novembro 15, 2008

Nokia E71: primeiras impressões

Antes de mais nada, tenho que dar os parabéns a Nokia. Qualquer um que já tenha visto smartphones Eseries sabe que o E71 é diferente: alia beleza com as funcionalidades que um bom dispositivo para trabalho exige. Não é a toa que ele tem sido um sucesso de vendas.

O acabamento metálico e a espessura reduzida realmente fazem uma grande diferença visual. Ele cabe no bolso da camisa ou da calça sem fazer volume, mesmo com a capinha. Sim, a Nokia finalmente fez uma capinha decente e discreta para proteger o smartphone sem deixá-lo feio. Ela é uma graça!


Clique nas imagens para ampliá-las

O problema dos Eseries com teclados completos é que eles eram largos demais e, conseqüentemente, mais feios. Grandes e desajeitados. Todavia, onde se ganha em algumas coisas, perde-se em outras: digitar no teclado menor do E71, com suas teclas mais juntinhas, é menos confortável que num E61, E61i ou E62. Pode-se encostrar acidentalmente em botões adjacentes. Mas nada de comprometa o uso; em pouco tempo, acostuma-se com ele.

O teclado do E71 que estou testando (brasileiro, vendido na Vivo) já acentua nativamente e até possui a tecla "Ç":

Quem é fissurado no N95 – ou outros Nseries - deve estar se perguntando se o E71 é melhor ou pior. A resposta: nem uma coisa nem outra. São aparelhos diferentes, com propósitos diferentes. O E71 é indicado para quem precisa de um smart para trabalhar: dá para ler e editar documentos do Office, anexando-os a emails. Escrever emails é um show à parte, diferente dos Nseries: o teclado QWERTY é um bom companheiro na hora de escrever, diferente dos alfanuméricos, onde logo se cansa. A visualização das mensagens e seu gerencimamento em pastas, além do suporte nativo a POP, IMAP e Exchange são outros atributos superiores aos Nseries, cujos clientes de email costumam ser constrangedores de tão ruins.

Em compensação, seu sisteminha é mais lento comparado ao N95 8GB. A câmera também é mais lerdinha e perde em qualidade: são 3,2MP contra os 5MP mais lentes Zeiss do N95. Nem dá para comparar os resultados. O N95 8GB também tem uma tela maior e é bem melhor para se ver vídeos. Em suma, o N95 é para quem quer diversão em primeiro lugar e trabalho em segundo.

Em conectividade, não falta nada no E71 para agradar os usuários mais exigentes: tem bluetooth, interface wifi e suporta redes 3G. Seu GPS funciona muito bem com o Nokia Maps ou o Google Maps.

O preço, cerca de R$ 1.400 (na versão desbloqueada e sem planos das operadoras) mais os 3 meses gratuitos de navegação nos mapas fazem ele ser um modelo igualmente atraente em termos econômicos.


A versão econômica: E63

Assim como E61/E61i tinha sua versão "econômica", o E62, o mesmo acontece com o E71: sua versão simplificada é o E63, recém-anunciado lá fora e sem previsão de chegada por aqui.

O E63 tem carcaça de plástico colorido ao invés de metal, não tem GPS e a câmera possui resolução menor, de 2 MP. Ainda bem que mantiveram o wifi, o 3G e o bluetooth. Vejam como o vermelho é LINDO:


Em breve, mais E71...

Falta eu testar mais o uso diário do E71, afinal, estou com ele há apenas 2 dias. Quero explorar mais o Opera, a autonomia da bateria e a integração com o Ovi - o "MobileMe da Nokia". No meu Twitter vocês poderão acompanhar meu dia-a-dia com ele. Daqui um tempo, voltarei ao blog para dar minhas impressões finais. Enquanto isso, confiram no meu Flickr mais algumas fotos dele.

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escrito por Bia Kunze em Reviews às 05:04 PM | Comentários (63) | Citações

novembro 14, 2008

Review: HTC Touch Pro

O atual topo de linha da HTC também pode ser considerado o melhor smartphone da atualidade. Não apenas porque é completo e poderoso, mas também porque seu desempenho condiz com o hardware e software apresentado. Ou seja, ele não decepciona.

O leitor Ricardo Smania, proprietário de um HTC Touch Pro há poucas semanas, conta para a gente as suas primeiras impressões do aparelho:

Depoimento de usuário (por Ricardo Smania)

Eu tive 3 celulares na vida, os 3 smartphones. O primeiro foi um Nokia N-Gage QD. Por ser S60 tinha milhares de programas disponíveis, e eu usava bastante, inclusive para estudo, porém sua tela com resolução baixíssima e falta de touchscreen me fizeram buscar um novo modelo, que foi o Motorola A1200i. Apesar de ter um design revolucionário, tela boa, e interface bonita, ele sofre de vários problemas crônicos, o principal deles a total falta de suporte por parte da Motorola a desenvolvimento e instalação de programas nativos, que junto com o péssimo suporte a A2DP e falta de suporte a SDHC me fizeram novamente procurar um novo modelo.

Por um tempo estava de olho no TyTN II, porém a tela QVGA e a falta de drivers de vídeo decentes me desanimaram. Quando vi o anúncio do Diamond gostei bastante, porém ele não tem algumas coisas básicas, como por exemplo entrada de cartão MicroSD, e sofre com a bateria de baixa capacidade e a baixa quantidade de memória RAM. Eis que para minha alegria surge o Pro, que aparentemente tinha as qualidades do Tytn II e do Diamond, sem os defeitos de nenhum deles, e acabei comprando.

Ao abrir a caixa dos correios, fiquei impressionado com a embalagem. Ela tem o formato de pirâmide, e é muito bem trabalhada, com material de alta qualidade, de plástico parte fosco e parte brilhante. Realmente passou uma ótima primeira impressão.

O aparelho em si é um pouco pesado, mas o tamanho não atrapalha, sendo aproximadamente o mesmo de um N95. Assim que o TouchFlo 3D foi carregado, eu fiquei simplesmente maravilhado com a tela. Eu nunca tinha tido a oportunidade de mexer em um celular com tela VGA, e depois desta experiência nunca mais quero voltar atrás. A qualidade é impressionante, em todos os sentidos, definição, cores, contraste, ângulo de visão, e além de tudo um sensor na parte de cima é usado para ajustar o brilho de acordo com a luz ambiente. Como a frete do aparelho é totalmente reta, é importante usar uma película para proteger a tela, pois ela fica bastante exposta. Em alguns minutos de uso aprendi a mexer no TouchFlo, e ficou óbvio que ele existe para cobrir a interface padrão do Windows, que está bastante defasada tanto na parte visual quanto na usabilidade. O problema é que apesar de permitir acesso às funções básicas, quando é necessário fazer qualquer coisa um pouco mais avançada é mostrada a velha e feia interface do Windows, com fundo branco e fontes pretas. Nestes momentos o Touch Pro perde um pouco de seu brilho, e parece um PDA comum.

O TouchFlo substitui a tela Today, e permite acesso às funções mais comuns, como telefone, contatos, mensagens, e-mail, fotos e vídeos, música, internet, programas e algumas configurações mais simples, como por exemplo ligar e desligar Bluetooth, Wifi, etc. Nesta tela toda a navegação pode ser feita facilmente com os dedos, sem precisar da stylus. Às vezes ela tem um pouco de lentidão, mas no geral é bem rápida, realmente agilizando as tarefas.

Na tela principal é mostrado o relógio e compromissos, com acesso a alarmes, calendário, e histórico de chamadas. Fazendo movimento para cima ou para baixo alterna entre o relógio grande ou um menor, abrindo espaço na tela para mostrar mais compromissos. Na tela de contatos, podem ser definidos alguns favoritos que podem ser acessados diretamente, com um link para a tela padrão do Windows de todos os contatos, cuja navegação achei muito boa por sinal. O mesmo vale para as mensagens e e-mails. Todas as partes do TouchFlo têm os mesmos controles: deslizar o dedo para cima ou para baixo para navegar entre os itens da pasta atual, e deslizar para os lados para mudar de pasta.

Na parte de fotos é possível ver as já tiradas e tirar novas. A câmera é razoavelmente boa, com um led para ser usado como luz auxiliar, e permitindo algumas configurações básicas. Gostei bastante da qualidade das fotos macro, que estão acima da média, mas para fotos em geral a qualidade é apenas boa. O vídeo também está na média. Em ambos os casos ele perde feio para a série N da Nokia por exemplo.

Como browser ele usa o Opera 9.5, mas também vem com o Internet Explorer instalado. O IE é tão ruim quanto no desktop, tentei usar algumas vezes e não consegui. O Opera, porém, é bem mais interessante. Ele permite ver as páginas completas, como se fosse no desktop. O mais legal é que é possível dar zoom girando o dedo em volta do botão central, que fica logo abaixo da tela. Isso também vale para outras aplicações, como fotos. Em alguns momentos achei ele um pouco instável, e demora para adaptar a tela quando o aparelho gira. Por outro lado em termos de compatibilidade é muito bom, dá inclusive para usar sites de alguns banco nele. Para uma primeira versão é bom, e acredito que a tendência seja melhorar nas próximas.

Mas pra mim o que separa o Pro do resto é o seu teclado. Ele tem um teclado de 5 linhas, bem parecido com os de notebook, incluindo setas de navegação. E além do ótimo layout ele é extremamente confortável, sendo possível digitar muito mais rápido que com qualquer teclado virtual ou T9. Ele é iluminado para facilitar a digitação à noite, e tem inclusive leds para caps lock e tecla de função. Por ser Windows é possível usar atalhos como Ctrl+C e Ctrl+V direto no teclado. Uma observação importante é que como o aparelho é em inglês, por padrão não tem suporte a acentuação de forma fácil. Felizmente existem pacotes de atualização de idioma disponíveis, que habilitam T9 em português, com isso basta digitar a palavra sem acentos que eles já coloca.

Uma coisa que não gostei foram os botões físicos abaixo da tela. Eles são um pouco duros, e não combinam com o resto. É interessante notar que toda a frente do aparelho é sensível a toque, não apenas a tela, se extendendo pelos botões também, mas curiosamente nenhuma aplicação faz uso deste recurso ainda. Com este recurso não consigo entender por que ainda assim foram usados botões físicos, que achei totalmente desnecessários.

Toda minha conexão está sendo feita via wifi, porque infelizmente na minha região só tem 3G da Claro, na frequência de 850 MHz, que o aparelho não suporta. Mas como tenho wifi em casa e na pós, não tem problema. No trabalho não tem wifi mas eu uso via Bluetooth com o Activesync. Este, por sinal, achei o recurso mais interessante do Windows, pois tanto por USB quanto por Bluetooth (infelizmente não por wifi) é possível acessar os arquivos, sincronizar dados e acessar a internet de forma muito fácil e transparente.

E falando em Bluetooth, o suporte a A2DP do Windows está em um nível muito acima do que eu estou acostumado. Basta ligar o fone que está conectado, funcionando em qualquer aplicação. Tenho um Motorola S9, e a qualidade de som é excepcional quando usado junto com o Touch Pro, incomparavelmente melhor que no A1200i.

O GPS também funciona muito bem, aliás muito melhor que tinha imaginado. Normalmente o lock dos satélites é rápido, e ele funciona relativamente bem inclusive embaixo do painel do carro. Vale notar que ele não vem com nenhum software de navegação instalado, o que acho até interessante pois permite que o usuário faça sua opção.

E em um aparelho com tela VGA, aceleradora de vídeo, wifi, 3G, GPS, e mais algumas coisas, a bateria é bastante exigida. Felizmente ela tem aguentado bem, normalmente uma carga por dia é suficiente para aguentar o dia todo de trabalho mais a pós à noite.

Na pós é justamente onde estou tendo o melhor uso dele. Uma das minhas intenções ao comprá-lo era tentar usar menos meu EeePC para fazer anotações, trabalhos e pesquisas, e não é que tenho conseguido? Ao fazer anotações nas aulas, a bateria do notebook era sempre uma preocupação, então de vez em quando eu desligava a tela para economizar energia, e ao ligar novamente demorava um tempo para a imagem voltar a aparecer. Com o Touch Pro isto não acontece mais, ele está sempre pronto. Atualmente estou usando um trial do Resco Recorder, gravando as aulas e inserindo bookmarks com o teclado físico. Isso tem me ajudado muito na hora de estudar, pois sei exatamente em que ponto da aula foi falado sobre cada assunto.

E por último, mesmo com tudo isso o Touch Pro também é um celular. Porém deve se ter em mente que como celular é um aparelho grande, pesado e pouco ergonômico. Fazer ligações é o que eu menos faço com ele, mas pra quem realmente precisa deste recurso recomendo a compra de um fone Bluetooth.


HTC Touch Pro (dir.) ao lado de um Motorola A1200i

Meus comentários

Ricardo, o que mais chamou minha atenção no seu depoimento foi a questão da bateria. Um aparelho com tantas funcionalidades e tela VGA, aindaa por cima, parece surpreendente que a bateria aguente um dia todo. Talvez seja por causa do 3G, que você não está usando ainda. Posso garantir que não há um smartphone 3G hoje em dia que tenha autonomia satisfatória, e a grande vilã é realmente a rede 3G. Até meu netbook Asus Eee, um primor em termos de autonomia, fica sem energia 40 minutos mais cedo que o wifi, quando estou com o mini-modem 3G da TIM.

Fora isso, o que faz eu acreditar que o Touch Pro é um dos melhores (senão o melhor) smartphone da atualidade é a maestria com que combina uma pluralidade de funções. Ele não é um aparelho voltado para o usuário mediano, que pode se perder no meio de tanta coisa e não curtir muito o tamanho. É para heavy-users mesmo, aqueles que que exploram ao máximo os recursos e querem poder exercer funções avanaçadas quando estão longe de seus desktops. Como por exemplo, a saída VGA, que permite ligar o Touch Pro a um datashow para fazer apresentações. Aqui, fazer ligações telefônicas é um mero detalhe.

A HTC Brasil já informou que o Touch Pro virá ao nosso país no início de 2009. O preço, nem ouso pensar...

Enquanto isso, convido os leitores a dar um pulinho no Flickr para conferir as fotos do HTC Touch Pro do Ricardo. E deixo aberto o espaço dos comentários para quem quiser postar dúvidas e opniões sobre o aparelho. Demais usuários do Touch Pro, por favor, postem também suas impressões!

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escrito por Bia Kunze em Reviews às 04:59 PM | Comentários (39) | Citações

maio 02, 2008

TV digital móvel: receptor USB da Leadership

Os receptores e conversores do sinal da TV digital no Brasil ainda estão longe de ser uma opção econômica para assistir a TV em qualquer lugar. O ministro Hélio Costa disse que em abril de 2008 os conversores estariam custando em torno de R$ 180. Não foi o que aconteceu, já que os modelos mais baratos custam R$ 500.

Para piorar a situação, os atuais conversores ainda são nulos em interativdade, já que o Ginga, o software responsável por isso, ainda não está pronto.

Por enquanto, o sinal da TV digital abrange a cidade de São Paulo, ou pelo menos, uma parte dela. Recentemente tivemos a estréia da Rede TV! em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Bandeirantes, SBT e Globo devem fazer o mesmo nos próximos meses.

Já que a implementação da TV digital segue a passo de tartaruga e os consumidores não estão a fim de investir em equipamento por enquanto, fabricantes apostam em soluções móveis. Os primeiros celulares convergentes, aptos a receber o sinal digital da TV aberta, estão chegando no mercado esse ano. Mesmo assim, graças ao formato "japonês tropicalizado", fabricantes estão receosos por disponibilizar esse tipo de celular aqui com medo de "encalhe" e rápida obsolência, já que eles não podem ser vendidos em outros países. O jeito é mesmo esperar primeiro a TV digital cair no gosto do público.

Receptor USB da Leadership

Uma opção mais simples, e que traz mobilidade ao usuário, são os sintonizadores USB. Um dos primeiros a surgir no mercado, o receptor da Leadership, que nada mais é do que um pendrive USB que capta o sinal da TV digital através de uma antena retrátil. A portabilidade é total e a facilidade de uso também. Não é necessário alimentador externo, pois a energia vem da própria porta USB. Pesa em torno de 600 gramas.

O dispositivo foi testado em um notebook com Windows Vista na região do ABC paulista. Sabe-se que em muitas regiões da capital o sinal ainda é inexistente, e esse dispositivo é perfeito para fazer testes em todos os pontos da cidade. Infelizmente não há suporte para plataformas Mac, embora a caixa dissesse o contrário. Não houve como fazê-lo funcionar num iMac. Mais tarde, em contato com o fabricante, confirmou-se a falta de suporte para OS X e a Leadership pretende fazer uma errata.

O receptor de TV digital USB da Leadership é compatível com o padrão de TV digital brasileiro e permite assistir aos canais abertos da TV brasileira no PC e em notebooks apenas com a plataforma Windows. Vale ressaltar que o receptor não sintoniza canais analógicos, portanto, para ter acesso ao serviço, deve se garantir que o sinal da TV digital esteja disponível na região.

O software que acompanha o produto é o Presto! PVR Monitor, de fácil instalação e uso. Ao plugar o receptor USB no notebook, o programa é aberto e começa a buscar canais disponíveis. Durante a busca, vários canais abertos foram sintonizados facilmente. À medida que se afastava da janela do apartamento, o sinal de alguns canais ficavam mais fracos. Para esse problema, acompanha o produto uma outra antena retrátil, de maior sensibilidade e pode melhorar a captura dos canais abertos disponíveis.

A tecnologia utilizada é a 1seg, que é a transmissão de TV para aparelhos portáteis com áudio e vídeo. A taxa de transmissão é de 15 a 30 frames por segundo, dependendo do sinal da emissora. As resoluções de transmissão são 320x240 (4:3) ou 320x180 (16:9), dependendo da emissora. Em tela cheia, a qualidade da imagem deixa muito a desejar. Na prática, dá para assistir TV com uma janela congelada no canto superior direito da área de trabalho, enquanto outros programas são usados.

Resoluções disponíveis:
- Original: (320 x 180) 80% da resolução padrão
- Padrão: (400 x 225) 100% da resolução padrão
- Escala larga 1: (640 x 360) 160% da resolução padrão
- Escala larga 2: (720 x 360) 180% da resolução padrão
- Tela cheia (depende da resolução do monitor)

A sintonia dos canais é automática. Pode se fazer a varredura várias vezes para certificar-se que mais canais se juntem à lista.

Outra característica interessante foi gravar a programação da TV diretamente no HD do notebook. O programa também permite agendamento das gravações. Dá para fazer pausas em programas de TV, uma função bem interessante. Desse modo, pode assistir uma partida de futebol e, quando o telefone tocar, aperta-se “pause” e o programa é gravado no HD. Depois, assiste-se o jogo de onde parou, podendo também retornar ao tempo real.

Com a função EPG, é exibida a programação dos canais e sua descrição. Essa característica não está disponível em todas as emissoras. Também existem as funções “close caption” e “hyper teltext”, onde as páginas de informação de texto são transmitidas junto com o canal, recurso que depende também da disponibilidade da emissora.

O controle de vídeo é feito através das configurações de brilho, contraste, cor e saturação.

O Receptor de TV Digital USB Leadership é uma opção interessante para acompanhar a programação de TV em qualquer lugar, mesmo não apresentando uma resolução comparável com a dos receptores de TV full HD compatíveis com o padrão brasileiro de TV digital. No caso desse dispositivo, as palavras de ordem são apenas mobilidade e praticidade.

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escrito por Bia Kunze em Acessórios às 05:35 PM | Comentários (38) | Citações

abril 29, 2008

HTC P3401: o "smartpeão"

Tive a oportunidade de testar o HTC P3401, o PDAphone da HTC voltado para empresas que precisam equipar funcionários que trabalham em campo. Também pode ser uma boa opção oara usuários finais que dependam muito de planos de dados, já que, nessa modalidade, o aparelho tem ótimos descontos nas lojas das operadoras.

Conhecido como P3400 no exterior (onde leva a alcunha de “Gene”), o P3401 é o famoso "PDA de peão". Aquele que empresas compram às centenas para ir às ruas, enfrentando trabalho contínuo e estando sujeito a avarias.

Hoje esse tipo de dispositivo é comum nas mãos vendedores que recolhem pedidos em supermercados, mercearias e lojas de conveniência. Distribuidoras de alimentos e bebidas, como Ambev, Nabisco e Elma Chips há muito utilizam-se de PDAs conectados para agilizar os pedidos. Até os “marronzinhos” que cuidam do trânsito na capital paulista comunicam incidentes através de dispositivos móveis. Por isso mesmo, a robustez e a simplicidade são as características principais dessa categoria de aparelho.

Ainda assim, o P3401 chama a atenção por ser mais fino e elegante que os demais “PDAs de campo” hoje no mercado. Pensando na proteção, ele já vem com uma case emborrachada e uma película para a tela. Pode parecer uma observação simples, mas PDAphones com o perfil de “bater perna na rua” costumam sofrer mais avarias que o normal. Uma película protetora protegerá a tela desde o primeiro minuto de uso, aumentando sua vida útil.

Características

Quase todo de plástico, possui alguns detalhes cromados na parte frontal, como o fone superior onde ficam os leds e um botão inferior. As dimensões reduzidas são por causa da ausência de teclados, sendo que toda a entrada de dados é feita diretamente na tela com auxílio de uma caneta stylus. Apresenta boa empunhadura para todos os tipos de mãos e é confortável de usar. Mesmo assim, seria melhor se o teclado virtual tivesse as teclas um pouco maiores, já que os mais desajeitados precisam praticar “tiro ao alvo” para escrever.


Da esq. para a dir.: Dell x50v, p3401 e Qtek 9100. E a tela do HTC P3401.

A stylus é acessada pela parte superior. Ela é bem encaixada, ajustando-se bem ao aparelho. Acima também há slot para cartões de memória SD/MMC. Na parte traseira do P3401, encontra-se a câmera de 2 megapixels, bastante básica: não há espelho, nem foco automático, tampouco macro. Mas faz vídeos MPEG4 com resolução média (176x144) e pequena (126x96).

A tela QVGA é padrão dos PDAphones da HTC. A leitura de textos em fontes menores pode ficar mais agradável habilitando-se a função “cleartype”.

Performance

O processador da Texas Instruments de 200 MHz apresenta um clock padrão para a maioria dos smartphones. Diferente de antecessores, como o Qtek 9100 (onde havia uma lentidão do sistema) têm-se a sensação que o aparelho é rápido. Vários programas foram deixados abertos sem perda de desempenho. Certamente a memória ROM de 128 MB (para programas em execução) ajuda muito nisso, mostrando um bom casamento entre o sistema Windows Mobile 5 e o hardware.

O P3401 não possui interface wi-fi, função que não se encaixa em aparelhos com a função de proporcionar internet móvel a equipes de vendas. Vendedores e agentes de trânsito não podem obviamente sair à caça de pontos de acesso (“hotspots”) pela cidade, sendo primordial o uso de um plano de dados da operadora. Durante os testes, o sinal se mostrou bastante estável, conectando-se em redes EDGE facilmente e com boa autonomia de bateria – agüentou um dia todo de trabalho online.


