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<tagline>O mundo das artes, música, TV, cinema e mídia web sob uma análise crítica.</tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2005, bia</copyright>
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<title>Os vencedores do Oscar 2005</title>
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<summary type="text/plain">Confira como foi a festa do Oscar de 2005 e a lista completa dos premiados nesta 77ª edição da premiação da Academia....</summary>
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<![CDATA[<p>Confira como foi a festa do Oscar de 2005 e a lista completa dos premiados nesta 77ª edição da premiação da Academia.</p>

<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/oscar2005.jpg"></p>]]>
<![CDATA[<p><em>Clint Eastwood: o grande vencedor da noite</em></p>

<p><br />
<strong>A festa </strong></p>

<p>A festa do Oscar, em si, foi surpreendentemente rápida. Antes das 2 da manhã (horário de Brasilia) todos os prêmios já haviam sido entregues. Chris Rock falou pouco e fez poucas piadas (a mais marcante foi uma alfinetada em George Bush). Os números musicais também foram reduzidos, pena que foi preciso engolir Beyoncé três vezes, sendo que numa das aparições usava um vestido que brilhava mais que refletor de discoteca. Durante os números musicais, as câmeras curiosamente mostravam diversos assentos do Kodak Theatre vazios. Parece que não são são só os espectadores da TV que aproveitam esses famigerados números para ir ao banheiro...</p>

<p>Não houve babação de ovo em cima de Gisele Bündchen, focalizada poucas vezes ao lado do namorado Leonardo Di Caprio. As mulheres em geral pareciam mais sóbrias e contidas em cabelo, maquiagem e vestuário. E à exceção de Hillary Swank, que só faltou dizer obrigado à tia do cafezinho, os agradecimentos foram curtos e sucintos. O melhor foi o do uruguaio Jorge Drexler, premiado pela canção "Al Otro Lado Del Río", de "Diários de Motocicleta". Ele apenas cantou um trechinho de sua música.</p>

<p><br />
<strong>Globo versus TNT</strong></p>

<p>Quem acompanhou a transmissão pela TV a cabo, no canal TNT, ouviu várias vezes as gafes tradutórias de sempre. Logo no começo, a tradutora lançou pérolas como 'hoje tem 4 pretos indicados' e 'ele manteu'. Tradução em tempo real é uma tarefa dificílima, felizmente a presença sempre competente de Rubens Ewald Filho foi um alento à transmissão, ajudando tanto os cinéfilos quanto os não-entndidos com seus conhecimentos "enciclopédicos" de cinema.</p>

<p>Todavia, quem acompanhou pela Globo, só tem a lamentar. A transmissão começou atrasada (graças à votação de paredão do BBB5), quando 2 prêmios importantes já haviam sido anunciados - direção de arte e ator coadjuvante. E contou com tropeços incríveis da dupla José Wilker e Renato Machado. Os poucos comentários vazios e óbvios de Wilker em nada enriqueceram a transmissão. Talvez tivesse sido melhor assim mesmo: quanto menos se fala, menos se corre o risco de proferir impropérios. Wilker referiu-se ao filme "Meninos não choram" duas vezes como "Garotos não choram" e diminuiu o mérito de Cate Blanchett, premiada por interpretar magnanimamente Katherine Hepburn em "O Aviador", afirmando que era quem menos merecia o prêmio. Já Renato gaguejou duas vezes ao citar o filme "Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças" como "Eterno Brilho da Mente Sem Lembranças". Gafes simplesmente imperdoáveis de dois pressupostamente entendidos em cinema. </p>

<p><br />
<strong>Os prêmios</strong></p>

<p>O melhor adjetivo para definir a premiação do Oscar de 2005 é "memorável". Em vários aspectos, paradigmas foram quebrados e tradições rompidas, acabando com a obviedade da premiação máxima do cinema americano.</p>

<p>Clint Eastwood foi o grande vencedor da noite, com 4 estatuetas de um total de 7 indicações, incluindo as principais: filme, diretor e ator coadjuvante (numa premiação justíssima a Morgan Freeman, ovacionado em pé pela platéia). Seu filme "Menina de Ouro" venceu o favorito "O Aviador" de Scorsese, e isso é surpreendente por dois motivos: 1. a academia é extremamente conservadora e purista; premiar um filme que trata de eutanásia é uma revolução de valores. 2. o favorito "O Aviador" é um show aos olhos da velha guarda da academia, já que retrata com glamour, precisão e saudosismo a era dourada dos estúdios nos anos 30. </p>

<p>Fora isso, não houve surpresas nas premiações em outras categorias. Das 11 indicações, o filme de Scorsese levou apenas 5: 4 em categorias técnicas e o de atriz coadjuvante. "Ray" e a animação "Os Incríveis", levaram 2 Oscar cada. E "Em Busca da Terra do Nunca", que concorria a sete prêmios, ficou apenas com o de trilha sonora como consolação.</p>

<p>Veja a relação completa dos premiados:</p>

<p>FILME<br />
Menina de Ouro<br />
Clint Eastwood, Albert S. Ruddy e Tom Rosenber</p>

<p>DIREÇÃO<br />
Clint Eastwood<br />
Menina de Ouro</p>

<p>ATOR<br />
Jamie Foxx <br />
Ray</p>

<p>ATOR COADJUVANTE<br />
Morgan Freeman<br />
Menina de Ouro</p>

<p>ATRIZ<br />
Hilary Swank<br />
Menina de Ouro</p>

<p>ATRIZ COADJUVANTE<br />
Cate Blanchett<br />
O Aviador</p>

<p>ANIMAÇÃO<br />
Os Incríveis<br />
Brad Bird</p>

<p>DIREÇÃO DE ARTE<br />
O Aviador<br />
Dante Ferretti e Francesca Lo Schiavo</p>

<p>FILME<br />
Menina de Ouro<br />
Clint Eastwood, Albert S. Ruddy e Tom Rosenberg</p>

<p>FOTOGRAFIA<br />
O Aviador<br />
Robert Richardson</p>

<p>FIGURINOS<br />
O Aviador<br />
Sandy Powell</p>

<p>DOCUMENTÁRIO<br />
Born Into Brothels<br />
Ross Kauffman and Zana Briski</p>

<p>CURTA DE DOCUMENTÁRIO<br />
Mighty Times: The Children´s March<br />
Robert Hudson and Bobby Houston</p>

<p>MONTAGEM<br />
O Aviador<br />
Thelma Schoonmaker</p>

<p>FILME ESTRANGEIRO<br />
Mar Adentro (Espanha)<br />
Alejandro Amenábar</p>

<p>MAQUIAGEM<br />
Desventuras em Série<br />
Valli O'Reilly e Bill Corso</p>

<p>TRILHA SONORA<br />
Em Busca da Terra do Nunca<br />
Jan A. P. Kaczmarek</p>

<p>CANÇÃO<br />
"Al Otro Lado Del Río"<br />
Diários de Motocicleta<br />
Jorge Drexler</p>

