e-mails.

O painel principal tem ícones para conexão, browser e cliente de e-mail, mas é possível personalizar sua área de trabalho adicionando outros atalhos. Tudo é bem simples e intuitivo, em poucos minutos o usuários está familiarizado ao ambiente. O painel mostra também o sinal da rede celular e se a rede EDGE está disponível.

Para você não estourar os gastos do seu plano de dados, uma janelinha contabiliza a quantidade de dados recebidos, enviados, taxa de tranferência e total.
Adorei o produto, em especial, no cuidado que o fabricante dispensou em torná-lo o mais amigável possível com usuários leigos. Só achei o modem um pouco grande: equivale à um daqueles mouses pequenos. As portas USB adjacentes a ele ficaram inutilizadas. Também acho que o slot onde vai o TIM Chip poderia ter uma proteção, pois mesmo encaixado ele fica com uma pontinha de fora.
Na continuação dos testes, veremos se a instalação e uso da TIM Web Móvel também é igualmente fácil e intuitiva em Macs e Linux.
Importante: O modem da TIM, bem como os novos planos de dados, NÃO estão disponíveis nas lojas TIM ainda. Recebi o produto, para testes, diretamente do fabricante. O modem e os novos planos chegarão às lojas ao longo do mês de julho. Tenham um pouquinho de paciência. Quando isso acontecer, avisarei aqui no blog!
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escrito por Bia Kunze em Acessórios às 03:38 PM | Comentários (237) | Citações
junho 20, 2007
Review: HTC Advantage (parte II)
Antes de prosseguir, leiam a primeira parte da análise do HTC Advantage / X7500.
Câmera
Ele vem com duas câmeras. Atrás, que faz fotos de até 3 MP e filma. Na frente, uma VGA para videoconferências, função que exige redes 3G.
A qualidade das fotos é apenas razoável, nada muito surpreendente e dentro da média das câmeras de celulares nesse padrão. Obviamente, os melhores resultados são obtidos em fotos diurnas e externas.
Fotos feitas com a câmera frontal VGA:

Fotos feitas com a câmera de 3 MP:

Senti falta de uma função macro no bichinho. Gosto muito do modo macro no meu S200 para fazer fotos rápidas de documentos impressos e páginas de livros. Uma pena!
VueFLO
O VueFLO é uma tecnologia baseada num sensor de posição. Graças a ela, dá para rolar a tela na horizontal ou na vertical simplesmente inclinando o aparelho para o lado desejado. Se você não quiser, basta desativar a função. Dá também para definr com qual aplicativo você quer usar. Pode parecer bobeira, mas é uma delícia para ler e-books na cama ou navegando na internet no sofá da sala, hehehe. Aliás, leitura naquela tela é um prazer à parte!
Ferramentas interessantes
Opera – O Advantage já vem com o Opera, além do Pocket IE. Não há o que discutir: o Opera é o melhor browser para dispositivos móveis hoje. Eu questionava a navegação por abas num smartphone pitoco, usava no máximo duas ao mesmo tempo. Com aquela telona, navegar é uma delícia.
Task Manager – o Advantage vem com um gerenciador nativo de tarefas. Com ele você determina se o botão “X” do Windows Mobile fecha ou minimiza os aplicativos. Um recurso há muito pedido pelos usuários e ignorado pelos desenvolvedores.
Assistente de impressão – Você quer imprimir seus documentos e e-mails em trânsito? Com esse aplicativo, é possível.
Streaming – Funcionou com os vídeos do YouTube Mobile e com várias rádios online. Muito legal. O fone estéreo que acompanha o Advantage tem boa qualidade de som, mas achei um pouco desconfortável no meu ouvido.
GPS – O aparelho já vem com a tecnologia embutida. Dá para imaginar o espetáculo que é usar um navegador de ruas naquela telona maravilhosa? Acompanha um CD com o software de mapas TomTom.
VGA Output – Basta encaixar o cabinho VGA que acompanha o produto, ligá-lo num monitor, TV ou datashow, ativar o TV Out e pronto!