Gerenciador de áudio. E a traseira do P3401, com uma câmera bem básica.

Aplicações

Algumas novidades na interface foram muito bem-vindas. Uma delas foi o fato sistema já vir com um software que fecha os programas abertos, sem travamentos. Outra aplicação foi o Gerenciador de Áudio que é muito similar ao Media Player, mas com um interface mais viva e de fácil acesso. Outra funcionalidade nova é o Hub de Mídia, onde pode-se acessar através de uma única tela animada aplicações multimídia – como áudio, fotos e vídeo.
Além das versões móveis do Outlook e do Office (Word e Excel editáveis e PowerPoint apenas para visualização), já vêm instalados no pacote o Adobe Reader LE e um compactador do tipo Zip, evitando a instalação de software de terceiros para os prinicipais usos de trabalho.

Prós e Contras

Prós:
• desempenho: velocidade e autonomia bem-casados para um dispositivo que precisará ficar boa parte do tempo online
• botões de atalho: fazem a diferença no acesso às funções de PDA e telefone
• peso: leve e de manuseio confortável

Contras:
• sem teclado QWERTY: para quem gosta dos teclados embutidos, é uma grande falta
• câmera fraca
• sistema desatualizado – o Windows Mobile 6 já está no mercado há um bom tempo

Características técnicas

• Sistema Operacional: Windows Mobile 5.0 para Pocket PC Phone Edition
• Tela: 2.8" TFT-LCD 240 X 320 pixels QVGA 65536 cores, touchscreen Backlight LEDs
• Processador: Texas Instruments OMAP 850, 201 MHz
• Memória: ROM: 128 MB, RAM: 64 MB
• Dimensões: 109 mm (altura) X 58 mm (largura) X 17.65 mm (espessura)
• Peso: 126 g com a bateria
• Comunicação: GSM/GPRS/EDGE Quad-band 850/900/1800/1900MHz
• Câmera: 2 megapixel CMOS imagine sensor
• Conectividade e Interface: Bluetooth v2.0, Cabo USB externo (11-pin mini-USB 2.0 & audio)
• Armazenamento: slot para cartão SD/MMC

Mais fotos do HTC P3401, aqui.

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postado via gprs / edge

escrito por Bia Kunze em Windows Mobile às 01:17 PM | Comentários (18) | Citações

março 25, 2008

Review: Asus EEE PC 701 4G (parte II)

Continuando o review do Asus EEE, seguirei falando da minha experiência com dois sistemas operacionais - o Xandros original e o Windows XP, além de complemenar com dúvidas enviadas por leitores.

Multimídia no Xandros

Eu adorei o Xandros, sistema operacional que acompanha o produto. Simples, leve, intuitivo ao extremo. Adorei mais ainda o fato dele já suportar nativamente mp3 e filmes em DivX. Pode par4ecer bobagem aos experts do mundo do Pinguim, mas para um leigo, não ter que recorrer a codecs e repositórios para algo tão básico é um alívio. Aliás, a maioria dos leigos nem sabe disso - cansei de ouvir histórias de gente que reclamou da compra de PCs populares, por eles virem "com problemas", referindos ao suporte multimídia. O mais triste ainda é ver que a solução proposta por "assistências técnicas" por aí é simplesmente instalar Windows no lugar. Nós até sabemos que as coisas variam conforme as distribuições usadas, mas quem vai avisar (ou pior, ensinar) isso à tia Maria? O Xandros não teve esse problema, ele passa com louvor nos mais rigorosos "testes de mãe". Mas ainda assim, quem quiser deixar a interface mais elaborada, com menus drop-down e área de trabalho ao invés de abas, pode usar o Xandros em desktop mode - que tem um jeitão mais KDE, que é a "base" do Xandros:

O desktop mode exige a instalação de alguns pacotes para ser ativado. Isso pode ser feito da seguinte forma:

1 - Abra uma janela de terminal, apertando simultaneamente Ctrl + Alt + T
2 - Digite sudo bash
3 - Digite apt-get update
4 - Em seguida, digite apt-get install kicker e pressione a tecla Y para confirmar, quando solicitado
5 - Digite apt-get install ksmserver e pressione Y para confirmar, quando solicitado
6 - Digite exit
7 - Digite exit novamente para sair do terminal.

Ao clicar no botão Power On / Off, pode-se escolher o ícone correspondente para acessar o Desktop Mode, bem como alternar para o Easy Mode (o modo nativo, com abas).

Tela

Além da impossibilidade de conexão com celulares Windows Mobile, o segundo problema grave do Xandros: certos menus de aplicativos simplesmente não suportam a resolução padrão de 800 x 480. Aconteceu com o Thunderbird e o Adobe Reader: simplesmente não dava para rolar as janela. Quebrei a cabeça e não teve jeito de fazer funcionar. Isso se tornou um incômodo muito grande, pois no Adobe Reader não havia mais jeito de selecionar os modos de impressão dos formulários de meus pacientes.

Depois de algum tempo fuçando muito net afora, descobri que a rolagem das janelas que ultrapassam os limites de visualização pode ser feita pressionando-se o mesmo tempo a tecla Alt, o botão esquerdo do touchpad e, junto, movimentar o cursor nele. Fiquei furiosa de não ter achado isso nos arquivos de ajuda do prõprio Xandros. O mesmo vale para abrir a tela do terminal, que, diferente de outras distribuições, é feita via Ctrl + Alt + T.

No Windows XP acontece o mesmo problema de tela, mas graças ao Asus EEE Utility, que fica na bandeja do sistema, consigo fazer a página rolar na opção de resolução 800 x 600 com um clique.

Teclado e mouse

Conforme eu falei antes, demorei um pouquinho para me adaptar ao teclado, mas hoje digito esse review com razoável destreza. O touchpad, igualmente minúsculo, também causou um pouco de estranheza no início. Cheguei a pensar em usar um mouse à parte. Aí pensei com meus botões: já carrego um pendrive e um dongle bluetooth. Transformei-os em chaveiros para não perdê-los ou esquecê-los, mas não tem jeito, são acessõrios indispensáveis. Será que realmente preciso de um mouse ou isso não seria frescura minha: Afinal, ficar carregando coisinhas para lá e para cá é querer matar a portabilidade. Lembrei também que no final de 2004, com meu primeiro notebook, estranhei o pad no lugar de anos e anos só usando mouse.

Dei mais uma chance ao micropad do Asus e não deu outra, logo estava me sentindo em casa. Não sei se meu exemplo é vãlido parta todo mundo, mas para minhas mãozinhas pequenas, trabalhar com o EEE hoje não é nenhum suplício. Ao contrário, hoje acho o teclado até macio e o touchpad com ótima resposta.

Sobre a acentuação, a Asus não tem versão do EEE com o layout de teclado usado no Brasil (ABNT2), ou seja, não existe a tecla ç e a disposição dos acentos e símbolos é diferente. Sinceramente, nem alimentem chances de ter um EEE com teclado brasileiro, mesmo que ele veja oficialmente para cá. O jeito é configurá-lo para funcionar corretamente do jeito que vem e se habituar com isso. Para mim, confesso que não é nada fácil. Meu note da Dell é ABNT e meu teclado bluetooth do PDA tem um modo próprio de acentuação a partir de combinação de teclas. Agora com o Asus, vejo-me com mais um tipo diferente.

O Asus não vem de fábrica configurado para acentuar, assim, é preciso fazer mais alguns ajustes. Na aba Settings, clique em Personalization e confira se a opção Keyboard Layout está configurada para English/International. O ideal é que se faça isso logo nas configurações iniciais, ao fazer o ligar o EEE pela primeira vez. Mas se dentro desse menu a opção English/Internacional não estiver selecionada, selecione-a e clique em Ok e Ok novamente. Vá à aba Work e clique em Documents. Em seguida, pressione as teclas Ctrl + Espaço ao mesmo tempo. Aparecerá uma barra com a informação English/European vai no canto inferior direito da tela. Feche o programa Documents (que, na verdade, é o editor de textos Writer do OpenOffice.org) e, na barra de tarefas (parte inferior da tela), localize o item Input Method. Clique com o botão da direita do touchpad sobre este ícone e, em seguida, no item SCIM Setup. Na janela que surgir, vá em Global Setup, especifique o item Keyboard Layout para Portuguese (Brazil US accents), marque a opção "Share the same input method among all applications" e clique no botão com as reticências, na frente da opção Trigger. Agora, clique em Delete e em Ok. Clique na opção GTK e, no menu Show, selecione a opção Never. Na parte inferior da janela, clique no botão Apply, em Ok e em Ok novamente. Agora, basta reiniciar o sistema.

Vale lembrar que para digitar a tecla ç, basta pressionar Alt + vírgula.

Uma super bateria

Outro item que me impressionou bastante no EEE foi a autonomia da bateria. Não sei precisar quanto ela dura exatamente, mas na faculdade, das 19 às 22.30h, dá e sobra - inclusive com o wifi ligado boa parte do tempo. Uma vez que no consultório uso o EEE na tomada, vou para a aula sempre com a bateria cheia.

Porém, quando instalei o XP, notei um decréscimo na autonomia. Prova que o sistema operacional interfere mesmo no consumo de energia de um portátil. Mesmo assim, não é nada alarmante, posso continuar dispensando a fonte quando for à faculdade. O Asus vai na minha bolsa, sem chamar a atenção nem fazer volume.

Conexão com celular

Conforme vocês estão carecas de saber, infelizmente não consegui usar meu Windows Mobile como modem. Pelo que averiguei, isso acontece só com o Windows Mobile. Conheço muita gente que foi bem sucedida com aparelhos Symbian, Motorola A1200i e aqueles modemzinhos 3G USB. O Xandros até que permite que se crie facilmente novas conexões, e testei diversos tutoriais em fóruns web afora. Curioso que cada tentativa mal-sucedida de criar uma conexão gerava um ícone diferente no meu sistema. O resultado final foi cômico...

Não acabou, não! Na terceira e última parte falarei sobre minha customização do Windows XP nos 4 GB internos e uma seleção especial de aplicativos, o novo Asus com tela maior (recetemente lançado) e minhas considerações finais.

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escrito por Bia Kunze em UMPC às 09:51 PM | Comentários (55) | Citações

março 20, 2008

Review: Asus EEE PC 701 4G (parte I)

Em primeiro lugar, perdoem-me pelo atraso tão grande no review do Asus. Tive que replanejar toda minha rotina nessas últimas semanas. A compra do Asus EEE PC 701 não foi apenas em busca de mais mobilidade, mas de qualidade de vida.

Quem acompanha meu Twitter sabe que há cerca de um mês troquei o carro pela bike para ir trabalhar todos os dias. Tem sido uma experiência fantástica, mas que trouxe alterações profundas na minha rotina de trabalho e estudos. Como dependo muito de tecnologia móvel para exercer satisfatoriamente minha vida de profissional e estudante, a adaptação penosa ao Asus EEE atrasou tudo. Devagarinho estou recolocando todas as minhas pendências em dia, mas confesso que essa adaptação não era para ser penosa. Foi um pouco chato e decepcionante ter que trocar o Xandros pelo Windows XP. Afalta de banda larga atrapalhou muito também nessa adaptação, mas paciência. O tema “sistema operacional”, que é algo para lá de melindroso, ficará para o próximo post, na continuação deste review. Por enquanto, vou me ater ao hardware e nas aplicações básicas.

No Podsemfio n.60 relatei um pouco da minha experiência com o Asus, e estou recebendo muitos emails e twitts com dúvidas. Estou guardando tudo, e neste e nos próximos posts (e podcasts) seguirei sanando todas as dúvidas de vocês.

Assim que o Asus EEE rosinha chegou, me apaixonei. Pequeno, levíssimo, funcional, só podia dar em amor à primeira vista. A loja onde o comprei me atendeu muito bem, o produto chegou um dia antes do previsto, com nota fiscal e garantia. O preço final, à vista e com desconto, foi de R$ 1.047,00. O modelo que eles disponibilizam é o de 4G, o que tem o melhor custo-benefício. Não recomendo o modelo 2G Surf, pois uma série de funcionalidades foi removida. Apesar de eu ter feito a compra online, eles também têm uma loja física com pronta-entrega.

O EEE tem extamente a metade do tamanho do meu Dell Latitude D510 e menos da metade do peso. Não preciso de nenhuma bolsa especial, mesmo as minhas menores bolsas estilo mochilinha o abrigam bem, sobrando espaço para outras coisas. Finalmente posso deixar o carro em casa e usar a bicicleta para ir trabalhar diariamente.

Mas como fica a ergonomia num sub-notebook tão pequeno? No início estranhei e tela minúscula e o teclado reduzido. Mas em 2 ou 3 dias já estava habituada com a tela e errando menos na digitação. Sim, as teclas são menores que o padrão. Quem está acostumado com teclados convencionais estranha bastante. Creio que quem tem mões grandes pode encontrar dificuldades sérias. Não foi o meu caso. Em 1 semana de uso, já escrevo com relativa agilidade.

Onde levo o bichinho, ele faz sucesso. Apesar de algumas pessoas já o terem chamado de “notebook da Barbie” ou “da Xuxa”, o público feminino é o que mais se encanta com meu EEE rosinha. Se eu abri-lo num lugar movimentado, invariavelmente uma moçcoila curiosa aparece fazendo perguntas. Já perdi as contas de quantas vezes passei meu email para potenciais novas usuárias.

Usar o Xandros é muito fácil. Ele já vem com todos os aplicativos básicos para trabalhar e estudar: pacote de escritório (OpenOffice), comunicador instantâneo (Pidgin, compatível com MSN, Yahoo, Gtalk e outros), Skype, navegador (Firefox), programa de email (Thunderbird), leitor de ebooks, PDFs e uma série de games e aplicativos educacionais. Conectar-se à redes sem fio também é ridículo de fácil. E, por fim, não tive problemas ao usá-lo para imprimir documentos em dois multifuncionais diferentes, um da HP e outro da Epson.

O primeiro problema de uso que encontrei foi a acentuação. Ele não chega de fábrica acentuando na língua portuguesa. Mas felizmente consegui configurar a acentuação através de comandos na própria interface gráfica, sem ter que recorrer a janelas de terminal.

O Asus EEE vem igualmente prontinho para diversão e multimídia: ele tocou nativamente músicas em MP3 e WMA que eu tinha no meu pendrive e abriu vídeos DivX sem problemas. Fiquei surpresa ao constatar que ele rodou um episódio de Lost de mais 300 MB sem engasgar, com boa imagem e som. Foi este o motivo de eu ter desistido de comprar um iPod Touch. Eu queria uma tela maior que a do iPod vídeo para aplacar um pouco o tédio nas minhas longas viagens. Mas com o EEE, concluí que um player dedicado seria redundante.

Falando em imagem e som, o EEE já vem com webcam e microfone. Dá para fazer videoconferências no Skype sem nenhum acessório a mais. Gravei e editei áudio sem nenhuma dificuldade, como vocês puderam constatar no último Podsemfio. Ainda assim, recomendo plugar um fone de ouvido com microfone para melhor qualidade.

Não conte com a memória interna para armazenar muita coisa. Boa parte dos 4 GB é ocupada pelo próprio sistema e aplicativos. Um pendrive se faz mais do que necessário. Caso você decida comprar um EEE, aproveite os preços baixos e das memórias flash e encomende o pendrive mais espaçoso que encontrar.

De fato, a sigla EEE faz sentido: Easy to learn, Easy to play, Easy to work. Para 99% dos usuários, o que vem de fábrica já é mais do que suficiente para gerenciar sua vida digital. Mesmo o usuário mais leigo do mundo, habituado ou não ao Windows, se ambienta ao Xandros em poucos minutos. Comprovarei isso em breve com um teste de mãe, e postarei os resultados aqui no blog.

Porém, se o usuário precisar de mais coisas além do que já vem no Xandros, a experiência pode ser um pesadelo.

Mas isso ficará para o próximo post. Por enquanto, quem me companha pelo Twitter vai sabendo do andamento da novela: apesar de ter seguido centenas de tutoriais web afora, ter ouvidos dicas e conselhos de open-colegas e até ter deixado dois amigos linuxeiros mexerem nas configurações, o EEE com Xandros não se conectou ao meu smartphone HTC Touch para navegar na web. Acreditem, fiz de tudo, apelei a vários experts. O último deles concluiu que de fato o Xandros não está pronto para conexão com aparelhos Windows Mobile, a não ser que se alterasse códigos de programas e recompilasse kernel. Foi essa minha insistência na busca de uma solução que atrasou todo o meu trabalho. Imaginem, sem banda larga nem celular, quase que absolutamente offline! A conexão móvel via EDGE é essencial na minha rotina. Sem isso, por mais fofo que seja o Xandros, eu não conseguiria trabalhar. Com imensa dor no coração, migrei. Mas já deixo aqui o apelo aos desenvolvedores open source: por favor, façam que o Linux seja mais intuitivo com conexões móveis de TODAS as plataformas!

Enquanto isso, as fotos do “rosinha” estão no meu Flickr. Em breve eu volto com a parte II do review, falando um pouco da minha experiência com o Windows XP e alguns screenshots do Xandros.

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escrito por Bia Kunze em UMPC às 11:23 AM | Comentários (57) | Citações

dezembro 17, 2007

Motorola A1200e, um upgrade estranho

Não sei se dá para dizer que o Motorola A1200e seria ou não um upgrade do A1200i, já que as mudanças são bem poucas.

Mas já que as operadoras estão oferecendo os dois modelos nas tradicionais "desovas" de aparelhos de fim de ano e estou recebendo muitos emails de usuários com dúvidas, achei por bem falar algumas coisinhas a mais sobre eles.

Antes, recomendam que leiam o review do Motorola A1200i, que publiquei aqui no blog há alguns meses.

O A1200e difere do A1200i em apenas duas coisinhas: ele passa a oferecer conexão à web um pouco mais rápida, através de EDGE (o A1200i só oferece conexão GPRS) e um cartão de memória microSD mais espaçoso (512MB no lugar dos 128 do A1200i). E só. O processador é o mesmo, a tela é a mesma, a câmera de 2 MP é a mesma.

O upgrade, além de pequeno, é meio estranho. Lançaram uma versão com EDGE só agora, quando o 3G já bate na nossa porta. E mesmo o cartão de memória é pequeno para um aparelho que preza a parte de multimídia. Que é bem boa, por sinal. Aliás, comentei no review do A1200i que o excelente hardware infelizmente não é aproveitado como deveria pelo Linux fechado da Motorola.

Falando em Linux, o sistema operacional é outro ponto a conseiderar. Volta e meia escrevem-me usuários querendo instalar programas no aparelho e até trocar o sistema operacional para um Windows Mobile, por exemplo.

Não é possível trocar o sistema operacional do aparelho, nem é possível instalar programas de outros sistemas, exceto aquelas aplicaçõezinhas em Java para celulares. Quem comprar um A1200i ou A1200e precisa ter em mente que estará restrito apenas às aplicações nativas do aparelho e não poderá editar documentos Office. Mesmo assim, não desprezo de todo o bichinho. Para quem está se iniciando em tecnologia móvel e não quer nada além de gerenciar agenda, contatos, emails e navegar na internet (a tela é grande, as fontes são de boa leitura e o browser é bem simpático), e preza um belo design, o A1200e é um aparelho que pode agradar, ainda mais se a promoção da operadora estiver boa.

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escrito por Bia Kunze em Reviews às 02:19 PM | Comentários (47) | Citações

agosto 02, 2007

Yahoo! Go, um canivete suíço móvel

Disponível para Windows Mobile (PPC e smartphones) e Symbian, o Yahoo! Go é um aplicativo muito legal, indispensável para quem convive com os serviços do portal no dia-a-dia.

Eu não implico com o Google, acho ele legal, mas torno a afirmar que o Yahoo! está mais afinado com as necessidades do pessoal que gosta e vive de mobilidade. O Yahoo! Go é um dos exemplos que ilustra essa minha convicção. Ainda que você não use muito os serviço do Yahoo!, sugiro que baixe esse aplicativo em seu smartphone para experimentar. É de graça e não faz mal a ninguém. Mas nates, uma dica: baixem o CAB ou o SIS direto do site do Yahoo! Mobile e instalem no aparelho, ou apontem o browser do seu smart para http://mobile.yahoo.com/go - esse negócio de enviar SMS para o seu número de telefone não funciona muito bem aqui no Brasil, infelizmente...

A seguir, alguns screenshots das aplicações mais legais que vêm dentro do Go:


1. As configurações iniciais são rapidíssimas, basta escolher país e idioma e colocar seu ID e senha do Yahoo! (aqui, uma pequena bola fora... américa latina está vinculada apenas ao idioma espanhol... e eu me pergunto o que é pior, fazer parte do "resto" da América, como sugere o programa, ou ser obrigado a falar espanhol...?)


2. Outra aplicação muito legal: mapas e direções. Pena que não funcionem direito com mapas brasileiros. Além dos mapas estarem desatualizados, as informações de lugares interessantes e trânsito só estão disponíveis para gringos. Ok, mão à palmatória para o Google Maps...


3. News / RSS: se você não souber o endereço dos feeds que você mais gosta, a ferramenta de busca OneSearch (muito boa por sinal) sugere feeds para você. Basta citar palavras chave, como o nome do site em que você os costuma ler. O Go divide a parte de RSS em entretenimento, espotes, índices econômicos e notícias. A atualização de notícias se mostrou bem ágil.


4. Flickr, a parte que mais gostei no Go. Além de publicar suas fotos num instantinho, dá para navegar entre as últimas postagens dos seus amigos. Precisa falar mais alguma coisa?

Além das aplicações acima, o Go! traz seu email e as informações de calendário e contatos, sempre muito úteis para quem vive na rua e quer um sistema de PIM online a qualquer hora e lugar:

Estou há uma semana usando o soft e ele nunca travou nem deixou meu PPCphone lento. Até na hora de encerrar o aplicativo, o Go mostra que é amigo da turma móvel: ele mostra quantos MB sua sessão gastou ao todo. Para ficar perfeito, só faltou um clientezinho de instant messenger. No mais, dou nota 9,5 para essa ótima solução, que cativou um cantinho no meu HTC Touch.

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escrito por Bia Kunze em Aplicativos às 08:50 PM | Comentários (19) | Citações

julho 20, 2007

Review: HTC Touch (parte II)

Na segunda parte desse review, falarei dos programas e do sistema operacional WM6 no HTC Touch. Antes de prosseguir, sugiro que leiam a primeira parte desse review, aqui.

WM6 de forma geral

Exclusividade do Touch, a "HTC Home" (foto acima) é aquela janela que aparece na tela Today e que, entre outras coisas, mostra um "relojão". Além dele, dá para intercalar mais duas janelas, a de previsão do tempo e a de atalhos para programas, que é configurável. Além disso, mostra na home a quantidade de e-mails e SMS novos e chamadas não atendidas.