<p>ROTEIRO ADAPTADO<br />
Sideways<br />
Alexander Payne e Jim Taylor</p>

<p>ROTEIRO ORIGINAL<br />
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças<br />
Charlie Kaufman, história de Charlie Kaufman, Michel Gondry e Pierre Bismuth</p>

<p>CURTA DE ANIMAÇÃO<br />
Ryan<br />
Chris Landreth</p>

<p>CURTA METRAGEM<br />
Wasp<br />
Andrea Arnold</p>

<p>EDIÇÃO DE SOM<br />
Os Incríveis<br />
Michael Silvers and Randy Thom</p>

<p>SOM<br />
Ray<br />
Scott Millan, Greg Orloff, Bob Beemer e Steve Cantamessa</p>

<p>EFEITOS ESPECIAIS<br />
Homem Aranha 2<br />
John Dykstra, Scott Stokdyk, Anthony LaMolinara e John Frazier </p>

<p>PRÊMIOS HONORÁRIOS<br />
Roger Mayer<br />
Sidney Lumet</p>]]>
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<title>O Aviador</title>
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<summary type="text/plain">Um belíssimo filme que aposta todas as fichas para faturar o Oscar 2005.</summary>
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<dc:subject>Cinema</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Um belíssimo filme que aposta todas as fichas para faturar o Oscar 2005.<br />
</p>]]>
<![CDATA[<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/aviator1.jpg"></p>

<p>No Brasil, o excêntrico bilionário norte-americano Howard Hughes não é idolatrado e iconizado como nos EUA. Mesmo assim, o filme "O Aviador" tem causado furor nas bilheterias de cinema brasileiras, onde foi um sucesso absoluto logo na 1ª semana de exibição.</p>

<p>Explica-se. Do mesmo modo que um bolo sai do forno moldado pela fôrma, "O Aviador" parece ter sido moldado como um filme para ganhar vários Oscar. O enredo de encher os olhos da velha guarda votante da Academia e o lançamento mundial perto da premiação deixam isso bem claro. E a platéia brasileira se mostra bastante interessada sabendo que o filme é o favorito ao prêmio desse ano em várias categorias.</p>

<p>Mas o filme o faz por merecer. Com uma Direção de Arte e fotografia impecáveis, Martin Scorsese idealizou uma obra perfeita, emocionante, empolgante, perfeita para as platéias de todo o mundo, quer as pessoas conheçam ou não Howard Hughes. A produção retrata de maneira esplendorosa a Hollywood dos anos 30, com cores fortes e brilhantes, lembrando muito o padrão Tecnicholor, ajudando o espectador a transportar-se para a tela, mais especificamente, para os bastidores de um estúdio de cinema.</p>

<p>E é entre estúdios de cinema e aviões que cresce a história. Leonardo DiCaprio, no grande papel de sua carreira, interpreta de forma pragmática mas competente o bilionário obcecado em ser o maior cineasta e o maior aviador do mundo. Embora no cinema essa empreitada não seja feliz, a não ser nos sucessivos relacionamentos com as divas das telas, nos hangares ele exibe todo seu talento e obstinação. Inclusive na luta por tornar sua empresa, a TWA, concorrente forte para quebrar o monopólio da toda-poderosa Pan American.</p>

<p>Entre as namoradas de Hughes, há altos e baixos. Se por um lado Cate Blanchett dá um magnetismo à Katherine Hepburn, com semelhança física e trejeitos impressionantemente perfeitos, Gwen Stefani (vocalista da banda No Doubt) e Kate Beckinsale nada têm a ver com a <em>bombshell</em> Jean Harlow ou a esfuziante Ava Gardner. Embora as atuações sejam razoáveis, as escalações é que são infelizes, causando estranheza aos cinéfilos de época.</p>

<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/aviator2.jpg"></p>

<p>Para aqueles que leram a biografia de Hughes, não esperam-na de modo completo nas telas. Embora retratado como excêntrico, maluco e por vezes hipocondríaco, o filme não entra em maiores detalhes, enfatizando apenas a juventude do protagonista. O filme foca a época em que Hughes estava no auge de sua atividade no cinema e sua empresa de aviação apenas engatinhando. Suas futuras esposas, as atrizes Jean Peters e Terry Moore, sequer aparecem na história. Também não há nada que mencione seu futuro de reclusão.<br />
 <br />
Em resumo, o filme tem todos os ingredentes para levar várias estatuetas: boas atuações, boa direção e uma temática de época que tem tudo para cair nas graças da Academia, que viveu tudo aquilo retratado na tela. E, acima de tudo, é o filme que merecidamente poderá agraciar Scorcesse com seu primeiro Oscar.</p>

<p><br />
<em>Ficha Técnica<br />
O Aviador (The Aviator, EUA, 2004)<br />
Gênero: Drama<br />
Direção: Martin Scorsese<br />
Elenco: Leonardo DiCaprio, Cate Blanchett, Jude Law, Kate Beckinsale, John C. Reilly, Alec Baldwin, Willem Dafoe, Alan Alda e Ian Holm.<br />
Duração: 168 min.</em></p>]]>
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<title>Entrando numa fria maior ainda</title>
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<summary type="text/plain">Comédia de alto nível para toda a família, com risadas garantidas sem qualquer apelação.</summary>
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<dc:subject>Cinema</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Comédia de alto nível para toda a família, com risadas garantidas sem qualquer apelação.</p>]]>
<![CDATA[<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/fockers1.jpg"></p>

<p>Não subestime o título em português para o original "Meet the Fokkers". Foi muito mal escolhido e leva a crer que se trata de uma comédia insossa e descartável.</p>

<p>Continuação de "Entrando Numa Fria" de 2000, com Ben Stiller e Robert de Niro, desta vez o elenco ganha o reforço de Dustin Hoffman e Barbra Streisand como os liberais pais de Ben Stiller. Este é um ator sem sal por natureza, mas o papel de Gaylord é perfeito para seu perfil de idiota. De Niro e Hoffman simplesmente arrasam em cena, principalemente quando estão juntos. O bebê superdotado que atua como coadjuvante é hilário.</p>

<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/fockers2.jpg"></p>

<p>Depois de conquistar a simpatia dos conservadores pais da namorada no primeiro filme, desta vez Ben Stiller, de casamento marcado, leva a noiva e os sogros para conhecerem seus próprios pais. Porém o perfil liberal destes é um choque ao tradicionalismo e rigidez da família da moça, e o noivo faz de tudo para esconder o real modo de vida de sua família. Isso gera situações de se dar risada do começo ao fim.</p>

<p>O filme é uma prova que, para ser engraçado, não precisa ser chulo ou escatológico. Mesmo com Barbra Streisand no papel de terapeuta sexual para a 3a idade, as piadas são de ótimo nível sem serem previsíveis. O ótimo roteiro não apela para a baixaria, mesmo com dezenas de referências a sexo.</p>

