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João Gordo, Dado Dolabella e espirros na farofa

Não é o escopo desse blog tratar de picuinhas pessoais, ainda mais entre pseudo-celebridades, mas o assunto subitamente me levou a refletir sobre o que podemos esperar sobre vídeos, TVs e entretenimento em dispositivos móveis daqui um tempo. Um assunto que me fascina cada dia mais.

Como comentou o Glacial, o incidente entre o apresentador da MTV e o ator (?) e cantor (??) Dado Dollabela ocorreu em 2003. Naquela época um YouTube jamais faria o sucesso que faz hoje, pois ele é um produto direto da banda larga. Resultado: Bastou a MTV liberar as imagens dos bastidores da briga para a história tornar a ser assunto em qualquer rodinha.

Daqui algum tempo, não muito tempo, quando alguém "ouvir" um burburinho que a Cicarelli faz sei lá o que na praia, que a Piovani xingou alguém ou que houve um barraco qualquer por aí, bastará sacar o celular para assistir tudo. E enviar aos amigos, espalhando a nova onda, será praticamente instantâneo.

Minha dúvida não é quem teve razão na briga. Minha dúvida é: como há uma curiosidade natural em cima do que os outros fazem, já que sse tipo de notícia se espalha mais rápido que notícia "de verdade" (?), por que não usar essa onda para alavancar o uso dos celulares? Tenho certeza que as operadoras já pensaram nisso. Chegou a hora de arregaçar as manguinhas.

(Corta para a mente maligna da Bia, CEO da Kunze Mobile Inc. Consulta ao Banco de Dados. Procurando celulares de usuários entre 10 e 18 anos. Milhares de SMS disparados: "Assista o vídeo da briga na MTV! Baixe agora no seu celular! Apenas R$ 1,99 + impostos, custos de conexão cobrados separadamente")

Você acha que hoje, com a internet, tudo é muito rápido? Imagina quando a internet móvel estourar de verdade. Se o Lula espirrar em cima da farofa (TM-Analista de Bagé), em cinco minutos o mundo todo saberá. Reforçando: "5 minutos", nesse caso, não é hipérbole!

Será esse o futuro do entretenimento? Uma espécie de Big Brother on demand e on-the-go?

"I’ll give you a couple clues. I always think of mobile computing as personal computing. This long-term vision has led us through everything — first the organizers and now through the smart phone space. It’s like everything a personal computer is. Continue down that path. What are the implications of a world where everyone has a super high-speed Internet connection in their pocket and many gigabytes of storage, super-fast processors, audio, visual and multimedia? What are the consequences of that? How will that change computing when you have all that stuff available to you all the time? I try to think into the future. That’s how we come up with new products. So I’m not going to tell you what it is, but it’s following the consequences of mobile computing." (Jeff Hawkins)

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