Outra novidade: MMS e SMS agora são gerenciado juntos no Messaging, que está bem bonito e agradável de usar. Não quero usar o FlexMail por enquanto, apesar do programa nativo ainda não sincronizar o ícone de status de mensagens respondidas e encaminhadas nas contas IMAP.

Sabem o Windows Update do Windows desktop? Pois é, agora ele existe no Mobile também. Dá para deixá-lo verificando em períodos pré-determinados se tem atualizações.

Os ícones mudaram no WM6. Não só o dos aplicativos e configurações, que estão mais bonitos, mas os de notificações também. A tradicional "cartinha" agora é exclusiva para e-mails, enquanto para SMS o ícone passou a ser uma cartinha com um celular por cima. Os sons de sistema, notificações e alarmes também estão mudados. Achei-os mais altos e nítidos. Colocar um MP3 como toque ficou mais fácil também, a partir do próprio tocador de mídia existe essa função no menu.

Gostei muito do media player. Além do fácil acesso pela interface TouchFLO, gerenciar músicas e playlists está bem fácil. Tudo é integrado com o WMP 11 do desktop, sendo que músicas, vídeos e playlists são facilmente sincronizadas para o dispositivo desse modo. Algo como iTunes + iPod já fazem. Sem contar a qualidade do áudio e do fone, que é a melhor que já vi em um smartphone hoje. Posso dizer sem medo de errar que, quem estiver a fim de um smartphone que toque MP3 com boa qualidade e com gerenciamento agradável, vai amar o Touch. Como ele suporta SDHC, dá para colocar um cartão de 4 GB (ou mais) e se divertir pacas. Mas já vou avisando: se você ouve muita música, ande com carregador extra. Vou falar mais sobre media player e streaming num post à parte.

Para minha surpresa, ele toca vídeos curtos de uma forma boa no WMP. Mas na hora de assistir filmões e episódios de seriados no TCPMP (atual CorePlayer) há lags. Não adianta, o processador de 200 MHz não é para isso, definitivamente. Se você quer ver muito vídeo, escolha outro PDAphone, mais potente.

De uma forma geral, a autonomia de bateria é muito boa. Ganha do S200, apesar do mesmo processador e tela. O segredo está mesmo no WM6, que gerencia tudo de forma melhor e otimiza o gasto de energia. Fico até o fim do dia sem precisar de recarga, usando o aparelho de forma ostensiva: baixando e-mails automaticamente de 30 em 30 minutos, RSS a cada 2 horas (via Egress), falando de vez em quando e acessando IMs esporadicamente.

Internet Sharing

O Wireless Modem passou a se chamar Internet Sharing e, agora, não é mais necessário encerrar o ActiveSync do PC e efetuar uma discagem para utilizá-lo como modem. O Internet Sharing, uma vez ativado, simplesmente compartilha a conexão celular do Touch com o PC. Tanto pelo cabo USB como por bluetooth. Muito mais prático.

Task Manager

Adeus, Magic Button. Agora, dá para configurar nativamente no Task Manager o que você quer que o botão "X" faça: minimize ou feche programas. Além disso, na tela Today, basta tocar no canto superior direito da tela para mostrar os programas abertos e, se desejar, fechá-los.

Bluetooth e ActiveSync

No WM5, o sistema usava obrigatoriamente o nome do Owner como nome do dispositivo. Felizmente isso acabou. Ele usa o nome do ActiveSync. Ou Mobile Center, se você usa o Windows Vista, onde as tarefas de sincronismo e backup foram otimizadas em relação ao XP.

Windows Live

Além do MSN Messenger, o Windows Live agora tem a opção de sincronizar também os seus contatos armazenados no servidor do Windows Live. O nome de usuário, frase adicional e até sua imagem de aparição salvos também podem ser sincronizados. O chato é que você é obrigado a sincronizar a lista de contatos do Live e guardá-la junto com seus contatos no smartphone. Odiei isso. Aliás, odiei o novo MSN Messenger nativo, pela primeira vez. Ele simplesmente não funciona direito. Falarei disso num post em separado, citando um por um dos inúmeros bugs. Mas pra resumir: achei-o medonhamente inutilizável!

External GPS + Contacts

Para quem tem um GPS separado, o "External GPS" permite que você configure qual porta de comunicação virtual bluetooth você quer que os aplicativos que conectam-se com GPS usem. Usar GPS no WM6 está delicioso, ainda mais em parceria com o Google Maps agora mostrando mapas brasileiros. Para ir na casa de um amigo meu, basta abri-lo nos Contatos (outra aplicação nativa que está bem bonitinha, inclusive com log de chamadas e integração com Windows Live) e selecionar a opção "Locate in Google Maps". Como já falei aqui, não é preciso necessariamente ter um GPS para se usar o Google Maps. Ele pergunta se você quer o endereço de casa ou trabalho (caso ambos existam) e faz o resto sozinho, inclusive traçando rotas. Ma-ra-vi-lho-so! Essa opção "Locate" já existia no Pocket Informant, que é o PIM Manager que utilizo.

* * *

Na terceira e última parte do review, Office Mobile, Streaming Media, gerenciamendo conteúdo de mídia com o WMP, além de um vídeo de hands-on do HTC Touch.

E só reforçando: meu HTC Touch é via Johnny Bravo, meu forncedor de gadgets de longa data ;)

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escrito por Bia Kunze em Reviews às 07:52 PM | Comentários (37) | Citações

julho 12, 2007

Review: HTC Touch (parte I)

Estou amando o Touch. E tem tanta coisa para falar sobre ele que dividirei o review em duas partes.


Na imagem da esquerda, com o iPod nano. Na direita, "ensanduichado" com o Qtek S200 e o Motorola L6

Não dá para negar que o atrativo principal do HTC Touch é o tamanho. Reduzidíssimo, inclusive espessura, ele equivale exatamente a um Motorola V3 fechado. Mas a tela é a mesma de sempre, grande, espaçosa, brilhante e nítida. Aliás, a tela é o coração desse aparelho. Tudo é feito por ela. De botões físicos, temos apenas o verdinho, de ligar, o vermelho, de desligar e o pad central, além do Power no topo do aparelho, o de volume no lado esquerdo e o da câmera no lado direito.

A stylus acompanha essa redução generalizada, sendo bem menor que a média. Quem tem mãos grandes terá dificuldades em escrever com ela. Em resumo: é um aparelho para mãos delicadas e para quem quer dispensar a canetinha na maior parte do tempo. Graças ao TouchFLO, isso é perfeitamente possível: não há aquele degrau entre a tela e o corpo do aparelho, permitindo que o dedo deslize para "rolar" entre as telas e menus. Em breve subirei um vídeo mostrando isso na prática.

A tela é mais dura que o normal. Quem está acostumado com a canetinha, perceberá que é preciso usar mais força. Essa "dureza" é compreensível, já que o objetivo do Touch é focar toda a interface diretamente na touchscreen. Portanto, maior resistência é importante para a própria durabilidade do aparelho.


Na imagem da esquerda, S200 e Touch lado a lado. Na direita, com o L6. Notem a ausência de degrau entre a tela e as bordas.

Graças ao TouchFLO, basta uma "escorregada" de dedo para fazer uma ligação selecionando os principais contatos num menu próprio. Ou apertando o botão verdinho e escrevendo o nome do contato, que é facilmente encontrado na agenda.

Se para alternar entre aplicativos e menus a stylus é facilmente dispensada, não dá para dizer o mesmo na hora de escrever. O tecladinho e a área de escrita continuam os mesmos de sempre: exigindo uma precisão de atirador de tiro ao alvo. É o único defeito do TouchFLO. Espero que nos futuros aparelhos se crie uma solução melhor. Felizmente, há aplicativos de terceiros que adicionam "tecladões" para se escrever com os dedos. O pessoal do XDA-developers até desenvolveu um teclado idêntico ao do iPhone! O add-in pode ser baixado gratuitamente aqui. Ainda não testei, acabei de saber da novidade e vou baixar e instalar assim que puder. Depois postarei aqui minhas impressões, além de compará-lo com as soluções pagas.

O slot interno lateral serve tanto para o cartão de memória quanto o SIM card. Tudo é tão pequeno no Touch que torna-se um pouco chatinho encaixá-los, exige um certo malabarismo. Para quem costuma trocar o cartão com frequência, perde-se um pouco em praticidade. Mas pelo menos não é mais preciso tirar a bateria para trocar o SIM.


Entrada lateral para SIM card (chip) e cartão de memória microSD


Acompanhamentos

O pessoal da HTC caprichou nos acompanhamentos do Touch. Ele vem com cartão microSD de 1 GB, espaço mais que suficiente para a maioria dos usuários médios de Windows Mobile.

Mas o mais surpreendente: a capinha protetora, o fone e a película que acompanham o produto são DECENTES! A película é rígida sem deixar de proporcionar conforto no uso da tela. A capinha é pequena, discreta, fofinha e almofadada por dentro, protegendo bem o aparelho sem deixá-lo trambolhudo. O Touch dentro da capinha não briga nem com a mais reduzida das bolsas femininas. E, por fim, o fone de ouvido agora usa a porta mini-USB e tem qualidade de áudio está acima da média. Vem até com espuminhas! Ouvir música nele é uma delícia. Nos meus Qteks anteriores, eu dispensava o fone original para usar o do meu iPod, com um adaptador.


Capinha e fone

Em resumo: comprando o Touch, você não precisa se preocupar em adquirir acessórios já de cara. Nota 10! Mesmo assim, fiquei feliz por ele ser do tamanho de um V3. Poderei comprar aquelas capinhas de couro lindinhas que se vendem às toneladas nos shoppings. Oba! Por enquanto só vi cor-de-rosa, argh, mas assim que achar uma vermelha, comprarei.

Tudo isso, mais o tamanho reduzido e a delicadeza do aparelho, deixam-me afirmar com conhecimento de causa: o Touch é o PDAphone perfeito para o público feminino! Ele é apaixonante. E quem tem unhas um pouco mais compridas nunca mais vai usar uma stylus na vida... hehehe...


Câmera

Não tem nada de mais, é idêntica à de todos os modelos da HTC com 2 MP. Mas não gostei de duas coisas: não tem modo macro e o botão de acesso fica na lateral direita, bem embaixo. Quem é destro tem que acionar o botão usando a outra mão para segurar o Touch.


CDs

A caixa do Touch traz 2 CDs: um com os manuais e um código de trial do Outlook, para 60 dias. Pois é, o Outlook que vem agora nos Windows Mobile é só para demontração. Bola fora TOTAL! O segundo CD vem com o GPRS Monitor e um programa de backup, chamado Sprite, que aliás é muito bom.


Desempenho

Se você quer um PDAphone com super desempenho e poder de processamento, esqueça: o Touch tem clock de 200 MHz e 64 MB de memória. Semelhante ao Qtek S200 e 9100. Ou seja, ver vídeos e executar tarefas mais pesadas o deixam com a língua de fora. E, a partir do momento que se tem 4 ou 5 aplicativos abertos ao mesmo tempo, ele fica mais lento.

Achei que o desempenho geral seria idêntico ao do meu Qtek S200, portanto. Mas para minha surpresa, a bateria dura bem mais. Uns 30% a mais! Creio que o WM6 é que seja o responsável por isso.

Conforme já relatei aqui no blog antes, autonomia de bateria é mais importante para mim que poder de processamento. Sou uma profissional itinerante, uso muito o smartphone para falar e ele fica praticamente o dia todo conectado, checando e-mails e baixando RSS periodicamente. E com o Touch, chego no final do dia ainda com razoável carga. Algo que jamais aconteceria com uma tela VGA ou um processador de 600 MHz. Isso foi decisivo para adotar o Touch definitivamente como o substituto do meu Qtek S200. Se você quer um aparelho pequeno e prático, para trabalhar e estudar, ele é uma excelente opção. Se você quer um aparelho mais para brincar, ou usar multimídia, procure outra opção mais "poderosa".


* * *

Na continuação desse review, falarei dos programas e do sistema operacional WM6.

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escrito por Bia Kunze em Reviews às 10:17 PM | Comentários (37) | Citações

julho 09, 2007

Review: TIM Web Móvel (parte II)

Na segunda parte do review, mostro os testes do serviço TIM Web Móvel no Mac OS X.

Antes de prosseguir, saiba o que é o TIM Web Móvel lendo esse post. A primeira parte do review, analisando o produto no ambiente Windows, está aqui. Vale lembrar que no CD que acompanha o produto, vêm os drivers para Windows 2000, XP e Vista.

O segundo teste foi feito no MacBook do leitor Raphael Riedtmann, a quem agradeço pela gentileza. O aplicativo WellPhone e o driver para Mac, que vêm no CD, utilizam-se de um instalador. Mesmo assim, não houve nenhum problema em instalá-lo, o manual que vem no CD é bem explicativo:

O ícone do WellPhone é adicionado às barras de programas e do sistema:

A janelinha de conexão, a exemplo do aplicativo para Windows, monitora o tráfego de dados recebidos e enviados, mas senti falta de informações mais completas, como o total trafegado. Não encontrei também um gerenciador de SMS, agenda de contatos e outras coisinhas que vi na versão Windows.


Janela de conexão

Vou emprestar esse mini-modem para o Gui Leite, assim ele poderá fazer testes mais completos para os usuários de Mac, inclusive com relação à velocidade e latência do serviço da TIM no interior de São Paulo, algo que os leitores estão me pedindo bastante. Farei testes comparativos com outras operadoras GSM aqui no PR e SP também.

Agora só falta testar em Linux. Aguardem a última parte desse review...

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escrito por Bia Kunze em Acessórios às 06:18 PM | Comentários (128) | Citações

julho 04, 2007

Review: TIM Web Móvel (parte I)

Na primeira parte do review, mostro os testes do serviço TIM Web Móvel em ambiente Windows.

Antes de prosseguir, saiba o que é o TIM Web Móvel lendo esse post. Vale lembrar que no CD que acompanha o produto, vêm os drivers para Windows 2000, XP e Vista. Na constinuação dessa análise, farei testes em ambientes Mac e Linux.

Instalar e configurar o modem USB TS-9989 é moleza. Basta seguir as instruções do fabricante, inserindo o CD no driver, procedendo à instalação e, em seguida, plugando o modem USB (já com o TIM Chip dentro) no notebook. Uso Windows XP SP2 e não houve contratempos.

Você não tem como usar seu chip para ligações, mas dá para usar perfeitamente para enviar e receber SMS para os contatos armazenados em seu Outlook, Thunderbird ou outro cliente de agenda / e-mails.

O painel principal tem ícones para conexão, browser e cliente de e-mail, mas é possível personalizar sua área de trabalho adicionando outros atalhos. Tudo é bem simples e intuitivo, em poucos minutos o usuários está familiarizado ao ambiente. O painel mostra também o sinal da rede celular e se a rede EDGE está disponível.

Para você não estourar os gastos do seu plano de dados, uma janelinha contabiliza a quantidade de dados recebidos, enviados, taxa de tranferência e total.

Adorei o produto, em especial, no cuidado que o fabricante dispensou em torná-lo o mais amigável possível com usuários leigos. Só achei o modem um pouco grande: equivale à um daqueles mouses pequenos. As portas USB adjacentes a ele ficaram inutilizadas. Também acho que o slot onde vai o TIM Chip poderia ter uma proteção, pois mesmo encaixado ele fica com uma pontinha de fora.

Na continuação dos testes, veremos se a instalação e uso da TIM Web Móvel também é igualmente fácil e intuitiva em Macs e Linux.

Importante: O modem da TIM, bem como os novos planos de dados, NÃO estão disponíveis nas lojas TIM ainda. Recebi o produto, para testes, diretamente do fabricante. O modem e os novos planos chegarão às lojas ao longo do mês de julho. Tenham um pouquinho de paciência. Quando isso acontecer, avisarei aqui no blog!

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escrito por Bia Kunze em Acessórios às 03:38 PM | Comentários (242) | Citações

junho 20, 2007

Review: HTC Advantage (parte II)

Antes de prosseguir, leiam a primeira parte da análise do HTC Advantage / X7500.

Câmera

Ele vem com duas câmeras. Atrás, que faz fotos de até 3 MP e filma. Na frente, uma VGA para videoconferências, função que exige redes 3G.

A qualidade das fotos é apenas razoável, nada muito surpreendente e dentro da média das câmeras de celulares nesse padrão. Obviamente, os melhores resultados são obtidos em fotos diurnas e externas.

Fotos feitas com a câmera frontal VGA:

Fotos feitas com a câmera de 3 MP:

Senti falta de uma função macro no bichinho. Gosto muito do modo macro no meu S200 para fazer fotos rápidas de documentos impressos e páginas de livros. Uma pena!

VueFLO

O VueFLO é uma tecnologia baseada num sensor de posição. Graças a ela, dá para rolar a tela na horizontal ou na vertical simplesmente inclinando o aparelho para o lado desejado. Se você não quiser, basta desativar a função. Dá também para definr com qual aplicativo você quer usar. Pode parecer bobeira, mas é uma delícia para ler e-books na cama ou navegando na internet no sofá da sala, hehehe. Aliás, leitura naquela tela é um prazer à parte!

Ferramentas interessantes

Opera – O Advantage já vem com o Opera, além do Pocket IE. Não há o que discutir: o Opera é o melhor browser para dispositivos móveis hoje. Eu questionava a navegação por abas num smartphone pitoco, usava no máximo duas ao mesmo tempo. Com aquela telona, navegar é uma delícia.
Task Manager – o Advantage vem com um gerenciador nativo de tarefas. Com ele você determina se o botão “X” do Windows Mobile fecha ou minimiza os aplicativos. Um recurso há muito pedido pelos usuários e ignorado pelos desenvolvedores.
Assistente de impressão – Você quer imprimir seus documentos e e-mails em trânsito? Com esse aplicativo, é possível.
Streaming – Funcionou com os vídeos do YouTube Mobile e com várias rádios online. Muito legal. O fone estéreo que acompanha o Advantage tem boa qualidade de som, mas achei um pouco desconfortável no meu ouvido.
GPS – O aparelho já vem com a tecnologia embutida. Dá para imaginar o espetáculo que é usar um navegador de ruas naquela telona maravilhosa? Acompanha um CD com o software de mapas TomTom.
VGA Output – Basta encaixar o cabinho VGA que acompanha o produto, ligá-lo num monitor, TV ou datashow, ativar o TV Out e pronto!

Teste de mãe

Minha mãe ficou babando quando viu o Advantage. Claro que a tela foi o que mais chamou a atenção. Mas ela gostou muito do teclado também. Ela ressaltou que quem não enxerga muito bem de perto sofre com essas telinhas de PDAs, com fontes minúsculas, e que, para piorar, exigem "precisão de atirador de tiro ao alvo" para tocar algum ícone com a canetinha. Por isso ela prefere o Symbian, e com toda razão. Porém ela adorou navegar na internet pelo Advantage. Nem precisei dar muitas instruções, logo ela estava navegando sozinha, encantada. Mas ela deixou claro que não o usaria como celular junto. Teria um chip de dados separado para colocar nesse PDAzão.

Coisas que não gostava de fazer em PDAphones e que são excelentes no Advantage

* Escrever textos longos
* Usar como caderno e fazendo apontamentos com o Transcriber (aquele sistema dos PPCs em que você escreve palavras inteiras e ele reconhece, e não letra-a-letra)
* Guardar PowerPoints de aulas para rever e estudar mais tarde (em especial aqueles que os professores enchem de texto e dão sono)
* Ler e-books e PDFs mais extensos, na cama ou no sofá
* Editar planilhas
* Streaming de TV
* Assistir episódios dos meus seriados favoritos – não costumo usar legendas, mas para quem precisa delas, no Advantage ficam perfeitas, a leitura não é prejudicada

E, apesar de parecer um mini-notebook, não é preciso carregar uma mochila à parte. Ele cabe em qualquer bolsinha feminina, como um livro dos pequenos.

Gostei muito também da autonomia de bateria. Apesar de não ser um parâmetro exato, pois lia pouco email nele (no S200 ele verifica automaticamente a cada 15 minutos) e quase não usava voz, fiquei bem satisfeita. Carregava apenas umas duas vezes por semana.

Pontos negativos

* Apesar de ser pequeno, para algumas pessoas ele pode parecer pesado. É porque sua superfície precisa, por questões de segurança, ser fechada por ímã.
* O teclado podia ter retroiluminação. Digitar em ambientes escuros não é muito legal
* Para quem quer uma solução que substitua de maneira full um browser de notebook, infelizmente muitos sites não funcionam direito nele. Aliás, muitos sites, infelizmente, exigem o Internet Explorer de desktop para funcionar. Entre eles, a intranet da minha faculdade. Tentei fazer algumas mudanças no registro do sistema, fazendo com que os sites reconhecessem o Opera como o IE6. Mesmo assim, a tela de login da Unicenp, que fica no header do site (abaixo) simplesmente não aparece. Mistério. Abordarei o assunto "registry tweaks" em posts futuros. Não fosse isso mais o fato de eu precisar editar podcasts nas minhas viagens, estaria com um Advantage hoje. Não precisaria mais levar meu notebook no trabalho, na faculdade e, principalmente, em viagens.

Obrigada ao Johnny Bravo, por me emprestar um exemplar para testes. Espero que tenham gostado. Dúvidas? Postem aqui nos comentários!

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escrito por Bia Kunze em Windows Mobile às 11:08 AM | Comentários (14) | Citações

junho 11, 2007

Review: HTC Advantage (parte I)

Nessa primeira parte do review do HTC Advantage (também chamado de X7500 ou Ameo, e já tem um sucessor, o X7501, com WM6) falo das especificações, detalhes técnicos, tela e teclado.

Introdução

Em primeiro lugar, temos que ter em mente que o HTC Advantage não é um substituto para seu atual celular ou smartphone. O tamanho, intermediário entre um PDA ou notebook, o transforma no dispositivo ideal para quem quer um escritório móvel veloz e eficiente. Com a vantagem de permitir um chip GSM que o transfomará num dispositivo sempre conectado. É um verdadeiro escritório móvel, sem a necessidade de acessórios.

Diferentemente do conceito do Palm Foleo, que se propõe a ser um mobile companion, ou um compnheiro para seu smartphone, o Advantage é um aparelho de converge tudo. Posso usar meu smartphone normalmente no dia-a-dia, e quando for viajar, coloco o chip GSM no Advantage e terei um único híbrido. Claro que, nesse caso, um fone bluetooth torna-se um acessório indispensável.

