Aumento imoral
Pois bem, nossos espertos palamentares conseguiram equiparar seus salários com o do pessoal do STF. Não apenas o tesouro perderá com o desembolso do aumento como também deixará de arrecadar, já que na folha de pagamento a patota continuará recebendo os 12 mil. O restante virá na forma de “extras”. Assim eles não pagam mais imposto de renda.
Os parlamentares alegam que sua reinvidicação é "barata": custaria meros R$ 100 milhões aos cofres públicos. Por outro lado, um aumento de R$ 20 no salário resultaria num rombo de R$ 800 milhões. Na matemática eles têm razão. Mas que isso é imoral, não há dúvida.
Vamos deixar os clichês de lado, reclamando da vida (e de nós mesmos por sermos tão passivos), e efetivamente arregaçar as manguinhas? Sim, a gente pode fazer alguma coisa: ABRIR O BICO! Aqui estão os e-mails da cambada que votou a favor do aumento:
Aldo Rebelo (PC do B-SP):
dep.aldorebelo@camara.gov.br
Renan Calheiros (PMDB-AL):
renan.calheiros@senador.gov.br
Ciro Nogueira (PP-PI):
dep.cironogueira@camara.gov.br
Jorge Alberto (PMDB-SE):
dep.jorgealberto@camara.gov.br
Luciano Castro (PL-RR):
dep.lucianocastro@camara.gov. br
José Múcio (PTB-PE):
dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br
Wilson Santiago (PMDB-PB):
dep.wilsonsantiago@camara.gov.br
Miro Teixeira (PDT-RJ):
dep.miroteixeira@camara.gov.br
Sandra Rosado (PSB-RN):
dep.sandrarosado@camara.gov.br
Colbert Martins (PPS-BA):
colbertmartins@camara.gov.br
Bismarck Maia (PSDB-CE):
dep.bismarckmaia@camara.gov.br
Rodrigo Maia (PFL-RJ):
dep.rodrigomaia@camara.gov.br
José Carlos Aleluia (PFL-BA):
dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br
Sandro Mabel (PL-GO):
dep.sandromabel@camara.gov.br
Givaldo Carimbão (PSB-AL):
dep.givaldocarimbao@camara.gov.br
Arlindo Chinaglia (PT-SP):
dep.arlindochinaglia@camara.gov.br
Inácio Arruda (PC do B-CE):
dep.inacioarruda@camara.gov.br
Carlos Willian (PTC-MG):
dep.carloswillian@camara.gov.br
Mário Heringer (PDT-MG):
dep.marioheringer@camara.gov.br
Inocêncio Oliveira (PL-PE):
dep.inocenciooliveira@camara.gov.br
Demóstenes Torres (PFL-GO):
demostenes.torres@senador.gov.br
Efraim Moraes (PFL-PB):
efraim.morais@senador.gov.br
Tião Viana (PT-AC):
tiao.viana@senador.gov.br
Ney Suassuna (PMDB-PB):
neysuassun@senador.gov.br
Benedito de Lira (PL-AL):
dep.beneditodelira@camara.gov.br
Ideli Salvatti (PT-SC):
ideli.salvatti@senadora.gov.br
Só 3 votaram contra o reajuste: os deputados Henrique Fontana (PT-RS) e Chico Alencar (PSOL-RJ), e a senadora Heloísa Helena (PSOL-AL). Mas cadê a lista dos ausentes?
Sim, a gente tem que questionar PRINCIPALMENTE o pessoal que se ausentou da votação, e não foram poucos. O Osmar Dias (senador do meu estado, o PR) é um dos que se abstiveram, e estou furiosa porque votei nele para governador. Me sinto enganada.
Quem conseguir a lista dos ausentes, por favor, poste aqui no blog. Acho que esses sim são os mais perigosos. Os que votaram a favor são meros caras-de-pau. Os ausentes são hipócritas: daqui a pouco estarão derramando mil desculpas justificando a abtenção. E no momento oportuno (leia-se eleições) com certeza são os primeiros a jogar pedras nos colegas…
Já estou mandando meu e-mail para os digníssimos parlamentares. E como eu disse no começo do post, deixemos a lamentação de lado. Façam o mesmo.

Comments
Conversando em casa sobre o assunto do aumento dos deputados e senadores, pensei em uma possível solução para o assunto. Mas, infelizmente, não saberia colocar a idéia de forma, boa o suficiente, que desperte o interesse dos reponsáveis por implementá-la.
Então, aproveito o tópico para pedir uma ajuda :D
A idéia se resume em duas ações:
1. Utilizar o salário mínimo, como unidade, na definição da remuneração do cargos públicos. Isso em *todos* os Três Poderes.
2. *Fixar* o salário dos cargos em unidades de salários mínimos, sem possibilidade de aumento.
Como sugestão de plano de implementação:
1. Acredito que deve ser iniciado pelos cargos preenchidos por eleição;
2. Em meio ano se estender para todos os ministros, assessores e cargos indicados ou influênciados pelo governo;
3. Em um ano, para todos os cargos administrativos;
4. Em um ano e meio para todos os funcionarios que ainda não foram adequados.
Desta forma o aumento do salário dos deputados e senadores seria influenciado pelo aumento do salario mínimo.
Assim o poder aquisitivo dos representantes do povo estaria amarrando ao poder aquisitivo dos seus representados.
[],
AC
P.S.: Se isso for útil a alguém, e quiser levar a idéia adiante, não faço a menor questão do crédito.
Posted by: Antonio Carlos de Souza | dezembro 18, 2006 10:08 AM
Eu mandei e-mails para os deputados que votaram a favor do aumento... Todos voltaram. Não sei se foi por lotação das caixas postais do senado e da câmara ou se os referidos safados bloquearam as caixas.
Mandei também um e-mail para o Gabeira, que foi o deputado federal em quem votei na última eleição, e pelo visto estava ausente. Mandei também para meu candidato a estadual.
Mas, sinceramente, estou quase certo de que não adianta nada, vamos continuar nessa e com certeza nas próximas eleições as mesmas caras habitarão o congresso.
País de merda mesmo...
Posted by: Zé | dezembro 18, 2006 09:46 PM
Ao invés de se indignar, muita gente gostaria de uma boquinha dessas.
"Ah, com um salário desses até eu queria estar lá" - coisas assim ouço muito.
Maldito espírito de esperteza que o brasileiro tem.
Posted by: Rodolfo | dezembro 24, 2006 11:17 AM
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Posted by: Melvin Bergert | agosto 30, 2010 05:50 PM