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novembro 29, 2007

Abrindo o jogo

Finalmente as aulas acabaram, retornei da viagem a Vitória, estou em Sampa resolvendo as últimas pendências aqui e amanhã retorno para Curitiba. Como o único vínculo que restava em Curitiba era a faculdade, agora posso tratar dos detalhes finais da minha mudança sem stress.

E também posso finalmente revelar a vocês alguns "mistérios" que eu vivia adiando...

Minha mudança para Sampa não foi tão simples porque, além de estar presa à faculdade até o término do ano letivo, algumas coisas aconteceram no meio do caminho me obrigando a replanejar tudo.

Em primeiro lugar, o lugar onde estou hoje em São Caetano não é definitivo, pois no começo de 2008 eu vou me casar. Bem, o que eu posso dizer é que meu noivo é engenheiro, mora aqui no ABC, trabalha em uma grande multinacional do setor automobilístico e é professor universitário. Não é e nem participa do meio "internet e blogs". Mas gosta muito de tecnologia, aliás, foi através do gosto por tecnologia móvel que nos aproximamos.

A outra novidade é que em 2008 colocarei em pé um projeto pra lá de ambicioso e vanguardista junto com meus 2 sócios e grandes amigos, o Gui Leite e o Gustavo Jreige. Graças ao patrocínio de algumas grandes empresas, será um projeto muito legal e, por assim dizer, diferente. Infelizmente por enquanto não posso dar mais detalhes. Mas é algo que, como entusiastas das novas mídias, sempre quisemos fazer. Só não iniciamos antes porque o Gui Leite também vai se casar ano que vem e está na mesma correria que eu, e como vocês devem imaginar, essas fases de mudanças radicais dão um trabalhão...

Em 2008 estarei me dedicando também, com mais afinco ainda, à odontologia para idosos e pacientes especiais, através do atendimento móvel em domicílios, clínicas e casas de repouso. A visibilidade que eu ganhei na mídia foi fundamental para iniciar o planejamento também de novas iniciativas. Como já comentei no Garota Sem Fio, estou escrevendo um livro sobre inclusão digital e mobilidade. Esse livro será o grande pontapé para, a médio prazo, eu fundar uma entidade que promoverá a inclusão social de idosos e deficientes através da inclusão digital.

Mas farei uma coisa de cada vez... Depois de passar por um 2006 bastante complicado por questões de saúde, e de um 2007 dedicado ao "renascer das cinzas", posso dizer que finalmente 2008 será um ano mais do que especial. A melhor decisão que eu poderia ter tomado nesses meus 32 anos veio ao constatar que a vida é curta e só devemos fazer o que amamos. Perdi o medo de arriscar coisas novas. Estou muito feliz!

novembro 21, 2007

Cadê o iPod Touch, Apple?

A Apple está abrindo espaços em hipermercados brasileiros, numa atitude que, presumo eu, faz parte daquela estratégia de ganhar mais terreno em solo verde-e-amarelo.

Mas o suporte vai acompanhar esse crescimento? E o iPod Touch, cadê?

Enquanto almoço "de verdade" só agora (passei o dia hoje lendo e escrevendo), aproveito o wifi grátis do Shopping Cidade para atualizar meus feeds e podcasts no HTC Touch.

Acabei de saber que a Apple está inaugurando lojas dentro de alguns hipermercados Extra em SP e no Rio. A idéia da empresa é ampliar o número de espaços para 16 ano que vem.

Pergunto: vão ampliar também o suporte aos clientes brasileiros? Melhorar as assitências oficiais? Espero que sim.

Enquanto isso, não páro de me perguntar: cadê o iPod Touch? Vários varejistas brasileiros estavam prometendo o bichinho para o início de novembro. Os novos modelos classic e nano estão nas lojas há 2 meses, mas até agora, nada do Touch dar as caras.

A informação que eu recebi é que ele vai atrasar e talvez nem chegue às lojas esse ano. E parece que a culpa é da Anatel, que está demorando para homologá-lo, procedimento exigido uma vez que ele possui interface wi-fi.

E agora? Papai Noel brasileiro vai ficar sem iPod Touch? Tá sobrando loja e faltando Touch. Magoei.

postado via wi-fi

novembro 13, 2007

Tinha que ser o Chavez!

Vibrei mil vezes ontem com o esculhacho que o Rei da Espanha deu no Hugo Chavez. Estava na hora.

Eu nem vou questionar aqui o modo como ele conduz seu país. Falo do Chavez como pessoa mesmo. É o protótipo do chato. Eu já tinha concluído isso quando outro chato, o Paulo Henrique Amorim, o entrevistou recentemente.

Sabe aquele chato que fala demais no trabalho? Sabe aquele cunhado que bebe demais nas reuniões de família e fala o que não deve? É o Chavez.

No primeiro dia do encontro ibero-americano - esse em que o rei mandou-lhe calar a boca - ficou evidente o quanto esse pseudo-ditador é tosco, primitivo e inconveniente. Alguns presidentes não puderam fazer seu discurso de saudação porque Chavez, ao invés de falar os 5 minutos estipulados, falou 25. E é sempre aquele discursinho chato, típico do cara que levanta polêmica pelo prazer da polêmica.

Ele que faça o que quiser com a Chavezuela, mas essa falta de respeito com outras nações não dá para engolir.
Por isso, tenho certeza que além do rei Juan, todos os demais líderes presentes pensavam com seus botões: "cale-se, cale-se, cale-se, você me deixa louco!"

novembro 08, 2007

Paradigma

Tem dias que acordo e olho no espelho e não sei mais quem eu sou.

Tem dias que vou atender meus pacientinhos e sou a Dra. Beatriz, odontóloga há 10 orgulhosos anos, longe da vida online (mas não dos gadgets, já que se transformaram em ferramenta de trabalho fundamental).

Nos dias que eu sento para ler, escrever e blogar, o mundo "das bocas", bisturis e agulhas fica longe e eu sou a Bia Kunze, a Garota Sem fio. No blog, sou apenas uma pessoa que adora tecnologia móvel mas tem conhecimentos técnicos bem abaixo dos profissionais da área de informática e tecnologia. Muita gente, leigos em sua maioria, aprende comigo. Mas a verdade é que eu é quem mais aprendo com os leitores. Acho que meu único mérito é saber explicar bem o pouco que sei.

Só que na faculdade, todo mundo me trata com a ultra-mega-super expert em tecnologia. Céus! Só falta me perguntarem em que ano estaremos passeando em naves espaciais. Mas eu não me enxergo do modo como eles me enxergam. Jamais!

E eu fico nesse dilema. Quem sou eu afinal? Minha vida está tomando um rumo que eu não esperava, mas estou adorando. Eu amo tudo o que faço, pois só faço o que amo. Porém não quero abandonar a odontologia, que sempre foi uma paixão à parte. Pelo menos quero aproveitar a notoriedade para atuar só com idosos e pacientes especiais, que é o que me realiza de verdade mas nunca pensei que poderia atuar com exclusividade. É um campo de trabalho muito restrito e cheio de tabus.

Esse paradigma é quase uma coisa assim... para quem vê Heroes... meio Nikki, meio Jessica. Só que felizmente sem nenhum alter ego de assassina sádica. Bem, talvez a Dra. Beatriz até tenha alguma coisa de Jessica, só que... ah, deixa pra lá.