Especificações

Processador: Intel, 624 Mhz com chip gráfico ATi
Memória: ROM de 256 MB, RAM de 128 MB e microdrive de 8 GB
Expansão: mini-SD compatível com SDHC, aqueles novos cartões de alta capacidade
SO: Windows Mobile 5 PPCPE
Dimensões: 133,5 mm (altura), 98 mm (largura), 16 mm (espessura)
Peso: 359 g
GSM: quadriband, GSM, GPRS e EDGE e HSDPA (3G)
Câmeras: uma de 3 MP para fotos e vídeos e uma frontal VGA para conferência
Conectividade: bluetooth, wi-fi, mini-USB e TV Out / saída VGA para monitores, datashow, etc, com cabo incluso
GPS
Tela de 5'' touchscreen com teclado destacável que também fecha-se e “gruda” protegendo a tela
Acompanha ainda: Case de couro, película, CD com trial do Outlook 2007 (não gostei disso!), CD com softwares, cabo VGA / TV, fone de ouvido (estéreo padrão e de ótima qualidade)

Tela

A tela, enorme, brilhante e VGA, é a principal atração do Advantage. Junto com o teclado, tornam o dispositivo quase um Ultra Mobile PC - mas rodando Windows Mobile! A versão que vem nele é a 5, com alguns adicionais interessantes, que tratarei na 2ª parte desse review, quando falar das ferramentas e aplicativos.

A principal vantagem do Advantage sobre um UMPC é a rapidez – apertou o botão, ligou, está pronto para usar. Além disso, pode ser dispensar o celular em viagens. A área de trabalho clean também ajuda. Quanto menor a tela do UMPC, mais complicado fica visualizar todos aqueles ícones, janelas, bandeja do sistema, barra de tarefas... e ver planilhas nessa tela, então?

Graças ao conforto visual, passei a editar planilhas, coisa que não conseguia fazer na tela minúscula e QVGA do S200. Usava mais para visualizar mesmo. Também passei a usar o transcriber, um recurso que até então nunca me animei a usar. Quanto mais área de escrita, maior o conforto de se escrever nela e de se ver o que está se escrevendo!

Teclado e case

Não é um teclado convencional, como os de notebook, mas dá para escrever confortavelmente. Os botões são compridos, não tem como pressionar o do lado por acidente. A acentuação também é simples, não há segredos. Só senti falta de uma retroiluminação para ambientes escuros. A tela ilumina um pouco, mas não é suficiente.

Quando a tela está na vertical, basta encaixar o teclado por baixo – ele é preso por imã! - que ela horizontaliza automaticamente. Aliás, a superfície do X7500 é toda imantada. Ao fechá-lo na case, como um livro, o imã do teclado se prede ao imã das bordas da tela e ele fica firmemente fechado. A parte do PDA tem um reforço para fixação nas bordas, por encaixe. Não há perigo dele cair.

Achei genial ele já acompanhar uma película. Saiu da caixa, é a primeira coisa que devemos fazer com aparelhos touchscreen. Não é grande coisa como película, mas o importante é que você mantém a tela do Advantage virgem sempre.

A case, de couro, é muito bem feita, e o tornam perfeito para trabalho. Como um pequeno livro. E mesmo com o teclado encaixado, não é preciso removê-lo da capa. Ele parece grande, mas pelas fotos acima, dá para notar que ele é menor que um daqueles cadernos pequenos.

* * *

Na continuação do review, falarei da câmera, das ferramentas e aplicativos.

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escrito por Bia Kunze em Reviews às 01:01 PM | Comentários (12) | Citações

junho 10, 2007

Review: Solio, carregador universal híbrido

Carregador universal de verdade, só se for à base de energia solar. E, a não ser que você more numa cidade que quase nunca vê sol (como Curitiba, hehehe) o Solio pode ser uma ótima e prática solução para quem transporta muitos gadgets todo dia.

O leitor Igor Luiz testou um e nos dá o seu parecer aqui no blog.

* * *

"Esses dias me deparei com o que muitos podem considerar o carregador dos sonhos: o Solio! O equipamento é de um cliente que ganhou de presente e me pediu que avaliasse. O Solio é um carregador “universal” que tem como fonte primária a energia solar (mas que também pode ser carregado via elétrica -da tomada mesmo).

Ele funciona como uma espécie de fonte genérica. Exposto ao sol ou plugado em uma tomada ele pode carregar os mais diversos dispositivos: celular, ipod, gps, pda, câmera digital, dispositivos carregados através de USB, etc... A conexão com os dispositivos é feita através de uma gama de conectores que acompanham o equipamento.

O Solio possui ainda uma bateria interna, servindo como reserva para casos na falta do sol ou de uma tomada por perto. É uma mão na roda para acampamento, viagens longas, ou até mesmo alpinistas, como se pode ver sugerido no site do fabricante, www.solio.com

Mas um grande grupo que tem ele como sonho de consumo somos nós: fanáticos por gadgets! Quem não sofre com o monte de carregadores que precisa levar em uma viagem, ou até mesmo no dia? Em um exemplo genérico: celular, pda, câmera digital e ipod. Só ai são quatro! Agora imagina poder ter um tudo em 1, e ainda mais sendo carregador solar, e pra completar tendo uma bateria interna com reserva de carga. Fabuloso!

Algo que achei extremamente simples, mas bem eficiente, foi a forma de leitura do status do equipamento. Tudo é feito através de um led / botão. Para verificar o status da carga da bateria interna, basta pressionar o botão e ele vai piscar verde:

1x = 25% de carga
2x = 50% de carga
3x = 75% de carga
4x = 100% de carga

Para iniciar a carga de um dispositivo, basta plugar o dispositivo e pressionar o botão uma vez, ele vai responder com status da carga, e depois de alguns segundos(após – não sei como – negociar qual a saída de energia a ser fornecida ao dipositivo) começar a piscar em verde, bem leve, indicando o carregamento. Quando está captando energia, tanto pelas células solares ou pela tomada, o led fica aceso em vermelho.

Para carregar a bateria interna do Solio através de energia solar leva-se de 8 a 10 horas aproximadamente. Na tomada leva-se aproximadamente 6 horas.Carregando através da energia solar, um celular ligado ao Solio por 60 minutos, vai dar uma carga no dispositivo referente a 10 minutos de conversação ou 4 horas de standby. Como o próprio manual assume, esses valores são altamente variáveis de aparelho para aparelho.

Carregar um aparelho a partir do Solio com sua bateria interna cheia, leva o mesmo tempo que levaria para carregar normalmente esse dispositivo usando sua fonte original na tomada elétrica.

É claro que ao ver aquele monte de conectores e cabos saindo da caixa, a primeira impressão que se tem é que é melhor levar cada um dos meus carregadores mesmo, mas devemos lembrar que o conteúdo da caixa é para cobrir uma vasta gama de dispositivos. E a combinação que você carrega esses dispositivos na sua rotina pode variar. Veja o exemplo ao lado: um kit básico sugerido com: um conector para um celular nokia, um para celular motorola, e um adaptador mini-usb, para carregar o pda por exemplo. Agora além do detalhe de ser mais prático e reduzido do que levar cada um dos carregadores, lembre-se também que você não precisa de tomada! Fantástico, não?

Quanto ao preço, no site do fabricante ele está sendo vendido por U$ 99. Para quem tem a necessidade, que vê a aplicação válida no seu dia-a-dia, eu diria que o valor está justo.

Bem, é isso. Pra finalizar seguem especificações técnicas e algumas fotos pra degustar."

Especificações técnicas:
Saída: 4 - 12 volts, 0 - 1 Amp
Saída do painel solar: 165 mA @ 6 volts
Bateria interna: Recarregável 3.6 volt, 1600 mAh Lithium Íon
Dimensões: 120 mm x 65 mm x 33 mm (quando fechado)
Peso: 165 g

Fotos - clique para ampliá-las:

Para quem quiser em contato com o leitor Igor Luiz, o e-mail dele é igorluiz arroba magiclink.com.br

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escrito por Bia Kunze em Acessórios às 06:42 PM | Comentários (8) | Citações

março 07, 2007

CNN Mobile: não é mais um portal espremido no celular

Recentemente estreou o portal móvel da CNN, o CNN Mobile. Ao contrário do que muitos podem pensar, não se trata de uma adaptação do site do tradicional canal de notíciais. É um portal móvel criado exclusivamente para acesso através de celulares e outros dispositivos móveis.

A fim de ficar adequado à telinha dos celulares e consumir o mínimo de banda possível, os textos das notícias são mais sucintos, as imagens são readequadas e os vídeos para download podem ser baixados e vistos em qualquer aparelho. Alíás, o vídeo é o que mais chama a atenção. São atualizados de hora em hora e, com a duração de dois minutos, resumem as notícias mais quentes do momento. São disponibilizados no formato 3gp e têm entre 500 e 600 KB.

Naveguei entre as seções, baixei vídeos e adorei. Tudo é muito rápido, a navegação é instantênea e a leitura é prazeirosa, sempre focada no usuário em trânsito, até na relevância das noticias selecionadas. Além dos textos e vídeos, dá para ler os blogs dos correspondentes internacionais, ver a previsão do tempo em mais de 1000 cidades do mundo e, para quem mora nos EUA, receber alertas por SMS. Mas não há notícias brasileiras. O portal é da CNN International, ou seja, fortemente focado em política e com grande destaque para eventos dos EUA em geral.

Diariamente são publicadas cerca de 120 notícias, que ficam arquivadas por 14 dias, todas com ilustrações ampliáveis. A busca é rápida e eficiente. Sem dúvida, um excelente trabalho da equipe da CNN, como sempre provando estar na ponta quando se trata de jornalismo.

O futuro é esse mesmo. Vanguardistas como a CNN e o New Tork Times hoje são referência para todas as empresas jornalísitcas do mundo. Podem notar: iniciativas em comunicação e novas mídias sempre começam por elas antes do resto do mundo aderir. Mas demora. No Brasil, mais ainda. Curitiba então... Aliás, isso tem um pouco a ver com o motivo da minha mudança para São Paulo, mas isso discutirei num post especial, em breve.

Acessem o portal móvel da CNN em www.cnnmobile.com

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escrito por Bia Kunze em Celular às 11:35 AM | Comentários (3) | Citações

março 05, 2007

Mini-review: Motofone F3


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Estou há dois dias com um Motofone F3. Ele é tão básico que já é suficiente para fazer um mini-review.

O que o bichinho não tem de função, tem de apelido. Vocês nem imaginam o que tenho ouvido de gozação, tipo "a Garota Sem Fio está com um celular pé-de-boi". Já chamaram o meu F3 de "Celular de Mostruário", "Pé-de-Boi", "MotoPaia", "Stupidphone" e, o meu favorito, "MotoVô". Sim, MotoVô, porque ele é sob medida para usuários da terceira idade, em especial os com problema de visão e audição: é leve, fino, tem um visor enorme (monocromático, que funciona sob a luz do sol, com fontes BEM grandes) e faz barulho pra dedéu. E para os que tem problema de memória e esquecem de carregar a bateria, a autonomia do F3 é enorme, pelo que dizem. Uns 10 dias. Vamos ver quando será a próxima recarga, também estou curiosa.

No item funções, uma agenda de contatos bem básica, histórico de chamadas, SMS, despertador e configurador de data e hora. E só. Ah, ele tem um menu de ajuda falado. Sim, você navega pelas funções e o celular explica o que cada uma faz. Porém, ler SMS ou qualquer outra coisa nele é horrível. Uma palavra de cada vez, pois as fontes são gigantescas. E as fontes são aquelas de relógio digital. Seu avô lê e manda SMS? Seria bom se o celular também lesse os SMS para você, hehehe.

Mas o motivo de eu estar com o MotoVô é outro: o preço. Eu preciso de um aparelho para que meu novo chip com DDD 011 fique ativo direto para receber chamadas, independente de eu estar em Curitiba ou São Paulo. Nada mais que isso. Portanto, fui na escolha mais barata: optei pelo F3 da Claro, que me custou módicos R$ 99 no pré-pago.

No post em que falei que celular barato não precisa ser um lixo, falei que o F3 é um aparelho espartano até a medula. Mas não é de mau gosto. O design é bonitinho, a la RAZR. A fonte dele é bem pequeninha. O sinal pega muito bem. E ele vem numa latinha charmosa. Restrições em custo de produção não equivalem a feiúra. Ponto para a Motorola.

Os nerds e tecnotarados criariam urticária com meu MotoVô. Alguns que encontrei ontem e hoje tiveram um faniquito, dizendo que enlouqueci. Mas vão por mim: é o companheiro ideal para baladas e outros eventos etílicos. Ou para dar para seu avô de presente...

Por que escolhi o da Claro? Bem, é a empresa onde atualmente tenho conta corporativa. Futuramente, caso eu queira transformar esse número em pós-pago e mudar meu plano de dados ilimitado para ele, não terei dores de cabeça. Mas o F3 também está disponível pela Vivo GSM.

Estou falando demais, não? No decorrer da semana conto melhor sobre as mudanças radicais na minha vida... e... o... casamento...

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escrito por Bia Kunze em Celular às 05:25 PM | Comentários (54) | Citações

fevereiro 21, 2007

Mini-review: Samsung i321

Eu falei muito bem do MotoQ em seu review, publicado em dezembro. Fiquei muito impressionada naquele que foi o meu primeiro contato com um smartphone rodando o sistema Windows Mobile for Smartphones. Agora chegou a vez de avaliar um aparelho desses que funcione em redes GSM. E a novidade que a TIM trouxe é o Samsung i321.

O SGH-i325N, ou Samsung i321 é exclusividade brasileira. Lá fora seu modelo correspondente é o SGH-i320N (ou simplesmente Samsung i320). Fisicamente são praticamente idênticos, com algumas poucas melhorias do i321 em autonomia de bateria (algo que infelizmente não pude avaliar).

Perfil do usuário de Windows Mobile for Smartphones

Hoje há cada vez mais gente interessada em smartphones, mas muitos se frustram ou se confundem com o excesso de funções de um Windows Mobile ou um Palm OS, principalmente com a tela sensível ao toque. A maioria desses usuários busca apenas um celular mais esperto, porém que continue simples, intuitivo e principalmente, pequeno e leve como os aparelhos "normais". Um Qtek ou um Treo definitivamente não combina com esse tipo de usuário.

Prova do sucesso desse sistema operacional é a grande procura no exterior por aparelhos como o Samsung Blackjack, o T-Mobile Dash e o Motorola Q.

Até então só tínhamos o Symbian para satisfazer tal público. Agora com o Windows Mobile for Smartphones, um novo leque de possibilidades se abre para um público bem definido. O sistema é rápido, estável e muito, mas muito intuitivo mesmo, uma vez que todo mundo conhece o "jeito Windows" de se acessar arquivos, pastas e programas.

Tenho percebido que, entre as dezenas de pessoas que me escrevem toda semana querendo colocar mais mobilidade em sua vida profissional, o usuário dinâmico, que se desloca muito e exerce suas atividades profissionais em notebooks, é o que mais se adequa ao Windows Mobile for Smartphones. O perfil desse pessoal é mais ou menos assim:

1. Querem um smartphone que seja o mais leve possível, pois já carregam muita "tralha" no dia-a-dia, e que não seja tão largo como os Blackberry ou Nokia série E.
2. Que possibilite gerenciamento de emails de forma fácil. Navegação é mais eventual, só para emergências ou pesquisas rápidas.
3. Não querem aprender a escrever diretamente na tela e preferem teclado QWERTY. Os botões físicos possibilitam escrita com uma só mão, de forma mais ágil que os Symbian sem esse teclado.
4. Não se importam com a não-edição de documentos Office, pois preferem fazê-la em seus notebooks. Um visualizador de boa qualidade é fundamental para checar o conteúdo desses documentos tão logo eles adentrem o inbox.
5. É fundamental que esse smartphone funcione como um modem ao ser ligado ao notebook. Assim, para facilitar a vida e otimizar o desempenho, é importante que esse smartphone tenha porta mini-USB, bluetooth (caso o notebook também tenha) e possua EDGE (no caso dos GSM) ou EVDO (nos CDMA).
6. A presença de wi-fi não é crucial. Tais usuários não querem depender de hotspots, preferem uma conexão de dados sempre presente. Portanto, costumam adquirir um plano de dados com a operadora.

Análise do i321N

Ao retirá-lo da caixa, o primeiro "oooh!" vem na hora que se constata e finurinha do aparelho. Ele é muito fininho, tal como o MotoQ, mas um pouquinho mais estreito. Pode agradar em cheio aqueles que gostam do E62 e E62 da Nokia, mas os acham muito largos. E o danado é muito leve *mesmo*. Pesa apenas 95g. Compará-lo com o supernutrido N80, por exemplo, é covardia:

Não tem cabo miniUSB como o MotoQ, é cabo proprietário. O fone de ouvido usa conector proprietário também. Não gostei muito do botão direcional e do tecladinho. Mesmo sendo suspeita para falar de teclados QWERTY, ainda acho o do MotoQ melhor, com teclas mais altas e um pouco mais afastadas. Quem tem dedos mais grossos pode sofrer um pouco, mas isso vai do gosto e da habilidade do usuário. Eu, particularmente, acredito que um botãozinho estilo joystick é mais interessante nesses dispositivos sem tela sensível ao toque.

A tela QVGA é excelente! Muito nítida e brilhante. O SO rápido, muito ágil. O padrão de expansão é microSD, mas na caixa não vem cartão incluído. Que pena. Não pude testar a autonomia de bateria, pois não fiquei com o aparelho tempo suficiente para tal, mas nos fóruns dizem que não é grande coisa. Ele tem uma câmera de 1.3 MP, mas não espere grande coisa dela também. Tosquinha, serve só para brincar mesmo.

Em termos de sistema operacional, tudo nele funciona como no MotoQ - sugiro que vejam os detalhes aqui. A base de softwares para esse sistema está crescendo bastante, e, ainda que só seja possível visualizar arquivos Office nele, a Dataviz já oferece o Documents To Go como alternativa, por U$ 30.

Vale lembrar que usar o Skype no i321 dependerá da velocidade da rede de dados da sua operadora GSM. O ideal é usar EDGE, mas ainda assim, o resultado não é totalmente satisfatório. O mesmo vale para o MotoQ: VoIP nele é uma delícia sob a rede EVDO, mas em 1xRTT temos resultados semelhantes ao EDGE.

Gostaria de ficar com esse aparelho um pouco mais de tempo para fazer uma análise mais profunda, não só dele mas também do sistema Windows Mobile for Smartphones, que, como já falei aqui, considero muito promissor. Conversarei com o pessoal da TIM e pretendo ter um desses em definitivo comigo. Mas em primeira instância, aprovei o i321. É uma excelente escolha para quem quer um celular inteligente sem ter que apelar para PDAphones mais trambolhudos. O i321 pode conviver no seu dia-a-dia substituindo seu celular, sem pesar no bolso.

E quando digo sem pesar no bolso, falo tanto no sentido literal como no figurado. Além da TIM, a Claro recém colocou esse aparelho em seu catálogo de smartphones também. Comprando-o com um plano de minutos e de dados, dá para conseguir um bom desconto, conseguindo por R$ 600 ou R$ 700. O aparelho avulso e desbloqueado também já chegou em várias lojas online, mas obviamente aí é bem mais caro.

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escrito por Bia Kunze em Reviews às 11:21 AM | Comentários (108) | Citações

janeiro 23, 2007

Mini-review: Motorola A1200i (MotoMing)

O smartphone Motorola A1200i é um aparelho PDA + celular que funciona com sistema operacional aberto, baseado em Linux. O aparelho hoje é promovido pela Motorola com grande hype em cima de executivos e descolados em geral: além de ter sido um dos prêmios do vencedor do reality show "O Aprendiz 3", o gadget ganhou estandes com destaque nos atuais eventos de moda no RJ e SP.

Para começar, é preciso ter em mente que há dois modelos semelhantes: o A1200 é chinês. O A1200i é o modelo internacional, vendido agora nos demais países do mundo. Em princípio o A1200 só funciona com a ROM original, não podendo funcionar com outros idiomas. Já o A1200i é mais versátil nesse sentido, e, segundo a Motorola, é esse o modelo que está sendo vendido no Brasil agora, tanto pela Claro (ver detalhes) como pela TIM . E que tem chamado muito a atenção de clientes e usuários pela beleza, tamanho reduzido sem detrimento de visibilidade de tela e leveza (pesa só 120g).

A Motorola o apresenta como MotoTask no seu site, nome de batismo dele no Brasil, mas na caixa vendida aqui, mesmo com os manuais em português, vem escrito MotoMing, nome do seu similar chinês. Estranho, não?

Falando em design, o pessoal do Fashion Rio concorda que o A1200i é um smartphone top model, mas não é anoréxico: têm tela sensível ao toque de 320 x 240 pixels, slot para cartão miniSD, câmera de 2 MP com flash, macro e OCR (falarei disso mais adiante) e o mais surpreendente: dois processadores. Um é para as tarefas de básicas de telefonia e dados, o outro é dedicado à multimídia e execução de programas. Graças a isso, dá para trabalhar em ambiente multitarefa com conforto.

A interface é muito bonita, a tela é linda, mas aos não iniciados, perambular pelos menus e configurações pode ser confuso no início. Habituar-se, porém, é questão de tempo. Há muitas opções escondidas e os ícones de serviços infelizmente são minúsculos, então às vezes é preciso dar muitos "taps" para se chegar a algum lugar.

Com as medidas 95,7 x 51,7 x 21,5 mm (comprimento, largura, espessura), vejam que ele cabe certinho na palma da minha mão. Reforçando que minhas mãozinhas são pequenas! A empunhadura é gostosa, pois as laterais são emborrachadas. Cabe num bolso de camisa e não incomoda, pois além de pequeno, ele é relativamente fino:

Ele não tem tecladinho QWERTY (aleluia!), apenas um teclado acionado virtualmente na tela sensível ao toque. Também dá para usar o sistema de reconhecimento de caracteres, mas comigo não funcionou direito.

A tela é protegida por uma tampa de acrílico transparente, bem bonita, mas que me deu a impressão que deve riscar e trincar fácil... é importante usá-lo numa capa sempre. Ele acompanha uma capinha daquelas de se prender no cinto. Ele também acompanha cabo de sincronismo USB e um cartão miniSD de 128 MB que não dá para nada, ainda mais se você for desfrutar das funções multimídia do bicho. Do outro lado tem os encaixes de fones de ouvido e mini-USB.

Na frente ele tem os tradicionais botões de "ligar" e "finalizar", além de um joystick pequeno, meio afundado, chato e difícil de manusear. Odiei. Na lateral esquerda tem 3 botões: quando o flip está aberto, eles alternam entre as funções de perfil de toques (normal, silencioso etc). Quando está fechado, abrem o MP3 player, a câmera e o log de chamadas. Com o MP3 player ativo e rodando, esses 3 botões avançam, retrocedem ou pausam o tocador. Bem legal e prático.

Entre as funções nativas do aparelho, temos e-mail, agenda, contatos, notas e tarefas, que sincronizam nativamente com o Outlook. Mas de modo geral, elas funcionam de uma maneira bem básica. São inferiores em recursos a seus similares nos Palms e Pocket PCs. Ele possui ainda um programa visualizador, que serve para fotos, PDFs e documentos Office. Não há modo de edição, e mesmo o visualizador sozinho é bem fraco.


Browser: Opera

O programa de e-mail é ridículo. Só tem o básico do básico para gerenciamento de mensagens. Quem precisa manipular uma quantidade grande de e-mails vai sofrer. Em compensação, o browser é de-li-ci-o-so.