Teste de mãe
Minha mãe ficou babando quando viu o Advantage. Claro que a tela foi o que mais chamou a atenção. Mas ela gostou muito do teclado também. Ela ressaltou que quem não enxerga muito bem de perto sofre com essas telinhas de PDAs, com fontes minúsculas, e que, para piorar, exigem "precisão de atirador de tiro ao alvo" para tocar algum ícone com a canetinha. Por isso ela prefere o Symbian, e com toda razão. Porém ela adorou navegar na internet pelo Advantage. Nem precisei dar muitas instruções, logo ela estava navegando sozinha, encantada. Mas ela deixou claro que não o usaria como celular junto. Teria um chip de dados separado para colocar nesse PDAzão.
Coisas que não gostava de fazer em PDAphones e que são excelentes no Advantage
* Escrever textos longos
* Usar como caderno e fazendo apontamentos com o Transcriber (aquele sistema dos PPCs em que você escreve palavras inteiras e ele reconhece, e não letra-a-letra)
* Guardar PowerPoints de aulas para rever e estudar mais tarde (em especial aqueles que os professores enchem de texto e dão sono)
* Ler e-books e PDFs mais extensos, na cama ou no sofá
* Editar planilhas
* Streaming de TV
* Assistir episódios dos meus seriados favoritos – não costumo usar legendas, mas para quem precisa delas, no Advantage ficam perfeitas, a leitura não é prejudicada
E, apesar de parecer um mini-notebook, não é preciso carregar uma mochila à parte. Ele cabe em qualquer bolsinha feminina, como um livro dos pequenos.
Gostei muito também da autonomia de bateria. Apesar de não ser um parâmetro exato, pois lia pouco email nele (no S200 ele verifica automaticamente a cada 15 minutos) e quase não usava voz, fiquei bem satisfeita. Carregava apenas umas duas vezes por semana.
Pontos negativos
* Apesar de ser pequeno, para algumas pessoas ele pode parecer pesado. É porque sua superfície precisa, por questões de segurança, ser fechada por ímã.
* O teclado podia ter retroiluminação. Digitar em ambientes escuros não é muito legal
* Para quem quer uma solução que substitua de maneira full um browser de notebook, infelizmente muitos sites não funcionam direito nele. Aliás, muitos sites, infelizmente, exigem o Internet Explorer de desktop para funcionar. Entre eles, a intranet da minha faculdade. Tentei fazer algumas mudanças no registro do sistema, fazendo com que os sites reconhecessem o Opera como o IE6. Mesmo assim, a tela de login da Unicenp, que fica no header do site (abaixo) simplesmente não aparece. Mistério. Abordarei o assunto "registry tweaks" em posts futuros. Não fosse isso mais o fato de eu precisar editar podcasts nas minhas viagens, estaria com um Advantage hoje. Não precisaria mais levar meu notebook no trabalho, na faculdade e, principalmente, em viagens.
Obrigada ao Johnny Bravo, por me emprestar um exemplar para testes. Espero que tenham gostado. Dúvidas? Postem aqui nos comentários!
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escrito por Bia Kunze em Windows Mobile às 11:08 AM | Comentários (14) | Citações
junho 11, 2007
Review: HTC Advantage (parte I)
Nessa primeira parte do review do HTC Advantage (também chamado de X7500 ou Ameo, e já tem um sucessor, o X7501, com WM6) falo das especificações, detalhes técnicos, tela e teclado.
Introdução
Em primeiro lugar, temos que ter em mente que o HTC Advantage não é um substituto para seu atual celular ou smartphone. O tamanho, intermediário entre um PDA ou notebook, o transforma no dispositivo ideal para quem quer um escritório móvel veloz e eficiente. Com a vantagem de permitir um chip GSM que o transfomará num dispositivo sempre conectado. É um verdadeiro escritório móvel, sem a necessidade de acessórios.
Diferentemente do conceito do Palm Foleo, que se propõe a ser um mobile companion, ou um compnheiro para seu smartphone, o Advantage é um aparelho de converge tudo. Posso usar meu smartphone normalmente no dia-a-dia, e quando for viajar, coloco o chip GSM no Advantage e terei um único híbrido. Claro que, nesse caso, um fone bluetooth torna-se um acessório indispensável.
