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abril 27, 2007

Há quase 20 anos

Hã? Suspensão do pagamento da dívida externa?

abril 03, 2007

300

Que filme fantástico! Saí do cinema embevecida, apesar de ter que engolir umas tias chatas no corredor, que não compreenderam que aquilo são quadrinhos, e não reconstituição histórica. Fiz um esforço imenso para que aquele monte de merda que ouvi na saída não me irritasse.

O filme é uma carnificina do início ao fim, pontuada por uma exibição constante de belos torsos masculinos. Mas nada é gratuito, apelativo, ao contrário do que se pode achar.

O tema central de '"300" é a guerra, a razão de viver (e morrer) dos soldados espartanos. Aliás, no filme quase não se usa o termo war, mas slaughter, apesar das legendas não trazerem a terminologia correta, o que dá uma diferença singela ao contexto. Mesmo quem não gosta de sangue, no filme se deleita com o prazer dos guerreiros em derramá-lo. Incrível como Jack Zynder conseguiu isso.

A exibição dos músculos dos soldados não é meramente para atrair a platéia feminina, que costuma fugir de filmes violentos. Mas para ressaltar a perfeição dos guerreiros, treinados desde crianças para o campo de batalha. São os 300 melhores de um povo que atirava bebês penhasco abaixo caso elas possuíssem quaisquer defeitos físicos, como o corcunda repugnante (que irritou as tiazinhas na sala de cinema). Em "300", nada, absolutamente nada é gratuito. Mas confesso que tinha momentos em que era impossível manter a atenção na linha narrativa, diante daqueles maravilhosos tanquinhos de guerra, huahuahua...

Mas o melhor de tudo é a beleza plástica do filme, que tem uma fotografia soberba. As cores, a textura, as riquezas de detalhes, tudo proporciona prazer visual. E há cenas para ver e rever, e rever, e rever:

- Quando o filho do capitão atira a lança no rinoceronte gigante. A câmera desce por trás do rapaz, pelo seu manto vermelho, até o bichão cair morto a seus pés.

- No finzinho, quando Leônidas atira sua lança contra Xerxes, e acompanhamos sua sombra no chão até atingir o rosto do rei persa.

Teve outro detalhe que me chamou a atenção: o cuidado em exibir os detalhes e imperfeições dos rostos das pessoas, como rugas e poros. Mesmo na rainha, que nem por isso ficou menos linda! Lembrei do último Superman, em que me deu vontade de chamar o protagonista de Superpancake.

O filme é excelente, mas sugiro que você não vá com suas tias ou priminhas românticas, que só querem ver o Rodrigo Santoro. Aliás, até isso poderá decepcioná-las, caso elas sejam muito sensíveis.