Lamentei, e MUITO, a ausência de EDGE no aparelhinho. Depois, para minha grande surpresa, descobri fuçando os menus que o browser é uma versão do Opera para a Motorola. Só podia, né? O melhor browser para dispositivos móveis não iria me decepcionar no A1200i! Só achei engraçado o fato de colocarem um software de código fechado, e não open-source, como o sistema geral. Depois tive a mesma constatação nas aplicações multimídias: o aplicativo é o RealPlayer! A qualidade do áudio e vídeo é razoável, mas há uma limitação de formatos compatíveis. Talvez futuros firmwares resolvam essa questão, o que é uma pena um hardware tão legal com softwares tão fracos...

Mais uma coisa chata: a autonomia da bateria é pífia. Há um consenso nesse quesito entre os usuários. Prepare-se para levar o carregador junto na pasta, especialmente se você usar bastante as funções de PDA e navegação.

Outra maravilhosa surpresa no MotoMing: a câmera com OCR. Posicionada por trás do aparelho, aciona-se uma travinha para ativar a função macro, focaliza-se um cartão de visitas na área da tela delineada em vermelho, fotografa-se e... instantaneamente os dados são escaneados, os caracteres reconhecidos e salvos nos contatos.

Simplesmente impressionante: ele salva o nome no campo nome, os telefones nos campos de telefones, endereços nos campos de endereços, e-mails nos campos de e-mails... tudo de forma automática. É de cair o queixo.

As fotos são feitas na resolução de 2 MP, e, como eu disse antes, tem modo macro. Para quem gosta de brincar com as imagens, ele vem com um mini-aplicativo para edição de imagens, que faz aquelas brincadeirinhas comuns com cores, brilho, contraste etc. Tem mais: O MotoMing ainda tem Rádio FM, bluetooth, gravador de voz e chamadas, comando de voz e Java.

Agora vem o grande ponto fraco do bichinho: onde arranjar softwares para instalar nele?

Mas é aí que reside o diferencial dos sistemas open-source. Se o aparelho vingar, é bem possível que apareçam usuários e desenvolvedores incrementando as bibliotecas de software para ele. Mas por enquanto, nesse quesito, ele poderá frustrar um pouco os executivos e descolados a quem ele se destina. Um belo hardware não é nada sem software, sem utilidade prática. Já falei que o aplicativo de email é mídia são apenas medianos, uma pena, ainda mais com chip dedicado para multimídia. Estamos à mercê de atualizações de firmware e desenvolvimento de aplicativos... É esperar para ver.

Assim, leitores, proprietários de A1200i e entusiastas de plataformas abertas, deixo os comentários desse post em aberto para que vocês deixem sugestões de aplicativos, links e novidades para os usuários desse gadget. O sucesso dele dependerá da comunidade. Hoje, do jeito que ele vem, infelizmente eu não compraria um, justamente pela falta de ferramentas de produtividade essenciais para o meu ritmo de trabalho.

Mais uma vez, super obrigada ao Eduardo da Cerenatel pelo aparelho para testes.

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escrito por Bia Kunze em Reviews às 04:29 PM | Comentários (151) | Citações

janeiro 15, 2007

Minha análise do iPhone

Passada e euforia e o deslumbramento em torno do iPhone da Apple, é hora de avaliar os produto com os pés no chão. A seguir, minha opinião pessoal sobre o novo dispositivo.

Análise técnica

A menina dos olhos de Steve Jobs, sob o ponto de vista técnico, não é um produto inovador. O iPhone não faz nada que os melhores smartphones existentes no mercado já não façam: e-mails com tecnologia Push, navegação, VoIP, aplicações de escritório, bancos de dados, música, vídeos, streaming.

Por definição, um smartphone seria um celular com funções de PDA, rodando um sistema operacional que permite personalização e instalação de programas. Sob essa definição, o iPhone não é um smartphone, mas um celular turbinado com multimídia.

O iPhone rodará o OS X, mas ninguém sabe ainda quais as possibilidades e limitações do sistema operacional, uma vez que não é o mesmo OS X dos Macs.

O mais legal do celular da Apple é, sem dúvida, o teclado virtual. Porém, assistindo ao keynote, ele ainda pareceu pouco eficiente, com demora na reposta e problemas de calibragem. Os engenheiros precisarão voltar à prancheta e melhorar isso. Mas a ausência de um teclado tradicional segue piamente o princípio-mor da empresa, que é a beleza estética. O iPhone é bonito, clean, leve e fininho. E isso será o motivo número 1 para o entusiasmo do público, seja os já fãs e usuários como os prováveis novos clientes.

Do meu ponto de vista, porém, acho que a falta mais sentida é a ausência do 3G. As redes de altíssima velocidade estão em franca expansão nos EUA e Europa. Planos de dados estão batendo recordes de venda, provando que as pessoas estão descobrindo as maravilhas da internet móvel. A Apple está em tempo ainda de reverter isso, embora eu ache difícil. Será que os usuários do iPhone necessitariam de tanta velocidade? Nesses casos, será que o wi-fi já não seria suficiente?

Enfim, o iPhone não é uma ameaça aos Blackberries, Windows Mobile e Symbians. O profissional móvel não é o público-alvo da Apple.

Análise social

Quem é o público alvo do iPhone? São os usuários de iPod e celular. Muitos usuários de iPod são fãs do aparelho, ouvem (ou assistem) muito conteúdo ao longo do dia e o carregam o tempo todo com eles, junto com o celular. Assim, com a comvergência, o usuário não precisará mais carregar os dois dispositivos. Além disso, o iPhone trará os benefícios mais comuns que se pode usufruir a partir da conexão de dados das operadoras: e-mail e navegação, mas tudo de uma maneira bem básica. O caráter multimídia do aparelho, contudo, não irá usufrir dessa conectividade. Música e vídeo não poderão ser baixados de forma remota, tampouco compartilhados. Pelo menos por enquanto. Como a Apple não fornece informações mais aprofundadas sobre essas funções do iPhone, é impossível atestar isso com certeza.

E quem são os usuários de iPod e celular, hoje? Basicamente o público jovem, ávido por entretenimento móvel e comunicação. As redes de relacionamento, tão populares na web hoje, comprovam a necessidade desse público de se relacionar com sua “tribo”, tanto no mundo real quanto no virtual. Os jovens hoje são viciados em música e vídeos. E celular, para voz, SMS e fotos. O iPhone acerta em cheio nesse sentido. Sem dúvida houve um estudo muito bem feito para que o produto fosse focado 100% em seu público alvo. O iPhone poderia muito bem se chamado de iTeen...

E quanto às aplicações de escritório, banco de dados e VoIP? E as redes 3G, de altíssima velocidade? Possivelmente ficariam subutilizadas no iPhone. O celular da Apple é voltado para o entretenimento, e não para a produtividade. Para e-mails e navegação, 3G não é crucial.

Reforça-se esse perfil do aparelho analisando a estratégia de investimento em conteúdo multimídia sob demanda. A iTunes Store se transformou numa grande loja de conteúdo audiovisual. O reflexo disso se vê, de cara, na mudança de nome da empresa: Apple Computer se transformou em Apple Inc. As parcerias com gravadoras, emissoras de TV e estúdios de cinema só tendem a aumentar. A RIAA tem que agradecer todos os dias por a Apple existir, senão todas as gravadoras já estariam mortas e enterradas.

Sob o ponto de vista social, portanto, o iPhone significa sim, uma revolução. E acho que esse é o ponto mais importante do aparelho, o responsável pela euforia que a mídia viveu na última semana, desde o seu anúncio. O iPhone já é um sucesso antes mesmo de entrar na linha de produção.

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escrito por Bia Kunze em Mac Sem Fio às 09:43 AM | Comentários (20) | Citações

janeiro 04, 2007

Análise: lojas de música online

Quem nunca baixou música via redes P2P ou bitorrents que atire o primeiro iPod. As gravadoras e a RIAA dizem que isso é feio, que você será processado e irá arder nas profundezas dos infernos. Acho que praga de gravadora não mete medo em ninguém, pois as redes de troca de arquivo continuam firmes como a principal forma de se obter música digital hoje.

Mas suponhamos que de uma hora para a outra todos os brasileiros ficassem bonzinhos e resolvessem comprar música digital de maneira legal... A experiência seria agradável ou frustrante? Testei as principais lojas online do país e resolvi contar aqui minha experiência, que, por enquanto, é inédita na blogosfera brasileira.

Sonora

De todas, a loja do Terra é a única que naveguei, fucei bastante mas não tive coragem sequer de abrir uma conta. O acervo é muito, mas muito fraquinho mesmo. Corria o risco de empacar dinheiro lá, pois há um valor mínimo de créditos e não aproveitaria muita coisa. E como dinheiro não nasce em árvore, optei pela UOL Megastore, que pelo menos tinha algumas coisas que eu curtia.


UOL Megastore

Em princípio só estava disponível para clientes do UOL. Hoje, qualquer um pode comprar lá e ganhar um e-mail UOL de lambuja. Como sou assinante, foi fácil e rápido criar minha continha. Vasculhei o acervo, achei algumas coisas legais e arrisquei a compra de R$ 10.

O acervo é melhor que o do Terra. Mas em se tratando de músicas nacionais, vejam que ironia, é uma lástima. Das minhas bandas favoritas, Titãs e Paralamas, não tinha quase nada. Só algumas poucas faixas, de CDs bem antigos. Nem "Epitáfio", uma música tão conhecida e premiada, tinha. Para quem gosta de músicas ou bandas mais da moda, com sucessos que tocam em novela e tal, é uma boa. Infelizmente não foi o meu caso. Baixei só 3 músicas. Meus créditos continuam lá até hoje e não tenho onde gastá-los.

Cada música tem 5 licenças, ou seja, podem ser reproduzidas em 5 computadores / dispositivos diferentes. Como o formato é WMA e o DRM é da Microsoft, a transferência das músicas para MP3 players só pode ser feita através do Windows Media Player. E o número de transferências infelizmente também é limitado. Se você tem um tocador portátil de baixa capacidade e toda hora tira e coloca músicas novas, chegará uma hora que não conseguirá mais transferi-las do PC. Grrrr...

Vale lembrar que não basta que o MP3 player portátil (ou Palm, ou PPC, ou celular) seja compatível com WMA simplesmente. Ele precisa aceitar arquivos WMA que exigem licença de uso.

O UOL usa um "artifício" para convencer os donos de iPod e outros players não-compatíveis a comprar lá. Eles recomendam que se crie um CD de áudio com as músicas baixadas, e depois se ripe esse CD no iTunes. Funciona, mas vale lembrar que tal processo implica em perda de qualidade. Tudo bem, é melhor do que nada...

O GRANDE problema do UOL são os preços. Tudo por faixa, R$ 2,49, mas não há preços específicos para a compra de um álbum inteiro. Resultado: CDs que nas lojas "normais" custam R$ 30 saem por R$ 50 ou R$ 60 na loja do UOL. Fala sério!

E como sempre, temos o maldito DRM da Microsoft enchendo o saco. Se você ouve suas músicas sempre no mesmo PC, só coloca login e senha do UOL na primeira reprodução. Mas no Pocket PC, o lazarento do Windows Media Player pede login e senha o tempo todo, obrigando a pessoa a estar com o PDA conectado à web. Haaaaaaaja paciência!

iMusica

A primeira loja onde criei conta, e isso já tem quase dois anos, creio. A iMusica foi a primeira loja brasileira de música online. Mas a experiência foi tão ruim que nunca mais acessei desde então.

O esquema é o mesmo de sempre. Você define seu saldo disponível na loja através de uma compra com cartão de crédito, e imediatamente baixa as músicas, que variam bastante de preço. Álbuns podem sair por preços de CDs normais, às vezes até mais. O formato é WMA, com licença de uso em até 2 máquinas diferentes. Não me importei muito com isso, pois pretendia ouvir as músicas no meu PC e no meu PDA, na época um Dell Axim x50v. Pronto, as duas licenças estavam gastas.

Pouco tempo depois, vendi meu PC e comprei um notebook. E troquei de PDA. As licenças não foram mais reconhecidas. Fiquei furiosa. Teria que comprar as mesmas músicas de novo. Tudo bem, eu ainda tinha créditos lá. Voltei à loja. Para minha surpresa, os créditos em reais que eu tinha... expiraram! Inacreditável... ele definiam até quando eu podia gastar meu próprio dinheiro! Achei o fim. Fechei a conta e nunca mais voltei.

Hoje a iMusica está ligada ao Yahoo! Music Brasil. Justamente pelo tempo de estrada, é a que tem maior acervo hoje, além de audiobooks e ringtones para celular. Espero que tenham melhorado, mas eu dispenso.


Allofmp3

Que maravilha! Acervo vasto e invejável, preços mais que convidativos, músicas de boa qualidade e sem DRM algum: arquivos limpinhos da silva. Só tem um problema: o site, hospedado na rússia, é legal apenas na rússia. O preço não é por faixa, é de acordo com o tamanho do arquivo. Assim, há músicas que podem sair a 8 ou 10 centavos de dólar cada! Os administradores do site dizem que recolhem os direitos sobre as obras. Certo, vamos fingir que acreditamos.

A RIAA está processando o Allofmp3 em U$ 1,65 trilhão. Não, não é uma piada, o valor é esse mesmo. Então tá, sabemos que a tal loja é mafiosa, mas a RIAA parece que também não gosta de ser levada a sério. Bem, depois do imbróglio jurídico, o site até pode sair do ar. Mas logo ele ganharia casa nova, hospedado no Cazaquistão ou outro país qualquer...

Como eu estava com um cartão de crédito que ia cancelar, corri o risco e comprei U$ 10 de crédito para testar. Foi um desbunde, baixei muita coisa que não achei em nenhum outro lugar, como álbuns de bandas de metal suecas e finlandesas, não muito conhecidas. Graças ao sistema de pagamento por MB, é possível comprar álbuns inteiros com faixas a 192 kbps por 4 dólares.

Vejam bem: o site é ilegal, mesmo assim é a segunda loja que mais vende música no mundo, perdendo só para a loja da Apple. O que prova que tem muita gente disposta a pagar por música, desde que possam usá-la como bem entenderem, sem DRM e outras restrições.

Logo depois de um tempo o e-mail exclusivo que criei para a conta na loja começou a receber spam de pornografia, às toneladas. Ok, ok, valeu o teste, mas chega. Usei meus créditos, fechei a conta e cancelei o cartão de crédito. Depois dessa, alguém ainda confia em site russo?


iTunes Store

A loja da Apple, a mais famosa e bem-sucedida do mundo, ainda não é para o bico dos brazucas. É preciso ter um cartão de crédito domiciliado nos EUA. Consegui criar minha conta lá depois que um amigo me presenteou com um crédito de U$ 0,99, o suficiente para abrir uma conta, já que você precisaria dela para adquirir uma faixa na loja. O objetivo, na verdade, era atualizar online as capinhas dos álbuns, privilégio só de quem tem conta lá.

Logo depois um outro amigo apareceu com um cartão pré-pago da loja e rachamos os créditos. Não foi muita coisa, mas o suficiente para adquirir algumas músicas e um episódio de seriado. A experiência foi muito boa. A loja é completíssima, maravilhosa. A compra é rápida e fácil, e num clique tudo está no iPod. Existe o DRM da Apple, claro. Mas tudo é tão idiot-proof que a gente até se esquece disso. E um iPod é tão versátil que a gente não só ouve com os foninhos, mas pluga ele no carro, no som da sala... sem se preocupar com licenças e afins.

Entender o sucesso da iTS é fácil. Não tem mistério nenhum. Comprar música lá é tão fácil quando mexer num iPod. A loja da Apple deve vir ao Brasil em 2007. Mas eu nem vou esperar. Na primeira oportunidade comprarei mais um cartão pré-pago deles!


MusiG

É a caçulinha das lojas de música online, estreou no final do mês passado. Não foge muito do padrão das demais: usa o DRM da Microsoft, mas com apenas 2 licenças de uso, ou seja, as faixas podem ser reproduzidas em no máximo 2 dispositivos diferentes. O preço é fixo: R$ 2,49 por música. Ao meu ver, acho que esse é mesmo o teto "aceitável" para o preço de uma música digital no país. Mas bem que poderia haver desconto na compra de álbuns completos.

Para se diferenciar das demais, o MusiG implementou um sistema de assinatura: por R$ 24,90 ao mês, o usuário pode ouvir as músicas do acervo da loja de qualquer PC, por streaming, criando suas próprias "rádios". As rádios ficam disponíveis para qualquer um que acessar o site, mas quem não é assinante só pode ouvir 30 segundos das músicas.

Também pode se usar o método "convencional": baixar as músicas e ouvi-las num MP3 player. Mas nesse caso, as faixas têm prazo de validade. Cancelando a assinatura, as músicas não terão mais como serem reproduzidas. O Zune Marketplace instituiu a mesma filosofia. É uma opção particularmente interessante para quem consome muito conteúdo musical. Uma assinatura pode ser mais interessante e mais econômica que comprar dezenas de CDs ao mês. Mas para o usuário normal pode soar chata a idéia de não ser "dono" de suas músicas.

Quanto ao Zune Marketplace, ele segue o padrão da iTS. Mas a Microsoft deu uma pisada na bola feia criando um segundo DRM, específico para a loja do Zune. Quer dizer: músicas prévias que você comprou em outras lojas, em WMA com o DRM da Microsoft, não funcionam no Zune. Não sei se já mudaram essa filosofia ou não, mas que é uma mancada, isso é...


Conclusão

Os brasileiros hoje não têm como comprar música legal de forma satisfatória e justa. Ponto. As restrições punem o correto, aquele que compra as músicas. Comprando música, você não tem o direito de definir como e onde ouvi-la. O número de aparelhos é limitado, o número de transferências é limitado... Conclusão: DRM é uma droga, o que já sabemos sem fazer teste algum. A única forma de abastecer um tocador de MP3 com música legal, com liberdade, seria ripar um CD comprado - mas a legislação brasileira diz que até isso é ilegal, embora todo mundo o faça...

Assim, fica fácil responder aquela pergunta clássica: será que os brasileiros que baixam música via P2P e torrents são todos bandidos ou vagabundos que não querem pagar pelo trabalho alheio? Depois desse meu texto, qualquer pessoa com um mínimo de inteligência perceberá que não. As redes de trocas de arquivos são a única opção para muita gente, independente do fator financeiro!

Há demanda para música legal, quando há maneiras de se obter tudo grátis na moleza? Sim, há gente disposta a pagar por música. Eu sou uma. Porém, o que eu quero é usar os meus arquivos da maneira que eu bem entender. Quero que a música que eu comprei toque no meu PC, no meu celular, no meu iPod, no meu carro, ou que eu possa gravar um CD com elas caso eu tenha um aparelho de som incompatível com MP3. Só isso.

As novas gerações nasceram praticamente inseridas da cultura do conteúdo sob demanda. Os velhos dinossauros da RIAA ainda não acordaram para a realidade. Por mais que se crie restrições, sempre haverá um jeito de quebrá-la, pois no mundo digital tudo é efêmero e hackeável.

A boa notícia é que parece haver uma luzinha no fim do túnel. Correm rumores que Amazon, MySpace, Emusic e Yahoo! Music pretendem lançar serviços de venda de músicas sem DRM, com promoções e outras facilidades de compra. Vale lembrar que o DRM não é culpa das lojas, mas das gravadoras detentoras dos direitos das canções. Há gravadoras que sequer querem seu acervo para venda online.

O caminho da democratização legalizada é a facilitação, o incentivo. Nesse ponto acho que a Apple, com a iTS, é a única loja que segue esse princípio, mesmo que suas vendas sejam restritas apenas a usuários de iPod e iTunes - o que é até motivo de processo. Se mesmo sendo um sistema "fechado" ela já é um sucesso, imagine se ela abrisse suas portas para qualquer tocador digital. Espero MESMO que ela venha ao Brasil esse ano!

Leia mais textos meus sobre DRM e música digital, aqui e aqui.

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escrito por Bia Kunze em Web às 09:55 AM | Comentários (36) | Citações

julho 25, 2006

Mini-review: Nokia 6111

Tive a chance de mexer num Nokia 6111 por alguns dias e resolvi fazer um mini-review. O Nokia 6111 é um bom aparelho e agrada diversos tipos de usuários, desde aqueles que não ligam muito para funcionalidades, até aqueles que querem um aparelho para diversão e multimídia. Agrada inclusive os querem um aparelho elegante e pequeno para conectar seus PDAs na web.

Apesar de pequenino e não ser um smartphone, o celular GSM Nokia 6111 surpreende. O dispositivo é leve e compacto, com o teclado escondidinho sob um slider. Apresenta ótimo gerenciamento de PIM, voice dial, roda aplicativos Java e tem excelente conectividade: bluetooth, IR e até USB. Acessa e-mails nos protocolos POP e IMAP e navega na web por GPRS e EDGE! Ou seja, agrada em cheio os usuários móveis, que podem conectá-lo em seus PDAs e notebooks e navegar.

Fora isso, ele agrada aos mais exigentes com um belo pacote de funções multimídia: tem push-to-talk, tocador de MP3 e AAC, rádio FM e uma ótima câmera com flash que faz fotos a 1 MP e videos em qualidade QCIF.

Não sou fã de cor-de-rosa, mas esse até que é bonitinho. Aqueles Motorolas v3 na cor pink sim, são quase um atentado à moral. Mesmo assim, o Nokia 6111 na versão preta é muito, muito mais bonito. A tela é nítida, de ótima qualidade, grande e espaçosa. Daí a sacada em se fazer um slider para esconder o teclado e manter o aparelho pequenino.

O 6111 é mesmo recomendadíssimo, e só fica devendo na expansão de memória. Internamente, ele vem com apenas 23 MB de espaço. Um slot para cartão é indispensável num aparelho com câmera de ótimo nível e tocador de MP3. Pisada de bola bem feia... Mas pelo preço, compensa - cheguei a ver por R$ 700 na versão pré-paga, mas quem fizer um plano pós pode conseguir um belo desconto.

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escrito por Bia Kunze em Celular às 03:54 PM | Comentários (151)

junho 14, 2006

Review: CIT200

Se você é um usuário viciado em Skype e deseja mais autonomia e liberdade de movimentos, fazendo e recebendo chamadas longe do computador, o CIT200 foi feito para você. É um 'Skypephone' simples de usar, sem 'nerdices', que funciona como um telefone sem fio comum. Pode ser usado por toda a família, conforme o review a seguir.

Por Erick Pessoa

Que a telefonia via internet veio para ficar, isso não há dúvida. Agora, para a tecnologia VoIP realmente "pegar" no grande público, algo tem que ser feito para que saia do computador e seja o mais fácil possivel de usar por todos. O primeiro passo está sendo dado com telefones Skype.

Para quem ainda não sabe, Skype é o sistema de comunicação que permite você conversar via voz, vídeo e texto com outras pessoas. Até aí nenhuma diferença do que o MSN faz, por exemplo, não é? O pulo do gato vem agora: o Skype permite também você fazer ligações para telefones comuns, sejam fixos ou celulares (serviço chamado de 'SkypeOut') por preços ridiculamente baixos. Como se não bastasse, foi lançado há pouco tempo o serviço SkypeIn, que permite você receber chamadas no Skype oriundas de linhas fixas e móveis.