Especificações
Processador: Intel, 624 Mhz com chip gráfico ATi
Memória: ROM de 256 MB, RAM de 128 MB e microdrive de 8 GB
Expansão: mini-SD compatível com SDHC, aqueles novos cartões de alta capacidade
SO: Windows Mobile 5 PPCPE
Dimensões: 133,5 mm (altura), 98 mm (largura), 16 mm (espessura)
Peso: 359 g
GSM: quadriband, GSM, GPRS e EDGE e HSDPA (3G)
Câmeras: uma de 3 MP para fotos e vídeos e uma frontal VGA para conferência
Conectividade: bluetooth, wi-fi, mini-USB e TV Out / saída VGA para monitores, datashow, etc, com cabo incluso
GPS
Tela de 5'' touchscreen com teclado destacável que também fecha-se e “gruda” protegendo a tela
Acompanha ainda: Case de couro, película, CD com trial do Outlook 2007 (não gostei disso!), CD com softwares, cabo VGA / TV, fone de ouvido (estéreo padrão e de ótima qualidade)
Tela
A tela, enorme, brilhante e VGA, é a principal atração do Advantage. Junto com o teclado, tornam o dispositivo quase um Ultra Mobile PC - mas rodando Windows Mobile! A versão que vem nele é a 5, com alguns adicionais interessantes, que tratarei na 2ª parte desse review, quando falar das ferramentas e aplicativos.
A principal vantagem do Advantage sobre um UMPC é a rapidez – apertou o botão, ligou, está pronto para usar. Além disso, pode ser dispensar o celular em viagens. A área de trabalho clean também ajuda. Quanto menor a tela do UMPC, mais complicado fica visualizar todos aqueles ícones, janelas, bandeja do sistema, barra de tarefas... e ver planilhas nessa tela, então?
Graças ao conforto visual, passei a editar planilhas, coisa que não conseguia fazer na tela minúscula e QVGA do S200. Usava mais para visualizar mesmo. Também passei a usar o transcriber, um recurso que até então nunca me animei a usar. Quanto mais área de escrita, maior o conforto de se escrever nela e de se ver o que está se escrevendo!
Teclado e case
Não é um teclado convencional, como os de notebook, mas dá para escrever confortavelmente. Os botões são compridos, não tem como pressionar o do lado por acidente. A acentuação também é simples, não há segredos. Só senti falta de uma retroiluminação para ambientes escuros. A tela ilumina um pouco, mas não é suficiente.
Quando a tela está na vertical, basta encaixar o teclado por baixo – ele é preso por imã! - que ela horizontaliza automaticamente. Aliás, a superfície do X7500 é toda imantada. Ao fechá-lo na case, como um livro, o imã do teclado se prede ao imã das bordas da tela e ele fica firmemente fechado. A parte do PDA tem um reforço para fixação nas bordas, por encaixe. Não há perigo dele cair.
Achei genial ele já acompanhar uma película. Saiu da caixa, é a primeira coisa que devemos fazer com aparelhos touchscreen. Não é grande coisa como película, mas o importante é que você mantém a tela do Advantage virgem sempre.
A case, de couro, é muito bem feita, e o tornam perfeito para trabalho. Como um pequeno livro. E mesmo com o teclado encaixado, não é preciso removê-lo da capa. Ele parece grande, mas pelas fotos acima, dá para notar que ele é menor que um daqueles cadernos pequenos.
* * *
Na continuação do review, falarei da câmera, das ferramentas e aplicativos.
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escrito por Bia Kunze em Reviews às 01:01 PM | Comentários (13) | Citações
junho 10, 2007
Review: Solio, carregador universal híbrido
Carregador universal de verdade, só se for à base de energia solar. E, a não ser que você more numa cidade que quase nunca vê sol (como Curitiba, hehehe) o Solio pode ser uma ótima e prática solução para quem transporta muitos gadgets todo dia.
O leitor Igor Luiz testou um e nos dá o seu parecer aqui no blog.
* * *
"Esses dias me deparei com o que muitos podem considerar o carregador dos sonhos: o Solio! O equipamento é de um cliente que ganhou de presente e me pediu que avaliasse. O Solio é um carregador “universal” que tem como fonte primária a energia solar (mas que também pode ser carregado via elétrica -da tomada mesmo).
Ele funciona como uma espécie de fonte genérica. Exposto ao sol ou plugado em uma tomada ele pode carregar os mais diversos dispositivos: celular, ipod, gps, pda, câmera digital, dispositivos carregados através de USB, etc... A conexão com os dispositivos é feita através de uma gama de conectores que acompanham o equipamento.