<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/fockers3.jpg"></p>

<p><em>Entrando numa fria maior ainda (Meet the Fockers, EUA, 2004)<br />
Gênero: Comédia<br />
Estúdio: Universal <br />
Diretor: Jay Roach<br />
Elenco: Robert De Niro, Ben Stiller, Dustin Hoffman, Barbra Streisand, Blythe Danner<br />
Duração: 114 min</em><br />
</p>]]>
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<title>Elektra</title>
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<summary type="text/plain">Mesmo tendo um bom roteiro, falta ação. Os fãs da Marvel vão se decepcionar.</summary>
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<dc:subject>Cinema</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Mesmo tendo um bom roteiro, falta ação. Os fãs da Marvel vão se decepcionar.</p>]]>
<![CDATA[<p>Este filme é filhote de "O Demolidor", fracasso de crítica e bilheteria. O papel de Elektra foi tão destacado que ganhou um longa próprio.</p>

<p>O inteligente roteiro de Elektra privilegia a história da personagem, seu drama do passado e seu conflito interior.</p>

<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/elektra.jpg"></p>

<p>Elektra usa seus poderes sobrenaturais como assassina profissional, exilada após o assassinato de seus pais. Contudo, quando é chamada para eliminar um pai e sua filha de 13 anos, a heroína entra em crise existencial. Relembrando seu próprio passado como órfã, ela não só se afeiçoa da adolescente como evita que sejam exterminados.</p>

<p>Jennifer Garner está adequada no papel, conferindo a frieza e obscuridade devidas à sua personagem. Contudo, mesmo com uma beleza clássica, falta-lhe sex appeal, se é que essa era a intenção do diretor, já que a marcante roupa vermelha da protagonista só aparece em pouquíssimas sequências. Há boas cenas de luta, de treinamento de artes marcais, pena que sejam restritas.</p>

<p>Os coadjuvantes pai e filha são muito chatos. A adolescente Abby ainda tem alguns momentos interessantes, mas no geral, são desestimulantes . O pai da garota é tão sem sal que, ao contrário do que se esperava, talvez o público preerisse que ele tivesse sido assassinado mesmo.</p>

<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/elektra2.jpg"></p>

<p>O fiasco de bilheteria dessa película é justificado. Apesar de ser uma boa história, ela não está adequada ao seu público-alvo. Fãs da heroína da Marvel certamente gostariam de vê-la executando mais sua paranormalidade e seus poderes em cenas de ação. Some-se a isso uma atriz de pouco apelo sensual, algo inceitável aos fãs de quadrinhos.</p>

<p>Seria bom que a Marvel se atentasse mais aos filmes protagonizados por seus heróis. A qualidade das produções decai cada vez mais, e em nada lembra os primeiros X-Men, por exemplo, sucesso de crítica aclamado e público.</p>

<p><br />
<em>Ficha técnica:<br />
Elektra (EUA, 2005)<br />
Gênero: Ação<br />
Distribuidora:<br />
Diretor: Rob Bowman<br />
Elenco: Jennifer Garner, Colin Cunningham, Goran Visnjic, Hiro Kanagawa, Jason Isaacs.<br />
Duração: 96 min</em><br />
</p>]]>
</content>
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<title>Meu Tio Matou Um Cara</title>
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<modified>2005-02-10T18:06:41Z</modified>
<issued>2005-01-28T17:52:53Z</issued>
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<summary type="text/plain">Enfim, Jorge Furtado acertou em cheio com seu novo filme. </summary>
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<dc:subject>Cinema</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Enfim, Jorge Furtado acertou em cheio com seu novo filme. </p>]]>
<![CDATA[<p>Os 2 longas anteriores de Jorge Furtado, já haviam chamado a atenção - "Houve uma Vez Dois Verões" e "O Homem Que Copiava". Com esse terceiro, enfim ele atinge a maturidade.</p>

<p><img src="http://midiamulti.blogger.com.br/meutio1.jpg"></p>

<p>O roteiro mostra uma história simples, contudo bem escrita e muito bem transportada para o audiovisual. Não tem os excessos de "O Homem Que Copiava" como as animações desnecessárias e histórias paralelas que se perdiam. Desta vez, o resultado é objetivo, conciso, eficiente.</p>

<p>Duca, um garoto negro de classe média, conta com a ajuda de seus dois melhores amigos, Isa e Kid, para descobrir se seu tio matou ou não o ex-marido na namorada. Nesse ínterim, descobre-se apaixonado pela amiga, que por sua vez, está apaixonada por Kid.</p>

<p>O eficiência já começa na abertura, em formato de jogo de computador. Muito bem feita, enfatiza a personalidade de Duca, o protagonista, garoto observador e de raciocínio rápido, que volta e meia está no computador. Seu objetivo é matar sua dúvida, se o título do filme se realizou de fato ou não. Para tal, ele raciocina como nos videogames de detetive os quais está acostumado. Enquanto procura solucionar o caso, ele tenta também conquistar o coração de sua melhor amiga. <br />
 <br />
Além do roteiro, a trilha sonora está em perfeito sincronismo com a atmosfera do filme e o trio de protagonistas capricha nas atuações. Darlan Cunha (Duca), Sofia Reis (Isa), filha do Titã Nando Reis) e Renan Gioelli (Kid), que formam um triângulo amoroso, carregam seus papéis com segurança. Um competente cast de "codjuvantes" garante o êxito do filme, como Dira Paes, Aílton Graça, Lázaro Ramos e até Deborah Secco, num papel que não difere do seu habitual.</p>

<p><img src="http://midiamulti.blogger.com.br/meutio2.jpg"></p>

<p>Humor simples, romances adolescentes, costumes dos jovens urbanos de classe média. <em>Meu Tio Matou um Cara</em> é um filme que foge do habitual, que fala a língua do publico o qual pretende atingir. Prova-se que nem só de bebida, sexo e baladas os jovens vivem, como a mídia gosta de alardear. Há jovens antenados, inteligentes e que fogem do clichê de alienação dos filmes hollywoodianos.  </p>

<p><em><br />
Meu Tio Matou um Cara (Brasil, 2004)<br />
Gênero: comédia<br />
Direção: Jorge Furtado<br />
Elenco: Darlan Cunha, Lázaro Ramos, Sophia Reis, Renan Gioelli, Aílton Graça, Dira Paes, Deborah Secco<br />
Duração: 87 min</em></p>]]>
</content>
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<title>O Grito</title>
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<modified>2005-02-14T13:00:12Z</modified>
<issued>2005-01-27T12:55:23Z</issued>
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<summary type="text/plain">Um bom filme, que só peca por deixar várias lacunas abertas ao final da exibição.</summary>
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<name>cle</name>