CIT200

Tendo dito isso, nada mais espetacular que um telefone que permita usar todos esses serviços oferecidos pelo Skype sem precisar necessariamente na frente do computador. A Linksys, renomada fabricante de roteadores Wi-Fi e produtos de rede, saiu na frente com o excelente modelo CIT200. Para resumir em um frase, é um telefone sem fio com Skype.

O CIT200 utiliza-se do API do Skype para tirar proveito não só da possibilidade de você fazer chamadas com o SkypeOut e receber ligações via SkypeIn mas para também acessar do telefone seus contatos Skype, mudar seu status e todas as funções de configuração do Skype que fica em seu computador. Você ainda pode checar os seus recados no Skype Voicemail.

Abrindo o pacote que vem o CIT200, encontramos 3 peças principais: o telefone em si, a base que carrega a bateria do telefone (e que é ligada na tomada) e um receptor USB, que liga-se ao computador. Com o telefone, vem um CD de instalação que adiciona os drivers ao Skype, extremamente fácil de instalar.

O telefone em si é bem pequeno, cabendo na mão sem maiores problemas. É bem menor que os telefones sem fio da minha casa e ainda por cima tem tela de cristal líquido colorida, onde podemos ver os contatos do Skype, informações de status, identificador de chamadas e etc. O telefone funciona na freqüência de 1.9 GHz e tem um bom alcance, permitindo que se ande pela casa sem maiores problemas e sem interferir com nenhum outro aparelho sem fio da casa. Vale dizer que cada base USB consegue gerenciar até 4 telefones, podendo-se definir ramais para uma comunicação entre eles. Além disso, na base existe um botão para localizar o telefone, caso este desapareça na boca do cachorro ou algo assim.

A autonomia das duas pilhas AA recarregáveis é de 120 horas em espera e 10 horas de conversa. O alcance segundo a Linksys é de 300 metros sem barreiras ou 50 metros dentro de casa.

Conclusão

Considero o CIT200 a solução perfeita para separar cada vez mais o usuário do computador para a utilização do Skype. Ainda não encontrei nenhum defeito gritante. Para ser chato, eu diria que falta a possibilidade de mandar SMS, serviço que ainda está sendo oferecido em beta pelo Skype versão 2.5. Não duvido que em breve a Linksys vai oferecer isso. O preço do CIT200 nos Estados Unidos está em torno de US$ 120.

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escrito por Bia Kunze em Desktop às 12:27 PM | Comentários (10)

junho 12, 2006

Embarcando a família na onda VoIP

Você já está mais do que familiarizado com as maravilhas da tecnologia VoIP, mas sua conta de telefone não diminui? Talvez esteja na hora de colocar a família toda na onda, inclusive a vó Maria, que acha que "computador é coisa de retardado".

Chegou a hora de fazer um tutorial "VoIP para a família", inclusive selecionando os IPphones mais newbie-friendly (que neologismo heim?) do mercado.

Existem vários 'Skypefones' chegando agora às lojas. Mas obviamente eles precisam de uma rede para funcionar. Há duas opções:

1. Plugando o aparelho na USB do computador (que deve estar ligado, claro)
2. Usando uma rede wi-fi

Aparelhos que usam rede wi-fi são bem mais práticos pela liberdade que proporcionam. Mas existem uns similares a telefones sem fio. Ainda que precisem ser plugados ao computador, pelo menos se tem mais liberdade de movimento.

Há uma série de 'IPphones' à venda hoje, cada vez mais parecidos com telefones convencionais. Mas para que sua tia pare de fazer DDD pra falar com o neto do Tocantins, é preciso que esse aparelho seja o mais independente possível do desktop. Ou mesmo livre de configurações chatas. Enfim, que tenha cara de "telefone normal", senão ela desiste.

* Solução econômica - Hoje você encontra diversos IPphones básicos nas principais lojas de informática do país. Estão com preço bastante acessível, a partir de R$ 160, mas têm a desvantagem de não proporcionar mobilidade. Ele fica atrelado ao PC pela USB. Mas já ajudam bastante, quando você recebe uma chamada não precisa sair correndo em busca de fones, microfones e mexer no PC para atender. Basta o toque de um botão.

* Jeitão de telefone sem fio - Aparelhos como o CIT200 (foto acima) também se ligam à USB do computador, mas com uma vantagem: funcionam como telefones sem fio. Assim, você só pluga a base para recarga na tomada e o receptor USB no PC. O aparelho poderá circular pela casa à vontade. Hoje considero essa a melhor solução custo-benefício para quem quer um IPphone e "adestrar" a família para usá-lo, sem complicações. Leia aqui um review completo do CIT200.

* Wifi-fone com cara de celular - Recentemente inseridos no mercado, os IPphones que funcionam por wi-fi ainda estão caros, mas podem ser um belo investimento e não será preciso trocar de aparelho tão cedo. Use a rede wi-fi que você tem em casa ou no escritório e esqueça o PC. O modelo SPH101, da Netgear, até jeitão de celular tem, com um design nota 10 e telas coloridas totalmente Skype-friendly. Um mimo.

* Híbridos num futuro próximo - A Brasil Telecom é uma operadora que já avisou que vai disponibilizar esses equipamentos. Eles funcionam como um celular comum, habilitado pela sua operadora. Quando você encontra um access point wi-fi, você se loga na rede e pode receber e fazer chamadas pela tecnologia VoIP. Esses sim prometem!

Sinto muito, pessoal, mas agora vou bancar a metida: quem tem um "Pocket PC Phone" não precisa esperar. Já pode fazer isso tranquilamente, basta instalar o programinha Skype para Windows Mobile e aproveitar! Dá para andar pela casa com ele no bolso ou andar nas ruas, por aí, aproveitando a oportunidade quando se encontram hotspots...


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escrito por Bia Kunze em Aplicativos às 03:52 PM | Comentários (9)

Plug-ins do meu Pocket PC

As 10 ferramentas que personalizam e melhoram o desempenho do meu Pocket PC, na sequência...

1. Magic Button - 1a coisa que todo usuário de Pocket deve instalar em seu dispositivo.
2. Pocket Weather - ótimo para quem sai de casa às 9 e volta às 23 h e mora numa cidade imprevisível como Curitiba.
3. Resco Explorer Plug-in - coloca na tela Today atalhos para programas, pastas e documentos (antes eu usava um launcher gratuito)


4. Resco Keyboard (fotos acima) - um senhor upgrade no keyboard nativo, adiciona textos pré-definidos, atalhos e até uma calculadora básica (o que me fez dispensar a calculadora pop-up, que usava antes)
5. Pacote de ícones para Pocket Informant - uso muito a visão mensal da agenda, então resolvi investir U$ 4 num pacote bacana de ícones.
6. Screen Capture - plug-in do Resco Photo, faz captura de telas, como as que ilustrei nesse post.
7. Egress Today plug-in - vai mostrando na tela Today as últimas notícias. Bastante personalizável, mas atualmente não deixo ativado porque tenho feeds demais.


Otimizadores do sistema operacional

Há excelentes gerenciadores, completíssimos, como o Pocket Breeze ou o Spb Pocket Plus. Testei todos. Não uso nenhum porque deixariam meu PPC mais lento inutilmente, já que eu usaria um mínimo de funcionalidades.

Confira também os aplicativos que mais uso no meu PPC.

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escrito por Bia Kunze em PDA às 11:53 AM | Comentários (16)

junho 11, 2006

Review: Nokia N90

Publicado o review do Nokia 6681, é hora de conhecermos seu irmão mais novo, o N90. O Symbian que roda em ambos é o mesmo (8.0), mas o N90 se difere por ser clamshell (dobrável, concha) e ter uma câmera poderosíssima.

A super câmera

Aliás, a câmera é a responsável pelo tamanho e peso exagerados do aparelho (mede 11,2 por 5,1 por 2,4 centímetros e pesa 173 gramas). Mas ela é um arraso. Tem lentes Carl Zeiss e os resultados são, disparado, os melhores que já obtive de qualquer outro modelo de câmera integrada em celulares.

A câmera faz fotos de até 2 megapixels e está acoplada ao aparelho de forma bastante ergonômica. Gira até quase 180 graus e tem design twist-and-shoot - como no meu Symbian anterior, a ratoeira, ou melhor, o 6260. Incorpora a tecnologia PictBridge para quem quiser imprimir as fotos direto pela USB do bichinho.

O manuseio da câmera é simples, e fazer filmes manuseando o N90 lembra muito uma filmadora mini-dv em termos de design. E ainda tem flash, modo macro e zoom digital de 20x. Só faltou mesmo um zoom ótico. Conta também com uma função de auto-foco que permite melhorar o resultado das fotos. O equipamento faz vídeos de alta qualidade (CIF, de 352 x 288 pixels) com capacidade de edição no próprio telefone. Os filminhos são de uma qualidade incrível.


Ao lado do Qtek 9090

Características

Além do tamanho, o N90 peca um pouco também no quesito bateria. Talvez as duas telas coloridas sejam um pouco responsáveis pelo alto consumo de energia.

O tocador de música suporta MP3 e AAC, mas não WMA. Ver videos nele é muito bom, nos Symbians anteriores nunca dei bola para isso. Achei um absurdo o fone de ouvido que acompanha o aparelho - o pop-port padrão da Nokia. O aparelho deveria, no mínimo, ter uma saída para fones comuns, para aproveitar ao máximo a qualidade do som estéreo do aparelho, como a Nokia fez com o primeiro N-Gage. E, por custar quase R$ 3 mil, deveria também vir com um fone bluetooth, como muitos celulares top de linha (e de menor valor) por aí.

Assim como o 6681, a tela é um espetáculo à parte! A resolução é de 352 x 416 pixels, o dobro dos symbians antecessores.

No campo conectividade, o N90 está muitíssimo bem servido com bluetooth 2.0, entrada USB 2.0 e é tri-band GSM/GPRS/EDGE 900/1800/1900 MHz. É possível optar por GPRS / EDGE ou WCDMA a 2.100 MHz, mas como 3G ainda não é para o nosso bico, o EDGE já está excelente.

A memória interna dele é de 31 MB e seu slot para cartões segue o padrão RS-MMC, acompanhando na caixa um de 64 MB.

Em breve farei um post falando só do SO Symbian 8.0, mas no geral adorei o sistema: rápido, estável e com resolução de tela de encher os olhos. Para quem quer um smartphone com a melhor câmera do mercado, o N90 é a escolha. No saldo final, como aparelho, achei superior inclusive ao Treo 650, que em breve terá um review aqui também.

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escrito por Bia Kunze em Smartphone às 04:11 PM | Comentários (10)

maio 28, 2006

Review: Ubuntu

Em fevereiro ganhei um CD do Ubuntu e passei a explorar um pouco o mundo Linux. Não era iniciante, há algum tempo já tinha usado também o Kurumim. Contudo, essa foi a primeira vez que saí do Live CD e passei para o sistema operacional efetivamente instalado.

Eis a seguir as impressões de uma usuária que *não* é profissional da área de informática. Sem falsa modéstia, acredito que seja o review mais pé-no-chão e imparcial sobre Linux que vocês encontrarão por aí. Afinal, o propósito do software livre é sair dos guetos geek e conquistar os usuários comuns, não?

Introdução aos leigos

Antes de mais nada, é importante explicar aos profissionais que não são da área de informática, como eu, que "software livre" não é sinônimo de "software grátis". Software livre, ou Open Source, são programas de código aberto, ou seja, qualquer pessoa pode fazer modificações nele como bem entender. Por isso existem tantas distribuições Linux por aí - com nomes como Kurumim, Ubuntu, Debian, que todos já devem ao menos ter ouvido falar. Cada uma com usos específicos e adaptadas a certos tipos de usuário; por exemplo, o EduBuntu, uma versão do Ubuntu adaptada para fins educacionais.

Programas Open Source não são necessariamente feitos para rodar só em Linux. O Firefox, que todo mundo conhece, é Open Source e tem versões para Linux, Windows e até Mac.

Software "grátis" é simplesmente um programa gratuito, que pode ou não ser Open Source. O comunicador instantâneo Trillian, por exemplo, é gratuito, mas não é livre - é proprietário. Contudo, o desenvolvedor oferece um Trillian mais turbinado - esse sim, pago. A grande maioria dos programas proprietários exigem a aquisição de uma licença para uso, como é o caso do sistema operacional Windows, da Microsoft.


Live CD

O Live CD é perfeito para quem nunca mexeu com Linux e tem medo de sair instalando. Basta colocar o CD no drive e navegar no sistema operacional. Acostuma-se rápido com a interface e operacionabilidade é simples. Abrir aplicativos e executar tarefas não tem mistério nenhum.


Instalação

Explorado o Live CD por algumas semanas, chegou a hora de partir para uma instalação efetiva. Tenho um K6II que estava encostado (e desmonado) desde que mudei a clínica. Juntando um HD aqui, uma memória ali, montei um pequeno Frankenstein para ver como o Ubuntu se saía nele. A instalação foi rápida e fácil como prometido pela turma do pingüim, qualquer leigo não enfrenta obstáculos como numa instalação de Windows - algo que a maioria dos usuários "normais" sequer ousa fazer sozinho.


Desempenho

O Ubuntu é leve. Levíssimo! E muito rápido! Mesmo com um K6II, com clock de 450 MHz e 128 MB de memória, não houve problemas de desempenho. Essa foi uma grata surpresa. Posso continuar com meu notebook para minhas tarefas cotidianas e deixar o PCzinho "véio de guerra" com Linux em casa, baixando coisas ou com VoIP full time, ou simplesmente para família e visitantes usarem quando quiserem!


Instalação de programas

Não tive problemas em encontrar programas para Linux. Encontrei programas similares aos que uso no meu Windows sem maiores dificuldades, quando não os mesmos - caso do Firefox, Open Office, Audacity e Skype. No mais, instalei comunicador instantâneo, editor de imagem, player de áudio e vídeo e muitos outros de fins bem específicos. O Jpilot é um bom gerenciador de PIM isolado, além de gerenciador e sincronizador para usuários de Palm.


Saindo à caça...

Palm, webcam e multifuncional funcionaram redondinho depois de encontrados e instalados seus devidos drivers. A webcam deu um pouco mais de trabalho, bem como um gerenciador e sincronizador para Symbian (que deu pau na primeira instalação), mas nada que me tomasse muito tempo. E o mesmo para o meu Tablet, que me fez refletir como seria bom se todos os fabricantes já disponibilizassem os drivers e aplicativos para Linux junto com o produto, como fazem com o Windows, onde tudo é tão feijã-com-arroz... Quem já é usuário Linux e vai comprar hardware *depois*, a tarefa é mais fácil. Muitos dispositivos já vêm com suporte a Linux, inclusive com CD junto. A "migração" é que é dolorosa.

Quando parti para o Pocket PC, o bicho pegou. A velha rixa com a Microsoft dá a entender que Linux e Pocket PCs jamais conversariam. Mas funçando em fóruns na internet, vi que haviam algumas soluções. O problema: cada solução era para uma distribuição Linux diferente. Garimpei umas para o Ubuntu. Em alemção, tcheco... ai ai. Depois de uns dias, achei em português e quase caí da cadeira com o imenso tutorial. Que não deu muito certo, talvez por serem para pockets diferentes do meu. Após algumas semanas, cansei e desisti.

Com o iPod foi a mesma luta. Há muita coisa para Linux com suportes a players diversos, mas mais uma vez dei com o nariz na "resistência" entre Linux e outro hardware proprietário. Um amigo me salvou e indicou um link, e descobri que era para o único aplicativo com suporte ao iPod nativo. Instalei, configurei e funcionou só no primeiro sincronismo. Depois, nunca mais. Novamente pedindo socorro, tive que editar algumas linhas de comando e coisa do gênero (céus, minha mãe jamais saberia fazer isso). Fiz, sem saber o que estava fazendo, mas deu certo. Depois de alguns sincronismos, a instabilidade voltou e percebi que a maioria das funções avançadas não funcionava. Tinha que ficar selecionando e apagando manualmente podcasts já ouvidos, e ainda assim ocorriam algumas "zicas". Como aquela era a única solução nativa para iPod... desisti. Horrível. Não chega nem aos pés do iTunes.

Ainda bem que sou persistente, mas usuários leigos iniciantes com certeza parariam ainda na instalação da webcam. O suporte USB em Linux é, de fato, esquisito. Acostumados que estamos a xingar a Microsoft, aprendi o quando o plug-and-play é maravilhoso. A melhor invenção da face da Terra... e não, OpenXiitas, não me venham desprezar o USB de volta com aquela ladainha de ser proprietário, por favor. Alguém aí conhece algum dispositivo externo hoje que não use USB? Bem, se o Linux deseja chegar em massa aos usuários comuns, esse problema precisa ser resolvido. E urgente!


Mitos e verdades que sempre ouvi sobre o Linux

"Linux não precisa de suporte e é mais fácil que o Windows."
Não é bem assim. Até eu que sou usuária leiga em nível "avançado" precisei pedir socorro algumas vezes a amigos pinguins. Quanto a ser mais fácil que o Windows, é verdade. O problema é que os usuários que querem migrar para o Linux estão habituados com a interface Windows e podem ter dificuldades no começo. Nada que não se supere logo.

"Todo tipo de aplicativo que existe para Windows existe para Linux."
É verdade. Desde as tarefas básicas do dia-a-dia, como internet e usos de escritório até aplicações gráficas avançadas, tudo pode ser substituído por aplicativos Open Source.

"Linux não dá pau."
Enfrentei algumas "zicas" na instalação de aplicativos. Nada grave, mas que ocorreram, não se pode negar. Bem, o meu Windows XP instalado no note desde o começo de janeiro também só deu pau uma vez, e ainda assim porque instalei um aplicativo pra lá de suspeito. Engraçado, será que sou a única usuária no mundo Windows satisfeita com a estabilidade do seu sistema operacional? Eu acho o XP excelente, ao contrário do Nojenta-e-oito e do (aaargh!) Millenium.

Enfim, como qualquer outro sistema operacional, o Linux tem qualidades e defeitos, serve para algumas pessoas mas não serve para outras. Perfeição não existe.


Conclusão pessoal

O Linux é uma excelente opção para os usuários iniciantes na era da informática. Usuários mais avançados, ou usuários e empresas com usos bem específicos talvez possam preferir o Windows em determinadas circunstâncias, e isso não é pecado nenhum. Se os OpenXiitas pregam tanto tanto a liberdade de escolha - alguns vão ao extremos de questionar o QI de quem prefere Windows - vale lembrar que optar por um sistema proprietário TAMBÉM é liberdade de escolha - desde que não haja pirataria, claro.

Pessoalmente dizendo, o Linux ainda não se adequa às minhas necessidades particulares, infelizmente. O que mais me incomodou foi a falta de suporte a determinados hardwares, como o iPod. Embora existam soluções, elas se mostraram insuficientes. Alguns OpenXiitas chegaram a sugerir que eu largasse o iPod e usasse um player mais compatível. Claro que jamais farei isso, pois levei tempo para achar uma solução inteligente para uma heavy-user de músicas e podcasts. E aí voltamos à filosofia que a comunidade Open Source mesmo defende: onde fica a minha liberdade de escolha?

A questão dos drivers e do suporte ao USB também incomoda um pouco. Fiquei chateada em não poder usar alguns hardwares e equipamentos específicos. Mais uma vez OpenXiitas me criticaram, dizendo que driver era um problema menor e que o importante é que, usando plataforma aberta, eu mesma poderia desenvolver os drivers que eu quisesse.

Ora bolas, eu sou dentista, não sou desenvolvedora. Médicos, advogados e estudantes não têm tempo nem conhecimento suficiente para buscar drivers em recôncavos obscuros nos fóruns de desenvolvedores, atolados de siglas esquisitas e termos excessivamente técnicos. Outra vez esbarramos no princípio que todos os Linuxeiros defendem: não é fazer o software livre sair dos guetos e ganhar as ruas, os usuários COMUNS? Usuários comuns querem a simplicidade de um plug-and-play e não tutoriais imensos. Bem, a única coisa que eu sei é que, como desktop, o Linux dá um banho. Fora disso, eu fiquei sem usar meu iPod direito, bem como meu Pocket PC. E minha caneta scanner, então, coitada, é totalmente marginalizada no mundo Linux.

Vale reforçar outra vez que esse é o meu caso, especificamente. A imensa maioria dos usuários só conecta impressora, scanner e webcam. Um ou outro vai usar Palm - que se integra perfeitamente ao Linux, por sinal. O mais importante é que todos esses problemas podem ser resolvido pela própria comunidade. Mas para a Bia Kunze, o momento de migrar *ainda* não é esse.


Conclusão geral

Onde quero chegar na conclusão desse review? Quero ir além dos paradigmas ligados à escolhas. Muito além da mera economia de dinheiro. É preciso conscientizar o povo que, mais do que tudo, fugir da pirataria beneficiará milhões de brasileiros com mais empregos, mais desenvolvimento.

Para chegar lá existem muitos obstáculos a serem superados.

Em primeiro lugar, o mercado e as pessoas precisam perder o medo do "diferente" e aceitá-lo. Aquela família simples, que pela primeira vez compra um PC através do financiamento popular, conseguirá ter suas necessidades básicas supridas com o Linux. O desafio começa quando a filha sai com seu currículo impresso na mão em busca de emprego, e descobre que para ser uma secretária precisa de "conhecimentos de Windows, Word, Excel e Internet Explorer". Fatalmente ela voltará para casa com um Windows e um Office de R$ 10 na mão, e adeus Linux. Tudo é uma questão de mentalidade do próprio mercado de trabalho, da sociedade, dos empresários. A idéia não é derrubar o sistema operacional da Microsoft, afinal, liberdade de escolha também é preferir software proprietário em algumas ocasiões. O que é preciso, e urgente, é instruir a sociedade dizendo que não há ditadura, existem opções!

A instrução começa na escola. As escolas públicas devem adotar o software livre para mostrar desde cedo aos pequenos que há alternativas. Além disso, o dinheiro gasto em licenças será muito melhor aplicado investindo em livros, carteiras e aperfeiçoamento de professores. Isso felizmente já está acontecendo. As comunidades de educadores estão cada vez mais antenadas. Mas aí já saio do meu campo de conhecimento, recomendo os sites Vivência Pedagógica, da Mary, EscolaBR do Eziquiel e o blog do Sérgio como referências para quem quiser se aprofundar.

Ainda na esfera pública, embora todos venerem a iniciativa do Governo Federal, os aplausos não são unânimes entre membros do executivo e legislativo. A conscientização para uso do software livre precisa vir de cima para baixo e o Governo Federal acertou em cheio dando o pontapé inicial, peitando grandes corporações corajosamente. Mas esse foi apenas o primeiro passo em busca de uma longa estrada a ser percorrida.