O Solio possui ainda uma bateria interna, servindo como reserva para casos na falta do sol ou de uma tomada por perto. É uma mão na roda para acampamento, viagens longas, ou até mesmo alpinistas, como se pode ver sugerido no site do fabricante, www.solio.com
Mas um grande grupo que tem ele como sonho de consumo somos nós: fanáticos por gadgets! Quem não sofre com o monte de carregadores que precisa levar em uma viagem, ou até mesmo no dia? Em um exemplo genérico: celular, pda, câmera digital e ipod. Só ai são quatro! Agora imagina poder ter um tudo em 1, e ainda mais sendo carregador solar, e pra completar tendo uma bateria interna com reserva de carga. Fabuloso!
Algo que achei extremamente simples, mas bem eficiente, foi a forma de leitura do status do equipamento. Tudo é feito através de um led / botão. Para verificar o status da carga da bateria interna, basta pressionar o botão e ele vai piscar verde:
1x = 25% de carga
2x = 50% de carga
3x = 75% de carga
4x = 100% de carga
Para iniciar a carga de um dispositivo, basta plugar o dispositivo e pressionar o botão uma vez, ele vai responder com status da carga, e depois de alguns segundos(após – não sei como – negociar qual a saída de energia a ser fornecida ao dipositivo) começar a piscar em verde, bem leve, indicando o carregamento. Quando está captando energia, tanto pelas células solares ou pela tomada, o led fica aceso em vermelho.
Para carregar a bateria interna do Solio através de energia solar leva-se de 8 a 10 horas aproximadamente. Na tomada leva-se aproximadamente 6 horas.Carregando através da energia solar, um celular ligado ao Solio por 60 minutos, vai dar uma carga no dispositivo referente a 10 minutos de conversação ou 4 horas de standby. Como o próprio manual assume, esses valores são altamente variáveis de aparelho para aparelho.
Carregar um aparelho a partir do Solio com sua bateria interna cheia, leva o mesmo tempo que levaria para carregar normalmente esse dispositivo usando sua fonte original na tomada elétrica.
É claro que ao ver aquele monte de conectores e cabos saindo da caixa, a primeira impressão que se tem é que é melhor levar cada um dos meus carregadores mesmo, mas devemos lembrar que o conteúdo da caixa é para cobrir uma vasta gama de dispositivos. E a combinação que você carrega esses dispositivos na sua rotina pode variar. Veja o exemplo ao lado: um kit básico sugerido com: um conector para um celular nokia, um para celular motorola, e um adaptador mini-usb, para carregar o pda por exemplo. Agora além do detalhe de ser mais prático e reduzido do que levar cada um dos carregadores, lembre-se também que você não precisa de tomada! Fantástico, não?
Quanto ao preço, no site do fabricante ele está sendo vendido por U$ 99. Para quem tem a necessidade, que vê a aplicação válida no seu dia-a-dia, eu diria que o valor está justo.
Bem, é isso. Pra finalizar seguem especificações técnicas e algumas fotos pra degustar."
Especificações técnicas:
Saída: 4 - 12 volts, 0 - 1 Amp
Saída do painel solar: 165 mA @ 6 volts
Bateria interna: Recarregável 3.6 volt, 1600 mAh Lithium Íon
Dimensões: 120 mm x 65 mm x 33 mm (quando fechado)
Peso: 165 g
Fotos - clique para ampliá-las:
Para quem quiser em contato com o leitor Igor Luiz, o e-mail dele é igorluiz arroba magiclink.com.br
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escrito por Bia Kunze em Acessórios às 06:42 PM | Comentários (8) | Citações
março 07, 2007
CNN Mobile: não é mais um portal espremido no celular
Recentemente estreou o portal móvel da CNN, o CNN Mobile. Ao contrário do que muitos podem pensar, não se trata de uma adaptação do site do tradicional canal de notíciais. É um portal móvel criado exclusivamente para acesso através de celulares e outros dispositivos móveis.
A fim de ficar adequado à telinha dos celulares e consumir o mínimo de banda possível, os textos das notícias são mais sucintos, as imagens são readequadas e os vídeos para download podem ser baixados e vistos em qualquer aparelho. Alíás, o vídeo é o que mais chama a atenção. São atualizados de hora em hora e, com a duração de dois minutos, resumem as notícias mais quentes do momento. São disponibilizados no formato 3gp e têm entre 500 e 600 KB.