<email>ceesn_ctba@yahoo.com.br</email>
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<dc:subject>Cinema</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Um bom filme, que só peca por deixar várias lacunas abertas ao final da exibição.</p>]]>
<![CDATA[<p><img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/grito/grito05.jpg"></p>

<p>A refilmagem de clássicos do terror japonês pelo cinema norte-americano já está virando praxe. Ainda mais ao se descobrir que trata-se de uma fonte barata que traz muito lucro. Esse é o caso de “O Grito”, em cartaz nos cinemas brasileiros. Para se ter uma idéia, o custo de produção do filme foi de apenas $10.000.000. Contudo, para alegria da Sony, o longa já contabilizou $154.159.362 em todo o mundo. Claro que não se trata de nenhum sucesso arrebatador, mas há de se convir que a relação custo/benefício chama a atenção.</p>

<p>Em Tóquio, uma casa comum costuma ocultar o pavor que nela há, pois quando alguém morre nasce uma maldição, que faz as pessoas morrerem vitimadas por uma poderosa ira. É nesse contexto que surge a estudante americana Karen Davis (Sarah Michelle Gellar), que está no Japão num intercâmbio cultural. Voluntária do Centro Social de Apoio, ela inocentemente concorda em substituir uma assistente social que cuidava de Emma Williams (Grace Zabriskie), que tem uma letargia grave associada a leve demência. Ao chegar, vê Emma num estado catatônico, enquanto o resto da casa parece estar abandonado e desordenado.</p>

<p>O diretor de “O Grito”, Takeshi Shimizu, também esteve à frente da versão original do filme. Isso certamente lhe deu base para construir todo o clima de tensão e pavor que pede a história, dessa vez tendo a seu dispor toda a parafernália de produção hollywoodiana. O segredo do filme está justamente em toda a teia que o diretor vai tecendo, a cada minuto colocando informações novas para deleite e confusão do espectador.</p>

<p><IMG src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/grito/grito02.jpg"></p>

<p>O grande problema é que, apesar de estar bem amarrado, o roteiro parece ficar em aberto. Será&nbsp; a deixa para uma continuação de “O Grito”? Por mais que seja, é injusto deixar o público na expectativa e frustrá-lo ao final do filme. Enquanto sobem os créditos, muitas dúvidas ficam pairadas no ar, pois a simples justificativa da “maldição japonesa” não basta para convencer o espectador de tudo que ele acabou de vivenciar na tela. Falta algo mais plausível, mais verossímil, mesmo em se tratando de um filme de horror.</p>

<p>Uma das estratégicas utilizadas pelo diretor para pregar sustos na platéia é aquela que vem ganhando cada vez mais espaço em filmes do gênero: movimentos inesperados de câmera e um uso permanente de trilha e efeitos sonoros assombrosos e impactantes. Funciona, já que por várias vezes você se deixa levar pelo que está acompanhando e esquece que está no meio de uma sala de cinema, entre várias outras pessoas.</p>

<p>“O Grito” é um bom filme, mas peca, como já foi ressaltado, por deixar várias lacunas abertas ao final da exibição. Um roteiro elaborado com mais propriedade poderia dar à história um final muito mais convincente e menos ambíguo. De qualquer forma, vale seu ingresso pelo envolvimento que estabelece com o espectador, deixando-o com vontade de, a certo momento, colocar em prática o que diz o título do filme.</p>

<p><em>Ficha técnica:<br />
The Grudge, EUA, 2004. Direção: Takashi Shimizu. Com: Sarah Michelle Gellar, Jason Behr, William Mapother, Clea DuVall, KaDee Strickland, Grace Zabriskie. 1h36. Horror.</em></p>]]>
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<title>A Lenda do Tesouro Perdido</title>
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<summary type="text/plain"> A Buena Vista já começou bem 2005. “A Lenda do Tesouro Perdido” é o primeiro blockbuster da Disney no ano. Com produção orçada em $100.000.000, o filme já rendeu $284.715.339 em todo o mundo....</summary>
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<![CDATA[<p><img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/lenda-do-tesouro-perdido/lenda-do-tesouro-perdido03.jpg"></p>

<p>A Buena Vista já começou bem 2005. “A Lenda do Tesouro Perdido” é o primeiro blockbuster da Disney no ano. Com produção orçada em $100.000.000, o filme já rendeu $284.715.339 em todo o mundo.</p>]]>
<![CDATA[<p>Claro que, até pela própria história, grande parte da bilheteria veio dos Estados Unidos, que contribuiu com nada menos que 58% desse montante. O fato é que o filme faz jus ao sucesso alcançado, colocando na tela uma típica aventura que mescla um tesouro clássico com a modernidade dos filmes do gênero.</p>

<p>Benjamin Gates (Nicolas Cage) é um caçador de tesouros, função que já atravessou gerações em sua família. Durante toda sua vida, ele procurou um tesouro que ninguém acredita existir, tendo sido acumulado durante séculos e transportado por vários continentes para evitar que fosse roubado. As investigações de Benjamin sobre a localização deste tesouro fazem com que ele descubra que existe um mapa codificado escondido na Declaração de Independência dos Estados Unidos. Só que, para conseguir lê-lo, ele terá que enganar o FBI e roubar um dos documentos mais vigiados do país.</p>

<p><img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/lenda-do-tesouro-perdido/lenda-do-tesouro-perdido09.jpg"></p>

<p>Não estranhe se, no decorrer de “A Lenda do Tesouro Perdido”, você encontrar alguma semelhança com “O Código da Vinci”, de Dan Brown. O best-seller, que desde abril do ano passado está liderando vendas em todo o mundo, certamente serviu de inspiração para a sinopse. Afinal de contas, a decifração de códigos, mapas e obras de arte é a febre do momento.</p>

<p>Também é provável que Benjamin Gates faça você lembrar, de imediato, de Indiana Jones. Pode-se dizer que o caçador de tesouros é a versão moderna e urbanizada do clássico arqueólogo. Mas sem o mesmo glamour e o tom aventureiro.</p>

<p>No entanto, tais referências não menosprezam “A Lenda do Tesouro Perdido” ou o tornam menos original. Até porque a trama do filme é bastante engenhosa, não se prendendo exclusivamente a um mapa que leva a um tesouro que precisa ser encontrado. Há um contexto que, apesar de exagerado, é bem elaborado, dando espaço a enigmas que exigem curiosas interpretações e, feito isso, cenas de ação bem realizadas.</p>

<p><img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/lenda-do-tesouro-perdido/lenda-do-tesouro-perdido02.jpg"></p>

<p>Com a “A Lenda do Tesouro Perdido”, o diretor Jon Turteltaub chega ao seu primeiro grande sucesso. Antes, seu cartão de visita era a comédia romântica “Enquanto Você Dormia”. Em seu currículo também constam “Jamaica Abaixo de Zero” e “Fenômeno”. Claro que por trás do sucesso do filme está o produtor Jerry Bruckheimer (“Piratas do Caribe”, “Armageddon” e “Pearl Harbor”). Com seu toque de Midas, praticamente todos os projetos em que ele se envolve tornam-se bem-sucedidos.</p>