É preciso que TODOS os representantes do povo levantem a bandeira. Recentemente o Congresso colocou o assunto em pauta, já que os deputados não se habituaram com as suítes de escritório de código aberto e decidiram voltar a usar softwares proprietários, seduzidos pelas "ofertas" das grandes empresas. Que tal reverter essas "deficiências" dos softwares livres em nosso favor, já que os milhões gastos em licenças são NOSSOS, e não deles? Se as suítes de código aberto não estão correspondendo às expectativas, que tal pegar esses milhões e melhorá-las, investindo nos desenvolvedores? Todos saem ganhando, e por tabela, beneficia-se toda a sociedade brasileira e os usuários em geral.

Mais links...

Ubuntu - oficial
Planeta Ubuntu
Comunidade brasileira

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escrito por Bia Kunze em Reviews às 11:57 AM | Comentários (67)

maio 19, 2006

E-mails gratuitos e PDAs

Desde janeiro venho testando os mais populares servicos gratuitos de e-mail para saber qual é o mais amigável com PDAs. Concluídos os testes, criei um ranking.

Via programas de e-mail no PDA

1° Lugar: AIM
Só o fato de ser IMAP e ter 2 GB já o tornariam o serviço de escolha. Contudo, adicione-se à isso o excelente controle de spams e pronto, temos o AIM como a opção indiscutível para donos de PDAs.

2° Lugar: Yahoo
Espaço de 1GB, acesso POP, excelente filtragem de spams. O Yahoo melhorou muito de uns tempos pra cá e hoje é um bom serviço para quem gerencia suas mensagens no PDA.

3° Lugar: Gmail
O serviço do Google é o mais popular hoje. Mas para quem tem PDA, o espaço de sobra (2,7 GB e aumentando) e o suporte POP/SMTP é só o que interessa. É um excelente serviço para usuários móveis. Pena que perdeu muitos pontos com a filtragem de spam. É boa, mas fica bem atrás do Yahoo! e do AIM. Acho bastante chato também o bloqueio de anexos .exe, mesmo zipados. Por esses 2 motivos ficou em 3° lugar.

4° Lugar: Hotmail
Apenas para quem tem Pockets o Hotmail chega a ser 'usável'. Obviamente a Microsoft facilitou a vida dos usuários de Windows Mobile que assinam os serviços MSN. Mas os pontos negativos pesam muito mais: não tem acesso POP, o espaço disponível é infinitamemete menor que a concorrência e os spams são uma tortura. Gasta-se muito dinheiro no GPRS com mensagens inúteis.


Via webmail no browser do PDA

1° Lugar: Gmail
O Gmail apresenta um diferencial importante em relação aos demais: o layout otimizado para PDAs no webmail. É algo raro alguém que tem PDA acessar o webmail no browser do próprio PDA. Contudo, se esse for o seu caso, considere o Gmail como o 1° do ranking, principalmente se for usuário de Palms.

2° Lugar: Yahoo
Uma ferramenta bem bacana que o Yahoo! Mail oferece é o sincronismo dos contatos com o Palm. Assim, ao acessar o webmail, fica fácil achar o e-mail dos seus contatos. E em breve trará mais novidades, com a nova interface em Ajax, que está em beta. A navegação nos browsers de PDAs funciona, mas não é otimizada. Talvez isso mude.

3° Lugar: Hotmail
Mesmo quem tem Palm, e não Pocket PC, consegue navegar legal de um mês pra cá com os novos serviços Live / Mobile do MSN. Claro qua a interface não é bonitinha como no Pocket Internet Explorer, mas dá para usar direitinho no Blazer.


A hora do pesadelo

Os demais serviços avaliados estão empatados em último lugar. Nem deveriam estar aqui, pois no geral são MUITO ruins. Mas já que a proposta é avaliar os serviços mais populares, vamos a eles.

O veterano iG não mudou muito desde o lançamento, no ano 2000, em meio a muito alarde com a 'internet gratuita'. Seu e-mail tem acesso POP/SMTP, mas a capacidade de armazenamento é ridícula: 10 MB que logo lotam com as toneladas de spam. O iBest já oferece 120 MB, mas só libera acesso POP/SMTP se a conexão à internet for pelo seu próprio discador. Assim, iG e iBest são inviáveis para usuários móveis.

O POP é um pouco melhor, oferece 1 GB e acesso POP/SMTP liberado. Mas a filtragem de spams é zero - aliás, logo no dia da criação da conta, já se tinha 5 spams no inbox. Em português. Hum, aí tem...

Importante...
Vale lembrar que o ranking foi feito considerando-se a USABILIDADE COM PDAs. Para quem gosta de acessar os e-mails on-the-go em cybercafés ou em outros lugares com computadores alheios, o Gmail é a melhor opção. Boa navegabilidade, espaço de sobra e integração fácil com outros serviços do Google o tornam invencível nesse quesito.

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escrito por Bia Kunze em Web às 10:07 AM | Comentários (8)

maio 11, 2006

Mini-review: acessórios para PDAphone


Clique para ampliar.

Aproveitando uma promoção da PDAir, com frete grátis para qualquer parte do mundo, comprei um kit para turbinar meu Qtek 9090: uma case de couro, um cabo USB retrátil e um suporte para carro. Aliás, esse suporte para carro revelou-se um excelente acessório, fundamental para profissionais móveis que, como eu, gastam bastante tempo no carro e no trânsito.

Nunca tive antes um suporte desses para carro (chamado tecnicamente de "PDA mount"), mas enfim matei a curiosidade em ter um. E está se revelando um acessório extremamente útil.

A case acompanha um daqueles clipes para cinto rosqueáveis, que nunca usei na vida - talvez por ser mulher, já que prefiro ter tudo dentro da bolsa a tiracolo. Mas esse encaixe enfim tornou-se útil para mim: posso pendurar o PDA no suporte do carro sem tirá-lo da case. A pequena rosca da case serve tanto para o PDA mount quanto o clipe para cinto.


Clique para ampliar.

Já não é de hoje que adquiro cases de couro da PDAir, que são de excelente qualidade. Em princípio, fiquei num dilema: como atender chamadas com o PDA dentro da case e quando não se tem o fone por perto? O jeito é atender com ele contra a orelha, dentro da case mesmo. Admito: é mais bizarro do que fazer sidetalking com o N-Gage. Agora, mais do que nunca, me vejo na obrigação de não desgrudar mais do meu fone bluetooth. Me recuso a atender chamadas no Qtek dentro da case ou fazer sidetalking...

Contudo, usar o tecladinho com o Qtek dentro da case é bem simples. A proteção plástica que cobre o teclado é a mesma que serve para segurar o PDA dentro da carteira. Basta deslizar a tampa e teclar normalmente. Eu já disse várias vezes aqui que odeio esses tecladinho qwerty em PDAs, mas admito que comecei a usar o do Qtek para escrever SMS e e-mails quando só tenho uma mão livre. Mas que ele é feio, isso ele é, ainda bem que fica escondido!

O cabo retrátil é um acessório versátil e excelente para carregar na mochila. Cabe em qualquer cantinho sem fazer aquele emaranhado de fios. A base do Qtek agora ficará na clínica direto, era horrível ter que carregá-la para tudo quanto é canto.

Além de ligar o Qtek na USB do notebook para sincronismo e recarga, colocado no PDA e ligado na portinha USB do notebook, esse cabo retrátil pode ser plugado nos meus adaptadores de energia para tomada ou 9V para o carro.


Clique para ampliar.

Mais uma vez, a salvação para profissionais que passam o dia na rua: no corre-corre diário, não sofro mais perigo de ficar sem bateria, podendo recarregar meu PDA de várias maneiras. Aliás, o adaptadorzinho USB para tomada também serve no cabo USB do meu iPod nano!

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escrito por Bia Kunze em PDA às 03:02 PM | Comentários (17)

maio 09, 2006

Análise do Skypecast

Na última sexta-feira, pude testar, junto com alguns membros da comunidade do Mundo Sem Fio, o novo serviço Skypecast - uma conferência em tempo real para até 100 pessoas via Skype. Mais que um podcast, o Skypecast permite interação em tempo real com todos os participantes.

A seguir, eis a análise do serviço.

Para marcar um Skypecast, é preciso antes ir no diretório de Skypecasts e criar uma conferência, agendando data, hora e duração do Skypecast. Ele automaticamente disponibiliza no diretório os horários dentro do GMT das pessoas que ali navegam. Assim, não há problema de fuso horário e todos se encontram na hora certa.

No diretório deve-se encontrar o evento desejado e clicar no link indicado para participar da conferência. O site pede seu username e senha de usuário do Skype e imediatamente o programa é aberto no seu computador, realizando uma chamada SkypeOut para a referida sala de conferência. Não há cobrança, seus créditos SkypeOut permanecem intactos, e para quem não assina o serviço, a chamada é feita do mesmo jeito. Em seguida, você é colocado numa salinha de chat, podendo ver quem está lá também.


Clique para ampliar.

O host (anfitrião) do Skypecast tem alguns privilégios que os demais usuários não tem. Em sua janela, ele pode controlar, com botões de "mute" quem pode falar e quem não pode. É fácil o anfitrião falar quando ele quer, e quando quiser dar a palavra à alguém, isso é feito facilmente no clique de um botão. Assim, a conferência não fica uma bagunça, com todos falando ao mesmo tempo. Um "mute geral" pode ser bem interessante para calar todo mundo se surgir alguma briga... Não foi o nosso caso... :)

O serviço é bem legal e funciona muito bem. Os problemas de microfonia, chiados e inconsistências estão ligados à conexão de cada um, por isso é importante ter uma boa largura de banda para que todos possam falar e ouvir bem.

Participaram, além de mim, Ismael Barbosa, Mario Marcio, Kleber, William Silva, Walter, Sérgio Lima, Vaine Barreira, Fraige, Mario Marcio, Mauricio Iwata, Ferdinando Demarchi, Alberto, Vinicius Lobo (do PapoTech), Myton Oka e Francisco Homsi. Se faltou alguém na lista, me avise que eu adiciono.

Em breve, marcaremos um novo Skypecast, com tema pré-definido, em um horário mais "simpático" para todos e participação livre de toda a comunidade mobile. Fiquem de olho.

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escrito por Bia Kunze em Web às 11:54 PM | Comentários (1)

maio 03, 2006

Review: Sony Ericsson K750i

O K750i não é exatamente uma novidade no mercado de celulares, mas hoje o preço está longe daquela exorbitância que as operadoras pediam na época do lançamento. Muita gente me escreve direto querendo saber mais sobre o dito cujo, então "recrutei" um membro da lista de discussão Mundo Sem Fio, dono desse maravilhoso aparelho, para escrever aqui suas impressões.

A conclusão que eu tiro é que o K750i é hoje, na minha opinião, o melhor celular (não smartphone) hoje para quem deseja um aparelho robusto, poderoso, com excelentes aplicações multimídia e excelente câmera - sem ser um "tijolo". E claro, como todos os Sony Ericsson, ele é absolutamente "PDA-friendly": é o melhor amigo dos Palms e Pocket PCs. Continuo recomendando fortemente os aparelhos Sony Ericsson para quem quer excelente conectividade.

Review do K50i por Mário Márcio - mario.marcio arroba gmail.com

Quando a Bia me perguntou se eu poderia escrever um "review" para o K750i, eu simplesmente não imaginava o quanto seria difícil decidir o "por onde começar", até por que eu não quero redigir um texto extremamente técnico, pois honestamente falando, o K750i é sem sombra de dúvidas um aparelho espetacular e realmente muito próximo do que seria "o celular perfeito".



Em termos de usabilidade, o K750i oferece um novo conceito na facilidade de manuseio dos menus, que diga-se de passagem, muito bem estruturados e de tão fácil compreensão que simplesmente a coisa flui muito naturalmente.... o aprendizado é instantâneo !

Mas mesmo assim eu gostaria de ressaltar 4 pontos que teriam coroado de vez o aparelho, se tivessem sido contemplados ou corrigidos neste modelo:

* O soquete multifuncional serve tanto para conectar o cabo de dados como para os fones de ouvidos e para o carregador, ou seja se vc colocar para carregar não consegue usá-lo escutar musica com os fones;
* Não suporta EDGE;
* Visor um pouco pequeno para uma camera fotográfica de tão boa qualidade e recursos;
* Poderia servir como um "mass storage" drive, ou seja, tipo um pen-drive para rápida transferência de arquivos...

Porém esta pequena lista são meros anseios de um perfeccionista (eu), pois o K750i representa um marco, justamente por inaugurar a geração de celulares com câmeras integradas de 2 MP e suporte à 262.144 cores, ao invés dos míseros 65K de seus antecessores, além do importante detalhe que a navegação pelos menus e funções do sistema é auxiliada por meio de um mini-joystick, que agregou uma praticidade sem igual. E aqueles que já manusearam uma Sony Cybershot na vida vão se sentir bem familiarizados, pois foi incorporada a mesma interface (UI) do menu de funções que aparece no visor quando o modo camera é ativado, bem como grande parte dos recursos... Eu particularmente virei um fotógrafo amador de carteirinha, ainda mais que instalei um aplicativo chamado ShoZu que me ajudar a publicar as fotos diretamente do celular fotos em meu flog (Flickr) na internet...


[Integrated 2.0-megapixel camera lens] [Capable of recording video clips at up to QCIF resolution (3GPP-based)] [CMOS image sensor] [Digital zoom capability (up to 4x for all modes)] [Macro (close-up) picture-taking mode available] [Multi-shot capability] ['Night mode' (low lighting) picture-taking mode available] [Integrated photo light feature] [Optional flash light accessory] [Integrated self-view mirror]

Com relação aos recursos de áudio, enquanto muitos outros aparelhos ainda ressaltam os toques polifônicos, o K750i já está na geração dos formatos MP4 e M4A. Destaque para uma tecla de atalho rápido localizada na lateral esquerda que pode ser configurada para executar o "music player" ou rádio FM com suporte RDS. O som é de uma qualidade excepcional, graças à potente saída de audio localizado embaixo da abertura da lente.

Tanto as fotos como seus arquivos de áudio e vídeo podem ser armazenados no "memory stick duo", cujo slot fica elegantemente localizado na laterial esquerda do aparelho. O ideal é adquirir um "memory stick" adicional de no mínimo 512 MB, pois o que acompanha o aparelho não dá nem pro gasto (64MB)

A durabilidade da bateria varia de 3~4 horas de conversação e 3~4 dias em "stand-by", mas claro que esses tempos variam de acordo com as minhas vontades fotográficas, mas pra compensar a Sony Ericsson nos ofertou com um boa opção que é o carregamento da bateria enquanto conectado ao PC via cabo USB....

Outro detalhe que eu particularmente gosto muito é o sistema de iluminação das teclas: nem muito fraco, nem muito brilhante, simplesmente na medida certa...

Agora vou deixar aqui meu testemunho de como esse pequeno-notável tem me auxiliado a ser uma pessoa totalmente móvel. Inicialmente merece destaque a possibilidade de configurar contas de emails com suporte para os protocolos IMAP, POP3 e SMTP, permitindo ainda compor e responder em forma de "mensagem de voz", ou seja, acabou-se a era dos "malabarismos dedais" e agora finalmente consigo ser bem mais rápido e dinâmico quando estou fora do escritório. Inclusive eu prefiro navegar na internet diretamente no K750i do que usando o meu Dell Axim x51v e devo isso ao aplicativo Opera Mini. Esse browser em java não vem com o aparelho, é preciso proceder à instalação do mesmo, mas o conceito é simplesmente fantástico, pois todas as URLs requisitadas são encaminhadas para um servidor intermediário que irá receber o conteúdo do site solicitado, renderizar e compactar de forma a optimizar e ajustar o tamanho do layout para só então enviar de volta ao celular...



Se você quiser "sentir" um K750i na prática (virtualmente), acesse este link:
http://www.sonyericsson.com/trythephone/k750i/en/

E para ter uma ideia da real qualidade das fotos e constatar que não é exagero de minha parte, visite este blog e tire suas próprias conclusões:
http://k750iphoto.blogspot.com/

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escrito por Bia Kunze em Reviews às 10:50 AM | Comentários (35)

abril 28, 2006

Mini-review: E-TEN M600


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Quem deseja um Pocket PC Phone Edition compacto sem abrir mão de recursos avançados deve avaliar com carinho o E-TEN M600. Até então um dos mais compactos Pocket PC Phones do mercado, o lançamento do minúsculo O2 Atom (tema de um dos próximos posts semana que vem) derrubou o preço do M600, e hoje eu o considero a melhor alternativa de PDAphones considerando custo-benefício.


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Costumo dizer aos amigos, conhecidos e todos que me procuram, que se eu não tivesse adquirido o Qtek 9090 através de um preço imbatível pela Claro (graças ao plano corporativo que fechei com eles), minha escolha sem dúvida seria o E-TEN M600.

Finalmente consegui ter um em mãos, testá-lo e avaliá-lo, graças ao meu amigo Gustavo, que possui um M600 há cerca de um mês. Calouro de jornalismo, mergulhou e em um mês de uso já está totalmente famlliarizado com seu aparelho e o mundo sem fio.

Além de compacto, o aparelho é muito bonito. No design, a única bola fora é a localização da stylus, que para ser removida deve ser puxada para baixo. Outra coisa estranha que me chamou a atenção foi a espessura: é exatamente a mesma do meu "gordinho'' Qtek 9090. Porém, o Qtek tem um slider que esconde o tecladinho Qwerty. O M600 não apresenta tecladinho embutido.

Tecladinho em PDAs é algo controverso. Para algumas pessoas ele é irrelevante. Mas pode ser uma boa opção para quem gosta de escrever SMS e e-mails rápidos com uma só mão. Eu, particularmente não gosto e não uso. O teclado exposto do Treo 650, por exemplo, me incomoda pacas. O do Qtek não, já que pelo menos fica escondido.

Quem sempre quis a praticidade de um smartphone mas sempre adiou a migração por causa da pobreza de recursos desses aparelhos, pode respirar aliviado. Bluetooth, wi-fi, slot SDIO, câmera de 1.3 MP, processador de 400 MHz e as memórias ROM de 64 e RAM de 128 MB deixam o M600 em pé de igualdade com os bons PDAs disponíveis hoje.


Clique na imagem para ampliá-la.

O sistema operacional foi uma revelação à parte. Acostumada com o Windows Mobile 5 dos Dell Axim x50v e x51v (vide review), me surpreendi com o WM5 do M600. É a primeira vez que mexi no WM5 num Phone Edition, e toda a impressão ruim e desprezo que eu tinha pelo OS novo se desfizeram imediatamente. O WM5 do M600 é veloz, incrivelmente estável e bem intuitivo. Tanto que, em um mês de uso, o Gustavo estava totalmente ambientado. Pelo que notei nas configurações pessoais e programas instalados por ele, já dá para considerá-lo um usuário de moderado para avançado. Inclusive usa bastante o gravador de voz surpreso com a qualidade excelente dos áudios obtidos. Ele relatou que tampouco teve problemas para se familiarizar com o ActiveSync.

Achei esquisito tirarem o programa nativo de backup. Deve ser por causa do WM5, que graças ao novo gerenciamento de memória, evita que se perca todos os dados quando a bateria zera. Mesmo assim, backup nunca é demais, é uma ferramenta primordial - ainda mais num smartphone, onde, presume-se, o usuário passa muito tempo longe de um computador.

A lerdeza do MW5 dos Dell é inexistente no M600. Os bugs, idem. Pareceu-me, inclusive, ligeiramente mais rápido que meu Qtek, que roda WM 2003, apesar de sabermos que o 2003 é mais leve. Isso tudo me leva a crer que os problemas por mim verificados, conforme já havia relatado antes aqui no site, não são do WM5 em si. São das versões disponibilizadas pela Dell.

Na hora de se avaliar o desempenho, a avaliação geral é boa. A autonomia dele em modo standby é de cerca de 4 dias, mas obviamente com o uso constante do GPRS e do wi-fi, ela despenca. A qualidade das fotos obtidas com a câmera está na média na categoria. Nada surpreendente, dá para brincar.

A única decepção no desempenho do M600 foi na hora de assistir vídeos. Tentei assistir dois, um de 23 e outro de 35 MB, no WMP e no TCPMP. Verifiquei lags e dessincronismo entre som e imagem. A telinha menor também reduz o prazer em se ver vídeos on-the-go.

Definitivamente, quem curte vídeo em PDAs, deve optar por um modelo mais adequado para isso, como o x51v, e não num smartphone, onde tudo é compactado. Recomendo a telona VGA do x51v ou, pelo menos, um PDA qualquer com tela grande.


E-TEM M600

Pontos fortes: Tamanho compacto, conectividade, WM5
Pontos fracos: Localização da stylus, reprodução de vídeos

Para quem recomendo: Quem deseja um Pocket PC Phone Edition com OS atualizado, recursos poderosos e boa autonomia de bateria sem gastar muito.

Preço médio: U$ 500 (não disponível oficialmente no Brasil)

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escrito por Bia Kunze em PDA às 04:40 PM | Comentários (14)

março 02, 2006

As maravilhas do IMAP

Meu polêmico post detonando o Gmail rendeu. Admito que é fácil falar mal de alguma coisa sem propor algo melhor, tanto que me chamaram de chata. Então chegou minha vez de rebater os fãs do Google com um serviço superior e igualmente gratuito: o AIM Mail, o único *totalmente* gratuito que suporta IMAP - padrão ideal para os usuários móveis.

Nesse post, avalio o serviço e de quebra esclareço aos iniciantes e leigos as diferenças entre contas POP e IMAP de e-mail.

postado via laptop

POP ou IMAP?

O POP é o padrão mais difundido hoje, usado pela imensa maioria dos serviços de email gratuitos (Yahoo, Gmail, Bol, Ibest e tantos outros) ou de provedores pagos de internet (UOL, Terra, BrTurbo, entre outros). O IMAP é uma evolução do POP e exige servidores mais espertos, por isso não é facilmente encontrado. E quando é, sempre é pago. O pioneiro no Brasil em IMAP foi o ótimo Mandic, serviço pago de e-mail que conta com toneladas de fãs há anos. Mas fora isso, por ser uma tecnologia melhorada, o IMAP continua restrito a contas corporativas e servidores próprios.

No geral, eis as diferenças principais entre os dois protocolos:

IMAP: Graças a esse protocolo, é possível ter uma interface de webmail dentro de programas como o Outlook. Pode-se sincronizar todas as pastas que você tem em seu servidor, ou apenas as que você escolher. Pode-se ver apenas os cabeçalhos das mensagens e só então escolher quais baixar. Dá para apagar mensagens sem ter de baixá-las. Pode-se movê-las para outras pastas sem ter de baixá-las. Pode-se baixar apenas o texto de uma mensagem. Como tudo fica no servidor e é lá gerenciado, pode-se acessar e gerenciar as mensagens em casa, no trabalho, no PDA, ou em qualquer PC ou cliente de e-mail compatível com IMAP. Se seu desktop ou PDA der pau, nenhum e-mail será perdido, pois tudo fica no seu servidor. Só saem de lá quando você quiser, como num backup externo, por exemplo.