Naveguei entre as seções, baixei vídeos e adorei. Tudo é muito rápido, a navegação é instantênea e a leitura é prazeirosa, sempre focada no usuário em trânsito, até na relevância das noticias selecionadas. Além dos textos e vídeos, dá para ler os blogs dos correspondentes internacionais, ver a previsão do tempo em mais de 1000 cidades do mundo e, para quem mora nos EUA, receber alertas por SMS. Mas não há notícias brasileiras. O portal é da CNN International, ou seja, fortemente focado em política e com grande destaque para eventos dos EUA em geral.
Diariamente são publicadas cerca de 120 notícias, que ficam arquivadas por 14 dias, todas com ilustrações ampliáveis. A busca é rápida e eficiente. Sem dúvida, um excelente trabalho da equipe da CNN, como sempre provando estar na ponta quando se trata de jornalismo.
O futuro é esse mesmo. Vanguardistas como a CNN e o New Tork Times hoje são referência para todas as empresas jornalísitcas do mundo. Podem notar: iniciativas em comunicação e novas mídias sempre começam por elas antes do resto do mundo aderir. Mas demora. No Brasil, mais ainda. Curitiba então... Aliás, isso tem um pouco a ver com o motivo da minha mudança para São Paulo, mas isso discutirei num post especial, em breve.
Acessem o portal móvel da CNN em www.cnnmobile.com
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escrito por Bia Kunze em Celular às 11:35 AM | Comentários (3) | Citações
março 05, 2007
Mini-review: Motofone F3
Estou há dois dias com um Motofone F3. Ele é tão básico que já é suficiente para fazer um mini-review.
O que o bichinho não tem de função, tem de apelido. Vocês nem imaginam o que tenho ouvido de gozação, tipo "a Garota Sem Fio está com um celular pé-de-boi". Já chamaram o meu F3 de "Celular de Mostruário", "Pé-de-Boi", "MotoPaia", "Stupidphone" e, o meu favorito, "MotoVô". Sim, MotoVô, porque ele é sob medida para usuários da terceira idade, em especial os com problema de visão e audição: é leve, fino, tem um visor enorme (monocromático, que funciona sob a luz do sol, com fontes BEM grandes) e faz barulho pra dedéu. E para os que tem problema de memória e esquecem de carregar a bateria, a autonomia do F3 é enorme, pelo que dizem. Uns 10 dias. Vamos ver quando será a próxima recarga, também estou curiosa.
No item funções, uma agenda de contatos bem básica, histórico de chamadas, SMS, despertador e configurador de data e hora. E só. Ah, ele tem um menu de ajuda falado. Sim, você navega pelas funções e o celular explica o que cada uma faz. Porém, ler SMS ou qualquer outra coisa nele é horrível. Uma palavra de cada vez, pois as fontes são gigantescas. E as fontes são aquelas de relógio digital. Seu avô lê e manda SMS? Seria bom se o celular também lesse os SMS para você, hehehe.
Mas o motivo de eu estar com o MotoVô é outro: o preço. Eu preciso de um aparelho para que meu novo chip com DDD 011 fique ativo direto para receber chamadas, independente de eu estar em Curitiba ou São Paulo. Nada mais que isso. Portanto, fui na escolha mais barata: optei pelo F3 da Claro, que me custou módicos R$ 99 no pré-pago.
No post em que falei que celular barato não precisa ser um lixo, falei que o F3 é um aparelho espartano até a medula. Mas não é de mau gosto. O design é bonitinho, a la RAZR. A fonte dele é bem pequeninha. O sinal pega muito bem. E ele vem numa latinha charmosa. Restrições em custo de produção não equivalem a feiúra. Ponto para a Motorola.
Os nerds e tecnotarados criariam urticária com meu MotoVô. Alguns que encontrei ontem e hoje tiveram um faniquito, dizendo que enlouqueci. Mas vão por mim: é o companheiro ideal para baladas e outros eventos etílicos. Ou para dar para seu avô de presente...
Por que escolhi o da Claro? Bem, é a empresa onde atualmente tenho conta corporativa. Futuramente, caso eu queira transformar esse número em pós-pago e mudar meu plano de dados ilimitado para ele, não terei dores de cabeça. Mas o F3 também está disponível pela Vivo GSM.
Estou falando demais, não? No decorrer da semana conto melhor sobre as mudanças radicais na minha vida... e... o... casamento...
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escrito por Bia Kunze em Celular às 05:25 PM | Comentários (51) | Citações
fevereiro 21, 2007
Mini-review: Samsung i321
Eu falei muito bem do MotoQ em seu review, publicado em dezembro. Fiquei muito impressionada naquele que foi o meu primeiro contato com um smartphone rodando o sistema Windows Mobile for Smartphones. Agora chegou a vez de avaliar um aparelho desses que funcione em redes GSM. E a novidade que a TIM trouxe é o Samsung i321.