<p>“A Lenda do Tesouro Perdido” ainda vem ancorado por Nicolas Cage (“A Rocha”, “A Outra Face” e “60 Segundos”), ator que, nos últimos anos, tornou-se chamariz de público. Na realidade, sua atuação não traz nada de especial. No restante do elenco, também não há ninguém que chame a atenção. Mas nem é preciso, uma vez que a força do filme está no roteiro bem amarrado e na boa produção, que dá ao filme visual e estilo bacanas.</p>

<p>Não vá ao cinema esperando um filme espetacular. “A Lenda do Tesouro Perdido” compromete-se apenas a ser uma boa aventura. E isso o faz! Entretenimento puro que pincelou várias referências para elaborar seu próprio roteiro. De qualquer forma, chega a um resultado satisfatório.</p>

<p><em>National Treasure, EUA, 2004. Direção: Jon Turteltaub. Com: Nicolas Cage, Diane Kruger, Justin Bartha, Sean Bean, Jon Voight, Harvey Keitel. Aventura. 2h11.</em></p>]]>
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<title>Os Incríveis</title>
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<summary type="text/plain">2004 foi um ano e tanto para os filmes de animação. Depois do sucesso arrebatador de “Shrek 2” e do bem-sucedido “O Espanta Tubarões”, desembarcou nos cinemas toda a trupe de “Os Incríveis”.</summary>
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<![CDATA[<p><img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/incriveis/incriveis03.jpg"></p>

<p>2004 foi um ano e tanto para os filmes de animação. Depois do sucesso arrebatador de “Shrek 2” e do bem-sucedido “O Espanta Tubarões”, desembarcou nos cinemas toda a trupe de “Os Incríveis”.</p>]]>
<![CDATA[<p>Com orçamento de $152.000.000 entre produção e divulgação, o filme já arrematou até agora $592.358.021 em todo o mundo. E promete render ainda mais, pois continua entre as maiores bilheterias de vários países. Só no Brasil, em cinco semanas de exibição, o filme levou aos cinemas 3.663.200 espectadores.</p>

<p>Na história, após salvar um suicida que acabou se saltar de um prédio, Senhor Incrível é processado e condenado, fazendo com que a opinião pública se volte contra sua família de super-heróis. O governo faz então uma oferta para que eles passem a levar suas vidas como pessoas normais, sem demonstrar que possuem poderes, recebendo em troca uma pensão anual. Passam-se 15 anos e Bob Parr leva uma vida pacata ao lado da esposa e seus três filhos. Ele agora trabalha numa seguradora e luta para combater o tédio e a mediocridade do dia-a-dia. Com vontade de retomar a vida de herói, tem a grande chance quando surge um comunicado misterioso, que o convida para uma missão secreta em uma ilha remota.</p>

<p><img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/incriveis/incriveis04.jpg"></p>

<p>Não é segredo para ninguém que a Pixar foi responsável pela definição do conceito de animação digital. Tudo começou com os bonequinhos vivos de “Toy Story”, passando pelos insetos inteligentes de “Vida de Inseto” e os monstrinhos de “Monstros S.A.”, até os peixinhos falantes de “Procurando Nemo”.</p>

<p>Superando-se a cada filme, a empresa rema para outros mares com “Os Incríveis”. Dessa vez, não se trata de uma comédia com bichinhos fofinhos, nem de uma sátira aos super-heróis. Trata-se de filme de ação, que se utilizou da tecnologia digital para ganhar vida. Aliás, “Os Incríveis” vem para mostrar que animação não é um gênero, mas sim uma forma de contar qualquer história, seja ela de suspense, drama ou comédia.</p>

<p>A criação digital de um mundo muito semelhante ao nosso (com direito a metrópole e até uma ilha vulcânica), surpreende pela verossimilhança. Em determinados momentos, pode-se jurar que não se trata de animação, mas da reprodução de imagens reais, inclusive nas cenas que envolvem água e fogo (as mais difíceis de serem realizadas digitalmente).</p>

<p><img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/incriveis/incriveis08.jpg"></p>

<p>Se os cenários já impressionam, o que dizer então dos encantadores personagens de “Os Incríveis”? A família de super-heróis é sensacional, com Senhor Incrível (o pai superforte), Helen (a mãe com corpo elástico), Violet (a filha que projeta campos de força e tem o poder da invisibilidade), Dash (o filho superveloz) e Jack-Jack (o bebê, até certo ponto, normal). Além da admirável composição visual, vale uma ressalva para o cuidado no que diz respeito à delineação da personalidade de cada um deles. </p>

<p>Mas quem rouba a cena de “Os Incríveis” é a estilista Edna Mode, uma perua toda estilosa responsável pela confecção dos uniformes dos super-heróis. Uma figura impagável, inspirada em Edith Head, que trabalhou como figurinista de centenas de filmes produzidos em Hollywood por mais de 50 anos. </p>

<p>Elogiar os recursos visuais de qualquer filme da Pixar é chover no molhado. Com “Os Incríveis” não é diferente. O reconhecimento já começou com a indicação ao Globo de Ouro de melhor filme de comédia, sendo também um forte concorrente a levar o Oscar de melhor animação. Trata-se de um filme ágil, eletrizante e engraçado para todas as idades, com atrativos específicos para cada parcela do público, o que certamente explica o grande sucesso que vem fazendo pelo mundo afora.</p>

<p><em>The Incredibles, EUA, 2004. Direção: Brad Bird. 1h55. Animação.</em></p>]]>
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<title>Por que &quot;Alexandre&quot; fracassou?</title>
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<summary type="text/plain">Quem quer agradar a todos, não agrada ninguém. Esse é o motivo do fracasso de Alexandre. Ainda assim, o trabalho de Oliver Stone rende uma boa sessão-pipoca.</summary>
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<dc:subject>Cinema</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/alexander2.jpg"><br />
Quem quer agradar a todos, não agrada ninguém. Esse é o motivo do fracasso de <i>Alexandre</i>. Ainda assim, o trabalho de Oliver Stone rende uma boa sessão-pipoca.</p>]]>
<![CDATA[<p>Quanto mais se assiste aos épicos de hoje, mais sente-se saudade dos épicos de antigamente - como Spartacus, Ben-Hur ou Os Dez Mandamentos. Não deveria haver motivos para isso, já que os orçamentos dos filmes são cada vez mais generosos e a atual tecnologia gráfica facilita a criação de cenas de encher os olhos. </p>