POP: Nesse protocolo, você tem que baixar todas as mensagens de uma vez. Abriu seu cliente de e-mail, tem que esperar baixar tudo. Dependendo do seu cliente de email, você até pode optar em deixar uma cópia do servidor, ou fugir de anexos pesados, deixando-os para depois. Mas as mudanças que você efetuar no seu cliente (como mover ou deletar mensagens) não se refletirão no servidor. Ainda assim, na hora de baixar as mensagens, você estará sempre restrito ao conteúdo da Caixa de Entrada. As demais pastas são acessíveis somente por webmail.


Experiência pessoal

Todo meu correio eletrônico se resume hoje a 3 contas de e-mail, todas IMAP. Uso uma conta pessoal (checada de 15 em 15 minutos no meu PDAphone ou notebook), uma para listas de discussão (que acesso quando tenho tempo livre para ler as listas, boletins e newsletters que assino) e uma terceira para spam (conta que uso com catch-all e apelidos específicos para me cadastrar em sites, lojas e serviços da web e que por isso, obviamente, recebe todo o lixo possível e imaginável). Uso e abuso de apelidos ocultos, redirecionamentos, filtros e pastas. É ótimo ter tudo automaticamente organizado no servidor. Posso gerenciar meus e-mails pelo meu note (MS Outlook), meu PDA (WebIS Mail) ou mesmo via webmail em qualquer máquina.

O importante para mim é que, sempre que eu acessar meu correio, posso gerenciar minhas mensagens com liberdade total, sempre de maneira organizada. Ganho um tempo absurdo com isso. Como meu servidor é limitado a 75 MB, anualmente faço um backup de tudo numa mídia externa e deixo meu servidor pronto para outra. Meus e-mails são guardados em CDs organizados por ano, organizados numa extensa árvore repleta de pastas e subpastas.

Como bem disse um amigo meu outro dia, virginianos não sobreviveriam sem IMAP... Assim, o protocolo IMAP é disparado a melhor opção para usuários móveis.


AIM: IMAP de graça!

Até hoje só se tinha conhecimento do Hotmail como serviço gratuito de e-mail compatível com IMAP. Mas como ele é horrível, nem é digno de consideração aqui.

Estou usando o AIM Mail e gostando, são 2 GB de espaço para aproveitar ao máximo a função IMAP e deixar tudo organizadinho. A interface web é um pouco lenta quando há centenas de mensagens, mas é limpa e intuitiva. Os refresh de pastas são instantâneos. Há um antispam nativo também.

É ótimo para usar junto com um programa de e-mail. Comigo funcionou perfeitamente no MS Outlook e no Pocket PC. No período de testes, usei minha conta AIM Mail para as listas de discussão. O único motivo de não tê-la mantido foi a ausência de filtros. Mas aí seria exigir demais do serviço. Raras vezes saiu do ar. Acho que, por oferecer gratuitamente o que oferece, ele é ótimo.

Na verdade, eu já tenho IMAP com filtros no meu servidor de hospedagem. Se não tivesse, com certeza eu usaria o AIM hoje como minha conta de e-mail principal.

escrito por Bia Kunze em Reviews às 10:51 PM | Comentários (11)

fevereiro 10, 2006

Review: Qtek 9090 (I)

Exatos 30 dias com o Qtek 9090, e tendo explorado o bichinho até à míngua, sinto-me apta a fazer meu review. Posso adiantar que entre todos os PDAs, smartphones e congêneres que já tive, ele é o melhor, disparado. Se pudesse defini-lo em duas palavras, elas seriam liberdade e eficiência.

postado via laptop

Características físicas

Ele não é pequeno. Tem o mesmo tamanho do x50v e é mum pouquinho mais pesado. Pudera, ele abriga um teclado QWERTY, exposto ao deslizar a parte superior para cima. Não uso, não acho prático. Sou bem ágil na escrita direto na tela, então o teclado fica o tempo todo escondido. Mas admito que pode ser uma opção interessante para quem está começando agora no mundo dos PDAs.

Uma coisa que me deixou intrigada é a quantidade enorme de botões de hardware. Além do liga/desliga na parte superior, ele tem 2 acima da tela (um para agenda e outro para contatos). Abaixo da tela, além do D-pad, ele tem um botão verde para atender chamadas e um vermelho para desligar. Além disso, tem mais outros quatro (!): um para o navegador, outro para e-mail, um para o menu Iniciar (!!) e um quarto para "ok"... sim, isso é tipo de Windows... =P

Sei que ele é um Phone Edition, mesmo assim, será que precisa de tantos botões? De qualquer forma, mais uma vez, deve ser interessante para os novatos. E assumo que o design minimalista do iPod me acostumou mal.

No começo estranhei a tela QVGA. A gente realmente fica mal acostumado com aquela telona linda do x50v. Mas a "estranheza" durou pouco, logo me habituei. A tela é boa, grandona, brilhante, do jeito que eu gosto. O desempenho dele em outras coisas compensou essa perda.

Na parte de cima fica o speaker; embaixo fica o microfone. Ao contrário do que muitos pensavam, ele não precisa de um fone externo para ser usado durante as ligações. É só encostá-lo na orelha como um fone comum. Esquisito, por ele ser grandão, mas acostuma-se logo. Uso ele a maior parte do tempo com meu fone bluetooth.

O fone estéreo com microfone vem junto com o aparelho. Por usar microfone junto, a pinagem não é a mesma de um headphone comum. Assim, só dá para usá-lo com fones com fio se for o seu próprio. Uso bem pouco, só para assistir filminhos de vez em quando. A qualidade de áudio é excelente, seja para ver vídeos, ouvir música, ou no uso como telefone.

A recepção de sinal dele é ótima, a qualidade das ligações idem. Isso me surpreendeu.

Impossível não destacar a bateria (li-ion, 1490 mAh, removível). Se deixá-lo somente em stand-by dura uns três dias tranqüilamente. Mas como uso direto o GPRS, que fica ativo o dia todo, ele precisa ser recarregado toda noite. O que me fez chegar à conslusão que o bluetooth nem sempre é o grande vilão devorador de energia, mas o próprio tráfego de dados GPRS. Com o wi-fi é a mesma coisa.

Ainda assim, o desempenho é respeitável considerando-se que sou heavy user.


Desempenho do sistema

O processador é de 400 MHz e seu clock não pode ser mudado, como nos PDAs da Dell.

Ele é completíssimo em conectividade. Tem bluetooth, wi-fi, Ir, slot SDIO e é GSM triband. Uma pena que não tem EDGE.

Vem com uma memória interna generosa, 128 MB de RAM e outros 45 MB para programas (flash-ROM). O sistema operacional é o WM2003SE Phone Edition.

Fiquei pasma ao constatar a estabilidade do danado. Aliás, nesse quesito estabilidade ele me lembra muito meu saudoso x30, que era igualmente poderoso, rápido e eficiente. Tanto no x30 quanto no Qtek, crashes são raríssimos. No x50v, volta e meia eu precisava dar um reset.

A inicialização é rápida, e mesmo testando pesados plug-ins para a tela Today (testei o Pocket Breeza) a perda de desempenho não é tão grande como era no x50v. Por que será?

Além das opções tradicionais da tela Today, ele vem com um painel extra da operadora Claro, que mostra chamadas não atendidas, SMS, MMS, correio e alguns atalhos.


Características técnicas

Bluetooth e wi-fi funcionam simultaneamente, ideal para se usar o Skype com fone bluetooth - coisa que faço MUITO. Só que infelizmente não há comando de voz nativo. Nunca usei muito esse tipo de função, mas ele pode ser resolvido instalando-se um aplicativo próprio da Microsoft para tal, o Voice Commander. Nunca testei.

E o Qtek 9090 tem uma função que não vi em nenhum outro aparelho até hoje: quando você está navegando por wi-fi e o sinal some, ele se conecta sozinho ao GPRS. E quando acha um novo sinal wi-fi, ele automaticamente conecta-se de volta! Tudo sem interromper seu trabalho. Isso é simplesmente maravilhoso...

Outra coisa que chama a atenção é que você pode regular a potência do radio wi-fi. Quando estou perto do access point, coloco potência menor e poupo bateria.

A câmera faz fotos em resolução VGA e pequenos filmes com áudio, em resolução 320 x 280, salvos em formato mp4. O limite de tempo dos filmes é sua memória livre. Dá para regular cores, luz, contraste e até adicionar molduras no próprio ato de fotografar. Não há delays na hora de bater a foto ou salvar no cartão. Mesmo sendo assim, tão versátil, não é nada que mereça muito destaque, só serve para brincar mesmo. O desempenho é mediano. Algumas fotos feitas por ele podem ser conferidas no set on-the-go do meu Flickr. Também colocarei logo mais uns vídeos feito por ele no meu Textamerica.


Aplicativos extras nativos

Ele vem com MUITA coisa nativamente, por exemplo:

-MIDlet Manager, um gerenciador de aplicativos J2ME
-Album, um visualizador e gerenciador de fotos e filminhos, simplesinho mas que surpreende aceitando uma gama imensa de formatos
-xBackup, que serve para fazer cópia de segurança dos seus dados no cartão SD
-Clearvue PDF e Clearvue PPT vêm igualmente instalados, dando um belo reforço ao pacote Pocket Office
-Modem sem fios, que transforma o Qtek 9090 num modem externo para ser usado com notes e desktops, seja via USB, Ir ou bluetooth. Para mim, essa função foi crucial na escolha do aparelho. Preciso de internet móvel, seja no note ou no PDA, esteja onde eu estiver!

Mas o que mais causou-me espanto foi o aplicativo KSE TrueFax. Sim, não chega a ser irônico um PDAphone do porte do Qtek 9090 ter um programa de... fax?

Pior que não posso falar muita coisa, meu aparelho de fax tem uns 200 anos e continua ativo lá na clínica, volta e meia dentais me mandam ofertas de produtos e orçamentos de materiais. Até quando eu preciso fazer uma encomenda, sempre me pedem que seja por fax. Então tá, né... tem utilidade então! Bem, qualquer hora dessas eu testo esse TrueFax aqui e mostro os resultados.


***
Na continuação desse review, falarei das funções que só um PDAphone tem e minha avaliação do serviço de dados da Claro.

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escrito por Bia Kunze em Reviews às 11:48 AM | Comentários (99)

fevereiro 08, 2006

Review: SkypeIn

O Skype está matando meus IMs. Estou há uma semana usando (muito) o SkypeIn e adorando. Fiz um review do serviço em si e uma análise das novas possibilidades que ele trouxe aos usuários. Além disso, cito alguns outros serviços de VoIP e dicas para usufruir dessa nova onda on-the-go, sem precisar ficar preso a um computador.

Um breve resumo dessa minha análise está disponível também na edição de hoje da Folha de Pernambuco.

postado via laptop

Comprei 2 números de SkypeIn, um do Rio e um de São Paulo, a fim de estreitar meus laços profissionais na área de consultoria em tecnologia móvel.

No primeiro dia de uso (assim que o serviço foi anunciado), o serviço já funcionava, mas muita gente que me ligava de telefones fixos dessas cidades reclamava que às vezes meus números davam sinal de ocupado. No dia seguinte estabilizou e não notei problemas.

Recebo ligações de telefones fixos e móveis de todos os lugares. Ligo para pessoas com números SkypeIn de Curitiba mas que moram em qualquer lugar, até no exterior. A qualidade é tão boa quanto o Skype de computador para computador. Contudo, o mesmo não acontece quando se usa o SkypeOut. Liguei para números SkypeIn através do meu SkypeOut e a qualidade é falha. O mesmo acontece quando ligo via SkypeOut para números fixos de todo o país. Outro problema é a ausência de identificação de quem está ligando. Ou aparece algum número esquisito ou simplesmente não há identificação.

Mas no geral, estou bem satisfeita com o serviço, e muitos usuários estão tão empolgados que pretendem cancelar suas linhas de telefonia fixa, a fim de escapar das assinaturas. Em muitos condomínios que usam internet via cabo, abdicar de linha fixa de telefone pode realmente significar uma bela economia. A Brasil Telecom, da qual sou cliente, cobra cerca de R$ 70 mensais de assinatura não-residencial. O uso de um número SkypeIn por um ano custa R$ 80, ou R$ 30 por 3 meses. Sua aquisição é feita direto no site do Skype, e os requisitos são uma conta de skype ativa e um cartão de crédito internacional.


Mobilidade com IPfones e PDAs

Para quem deseja mais mobilidade no uso do Skype, não ficando preso ao computador ou laptop, uma boa pedida são os IPfones. São aparelhos que parecem muito com telefones normais, mas funcionam sobre IP. Existem modelos para todos os bolsos, desde os mais simples que se ligam na USB do PC até modelos wi-fi, idependentes, com autonomia total para fazer e receber chamadas. Basta que se loguem em redes sem fio disponíveis, funcionando de forma muito parecida com os celulares comuns.

Os felizardos usuários de PDAs Windows Mobile não precisam de IPfones. Basta instalar o Skype para Pocket PC. SkypeIn e Out funcionam normalmente nele, e a interface é bem parecida com a do desktop, dispondo de quase todas as mesmas funções. Os smartphones Symbian com wi-fi também já despontam no mercado, e acredito na possibilidade de termos uma versão do Skype para essa plataforma também.

Agora posso viajar tranqüila para qualquer lugar do país, apena com meu smartphone, recebendo normalmente ligações e sem gastar os tubos. Eu tinha um chip GSM de São Paulo, que cancelarei. Quando eu estiver em São Paulo novamente, basta eu configurar meu Skype para redirecionar as chamadas do meu Skype para meu celular. As pessoas poderão me encontrar ligando para um número fixo, e como meu celular corporativo tem roaming zero no plano, recebo as chamadas normalmente em qualquer lugar, bastando ter créditos SkypeOut ativos para o redirecionamento. Quando eu tiver rede wi-fi disponível as coisas ficam ainda melhores: fico logada no Skype em meu PDA normalmente.


Outros serviços

Muitas empresas já descobriram a mina de ouro que é VoIP e alternativa ao Skype é o que não falta.

Há serviços com pacotes muito vantajosos para empresas, como o ótimo Vono, da GVT. Grandes portais brasileiros também já oferecem seus serviços de IP para qualquer internauta, com a vantagem de não precisar de cartão para comprar créditos. O UOL Fone aceita boleto bancário, pena que não há opção gratuita PC-PC como o Terra VoIP faz para assinantes do provedor. O Terra oferece até opção de assinatura mensal para VoIP.

Existem até serviços surpreendentes, como o VoIP Buster, que tem tarifas incrivelmente baixas e tem até opções de ligações a custo zero para vários lugares!

VoIP está aí e veio para ficar. Quem ainda não despertou para isso, bem, é hora de levar uma sacudida. Inclusive muitas Telecoms...

escrito por Bia Kunze em Reviews às 02:00 PM | Comentários (23)

fevereiro 03, 2006

Mini-review: Opera em palms, pockets e pendrives

Fãs móveis do navegador Opera têm 3 novas opções de uso on-the-go: uma versão para memórias flash e pendrives, uma para Windows Mobile (inclusive WM5) e, por fim, uma em Java (J2ME) para qualquer aparelho portátil compatível - o que pode ser um alento para quem odeia os navegadores medíocres dos Palms...

Analisei as 3 versões e, a seguir, estão minhas impressões sobre cada um.

* Opera Mini: um browser compacto que funciona em qualquer celular que não tenha recursos sofisticados. Basta rodar Java e ter um navegador wap. A lista de aparelhos compatíveis está no site do OM. Por ser tão versátil, ele pode ser usado também em palms, que, como se sabe, não têm navegadores lá muito decentes. Baixe-o direto de seu portátil pelo endereço http://mini.opera.com.

Usuários de palms que testaram o produto adoraram o suporte ao botão 5-way, a rapidez na hora de carregar sites e suporte ao formato landscape. Por outro lado, há uns probleminhas na renderização de algumas páginas. Deve ser porque todas passam pelo servidor do Opera antes, que as encolhe e adpta às telinhas de celulares. Pelo pouco que testei da verão low em meu Z600, até ser roubado, gostei muito da rapidez. Mas não esperem grandes coisas. É um quebra galho bacana para pesquisas rápidas. Fico devendo as fotos da tela...

* Opera para Pocket PC: tenho testado a novidade (demo) no meu Pocket PC e não me adaptei muito bem ainda. Acho que ele poderia ser mais prático: dá para abrir várias janelas, mas pular de uma para a outra é bem chato, via menus, já que não tem abas. O jeito de contornar isso é via Magic Button. Em compensação, suporta telas VGA e modo landscape, e o ajuste das páginas na telinha do pocket é perfeito. Há uma versão compatível com WM5.


Java Applets

O grande trunfo dele, é o suporte a java applets. Isso significa que, pela 1a vez, é possível navegar num site de banco num portátil, passando pelo tecladinho virtual. Matador!


Ajuste perfeito na telinha do pocket

* Portable Opera: a exemplo do que ocorre com o Portable Firefox, é uma versão para pendrives, cartões de memória ou qualquer tipo de memória flash em geral. Deve rodar até em câmeras digitais e iPods. Achei muito interessante, dá para fazer tudo que o Opera normal faz: levar seus favoritos, feeds e até emails para todo lugar, usar em qualquer computador e não deixar rastros de navegação. E é gratuito.

Vale lembrar que já existe há um tempinho uma versão do navegador para Symbian s60 (como o Nokia 6600 e tantos outros) e outra para WM Smartphones (como o MPx220).

Enquanto isso, screenshots do futuro Internet Explorer 7 vazaram na web. Duas vezes. Eu particularmente acho que não vazaram, mas "foram propositadamente" vazadas... é muita coincidência tanto "vazamento". Bem... Com a concorrência ganhando cada vez mais terreno, a Microsoft precisa mostrar serviço, não?

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postado via pocket pc

escrito por Bia Kunze em PDA às 10:51 AM | Comentários (29)

janeiro 30, 2006

Review: Dell Latitude D510

No início de dezembro, propus a mim mesma um desafio: pegar o melhor notebook que um teto de 4 mil reais (contando tudo, inclusive frete) pudesse pagar. Na primeira parte deste review vou explicar como encontrei o que buscava, baseado-me nas minhas necessidades e no orçamento que dispunha, e o que estou achando do equipamento de um modo geral.

postado via laptop

Opções

Analisei vários notebooks de diversos fabricantes e fiquei entre Dell, HP e IBM (Lenovo). Como a Dell vende pelo site, permitindo-se adaptar as máquinas na configuração desejada, e como tive uma experiência boa com a assistência deles, optei por uma máquina dessa empresa. Uma edição da revista PC World que falava sobre notebooks me ajudou a escolher o modelo Latitude D510.

Sempre que se deseja comprar um notebook, é preciso focar no que você quer usar e se ele atende suas expectativas. Na minha escolha, além do preço "teto", estavam na lista de prioridades peso de até 2,5 kg no máximo (levo muita coisa no meu trabalho, ainda mais com a odontologia móvel), memória de pelo menos 512 MB (uso alguns programas gráficos pesadinhos), wi-fi (tenho access point em casa) e gravador de DVD (quase não gravo mais CDs para nada).


Características do D510

Peso

O D510 tem exatos 2,4 kg (que considero perfeitos) e cabe certinho na mochila para notebook que eu já tinha.


Interfaces sem fio

Essencial que tivesse wi-fi nativo. Só usarei acesso cabeado à web na ausência de redes sem fio. Em casa tenho access point. O bluetooth nativo foi desnecessário, já que tenho um dongle bluetooth USB com drivers sempre em dia e que até hoje funcionou muito bem em meus PCs anteriores. Isso sem falar que estamos carecas de saber a porcaria que é o suporte nativo a bluetooth no Windows XP SP2. O infravermelho foi ignorado. O dongle vai muito bem, obrigada: sincronizo meu PDA e meu Nokia 6260 sem precisar de cabo algum :)


Processador e memória

Aí o bicho pegou. Eu queria um Pentium M, mas as limitações orçamentárias me fizeram optar entre ele ou o gravador de DVD. Sobrou um Celeron M de 1.4. A memória do D510 era de 256 MB no site, troquei para 512 MB.

O desempenho não é muito diferente do meu antigo PC, que funcionava com um Athlon XP 1500+. O problema é que ele engasgava com 256 MB de memória. Photoshop e After Effects ao mesmo tempo, nem pensar. No PC, originalmente eu tinha 512, mas um pente havia queimado e fiquei com preguiça de trocar, já pensando num futuro upgrade. Para minhas necessidades, 512 MB está ótimo.


Sistema Operacional

Windows XP Pro SP2. E conforme solicitado no site, todos os drivers e componentes que já vinham pré-instalados na máquina vieram também em CDs, junto com os manuais.


Gravador de DVD

Filmes, música, backups, uso DVD para tudo. Não tive problema em acessar meus discos gravados em outras máquinas, inclusive os multissessão. e continuo usando o Nero 6.


Placa de vídeo

Tive uma grata surpresa ao constatar que a placa de vídeo não tem memória compartilhada. Com os 128 MB dela eu até poderia arriscar uns jogos, mas não tenho o hábito de jogar. O importante é assistir meus DVDs com qualidade e sem engasgos. Ligo um cabo S-Video do notebook para a TV (as de 29´´ têm S-Video também, as mais antiguinhas têm video-composto) e assisto tudo na telona, em qualquer lugar. Adeus, DVDs players portáteis! Aliás... praticamente não faço mais autorações, salvo tudo em DivX e gravo nos DVDs. A primeira temporada todinha de Lost coube em 2 discos.


Áudio

Quando estou em casa plugo um cabo auxiliar do note para o mini-system e deixo o resto por conta do iTunes. Para o Skype, tudo funciona como num PC normal, plugo um foninho daqueles com microfone. Sinto um pouco de falta da minha placa de áudio do PC.


USB

São quatro portas USB 2.0, o suficiente para ligar tudo o que preciso.


Leitor de SD

Outro item que eu já tinha e não precisava nativo. Todos os meus gadgets usam o padrão SD. Meu leitorzinho USB é plug-and-play e tem o tamanho de um pendrive.


Touchpad

Nos notebooks não dá para fugir dos pseudo-mouses. Ou é aquela bolinha vermelha medonha que fica no meio do teclado ou o touchpad. Priorizei o menos pior, que é o segundo. Ainda assim, em casa, uso sempre meu mouse sem fio.


Energia

A bateria dele dura cerca de 2 horas sob condições normais de uso. Se o wi-fi estiver ligado, o tempo cai para metade. Não tenho conhecimento de autonomia de baterias de notebooks, mas achei pouco.


Mochila levinha

Além do note, vai o cabo de energia (que tem um sistema inteligente de dobra de fios que não o deixa volumoso), e os minúsculos dongle bluetooth e leitor USB de SD.


***
Na segunda parte desse review vou falar sobre navegação do notebook usando o pocket pc (Qtek 9090) como modem.

escrito por Bia Kunze em Gadgets às 09:35 AM | Comentários (26)