O SGH-i325N, ou Samsung i321 é exclusividade brasileira. Lá fora seu modelo correspondente é o SGH-i320N (ou simplesmente Samsung i320). Fisicamente são praticamente idênticos, com algumas poucas melhorias do i321 em autonomia de bateria (algo que infelizmente não pude avaliar).
Perfil do usuário de Windows Mobile for Smartphones
Hoje há cada vez mais gente interessada em smartphones, mas muitos se frustram ou se confundem com o excesso de funções de um Windows Mobile ou um Palm OS, principalmente com a tela sensível ao toque. A maioria desses usuários busca apenas um celular mais esperto, porém que continue simples, intuitivo e principalmente, pequeno e leve como os aparelhos "normais". Um Qtek ou um Treo definitivamente não combina com esse tipo de usuário.
Prova do sucesso desse sistema operacional é a grande procura no exterior por aparelhos como o Samsung Blackjack, o T-Mobile Dash e o Motorola Q.
Até então só tínhamos o Symbian para satisfazer tal público. Agora com o Windows Mobile for Smartphones, um novo leque de possibilidades se abre para um público bem definido. O sistema é rápido, estável e muito, mas muito intuitivo mesmo, uma vez que todo mundo conhece o "jeito Windows" de se acessar arquivos, pastas e programas.
Tenho percebido que, entre as dezenas de pessoas que me escrevem toda semana querendo colocar mais mobilidade em sua vida profissional, o usuário dinâmico, que se desloca muito e exerce suas atividades profissionais em notebooks, é o que mais se adequa ao Windows Mobile for Smartphones. O perfil desse pessoal é mais ou menos assim:
1. Querem um smartphone que seja o mais leve possível, pois já carregam muita "tralha" no dia-a-dia, e que não seja tão largo como os Blackberry ou Nokia série E.
2. Que possibilite gerenciamento de emails de forma fácil. Navegação é mais eventual, só para emergências ou pesquisas rápidas.
3. Não querem aprender a escrever diretamente na tela e preferem teclado QWERTY. Os botões físicos possibilitam escrita com uma só mão, de forma mais ágil que os Symbian sem esse teclado.
4. Não se importam com a não-edição de documentos Office, pois preferem fazê-la em seus notebooks. Um visualizador de boa qualidade é fundamental para checar o conteúdo desses documentos tão logo eles adentrem o inbox.
5. É fundamental que esse smartphone funcione como um modem ao ser ligado ao notebook. Assim, para facilitar a vida e otimizar o desempenho, é importante que esse smartphone tenha porta mini-USB, bluetooth (caso o notebook também tenha) e possua EDGE (no caso dos GSM) ou EVDO (nos CDMA).
6. A presença de wi-fi não é crucial. Tais usuários não querem depender de hotspots, preferem uma conexão de dados sempre presente. Portanto, costumam adquirir um plano de dados com a operadora.
Análise do i321N
Ao retirá-lo da caixa, o primeiro "oooh!" vem na hora que se constata e finurinha do aparelho. Ele é muito fininho, tal como o MotoQ, mas um pouquinho mais estreito. Pode agradar em cheio aqueles que gostam do E62 e E62 da Nokia, mas os acham muito largos. E o danado é muito leve *mesmo*. Pesa apenas 95g. Compará-lo com o supernutrido N80, por exemplo, é covardia:
Não tem cabo miniUSB como o MotoQ, é cabo proprietário. O fone de ouvido usa conector proprietário também. Não gostei muito do botão direcional e do tecladinho. Mesmo sendo suspeita para falar de teclados QWERTY, ainda acho o do MotoQ melhor, com teclas mais altas e um pouco mais afastadas. Quem tem dedos mais grossos pode sofrer um pouco, mas isso vai do gosto e da habilidade do usuário. Eu, particularmente, acredito que um botãozinho estilo joystick é mais interessante nesses dispositivos sem tela sensível ao toque.