<p>Oliver Stone é um diretor famoso por ser linha dura, polêmico, teimoso e com mania de grandeza. Surpreende que ele tenha se deixado levar tanto pela opinião pública na concepção de seu Alexandre. Esse foi o grande erro, o responsável pelo fracasso de crítica e público do longa. Deu-se importância demais à polêmica da homossexualidade , o que prejudicou totalmente a montagem do filme. Não importa se os aspectos históricos são fiéis, polêmicos, ou mesmo fantasiosos. Se Stone tivesse se restringido à sua idéia original (ele assina tanto a direção como o roteiro), o resultado teria sido melhor.</p>

<p>Na ânsia de aplacar a ira dos críticos e da opinião pública, que fez um verdadeiro circo durante a pós-produção, Stone cortou trechos inteiros de cenas e reduziu as cenas de sexo ao mínimo. Para consertar tantos buracos na montagem, apelou-se à narrativas enormes e cansativas de Anthony Hopkins, intercalados por mapas e obras artísticas sem fim.</p>

<p>O resultado final na tela é uma biografia que enfatiza mais o lado humano e inseguro do grande Alexandre. Se por um lado ele dominou todo o território conhecido na antiguidade, seu verdadeiro conflito era íntimo. Dominado pela mãe Olímpia, que tinha fama de feiticeira ambiciosa, ele era constantemente instigado por ela a desafiar o pai, o rei Filipe. Os pais de Alexandre se odiavam, e ele passou sua vida num fogo cruzado entre ambos. No fundo, o que Alexandre desejava era conquistar a aprovação e admiração do genitor. Aos 15 anos, quando domou Bucéfalo, um cavalo selvagem, o pai passa a olhá-lo com maior respeito e admiração. O assassinato de Filipe enche a mãe de alegria e alça Alexandre ao trono. E, até o fim da vida, Alexandre lutará para ser o maior conquistador da antiguidade e fugir de vez às insistentes comparações ao falecido rei, feitas por seus generais e soldados. Aos 25 anos, Alexandre já havia conquistado 90% do mundo conhecido, venceu o temido exército persa comandado por Dario e passou a liderar exércitos de macedônios, gregos e orientais. Desposou uma asiática selvagem, de temperamento forte e impressionantemente parecida com sua mãe, tanto no gênio como no físico. Ainda assim, seu grande amor e amigo de infância Hefestion é quem será leal a ele até o fim.</p>

<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/alexander1.jpg"></p>

<p>Quanto ao elenco, Val Kilmer é o principal destaque no papel do pai de Alexandre, Filipe. Angelina Jolie ganhou o pior papel de sua carreira, uma Olímpia de sotaque esquisito, sempre às voltas com cobras. Some-se a isso a estranheza de vê-la tão jovem ao lado do filho Alexandre já adulto. Não houve nenhum cuidado em envelhecê-la. E quanto ao próprio Alexandre, certamente não é personagem para Colin Farrell, que não tem cacife para dar o devido brilho e grandiosidade ao maior conquistador da História de todos os tempos.</p>

<p>Felizmente nem tudo são tropeços. A bela direção de arte, trilha sonora (assinada por Vangelis) e fotografia primorosa salvam o filme e o ajudam no saldo final como uma interessante sessão-pipoca. Atente para as cenas de guerra, em especial onde a água sobrevoa o deserto, numa sequência com uma imensa abertura de câmera. É de arrepiar. Surpreende também a sangrenta batalha onde Alexandre é ferido até quase a morte, onde as árvores ganham um tom avermelhado e a câmera percorre nervosamente os feridos em batalha. Nem mesmo em Tróia elas foram tão bem produzidas e dirigidas. Não é um filme memorável como podia ter sido, mas são quase 3 horas que passam num piscar de olhos para fãs do gênero.</p>

<p><br />
Leia também:<br />
<a href="http://www.odontopalm.com.br/midiamulti/arquivo/2004/09/index.html#002691">Alexander - O primeiro teaser</a> (detalhes da produção publicados aqui no MidiaMulti em setembro de 2004)</p>

<p><br />
<i>Ficha técnica:<br />
Alexander (EUA, 2004)<br />
Gênero: Épico<br />
Distribuidora: Warner<br />
Diretor e Roteirista: Oliver Stone<br />
Elenco: Colin Farrell, Val Kilmer, Anthony Hopkins, Angelina Jolie,  Jared Leto, Rosario Dawson<br />
Duração: 175 min. </i><br />
</p>]]>
</content>
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<title>Doze Homens e Outro Segredo</title>
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<issued>2005-01-09T04:06:08Z</issued>
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<summary type="text/plain">Não tão empolgante quanto o primeiro filme, a história tem uma conduta completamente diferente. Ainda assim, um filme razoável.</summary>
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<![CDATA[<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/oceanstwelve2.jpg"></p>

<p>Não tão empolgante quanto o primeiro filme, a história tem uma conduta completamente diferente. Ainda assim, um filme razoável, com destaque para Catherine Zeta-Jones.</p>]]>
<![CDATA[<p>Se você não assistiu o primeiro filme, <i>Doze Homens e um Segredo</i>, assista-o. É imprescindível estar a par da história para compreender o desenrolar dos fatos nessa continuação.</p>

<p>O elenco estelar continua o mesmo, contudo o diretor conduz a história de uma maneira diferente do primeiro filme. Se de um modo de vista isso pode surpreender alguns pela ousadia nas tomadas de câmera, nos cortes e na fotografia (que explora todo o glamour da Europa clássica), pode desagradar a outros pelo roteiro entrecortado, em estilo quebra-cabeça, e pela ausência da ação que foi a tônica do primeiro filme.</p>

<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/oceanstwelve.jpg"></p>

<p>Recapitulando os fatos: Danny Ocean (George Clooney) e seu bando roubaram US$ 160 milhões do hotel-cassino de Terry Benedict (Andy Garcia) num golpe perfeito. Repartido o dinheiro, cada um segue sua vida. Três anos depois o bando se reencontra, ameaçados de morte por Benedict, que rastreou e localizou um a um e quer de volta os milhões, mesmo ressarcido pelo seguro. Resultado: o bando precisa fazer novos assaltos para levantar a quantia. Desta vez, contudo, tudo dá errado: a polícia os localiza, o bando se separa e ainda por cima têm que agüentar um ladrão francês, playboy e orgulhoso, que quer acabar com fama de "melhores do mundo" do bando de Ocean.</p>

<p>Ou seja, não há um novo golpe, não há ação, conspiração ou jogo de nervos. Dessa vez, o diretor Soderbergh joga ao público uma charada que deve ser desvendada aos poucos, contando com a perspicácia do público. Quem não ficar atento durante o filme todo, perde o fio da meada e se irrita com a história.</p>

<p>A fotografia amarelada, escurecida, tem o objetivo de ajudar o espectador a se situar na história, que não é linear. Assim, sabe-se o que está efetvamente ocorrendo e o que é <i>flashback</i>.</p>