A tela QVGA é excelente! Muito nítida e brilhante. O SO rápido, muito ágil. O padrão de expansão é microSD, mas na caixa não vem cartão incluído. Que pena. Não pude testar a autonomia de bateria, pois não fiquei com o aparelho tempo suficiente para tal, mas nos fóruns dizem que não é grande coisa. Ele tem uma câmera de 1.3 MP, mas não espere grande coisa dela também. Tosquinha, serve só para brincar mesmo.
Em termos de sistema operacional, tudo nele funciona como no MotoQ - sugiro que vejam os detalhes aqui. A base de softwares para esse sistema está crescendo bastante, e, ainda que só seja possível visualizar arquivos Office nele, a Dataviz já oferece o Documents To Go como alternativa, por U$ 30.
Vale lembrar que usar o Skype no i321 dependerá da velocidade da rede de dados da sua operadora GSM. O ideal é usar EDGE, mas ainda assim, o resultado não é totalmente satisfatório. O mesmo vale para o MotoQ: VoIP nele é uma delícia sob a rede EVDO, mas em 1xRTT temos resultados semelhantes ao EDGE.
Gostaria de ficar com esse aparelho um pouco mais de tempo para fazer uma análise mais profunda, não só dele mas também do sistema Windows Mobile for Smartphones, que, como já falei aqui, considero muito promissor. Conversarei com o pessoal da TIM e pretendo ter um desses em definitivo comigo. Mas em primeira instância, aprovei o i321. É uma excelente escolha para quem quer um celular inteligente sem ter que apelar para PDAphones mais trambolhudos. O i321 pode conviver no seu dia-a-dia substituindo seu celular, sem pesar no bolso.
E quando digo sem pesar no bolso, falo tanto no sentido literal como no figurado. Além da TIM, a Claro recém colocou esse aparelho em seu catálogo de smartphones também. Comprando-o com um plano de minutos e de dados, dá para conseguir um bom desconto, conseguindo por R$ 600 ou R$ 700. O aparelho avulso e desbloqueado também já chegou em várias lojas online, mas obviamente aí é bem mais caro.
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escrito por Bia Kunze em Reviews às 11:21 AM | Comentários (74) | Citações
janeiro 23, 2007
Mini-review: Motorola A1200i (MotoMing)
O smartphone Motorola A1200i é um aparelho PDA + celular que funciona com sistema operacional aberto, baseado em Linux. O aparelho hoje é promovido pela Motorola com grande hype em cima de executivos e descolados em geral: além de ter sido um dos prêmios do vencedor do reality show "O Aprendiz 3", o gadget ganhou estandes com destaque nos atuais eventos de moda no RJ e SP.
Para começar, é preciso ter em mente que há dois modelos semelhantes: o A1200 é chinês. O A1200i é o modelo internacional, vendido agora nos demais países do mundo. Em princípio o A1200 só funciona com a ROM original, não podendo funcionar com outros idiomas. Já o A1200i é mais versátil nesse sentido, e, segundo a Motorola, é esse o modelo que está sendo vendido no Brasil agora, tanto pela Claro (ver detalhes) como pela TIM . E que tem chamado muito a atenção de clientes e usuários pela beleza, tamanho reduzido sem detrimento de visibilidade de tela e leveza (pesa só 120g).
A Motorola o apresenta como MotoTask no seu site, nome de batismo dele no Brasil, mas na caixa vendida aqui, mesmo com os manuais em português, vem escrito MotoMing, nome do seu similar chinês. Estranho, não?
Falando em design, o pessoal do Fashion Rio concorda que o A1200i é um smartphone top model, mas não é anoréxico: têm tela sensível ao toque de 320 x 240 pixels, slot para cartão miniSD, câmera de 2 MP com flash, macro e OCR (falarei disso mais adiante) e o mais surpreendente: dois processadores. Um é para as tarefas de básicas de telefonia e dados, o outro é dedicado à multimídia e execução de programas. Graças a isso, dá para trabalhar em ambiente multitarefa com conforto.
A interface é muito bonita, a tela é linda, mas aos não iniciados, perambular pelos menus e configurações pode ser confuso no início. Habituar-se, porém, é questão de tempo. Há muitas opções escondidas e os ícones de serviços infelizmente são minúsculos, então às vezes é preciso dar muitos "taps" para se chegar a algum lugar.
Com as medidas 95,7 x 51,7 x 21,5 mm (comprimento, largura, espessura), vejam que ele cabe certinho na palma da minha mão. Reforçando que minhas mãozinhas são pequenas! A empunhadura é gostosa, pois as laterais são emborrachadas. Cabe num bolso de camisa e não incomoda, pois além de pequeno, ele é relativamente fino:
Ele não tem tecladinho QWERTY (aleluia!), apenas um teclado acionado virtualmente na tela sensível ao toque. Também dá para usar o sistema de reconhecimento de caracteres, mas comigo não funcionou direito.

A tela é protegida por uma tampa de acrílico transparente, bem bonita, mas que me deu a impressão que deve riscar e trincar fácil... é importante usá-lo numa capa sempre. Ele acompanha uma capinha daquelas de se prender no cinto. Ele também acompanha cabo de sincronismo USB e um cartão miniSD de 128 MB que não dá para nada, ainda mais se você for desfrutar das funções multimídia do bicho. Do outro lado tem os encaixes de fones de ouvido e mini-USB.
Na frente ele tem os tradicionais botões de "ligar" e "finalizar", além de um joystick pequeno, meio afundado, chato e difícil de manusear. Odiei. Na lateral esquerda tem 3 botões: quando o flip está aberto, eles alternam entre as funções de perfil de toques (normal, silencioso etc). Quando está fechado, abrem o MP3 player, a câmera e o log de chamadas. Com o MP3 player ativo e rodando, esses 3 botões avançam, retrocedem ou pausam o tocador. Bem legal e prático.
Entre as funções nativas do aparelho, temos e-mail, agenda, contatos, notas e tarefas, que sincronizam nativamente com o Outlook. Mas de modo geral, elas funcionam de uma maneira bem básica. São inferiores em recursos a seus similares nos Palms e Pocket PCs. Ele possui ainda um programa visualizador, que serve para fotos, PDFs e documentos Office. Não há modo de edição, e mesmo o visualizador sozinho é bem fraco.

Browser: Opera
O programa de e-mail é ridículo. Só tem o básico do básico para gerenciamento de mensagens. Quem precisa manipular uma quantidade grande de e-mails vai sofrer. Em compensação, o browser é de-li-ci-o-so.
Lamentei, e MUITO, a ausência de EDGE no aparelhinho. Depois, para minha grande surpresa, descobri fuçando os menus que o browser é uma versão do Opera para a Motorola. Só podia, né? O melhor browser para dispositivos móveis não iria me decepcionar no A1200i! Só achei engraçado o fato de colocarem um software de código fechado, e não open-source, como o sistema geral. Depois tive a mesma constatação nas aplicações multimídias: o aplicativo é o RealPlayer! A qualidade do áudio e vídeo é razoável, mas há uma limitação de formatos compatíveis. Talvez futuros firmwares resolvam essa questão, o que é uma pena um hardware tão legal com softwares tão fracos...
Mais uma coisa chata: a autonomia da bateria é pífia. Há um consenso nesse quesito entre os usuários. Prepare-se para levar o carregador junto na pasta, especialmente se você usar bastante as funções de PDA e navegação.
Outra maravilhosa surpresa no MotoMing: a câmera com OCR. Posicionada por trás do aparelho, aciona-se uma travinha para ativar a função macro, focaliza-se um cartão de visitas na área da tela delineada em vermelho, fotografa-se e... instantaneamente os dados são escaneados, os caracteres reconhecidos e salvos nos contatos.
Simplesmente impressionante: ele salva o nome no campo nome, os telefones nos campos de telefones, endereços nos campos de endereços, e-mails nos campos de e-mails... tudo de forma automática. É de cair o queixo.
As fotos são feitas na resolução de 2 MP, e, como eu disse antes, tem modo macro. Para quem gosta de brincar com as imagens, ele vem com um mini-aplicativo para edição de imagens, que faz aquelas brincadeirinhas comuns com cores, brilho, contraste etc. Tem mais: O MotoMing ainda tem Rádio FM, bluetooth, gravador de voz e chamadas, comando de voz e Java.
Agora vem o grande ponto fraco do bichinho: onde arranjar softwares para instalar nele?
Mas é aí que reside o diferencial dos sistemas open-source. Se o aparelho vingar, é bem possível que apareçam usuários e desenvolvedores incrementando as bibliotecas de software para ele. Mas por enquanto, nesse quesito, ele poderá frustrar um pouco os executivos e descolados a quem ele se destina. Um belo hardware não é



























