<p>Embora o foco principal do filme não seja a investigadora Isabel, é ela quem brilha no filme, maravilhosa na pele de Catherine Zeta-Jones. Já o astro europeu Vincent Cassel, no papel do ladrão orgulhoso Raposa da Noite, é chato e apático. E quanto ao líder do bando, Danny Ocean, e sua recém-reconquistada esposa Tess (Julia Roberts), desta vez eles eles perdem um pouco de espaço para Rusty Ryan (Brad Pitt), talvez por causa de seu passado amoroso com Isabel, que chama a atenção.</p>

<p>Não há melhor ou pior entre o filme de 2001 e essa continuação. São estilos diferentes. Por isso mesmo, pode decepcionar quem gostou da primeira parte da história. </p>

<p>Mas numa coisa todos haverão de concordar: a história original de 1960, com Frank Sinatra como Danny Ocean, é muito mais charmosa e sofisticada. Essa sim, uma diversão de primeira, disponível em DVD nas locadoras.</p>

<p><br />
<i>Doze Homens e Outro Segredo (Ocean's twelve, EUA, 2004, 120 min) <br />
Direção: Steven Soderbergh. <br />
Elenco: George Clooney, Brad Pitt, Catherine Zeta Jones, Vincent Cassell, Matt Damon, Julia Roberts, Andy Garcia, Don Cheadle. </i></p>]]>
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<title>Vale tudo para vender cerveja</title>
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<issued>2005-01-02T23:59:33Z</issued>
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<summary type="text/plain">Não bastam mais mulheres nuas. Atropelando qualquer ética, agência de propaganda aposta na discriminação aos idosos para vender cerveja.</summary>
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<email>blog@odontopalm.com.br</email>
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<![CDATA[<p>Não bastam mais mulheres nuas. Atropelando qualquer ética, agência de propaganda aposta na discriminação aos idosos para vender cerveja.<br />
<img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/nova_schin_logo.gif"></p>]]>
<![CDATA[<p>O Grupo Schincariol iniciou em dezembro uma agressiva campanha de marketing criada pela Fisher America, para a temporada de verão 2005.</p>

<p>Segundo a agência, a campanha tem dois objetivos: renovar a marca Nova Schin, lançada em setembro de 2003, e reconquistar mercado. "Nossa meta é chegar a março exibindo pelo menos 16,5% de participação", diz o gerente de Marketing do Grupo Schincariol, Luiz Cláudio Taya de Araújo. Hoje, a Nova Schin tem participação de 11%, que chega a 12,6% somando a Primus e a Glacial, duas outras marcas do grupo.</p>

<p>Buscando incessantemente incomodar as líderes de mercado, aposta-se em qualquer coisa para vender seu produto. Inclusive discriminar idosos.</p>

<p>Apresentadores globais aboradam na praia pessoas que bebem a cerveja concorrente, comparando a cerveja "nova" com a cerveja "velha" como se fossem pessoas. A nova é a boa, a gostosa; a velha não presta, está passada, gagá, já deu o que tinha que dar. "Cuidado que essa aí deve até ter dentadura!" alerta o famoso galã de novelas, que atua na campanha.</p>

<p>Sabe-se que a mídia é a maior propagadora do mito da juventude, onde apenas o belo, o jovem e o fisicamente perfeito são aceitos e exaltados pela sociedade. Contudo, numa época em que se busca cada vez mais a qualidade de vida dos idosos, onde o Presidente da República promulgou o Estatuto do Idoso, onde se defende tanto uma urgente reforma previdenciária, é paradoxal ver uma atitude tão sem ética.</p>

<p>Há dois domingos ocorreu uma sucessão de eventos no mínimo curiosa. Durante a exibição do Fantástico, o comercial onde velhinhas beijoqueiras correm atrás de dois rapazes apavorados foi exibido logo após um bloco onde Regina Casé mostrou que o Brasil é um país que está envelhecendo. Foi constrangedor ver aquele comercial logo após uma matéria que prega a valorização do idoso. A Globo devia estar mais atenta a esse tipo de coisa, ou será que seu tão defendido padrão de qualidade está indo para o ralo?</p>]]>
</content>
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<title>Novas minisséries globais em DVD</title>
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<modified>2005-01-09T04:13:31Z</modified>
<issued>2005-01-02T23:16:13Z</issued>
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<created>2005-01-02T23:16:13Z</created>
<summary type="text/plain">Fãs de dramaturgia, preparem-se: vêm aí novos DVDs de minisséries globais consagradas.</summary>
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<url>http://www.odontopalm.com.br</url>
<email>blog@odontopalm.com.br</email>
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<dc:subject>DVD</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Fãs de dramaturgia, preparem-se: vêm aí novos DVDs de minisséries globais consagradas.</p>]]>
<![CDATA[<p>Esse ano de 2005 é o ano do centenário de nascimento de Erico Verissimo e dos 40 anos da Rede Globo. Assim, a emissora resolveu homenagear o escritor com o lançamento em DVD de duas minisséries baseadas em suas obras: "Incidente em Antares" e "O Tempo e o Vento". Além disso, dentro da comemoração de seu quadragésimo aniversário, vários títulos de séries e comédias serão lançados em edição especial de DVD pela Globo.</p>

<p>"O Tempo e o Vento" foi ao ar em 1985 e marcou época. Numa adaptadação caprichadíssima de Doc Comparato e dirigida por Paulo José (que inclui as obras literárias "Um Certo Capitão Rodrigo", além da própria saga "O tempo e o Vento", a minissérie de 25 capítulos tinha como protagonistas Glória Pires (Ana Terra), Tarcísio Meira (Capitão Rodrigo) e Lélia Abramo (Bibiana Cambará). Contando ainda com a trilha <br />
inesquecível de Tom Jobim, a história trata da colonização do Rio Grande do Sul nos séculos XVIII e XIX. </p>

<p>"Incidente em Antares", minissérie de 1994, teve adaptação da obra homônima de Verissimo por Nelson Nadotti e Charles Peixoto, direção-geral de Paulo José e artística de Carlos Manga.</p>

<p>A série conta a história de sete defuntos que não podem ser enterrados em razão de uma greve no cemitério da pequena Antares, no RS. Os sete "mortos" foram interpretados por Fernanda Montenegro, Elias Gleizer, Diogo Vilela, Paulo Betti, Gianfrancesco Guarnieri, Rui Rezende e Marília Pêra, com direito a uma participação especial de Regina Duarte no papel de uma telefonista.</p>

<p>Outro clássico da teledramaturgia a ser transformado em DVD pela emissora no próximo ano é "O Bem Amado", de Dias Gomes. Ainda não se sabe se será uma reedição da novela, exibida em 1973 (a primeira em cores da TV brasileira), do seriado, levado ao ar de 1980 a 84, ou as duas coisas.</p>

<p>Na categoria de comédias, em 2005 será lançado "TV Pirata" (primeira fase de 1988 a 1990; segunda, em 1992) e "Viva o Gordo", comandado por Jô Soares de 1981 a 1987.</p>]]>
</content>
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<title>Bridget Jones - No limite da chatice</title>
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<modified>2005-01-10T01:13:11Z</modified>
<issued>2005-01-02T21:23:58Z</issued>
<id>tag:www.odontopalm.com.br,2005:/midiamulti/3.2789</id>
<created>2005-01-02T21:23:58Z</created>
<summary type="text/plain">Se você acha que a continuação do bem-sucedido filme da jornalista é tão bom quanto o primeiro, esqueça. Fuja dessa bomba.</summary>
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<name>bia</name>
<url>http://www.odontopalm.com.br</url>
<email>blog@odontopalm.com.br</email>
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<dc:subject>Cinema</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Se você acha que a continuação do bem-sucedido filme da jornalista é tão bom quanto o primeiro, esqueça. Fuja dessa bomba.<br />
<img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/bridget2.jpg"></p>]]>
<![CDATA[<p>O melhor motivo para ir ao cinema ver Bridget Jones - No Limite da Razão é o primeiro filme, de 3 anos atrás, que narra as aventuras amorosas e inseguranças da simpática jornalista gordinha. O Diário de Bridget Jones é um filme ao mesmo tempo cômico e doce que deu a Renée Zellweger uma indicação ao Oscar de melhor atriz. A comédia romântica é baseada na obra autobiográfica da inglesa Helen Fielding, hoje um sucesso editorial.</p>

<p>Ao assistir No Limite da Razão , que recém estreou, a impressão que se tem é que não temos em cena a mesma Bridget de antes. A sensível, engraçada e rechonchuda repórter deu lugar a uma chata. A essência da saga de Bridget é que devemos aceitar as pessoas pelo seu interior e não pelas aparências. Mas o filme quer que a aceitemos na marra. O problema é que, pneuzinhos à parte, ninguém é obrigado a gostar de uma pessoa enjoada, fofoqueira e enxerida a ponto de invadir a casa do namorado para ouvir escondido os recados da secretária eletrônica dele.</p>

<p><img src="http://www.midiamulti.blogger.com.br/bridget.jpg"></p>

<p>A Bridget original, tão dentro da realidade, deu espaço a uma mulher cujas atitudes idiotas dificilmente levam a crer que se trata de uma pessoa factível. A heroína, que tenta manter o namoro com o sensível Darcy (Colin Firth) do primeiro filme, insulta as mulheres "normais"  que, como ela, não são um padrão de beleza. </p>

<p>Tudo om direito a cenas contrangedoras, como a de Bridget na prisão, entre moças asiáticas que apanham de seus homens e são servis sexuais. Entre piadas de muitíssimo mau-gosto, a pobre protagonista é salva por seu namorado europeu, de volta para seu mundinho fútil de namoros, cosméticos e dietas.</p>

<p>Fuja dessa bomba e evite constrangimentos. Ainda mais se você for mulher.</p>

<p><br />
<i>Bridget Jones: No Limite da Razão (Bridget Jones: The Edge of Reason, Inglaterra, 2004, 108 min)<br />
Direção: Beeban Kidron. <br />
Elenco: Renée Zellweger, Jacinda Barrett, Jim Broadbent, Colin Firth, Hugh Grant, Gemma Jones, Shirley Henderson.</i></p>]]>
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<title>Retrospectiva 2004 na Globo</title>
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<issued>2004-12-31T01:27:43Z</issued>
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<summary type="text/plain">Epa. Este n&amp;#227;o parece o mundo onde vivemos...</summary>
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<dc:subject>TV</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Epa. Este n&#227;o parece o mundo onde vivemos...</p>]]>
<![CDATA[<p>Tanta coisa importante aconteceu no mundo esse ano, e a Globo tratou tudo com a superficialidade de sempre. No melhor estilo Jornal Nacional, ela define o que &#233; importante ou n&#227;o.</p>

<p>E jogam ali, na sua cara, a morte de Yarafat como se fosse a de um cantor pop. E banalizam a Daiane dos Santos. E mais uma vez as cenas que os telejornais repetiram &#224; exaust&#227;o essa semana: tsunami, morte e choro.</p>

<p>Ah, claro. Destaque para a o filme da Gisele Bundchen, o casamento de Huck e Ang&#233;lica, Luma e o bombeiro, e mau gosto dos mau gostos, o tombo que fez Fidel Castro fraturar o joelho, com v&#225;rios replays.</p>

<p>E uma bela homenagem ao Lula e ao Palocci, ambos com muitos sorrisos, arrotando um otimismo exagerado. Ind&#250;stria em crescimento! Muita exporta&#231;&#227;o! Emprego em abund&#226;ncia! A emissora tem que garantir a generosa caixinha do governo federal e rolar sua pr&#243;pria d&#237;vida com puxa&#231;&#227;o de saco.</p>

<p>A Retrospectiva 2004 parecia uma vers&#227;o eletr&#244;nica da revista Caras, com um toque de Not&#237;cias Populares. "Os fatos que marcaram o Brasil e o mundo em 2004." S&#243; rindo...</p>

<p>Uma tsunami de ignor&#226;ncia para fazer lavagem cerebral nos incautos.</p>]]>
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<title>O expresso polar</title>
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<summary type="text/plain">Por que assistir a mais um filme natalino, sabendo-se que os clichês hollywoodianos são tão presentes quanto a neve e os gorrinhos vermelhos?</summary>
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<dc:subject>Cinema</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Por que assistir a mais um filme natalino, sabendo-se que os clichês hollywoodianos são tão presentes quanto a neve e os gorrinhos vermelhos?</p>]]>
<![CDATA[<p>O Expresso Polar tem como principal atrativo a inovação. A preocupação com os detalhes é tão grande que, a cada cena, o espectador pergunta-se se aquilo que vê é real ou animação.</p>

<p>Enquanto em atrizes e modelos de carne e osso usa-se ferramentas digitais para atenuar defeitos e ocultar imperfeições, os atores de O Expresso Polar abusam da exibição dessas características para conferir um aspecto mais próximo possível do real. Impossível passar incólume ao espectador as sardas no rosto do protagonista, os pelinhos da sombrancelha, o branco das unhas, os dentinhos levemente tortos da menina negra, bem como seus cabelos desalinhados e eriçados na nuca. A continuidade também é levada a sério, como a franja colada à testa pelo suor, após uma cena de ação. Coisa que paradoxalmente inexistiu em Capitão Sky - o penteado de Gwineth Paltrow não saía do lugar após lutas e saltos sobre penhascos... E seu batom estava sempre bem passadinho!</p>

<p>Enfim, eis um filme de roupagem e temática tradicional, sem novidades, nem por isso descartável. Uma obra que pode inclusive levar algumas estatuetas técnicas no próximo Oscar.</p>]]>
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